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Cabos USB-C não são todos iguais: este chip invisível decide o quão bem eles funcionam

Embora pareçam idênticos externamente, os cabos USB-C escondem uma tecnologia interna que determina a sua verdadeira performance e segurança. Hoje exploramos como o minúsculo chip e-Marker gere de forma inteligente a energia e a transferência de dados nos seus equipamentos.


O chip invisível que controla a performance do seu cabo

Existe um componente microscópico, mas fundamental, no interior dos nossos cabos USB-C. Trata-se do “e-Marker”, um chip de identificação eletrónica que assume uma responsabilidade crítica:

Desde que a União Europeia normalizou a utilização do conector USB-C para telemóveis e outros equipamentos eletrónicos, estes tornaram-se a “ferramenta universal” da conectividade. No entanto, esta uniformidade visual gera confusão, pois é impossível distinguir as capacidades de um cabo apenas pela sua aparência.

É aqui que o e-Marker se torna indispensável, atuando como o principal identificador do acessório.

Especificações técnicas e o padrão USB Power Delivery

A missão deste chip está detalhada nas normas oficiais do USB Implementers Forum (USB-IF), especificamente no protocolo USB Power Delivery. Quando um cabo é ligado, o e-Marker comunica um conjunto vasto de parâmetros técnicos, tais como:

Um mecanismo de segurança ativa para os seus dispositivos

O e-Marker não é apenas um luxo tecnológico, mas sim um requisito obrigatório para cabos de alto desempenho. Ele funciona como uma barreira de segurança ativa: durante a negociação de energia, o chip confirma ao carregador que o cabo possui certificação para suportar, por exemplo, 100W.

Caso o carregador não receba esta validação digital, o sistema assume preventivamente que se trata de um cabo básico, limitando o fluxo de energia para evitar sobreaquecimentos ou danos no hardware.

Esta é a razão pela qual, frequentemente, o carregamento de um telemóvel pode parecer excessivamente lento ou a transferência de ficheiros demorada. Na ausência deste chip, a maioria dos controladores de sistema rebaixa automaticamente a ligação para o padrão USB 2.0. Isto significa que, mesmo que o cabo fosse fisicamente capaz de mais, a velocidade ficará limitada a uns modestos 480 Mbps.

Os cabos USB-C destinados a altas prestações (como USB4 ou Thunderbolt) utilizam múltiplos pares de fios de cobre para transmitir dados em paralelo. O e-Marker comunica ao computador que o cabo possui todas as vias necessárias para ativar o modo de “via dupla”. Sem esta confirmação, o potencial de largura de banda é desperdiçado.

Além disso, este chip é essencial para a transmissão de vídeo e para o uso de cabos longos. Em extensões maiores, o sinal tende a degradar-se; o e-Marker identifica o comprimento do cabo, permitindo que o dispositivo ajuste a potência do sinal para compensar perdas. É também ele que indica se o cabo suporta resoluções exigentes, como 4K ou 8K, através dos chamados “modos alternativos”.

 

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