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Conheça o Google Music beta e saiba como experimentá-lo!

Foi no passado dia 10 de Maio que a Google, no seu evento anual Google I/O, deu a conhecer o serviço Google Music beta.

Em resumo, este serviço permitirá alojar a nossa música na cloud e poder aceder-lhe a partir de qualquer lado a qualquer momento. Mas… infelizmente a Google decidiu que apenas o iria disponibilizar, inicialmente, para os Estados Unidos da América.

O facto da exclusividade de acesso, assim que soube, desinteressou-me e liguei pouco a pormenores e detalhes do serviço. No entanto, recentemente, chegou-me um convite à caixa do correio… e o resto conto depois!

Como funciona?

O funcionamento é bastante simples e idêntico ao Dropbox, mas desta vez destinado exclusivamente à música.

Ao instalar o Music Manager no computador, disponível para PC ou Mac, e indicando-lhe o caminho para o repositório de música, ele trata de fazer o upload e organizar tudo por intérpretes, álbuns ou géneros, agregando-lhe a respectiva foto desde que exista toda essa informação. Dependerá, claro, da organização que já tiver no seu repositório local. É também possível, simplesmente, ordenar todas as músicas alfabeticamente.

Feito isso, toda a música estará agora acessível e poderá ser reproduzida a partir de um browser. Aí poderão ser criadas várias listas de reprodução, manualmente (drag&drop de álbum ou música), automaticamente (segundo alguns critérios) ou “Instant Mixes” que cria uma lista de reprodução rápida onde se vão adicionando músicas à medida que vão sendo ouvidas. Todas as listas de reprodução serão sincronizadas, instantaneamente, com todos os dispositivos. Existem outras opções como reprodução aleatória, repetição e Thumbs Up / Down para votação na música, útil à criação de listas de reprodução automáticas.

Claro que o Android não poderia ser deixado de fora! Está disponível para todos os smartphones e tablets, com o sistema operativo Android 2.2+, a aplicação Music. Nesta aplicação é possível fazer tudo o que descrevi acima para o browser e, adicionalmente, tem a opção “Disponível off-line” que permite descarregar intérpretes ou álbuns completos para o dispositivo móvel, via Wi-Fi ou 3G.

 

Quais as características do serviço?

Ao contrário da maioria dos serviços de alojamento, que têm o limite definido em espaço, este serviço da Google inova e permite 20.000 ficheiros de música! É isso mesmo, vinte mil, independentemente do seu tamanho e taxa de bits. Considerando uma média de 10MB por cada música, poder-se-á contar com cerca de 200GB de espaço na cloud só para música!!

Para já sabe-se apenas que o serviço será gratuito enquanto se encontrar em fase beta. Por isso… é de aproveitar!

… mas … parece que “é só para alguns”… nomeadamente os americanos. Mas eu sou português, bem português, e estou a desfrutar deste serviço! No final do artigo partilho como o fazer.

Enquanto ouvia música no computador peguei num Android e comecei a usar. Subitamente a música pára no computador e vejo a seguinte mensagem:

Digamos que esta restrição pode ser útil pois permite ter, automaticamente, apenas um local a reproduzir. No entanto, em determinadas situações, poderia também ser útil ter vários locais simultaneamente. Na mensagem mostrada acima, a ligação é esta.

Quanto a formatos suportados, podem ser enviados ficheiros áudio nos formatos MP3, AAC, WMA e FLAC. É sabido também que os ficheiros no formato FLAC serão recodificados para MP3 @ 320kbps.

Aspecto da interface

Após receber o convite, enquanto me registava no serviço, adicionei à minha conta todas as músicas gratuitas lá disponibilizadas. Tratam-se de 1 ou 2 músicas, no máximo, de álbuns de vários artistas. No total fiquei com quase 300 músicas disponíveis que dão para experimentar e analisar imediatamente o serviço.

Todas as interfaces são bastante simples e intuitivas, como seria de esperar.

No browser

Tal como expliquei já no início do artigo, o sítio http://music.google.com/ trata-se de um autêntico player no browser onde é possível reproduzir, controlar reprodução e criar listas, organizar, etc. A melhor explicação para o seu básico funcionamento está no vídeo acima.

Toda a interface é em HTML5 excepto o player que é em flash. É possível abrir a página nos tablets e reproduzir música, desde que esteja essa página aberta, mas não há grande vantagem pois a aplicação Music, no Android, é bastante mais prática.

O separador onde estiver aberto o music beta fica com o nome da música actualmente em reprodução, útil para saber o nome da música actual sem ter de abrir a página, passando apenas com o cursor.

A pesquisa, quer no browser quer nos dispositivos móveis, é sempre instantânea, isto é, vão aparecendo os resultados à medida que se vai escrevendo.

No smartphone de 3.5″ (480×320 pixéis)

A interface do Music é bastante recheada e um ecrã destas dimensões quase que não é suficiente… quase, mas é. Esta dimensão de ecrã (há ainda mais pequenos) continua ainda a ser prevista na concepção das aplicações, abrangendo assim um maior leque de modelos.

Esta aplicação, para um processador de ~600MHz é um pouco pesada pois é bastante rica graficamente. No entanto funciona muito bem desempenhando bem a sua função.

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Notei um pormenor que, ao escolher a visualização de conteúdos “Recentes” e “Álbuns”, na posição horizontal, a aplicação crasha. Dever-se-á, muito provavelmente, a necessidades gráficas mais exigentes que as que este smartphone alberga.

No tablet de 7″ (1024×600 pixéis)

O Samsung Galaxy Tab 7″, embora se trate ainda de um tablet oficialmente com o Android 2.2 Froyo, esta aplicação encaixa que nem uma luva.

O aspecto é praticamente o mesmo que nos smartphones mas, como o ecrã é mais generoso, a experiência torna-se mais rica e prática.

As vistas horizontais “Recente” e “Álbuns”, que não funcionaram no meu smartphone, aqui funcionam com uma fluidez incrível, sem o mínimo de dificuldade.

Na barra de notificações, como habitualmente, encontra-se o ícone desta aplicação indicando o nome da música e o intérprete em reprodução. Existe também um widget, bastante simples, que permite não só visualizar a informação que acabei de descrever mas também iniciar/interromper a reprodução e avançar para a faixa seguinte.

No tablet de 10.1″ (1280×800 pixéis)

Aqui, no Honeycomb, a experiência é a mais rica de todas (mal se não fosse…).

Todas as vistas incluem o máximo de informação possível. Quando há mais de um álbum para o mesmo caso (intérprete ou género), as imagens aparecem sobrepostas, em vista tridimensional, de forma a conseguir visualizar um pouco da imagem. A vista tridimensional inclina-se segundo 2 eixos, reagindo ao toque e ao giroscópio do dispositivo.

Nestes tipos de vista em 3D a fluidez é boa, mas não é excelente! Para uma máquina deste gabarito e uma aplicação desenhada pela Google não esperava que tivesse o mínimo de dificuldade em conseguir uma fluidez óptima… infelizmente tem, e não é só nesta aplicação mas essencialmente no launcher deste sistema operativo.

No tipo de vista músicas é possível ver a informação completa, como no browser, acrescentando ainda o ícone do álbum da respectiva música.

Como disse mais acima, é também possível abrir a interface do browser no tablet (desde que suporte flash), embora tenha pouca utilidade.

 

Como conseguir um convite?

Esta é a questão crítica para usar este serviço. Na verdade não é permitido pedir um convite fora dos US, no entanto é possível “dar lá um salto num instante” e pedir um!… verdade? Após pedir um convite não é mais feita qualquer verificação de localização para usar o serviço.

É possível fazê-lo usando uma proxy ou uma VPN. Eu vou descrever a forma como o fiz, com uma web proxy, pois tenho a certeza que funcionou.

Agora vem a parte mais dolorosa, a espera!! Eu pedi o convite no dia 24 de Junho às 21h e recebi-o no dia 28 de Junho às 18h, portanto, foram 4 dias de espera. Até pensei que não ia receber mas, como “quem espera sempre alcança”, cá chegou o dito.

Pode usar qualquer outra proxy ou VPN mas não garanto que o processo seja bem sucedido.

 

Já recebi o convite. Como instalo as aplicações?

Assim que o convite chega ao email e é aceite, há um “passo a passo” com algumas condições de serviço a serem aceites e escolha das músicas gratuitas pretendidas. O último passo é para descarregar o programa Music Manager para sincronizar o repositório de músicas do computador (iTunes, Windows Media Player ou outra localização) com a cloud. Mesmo que o download não seja feito nessa altura, é possível fazê-lo a qualquer momento bastando clicar em “ADD MUSIC” no site da music beta.

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A questão agora prende-se com a impossibilidade de instalação da aplicação no Android, a partir do Android Market, pois o seu acesso está restrito à área dos US (ver aqui). Existem algumas aplicações no Android Market como o MarketEnabler que mudam o código de rede, temporariamente ou definitivamente, para que a aplicação Market “pense” que a localização é mesmo US. Para o fazer é preciso ter acesso “root” e outros apetrechos aborrecidos e, pelo que testei, nem sequer funcionou.

Para evitar tudo isso, basta instalar o .apk que disponibilizo abaixo que a questão fica resolvida! A única desvantagens é a aplicação não se actualizar automaticamente via Market.  

Notas finais

Este serviço tem uma utilidade abismal e, pessoalmente, acho que só vingará se o seu preço for realmente cativante, do género “pechincha”.

Na generalidade, a largura de banda de upload da ligação à Internet não é nada de extraordinário o que, para quem tem vários gigabytes de músicas, pode ser uma dor de cabeça até que todo o reportório seja enviado para a cloud.

Em termos de desempenho do serviço, até agora, está fenomenal. Notei que seria útil um equalizador agregado à aplicação para Android de modo a cada um poder ouvir a seu gosto. Quem sabe, aparecerá aí brevemente uma nova versão.

É também sabido que a taxa de bits poderá diminuir dependendo das condições da rede, diminuindo consequentemente a qualidade do som. Da experiência que tive e de todos os relatos que li, a qualidade é sempre bastante boa e não foram notadas quebras que prejudicassem acentuadamente a qualidade do som.  



Licença: Freeware (enquanto em fase beta)

Sistemas Operativos: Android 2.2+ até 3.1

Download via Pplware: Google Music [3.8MB]

Homepage: Google Music beta

Via Pplware:





 

Qual a sua opinião acerca deste serviço? Acha que terá sucesso?


Se pediu agora um convite, por favor, diga-nos quando o receber.

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