Pplware

Impressoras 3D na mira da polícia: Internet cheia de ficheiros para impressão de armas

Com a impressão 3D, criar e aceder a uma arma tornou-se demasiado fácil, aparentemente. O Departamento da Polícia de Nova Iorque (em inglês, NYPD) encontrou centenas de ficheiros relacionados a armas que podiam ser descarregados pelos utilizadores e, presumivelmente, impressos em 3D para serem utilizados.


Após uma investigação, o NYPD encontrou centenas de ficheiros relacionados a armas no Thingiverse, um dos maiores websites para download de ficheiros de modelos para impressão 3D.

Segundo a informação avançada, o rápido crescimento do website e subsequente aumento da escala dificultaram a regulação desse tipo de ficheiros.

Por sua vez, a falta de controlo levou a que criar uma arma fosse tão fácil quanto adicionar um ficheiro à fila de impressão 3D.

Agora, e na sequência de uma investigação do NYPD, o Thingiverse tomou medidas e tornou o processo de aquisição de ficheiros o mais difícil possível da sua parte.

O website de disponibilização de ficheiros de modelos para impressão 3D está a implementar uma nova tecnologia, concebida para bloquear o upload de ficheiros perigosos, como armas e componentes relacionados com armas, antes de serem publicados.

Desta forma, a plataforma procura impedir que os utilizadores carreguem ficheiros relacionados com armas antes que estes possam ser distribuídos abertamente.

Os responsáveis pelo caso no NYPD revelaram que não esperam que esta abordagem erradique as chamadas armas fantasma (em inglês, ghost guns).

Contudo, uma vez que querem dificultar o máximo possível o processo de localização de ficheiros de armas, decidiram abordar uma das maiores fontes de ficheiros para impressão 3D, o Thingiverse.

Entretanto, o procurador distrital de Manhattan, Alvin Bragg, contactou, também, empresas de impressoras 3D, como a Bambu Lab, solicitando que se juntassem aos esforços para criar obstáculos aos utilizadores que desejam imprimir em 3D armas e componentes relacionados.

 

Portugal não escapou ao fenómeno das armas impressas em 3D

Recentemente, a 17 de junho, informámos que a Polícia Judiciária deteve seis pessoas por ligações ao grupo de extrema-direita e neonazi Movimento Armilar Lusitano, descrito como se fosse uma milícia armada, e suspeitos de atividades terroristas, discriminação, e incitamento ao ódio e à violência.

Na altura, além de explosivos, armas brancas e armas de fogo, foram encontradas armas desenhadas em impressoras 3D, com capacidade para disparar, no que Manuela Santos, diretora da Unidade Nacional Contraterrorismo, descreveu como inédito, em Portugal, até agora.

Exit mobile version