O Web Summit 2025, que decorre entre 10 e 13 de novembro, volta a colocar Lisboa no centro da inovação e da tecnologia mundial. Mas, este ano, o evento traz também um desafio inesperado: a escassez de slots para jatos privados no Aeroporto Humberto Delgado.
Escassez de horários de aterragem e descolagem
Com a chegada de milhares de participantes, investidores e líderes empresariais de todo o mundo, a procura por voos privados disparou. No entanto, o aeroporto de Lisboa é um dos mais movimentados da Europa e tem capacidade limitada para gerir o volume de tráfego adicional — especialmente no que diz respeito à aviação executiva.
De acordo com fontes do setor e com a própria organização do Web Summit, há falta de slots disponíveis para jatos privados, o que obriga muitos viajantes a procurar aeroportos alternativos fora da capital.
A organização recomenda alternativas
Face à elevada procura, a organização do Web Summit recomenda que os participantes considerem viajar em voos comerciais ou aterrar em aeroportos fora de Lisboa, de forma a evitar atrasos e complicações logísticas.
Alguns dos aeroportos alternativos mais utilizados são:
- Aeroporto de Cascais (Tires)
- mais vocacionado para aviação executiva, embora também limitado em capacidade;
- Aeroporto de Beja
- localizado a cerca de duas horas de Lisboa, com espaço disponível para jatos privados;
- Aeroporto de Faro
- opção mais distante, mas com operação mais fluida;
- Aeroporto do Porto (Francisco Sá Carneiro)
- solução para voos internacionais, com bons acessos por via rápida até Lisboa.
Lisboa é classificada como um aeroporto “slot-restricted”, o que significa que qualquer voo — comercial ou privado — precisa de uma autorização prévia para aterragem e descolagem. Com o aumento do tráfego durante o evento, muitos operadores de jatos estão a enfrentar dificuldades em conseguir horários adequados.
A limitação de slots volta a levantar o debate sobre a falta de capacidade do aeroporto de Lisboa e a necessidade de soluções a médio prazo, como o novo aeroporto ou a expansão de infraestruturas para a aviação de negócios.