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Por dentro da Microsoft Surface

Depois de cinco anos de desenvolvimento em segredo absoluto, o Milan, nome de código dado ao Microsoft Surface, que começou por ser um simples computadores imbutido numa mesa da IKEA, foi finalmente revelado, o primeiro produto naquilo a que a empresa chama de superfície de computação. Apresentado na D: All Things Digital, Carlsbad, California, desde logo provocou um grande interesse entre os apaixonados pela informática; afinal a Microsoft pretende que estes computadores cheguem de facto às nossas casas, embora as primeiras previsões para o preço por unidade variem entre os 5 e os 10 mil dólares.

Todos queriam saber quais eram as características desta mesa transformada em computador; pois bem, aqui ficam as especificações técnicas da primeira, e única até ao momento, a máquina de demo: – Altura: 55 centímetros; – Largura: 106 centímetros; – Ecrã touchscreen de 30 polegadas (76 centímetros); [1] – Projector DLP a 53.3 centímetros da superfície de projecção; [4] – Imagem de razão 4:3 com resolução 1024×768 a 60Hz; – CPU: Core 2 Duo com 2GB de RAM; [3] – Placa de Vídeo de 256MB; – SO baseado no Windows Vista; – Infra-vermelhos para reconhecimento de objectos; [2] – Bluetooth, WiFi e futuramente leitor RFID;

Quando ao reconhecimento de objectos sobre a superfície da mesa, esse trabalho é feito utilizando um LED de infra-vermelhos a emitir num comprimento de onda de 850 nanómetros. Quando é colocado algo sobre a mesa, os raios são reflectidos e capturados por umas das cinco câmaras de infra-vermelhos, que por sua vez têm uma resolução de 1280×960. A tecnologia utilizada no projector DLP é a mesma utilizada nas novas televisões de alta definição. Quanto às características, resta apenas acrescentar que o Microsoft Surface está configurado para um máximo de 52 toques, o que permite a sua utilização simultânea por, por exemplo, 4 pessoas, com todos os dedos das mãos sobre a tela e mais 12 objectos.

Outra das questões mais levantadas foi a da originalidade do projecto. Há já algum tempo, Jeff Han, da Universidade de Nova Iorque e director de uma empresa destinada à comercialização desta tecnologia, tinha feito demonstrações de protótipos semelhantes, que incluem um cenário de partilha de fotos no tampo de uma mesa bastante semelhante ao da Microsoft. Para mais informações consulte as hiperligações abaixo, uma para cada partido; a primeira refere-se ao conceito desenvolvido na Microsoft Research que culminou com a criação do Microsoft Surface; o segundo é o projecto de Jeff Han.

Mais Informações: PlayAnywhere Homepage: Multi-Touch Interaction Research

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