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Universidades da Ásia aproveitam situação em Harvard para atrair estudantes

Os problemas que o Governo dos Estados Unidos está a levantar à Universidade de Harvard, em especial aos estudantes estrangeiros que estudam ou pretendem estudar lá, estão a motivar instituições de ensino por toda a Ásia a abrirem as suas portas.


O Governo americano revogou a capacidade da Universidade de Harvard de matricular estudantes internacionais, argumentando com as suas políticas de diversidade e preocupações com o antissemitismo decorrente dos protestos pró-Palestina. A medida deverá entrar em vigor no próximo ano letivo (2025-2026).

Entretanto, Harvard está a contestar a decisão na justiça, com uma ação temporária que permite que os estudantes permaneçam por enquanto.

À medida que a incerteza aumenta nos Estaos Unidos, pelas repercussões que a decisão de Donald Trump pode ter noutras universidades, instituições de ensino de outros países decidem aproveitar para atrair os talentos por que Harvard é mundialmente conhecido.

 

Estudantes de Harvard estão a ser cobiçados pelas universidades asiáticas?

Aliás, a secretária da Educação de Hong Kong, Christine Choi Yuk-lin, já apelou a que as universidades locais assumam um papel mais ativo na atração de talentos globais e no reforço da reputação de Hong Kong como um destino de excelência para o ensino superior.

Na terça-feira, pessoas colocaram cartazes num protesto de apoio aos estudantes internacionais, na Universidade de Harvard. Crédito: Lucy Lu para o The New York Times

Segundo a imprensa, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong estendeu um “convite aberto” aos atuais e futuros alunos de Harvard, oferecendo admissão incondicional, procedimentos simplificados e apoio académico.

A iniciativa surge, em resposta à evolução do panorama académico global, reforçando o compromisso da universidade “em promover um ambiente de aprendizagem diversificado e de classe mundial”.

Por sua vez, a Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU) está a oferecer aos estudantes de Harvard a transferência direta para os seus programas académicos, convidando “os estudantes que receberam ofertas de admissão ou que estão atualmente matriculados na Universidade de Harvard ou noutras universidades de topo dos [Estados Unidos] a considerarem a PolyU como uma alternativa para continuarem os seus estudos de licenciatura ou pós-graduação”.

Entretanto, a Universidade de Tóquio disse que está a considerar aceitar temporariamente estudantes internacionais da Universidade de Harvard, caso eles sejam afetados pela decisão do Governo de Donald Trump.

Na terça-feira, o Governo do Japão pediu às universidades que acomodassem temporariamente estudantes internacionais de Harvard, no caso de novas restrições. E a Universidade Sunway, na Malásia, manifestou a sua disponibilidade para aceitar estudantes internacionais de Harvard para transferência imediata.

Em resposta ao pedido do Gabinete de Educação e Desenvolvimento Juvenil de Macau, para as universidades locais oferecerem apoio à transferência de estudantes afetados pelos recentes desenvolvimentos na Universidade de Harvard, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau anunciou que acolheria estudantes internacionais de Harvard e forneceria apoio, incluindo bolsas de estudo, subsídios financeiros e alojamento.

Além disso, num comunicado, o gabinete disse que entrou em contacto com estudantes macaenses atualmente matriculados em Harvard para oferecer assistência.

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