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EUA atacam centrais nucleares no Irão com bombardeiros B-2 e bombas de penetração

Numa das ações militares mais significativas dos últimos anos, os Estados Unidos lançaram, na madrugada de 22 de junho de 2025, um ataque cirúrgico contra instalações nucleares estratégicas no Irão. A operação contou com a participação de bombardeiros furtivos B‑2 Spirit e o lançamento de bombas de penetração profunda GBU‑57A/B, capazes de destruir estruturas fortificadas no subsolo.


Na madrugada de 22 de junho de 2025, os Estados Unidos, em coordenação com Israel, lançaram um ataque cirúrgico contra as principais instalações nucleares do Irão.

A operação visou três locais estratégicos: Fordow, Natanz e Isfahan, numa ação militar que promete ter profundas repercussões geopolíticas.

Alvos atingidos no Irão

As instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan foram os principais alvos do ataque:

O ataque foi descrito pelo presidente Donald Trump como “um sucesso militar espetacular”, referindo que os alvos foram “completamente obliterados”.

B-2 Spirit: o bombardeiro invisível

O Northrop Grumman B-2 Spirit é um bombardeiro estratégico de longo alcance, projetado para penetrar defesas aéreas densas.

Tem um design de asa voadora com assinatura furtiva extremamente reduzida, sendo capaz de voar grandes distâncias sem ser detetado por radar.

Os B-2 partiram da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, e sobrevoaram o Atlântico e partes da Europa com reabastecimento aéreo antes de alcançarem o espaço aéreo iraniano.

Bombas GBU-57A/B MOP: destruição subterrânea

As bombas Massive Ordnance Penetrator (MOP) são o maior armamento convencional do arsenal americano, desenvolvidas para destruir alvos profundamente enterrados:

Estas bombas foram especificamente concebidas para atingir instalações como Fordow, que estão fortemente protegidas e localizadas a grande profundidade.

Mísseis Tomahawk

Além das bombas MOP, os EUA lançaram cerca de 30 mísseis de cruzeiro BGM-109 Tomahawk a partir de submarinos no Golfo Pérsico. Estes mísseis atingiram alvos em Natanz e Isfahan, complementando os bombardeamentos aéreos.

Reações internacionais ao ataque no Irão

O Irão classificou o ataque como uma violação grave do direito internacional e prometeu retaliação. Poucas horas depois, lançou cerca de 40 mísseis contra alvos israelitas. Por seu lado, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou que não foram detetadas emissões radioativas anómalas após os bombardeamentos.

A operação marca uma nova fase de escalada militar no Médio Oriente, demonstrando a capacidade dos EUA de conduzir ataques de precisão contra alvos altamente protegidos.

A utilização, pela primeira vez em combate, das bombas MOP representa um momento histórico no armamento militar moderno. As consequências diplomáticas e militares deste ataque ainda estão por definir, mas o impacto estratégico é inegável.

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