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Os Macs que ajudaram a NASA a colocar o Curiosity em Marte

Há uns dias fiquei curioso com a quantidades de Macs que a equipa de cientistas e engenheiros do Jet Propulsion Laboratory da NASA usam, como é referido neste artigo da Tuaw.

Cada vez mais os Macs são usados nos mais avançados projectos, em que se necessita de um sistema que não falhe e que seja o mais fiável possível. Mas não é de agora esta aposta na fiabilidade dos Macintosh, isto já vem dos tempos do Defeito de ponto flutuante existente nos Pentium. Mas isso é uma longa história, que ainda faz lembrar os PowerPC G3 que eram, de todos, os mais fiáveis.

Segundo informações avançadas por Steven Sande, parece que os cientistas e engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, responsável pelo Mars Science Laboratory, e pelo conhecido Curiosity, veículo que tem percorrido a superfície de Marte desde o dia 6 de Agosto, são utilizadores convictos dos MacBooks Pro com Mac OS X. E é essa a imagem que de pode ver da sala de controlo da missão.

Também foram utilizados iPads no MSA (Área de Suporte de Missão) quando estavam a receber o streaming da missão onde recebiam a telemetria da nave espacial, enquanto esta descia para a superfície de Marte. Além disso, claro, estavam em cima da mesa muitos iPhones.

É um dado adquirido que os engenheiros da NASA são adeptos da Apple, e não será certamente pelo status, mas sim pela qualidade e garantias que os equipamentos dão ao utilizador.

A imagem em cima é particularmente interessante, pois revela bastante sobre o tipo de utilização que é dada a um Mac. Confirma que os engenheiros usam o Mac OS X e não nenhuma versão do Windows ou Linux. Releva também que é utilizado o Parallels para colmatar a necessidade de correr aplicações que foram desenhadas apenas para Windows, e que eventualmente sejam usadas no Jet Propulsion Laboratory. Vemos ainda os browsers Firefox e Chrome, bem como aplicações Apple como o Xcode ou o Aperture, entre outras.

Os Macs ajudaram e foram determinantes à colocação do projecto Curiosity, que custou 2,5 mil milhões de dólares e que passou por sete minutos de terror na entrada do planeta Marte após mais de oito meses de viagem. Sete minutos para corações fortes e com os olhos postos nos ecrãs dos Macs.

Em relação à adopção dos Macs na década de 90, tudo tem uma razão de ser:

O engenheiro referiu o erro de divisão de ponto flutuante nos anos 90 do Pentium como uma razão para adaopção dos Macs. As estações de trabalho Mac PowerPC dessa era não usavam o microprocessador Intel e não foram afectadas pela falha aritmética do CPU Pentium; a falha era tão obscura que foi necessário um grande número de experiências teóricas para a explicar, mas a falta de brio da resposta inicial da Intel não caiu bem nas pessoas que não poderiam arriscar um erro “mínimo” de milhões de dólares. 

Mel Martin da Tuaw termina com uma alfinetada em tom de mensagem subliminar:

Quando alguém diz “Os Macs são brinquedos”, podem relembrar gentilmente que estes são bastante populares para o “trabalho a sério”, como ajudar aeronaves de 2.6 mil milhões de dólares a aterrar a 352 milhões de milhas. A missão MSL tem como objectivo explorar a origem geológica de Marte e talvez saber se alguma vez lá existiu vida. 

Embora actualmente todos os sistemas operativos tenham muita qualidade e sejam garantidamente de alto desempenho, o ecossistema Apple proporciona outro tipo de fiabilidade, pelo menos para os engenheiros da NASA, como podemos ver nestes testemunhos.

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