Lisboa prepara-se para receber um evento diferente de tudo o que normalmente vemos no calendário tecnológico. Nos dias 6 e 7 de março, o bairro de Marvila será palco do Parallel Society Lisbon, uma convergência internacional que junta tecnólogos, investigadores, artistas e comunidades que exploram novas formas de pensar a sociedade digital.
Mais do que uma conferência tradicional, o Parallel Society assume-se como um espaço de experimentação onde tecnologia, cultura e liberdade digital se cruzam. Durante dois dias, participantes de várias partes do mundo reúnem-se em Lisboa para discutir privacidade, descentralização, software livre e novas formas de organização social apoiadas pela tecnologia.
Parallel Society Lisbon 2026 — o essencial em 15 segundos
- Quando: 6 e 7 de março
- Onde: Marvila, Lisboa
- O que é: tecnologia livre, privacidade, descentralização + cultura
- Formato: unconference, workshops, hackspaces + dia cultural
Um evento que mistura tecnologia, comunidade e cultura
O Parallel Society nasce da iniciativa do movimento Logos, uma comunidade internacional que trabalha no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas descentralizadas capazes de reforçar a autonomia das comunidades e a liberdade digital.
A edição de Lisboa reúne uma coligação de organizações e comunidades conhecidas no universo da tecnologia aberta e da privacidade online, incluindo projetos ligados ao Tor Project, MoneroKon, Kleros, PsyDAO e Funding the Commons.
O objetivo é simples, mas ambicioso: juntar pessoas que estão a desenvolver tecnologias e ideias que podem ajudar a construir infraestruturas digitais mais abertas, resilientes e independentes.
Para quem é este evento?
Para quem se interessa por privacidade digital, open-source, comunidades tech, descentralização e também para quem gosta de cultura underground e experiências fora do óbvio.
Dia 1: workshops, hackspaces e debates abertos
O primeiro dia do evento assume o formato de “unconference”, um modelo mais aberto e colaborativo onde os participantes não são apenas espectadores, mas também parte ativa da construção das sessões.
Ao longo do dia haverá:
- Workshops técnicos
- Laboratórios de protocolos e tecnologia descentralizada
- Hackspaces e sessões práticas
- Debates sobre privacidade, cultura open-source e governação digital
- Espaços colaborativos para experimentação e criação
Dia 1 — o que esperar (checklist rápida)
✅ workshops técnicos ✅ hackspaces e sessões práticas ✅ debates abertos (“unconference”) ✅ networking real (sem “pitch” obrigatório) ✅ ideias e projetos para quem gosta de construir
As atividades estarão distribuídas por diferentes zonas temáticas dedicadas a áreas como descentralização, privacidade, cultura tecnológica e comunidade.
Dia 2: quando a tecnologia encontra a música
No segundo dia, o evento transforma-se num verdadeiro encontro cultural. A programação inclui atuações de artistas internacionais e nomes relevantes da cena musical underground.
Dia 2 — quando a tecnologia encontra a música
O segundo dia muda de registo: a componente cultural ganha destaque e o evento torna-se uma experiência mais “festival”, com atuações e ambiente comunitário — ideal para quem quer fechar a semana com algo diferente em Lisboa.
Entre os artistas já anunciados encontram-se nomes como Moses Boyd, Kode9, Calibre, Apparat e Gilles Peterson, num alinhamento que atravessa jazz contemporâneo, bass culture e eletrónica experimental.
A ideia é criar um ambiente onde tecnologia, cultura e criatividade convivem naturalmente, reforçando a dimensão comunitária do projeto.
Lisboa como ponto de encontro global
Depois de edições realizadas em locais como Zanzibar e Bangkok, Lisboa recebe agora a edição mais ambiciosa do Parallel Society. A escolha da cidade não é casual: nos últimos anos a capital portuguesa tem-se afirmado como um dos principais polos europeus de inovação tecnológica, comunidades digitais e cultura alternativa.
O evento decorre em Marvila, uma antiga zona industrial da cidade que hoje acolhe alguns dos espaços culturais e criativos mais dinâmicos de Lisboa.
Factos curiosos sobre o Parallel Society
- É um evento sem fins lucrativos: quaisquer lucros são distribuídos por iniciativas locais (ONGs e projetos culturais), com decisão da comunidade.
- Tem dois “mundos” no mesmo fim de semana: um dia de unconference focado em tecnologia cívica + um dia de festival cultural com concertos e DJ sets.
- Os bilhetes já estão à venda e existem opções para diferentes dias e formatos de participação.
Como participar
O acesso antecipado ao evento já está disponível e os interessados podem consultar mais detalhes sobre a programação e inscrições através do site oficial.
Mais informações: https://ps.logos.co/
Também é possível acompanhar as novidades do evento através do Instagram:
https://www.instagram.com/parallelsocietyfestival/
Quer ir?
A informação oficial e os detalhes de participação estão aqui:
Se gosta de tecnologia, privacidade digital, open-source ou simplesmente de eventos que juntam inovação e cultura, este pode ser um dos encontros mais interessantes a acontecer em Lisboa este mês.