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Apple retira o Mac Mini de 256 GB do mercado

A Apple tomou uma decisão que afeta diretamente quem procura um computador compacto e acessível. O Mac Mini perdeu a sua versão mais barata num momento em que a escassez de RAM está a pressionar toda a indústria.


Fim da versão mais económica do Mac Mini

Durante anos, o Mac Mini destacou-se como uma das propostas mais equilibradas da Apple. Com a chegada da versão equipada com o chip M4, essa posição tornou-se ainda mais evidente. O modelo base oferecia 16 GB de memória RAM, armazenamento SSD de 256 GB e um preço oficial relativamente competitivo, que frequentemente descia abaixo dos 600 euros em promoções.

No entanto, essa realidade mudou… A Apple decidiu retirar do mercado a configuração mais acessível do Mac Mini, eliminando assim a principal porta de entrada para muitos utilizadores. Desde 1 de maio de 2026, a versão com 256 GB deixou simplesmente de constar no catálogo oficial da Apple.

Com esta alteração, o preço de entrada sobe significativamente. A configuração mais barata passa agora a incluir 512 GB de armazenamento, mantendo os 16 GB de RAM e o chip M4, mas com um custo de 969 euros em Portugal. Trata-se de um aumento superior a 200 euros face ao modelo anterior.

Impacto direto no consumidor

Embora tecnicamente a Apple não tenha aumentado os preços, a eliminação do modelo base resulta, na prática, numa subida considerável do investimento necessário. Para muitos utilizadores – especialmente estudantes e profissionais com orçamento limitado – esta mudança representa é um obstáculo.

O Mac Mini era frequentemente escolhido como computador principal para tarefas do dia a dia, incluindo produtividade, navegação e edição leve. Além disso, os prazos de entrega também se tornaram mais longos. Em várias lojas oficiais, os envios já apontam para o final de maio ou início de junho, o que agrava ainda mais a situação.

Durante a apresentação de resultados de abril de 2026, Tim Cook reconheceu que o fornecimento de componentes, especialmente memória RAM, está sob forte pressão.

A crescente procura por infraestruturas de inteligência artificial (IA) tem consumido recursos a um ritmo superior ao previsto. Computadores como o Mac Mini e o Mac Studio tornaram-se ferramentas populares para executar modelos de IA localmente, o que aumentou drasticamente a procura.

Como consequência, os custos de memória subiram e a Apple viu-se obrigada a ajustar a sua oferta.

Uma tendência que afeta todo o setor

Nos últimos meses, vários produtos da Apple sofreram alterações semelhantes. Em março, a empresa removeu configurações com maior capacidade de RAM no Mac Studio, e em abril surgiram atrasos em vários modelos.

A crise de fornecimento de memória não é exclusiva da Apple. Trata-se de uma tendência global impulsionada pelas grandes empresas tecnológicas que investem em IA.

Ao mesmo tempo, a Apple procura garantir que todos os seus dispositivos conseguem suportar as novas funcionalidades baseadas em IA. Isso torna menos viáveis as configurações com menor capacidade de memória e armazenamento.

 

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