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Cloudflare: “círculo obscuro de elites de media europeus” censura Internet e IPTV

A tensão entre a Cloudflare e a agência reguladora de comunicações de Itália está a aumentar. A gigante global de infraestruturas de Internet ameaça desligar os seus servidores no país e acusa um “círculo obscuro de elites de media europeus” de censurar a Internet e IPTV.


Declarações acusatórias do CEO da Cloudflare

Desde 2024 que a Internet italiana opera sob o Escudo Antipirataria, um conjunto de regulamentos criado para combater o IPTV ilegal e as transmissões piratas de eventos desportivos. A legislação permite que os titulares de direitos solicitem o bloqueio de nomes de domínio e endereços IP. Os ISPs, bem como os fornecedores de VPN e os servidores DNS públicos, são obrigados a bloquear os sites em causa no prazo de 30 minutos.

A Cloudflare está, portanto, na linha da frente, uma vez que o seu DNS 1.1.1.1 está entre os serviços explicitamente visados ​​pelo Escudo Antipirataria, mesmo que não distribua nenhum conteúdo e simplesmente resolva nomes de domínio.

“Círculo obscuro de elites de media europeus” censura Internet

A Cloudflare foi multada em 14,2 milhões de euros após ter recusado bloquear o acesso a sites de pirataria no seu DNS. Já a AGCOM, o regulador italiano das comunicações, explica que a empresa estava obrigada a desativar o DNS e a impedir que o tráfego fosse encaminhado para endereços IP. O Piracy Shield prevê coimas até 2% da receita anual, uma penalização que neste caso corresponde a 1% da receita da Cloudflare.

A empresa alega que a instalação de filtros para aproximadamente 200 mil milhões de pedidos por dia aumentaria a latência e afetaria o DNS de sites não relacionados com pirataria. A AGCOM rejeita este argumento, afirmando que o bloqueio não representa nenhum risco para sites legítimos. No entanto, o Piracy Shield privou milhões de utilizadores italianos ao acesso ao Google Drive durante três horas em outubro de 2024.

Problema está no acesso à IPTV ilegal

Matthew Prince, cofundador e CEO da Cloudflare, ficou furioso. Numa mensagem publicada nas redes sociais, acusou um “círculo obscuro de elites dos media europeus” de censurar qualquer site “contrário aos seus interesses”, sem supervisão judicial, processo legal, transparência ou possibilidade de recurso. “E esta censura não se limita à Itália, mas é aplicada globalmente”. Por outras palavras, a Itália exige que um grupo obscuro de empresas de comunicação social europeias decida o que é ou não permitido.

Como todos os líderes empresariais americanos que têm problemas com a Europa, o chefe da Cloudflare vai queixar-se à administração Trump. Ameaça terminar os serviços que a empresa presta gratuitamente para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos de inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo e, sobretudo, suspender os servidores ali localizados. Este caso pode ter repercussões em toda a Europa onde se intensificou a luta contra a IPTV ilegal.

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