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“Spam” completou 30 anos ontem

O “Spam”, ou mensagem electrónica não solicitada e enviada em massa – normalmente com fins publicitários, completou, ontem, 30 anos de existência.

Considerado um dos maiores “empecilhos” para os utilizadores da internet e do correio electrónico, o primeiro “Spam”, de que há registo, ocorreu no dia 3 de Maio de 1978, foi uma mensagem enviada a partir do departamento de Marketing da empresa Dec, entretanto já extinta, para 400 destinatários.

Na altura, a referida empresa convidava os utilizadores do sistema Arpanet — precursora da rede mundial de computadores — da costa oeste dos Estados Unidos, para uma inauguração que a empresa iria realizar.

De acordo com o edição on-line do jornal brasileiro “Folha de São Paulo”, a origem do nome “Spam” deriva de uma cena do programa humorístico britânico Monty Python, em que um grupo estava num restaurante comendo carne enlatada “Spam” e repetia várias vezes aquela palavra, de forma quase enervante. Precisamente, o mesmo efeito que causam as mensagens enviadas em massa para diversos destinatários, enchendo-lhes a caixa de correio electrónico.

O “Spam”, refere o jornal brasileiro, foi utilizado pela primeira vez no sentido conhecido actualmente há cerca de 15 anos por Joel Furr, um administrador da rede de fóruns Usenet. O termo transformou-se em “hit” durante a década de 1970 usado em diferentes contextos até se tornar mais conhecido como referência às mensagens não solicitadas.

Hoje, de acordo com a notícia divulgada ontem pelo Folha de São Paulo, o “Spam” é o resultado de operações complexas que afectam a vida de milhões de pessoas e enchem as caixas de e-mail dos internautas.

Tal como refere o Folha de São Paulo, «a percentagem de lixo electrónico que chega às caixas de entrada, por exemplo, do Gmail (serviço de e-mail eletrónico do Google) quadruplicou entre 2004 e 2008 — passou de 20% para 80%. Segundo Jason Freidenfelds, do Gmail, 1% dos spam que chegam conseguem passar pelo sistema de filtros instalados».

Outro dado divulgado pelo Folha de São Paulo é que, «se o autor do primeiro “Spam” enviou o e-mail teclando manualmente cada um dos destinatários, hoje essas mensagens são enviadas por meio de “cybermonstros”, ou “botnets”, como são mais conhecidos, que são nada mais, nada menos que redes de computação ocultas que trabalham à revelia dos usuários». Jornal da Madeira

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