Desde que foi eleito, em 2013, o Papa Francisco tem sido um símbolo de mudança e modernização na Igreja Católica. Entre as suas muitas características distintivas, destaca-se o facto de ser considerado o Papa mais tecnológico da História.
Ao contrário dos seus predecessores, Francisco (nascido Jorge Mario Bergoglio) reconheceu, desde cedo, o poder das novas tecnologias e da comunicação digital.
Com uma presença ativa nas redes sociais, especialmente no Twitter (@Pontifex), utilizou as plataformas digitais para partilhar mensagens de fé, esperança e reflexão, reunindo milhões de seguidores de todo o mundo. As suas publicações são traduzidas em várias línguas, evidenciando o alcance global da sua mensagem.
Além das redes sociais, o Papa Francisco incentivou também o uso de ferramentas digitais no seio do Vaticano:
- Promoveu a digitalização de arquivos históricos;
- Apoiou iniciativas de cibersegurança para proteger dados sensíveis da Santa Sé;
- Em 2020, durante a pandemia, recorreu massivamente aos meios digitais para manter o contacto com os fiéis, transmitindo inclusivamente missas e orações online a partir da residência papal.
Outro marco importante foi o seu apoio a projetos ligados à Inteligência Artificial e ética digital. Reunindo com especialistas de várias áreas, alertou para os riscos e responsabilidades que acompanham os avanços tecnológicos, e apelou a um uso ético e humanizado da tecnologia, sempre ao serviço do bem comum.
Este compromisso com o mundo digital não representa uma simples abertura à modernidade, mas uma estratégia pastoral clara: estar onde as pessoas estão, incluindo no espaço virtual.
Assim, o Papa Francisco conseguiu aproximar a Igreja das novas gerações, mostrando que a fé pode e deve dialogar com os tempos modernos.
O Papa Francisco ficará para a história não apenas como um líder espiritual próximo e reformador, mas também como o Papa que abriu definitivamente as portas do Vaticano à era digital.
Com a sua partida, a Igreja perde não só um líder espiritual profundamente humano, mas também o Papa que melhor compreendeu e acolheu os desafios do mundo digital.