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Por que motivo os jovens não dizem “olá” ao atender o telefone?

Caso tenha nascido antes de 1995, talvez esteja a estranhar a questão. No entanto, a geração Z, que cresceu com os smartphones e testemunhou o amadurecimento da tecnologia, não quer atender o telefone com a saudação habitual, como “olá” ou “sim?”. Esta estratégia não é falta de educação; é segurança digital.


Parece óbvio que atender o telefone pressupõe algum tipo de saudação imediata, como “olá”. Aliás, dependendo da idade de quem nos lê, há quem tenha conhecido o conceito de chamada telefónica através de máquinas fixas – nem sequer disponíveis em todas as casas, inicialmente.

Contudo, para a geração Z, que nasceu entre 1997 e 2012, a tecnologia é mais do que uma promessa, estando verdadeiramente presente com todas as suas vantagens e desvantagens.

Hoje em dia, os jovens esperam que a pessoa que está a contactá-los fale primeiro, adotando uma estratégia que não é falta de educação, mas antes educação para a segurança digital.

O Business Insider explorou o tema na sequência de uma publicação no X, na qual um recrutador partilha ter notado que muitos dos seus entrevistados da geração Z não dizem nada após atenderem o telefone.

Segundo escreve, “eu consigo ouvir a respiração deles e o barulho de fundo, mas eles esperam que diga «olá» primeiro”.

Na perspetiva dos utilizadores que responderam à publicação, o mote para a conversa deve ser dado pela pessoa que contacta e não pela que é contactada.

Recentemente, o Financial Times expôs, também, esta questão:

[Vídeo original]

 

Geração Z previne as burlas através do silêncio

Entre os motivos para que seja a pessoa que liga a iniciar a conversa estão dois principais motivos:

  1. A quantidade de chamadas de spam que os utilizadores recebem, diariamente. Muitas vezes, este tipo de chamada só começa depois de ouvir alguém a dizer “olá”. Permanecendo em silêncio, é possível verificar se é uma pessoa real.
  2. A possibilidade de potenciais burlões utilizarem uma gravação da voz a dizer “olá” para cloná-la e utilizá-la noutras tentativas de burlas.

Sobre o segundo motivo, Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, esclareceu que há poucos dados sobre a frequência com que o cenário acontece, mas é algo real.

Ao Business Insider, o executivo explicou que, caso responda, utilize uma saudação neutra e não pessoal, como “Quem é?”. Uma vez que é menos expressiva emocionalmente e menos comum como amostra de voz, pode ser menos útil para clonagem.

O mesmo órgão explora ainda um terceiro motivo: a mudança de etiqueta: “Os jovens estão irremediavelmente à deriva na sociedade, incapazes de dominar os elementos mais básicos da comunicação?”

 

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