Descrito como “um passo histórico no futebol português”, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) estreou, ontem, o uso de bodycams nos árbitros, num passo pioneiro na adoção de novas tecnologias de arbitragem em competições oficiais portuguesas.
As câmaras corporais, conhecidas como bodycams, começaram a ser utilizadas pelos árbitros portugueses, ontem. A primeira fase desta medida, ainda experimental, segundo a FPF, arrancou nos oitavos de final da Taça de Portugal.
Depois de experiências internacionais em eventos como o Mundial de Clubes e a Taça Intercontinental, a FPF decidiu avançar para a implementação deste recurso tecnológico.
Escreveu a FPF, num comunicado, “assumindo uma posição de vanguarda no futebol europeu, proporcionando uma perspetiva inédita: o ponto de vista do árbitro durante o desenrolar da partida”.
Ponto de vista dos árbitros em Portugal registado pelas bodycams
Segundo a FPF, no mesmo comunicado, esta decisão posiciona Portugal “entre os primeiros países a integrar de forma estruturada as bodycams, num momento em que o debate sobre novas ferramentas de arbitragem ganha cada vez mais relevância a nível global”.
A estreia de ontem abriu “um novo capítulo na relação entre arbitragem, tecnologia e espetáculo desportivo”, e sabe-se que a “iniciativa poderá estender-se a outras competições nacionais”.
Para o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Luciano Gonçalves, “este é mais um passo na inovação e uma abordagem pioneira”, provando ser possível “conjugar novas tecnologias com a arbitragem”.
A possibilidade de os adeptos, que estão a seguir o jogo pela televisão, poderem aceder à visão do árbitro irá proporcionar uma experiência diferente, mais próxima e mais humana, do jogo.
Numa publicação nas redes sociais, o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF escreveu que a utilização de bodycams num jogo oficial em Portugal, “representa muito mais do que inovação tecnológica”.
Por sua vez, “é um sinal claro do nosso compromisso com a transparência, com a pedagogia e com a excelência da arbitragem nacional”.
Para a FPF, pela voz de Luciano Gonçalves, “uma arbitragem mais compreendida é uma arbitragem mais valorizada, e este projeto reforça a proximidade, o respeito e a confiança entre todos os agentes do jogo”.