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53 anos depois, antiga nave espacial soviética despenha-se na Terra

O resto de uma antiga nave espacial da era soviética despenhou-se na Terra, no sábado, 53 anos após esta ter sido lançada. Concebida para aterrar em Vénus, a Kosmos 482 foi lançada a 31 de março de 1972, estando a orbitar a Terra desde então.


Conforme previsto, uma parte de uma nave espacial de meia tonelada da era soviética caiu na Terra, no sábado, 53 anos depois de um lançamento falhado rumo a Vénus.

Lançada em 1972 pela União Soviética, a nave espacial de nome Kosmos 482 fazia parte de uma série de missões com destino ao planeta.

Na altura, após um lançamento bem-sucedido para uma órbita temporária em torno da Terra, um problema num temporizador fez com que a ignição de um motor terminasse prematuramente, deixando-a retida durante mais de meio século.

A reentrada descontrolada da Kosmos 482 foi confirmada pela Roscosmos, a agência espacial da Rússia e pela EU Space Surveillance and Tracking.

O Venera-4, da era soviética, tem um design semelhante ao da Kosmos 482. Crédito: Rave/Wikimedia via The Guardian

Apesar de os russos terem informado que se despenhou sobre o Oceano Índico, alguns especialistas não tinham a certeza da localização exata, segundo a imprensa, que divulgou que o gabinete de detritos espaciais da Agência Espacial Europeia seguiu, também, o rasto da queda da nave.

 

Por que motivo esta missão recebeu tanta atenção dos cientistas?

Grande parte da nave espacial caiu na Terra uma década após o lançamento falhado. Sem capacidade para resistir à força da gravidade, à medida que a sua órbita diminuía, o módulo esférico de aterragem – com cerca de 1 metro de diâmetro – foi a última parte da nave espacial a cair.

Segundo os especialistas, que não conseguiram determinar com antecedência quando ou onde os detritos poderiam cair, o módulo de aterragem estava revestido de titânio e pesava mais de 495 kg.

Os destroços que sobreviverem pertencerão à Rússia, de acordo com um tratado das Nações Unidas, citado pela imprensa.

Embora dezenas de reentradas sejam monitorizadas regularmente todos os meses, a Kosmos 482 recebeu especial atenção de observadores espaciais governamentais e privados, pelas probabilidades de sobreviver à reentrada, segundo as autoridades.

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