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Como são classificadas as vulnerabilidades de segurança?

Num mundo cada vez mais digital, falar de vulnerabilidades é falar de risco. Mas afinal, como é que se determina se uma falha de segurança é “grave” ou apenas “moderada”? A resposta está nos sistemas de classificação.


Uma vulnerabilidade é uma falha, fraqueza ou erro existente num sistema, software, equipamento ou processo que pode ser explorado para provocar danos. Essa exploração pode permitir, por exemplo, o acesso não autorizado a informação, a interrupção de serviços ou o controlo indevido de sistemas.

CVSS: a escala que mede a gravidade da vulnerabilidade

O método mais utilizado para classificar vulnerabilidades é o CVSS (Common Vulnerability Scoring System), mantido pelo FIRST.

Este sistema atribui uma pontuação entre 0 e 10, que indica o nível de severidade da falha:

Quanto maior o valor, maior o risco potencial para sistemas e organizações.

Métricas consideradas no CVSS

A pontuação base resulta da combinação de vários fatores:

Métricas Base – Avaliam características intrínsecas da vulnerabilidade:

Exemplo de uma classificação: CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H

Métricas Temporais

Métricas Ambientais

CVE: o “ID” da vulnerabilidade

Cada vulnerabilidade conhecida recebe um identificador único no formato:

CVE-ANO-NÚMERO

O sistema CVE (Common Vulnerabilities and Exposures) é gerido pela organização MITRE.

A classificação de vulnerabilidades ajuda empresas e administradores de sistemas a definir prioridades. Uma vulnerabilidade crítica deve ser corrigida de imediato. Já uma falha classificada como média pode ser integrada num ciclo normal de atualização.

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