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Asus desmente rumores: gigante tecnológica não entrará na produção de memória DRAM

A escassez atual de memória é uma realidade que afeta o mercado tecnológico, com preços a atingir valores recorde. Neste cenário de incerteza, surgiram rumores infundados sobre a possível entrada da Asus no fabrico de memória DRAM, os quais a empresa agora desmente.


A origem do rumor da Asus no mundo da RAM

A atual crise de escassez de memória atingiu níveis sem precedentes. Os preços à vista dos circuitos integrados (ICs) de memória DDR5 DRAM quadruplicaram, e os valores de retalho são frequentemente ainda mais elevados.

É perfeitamente compreensível que, perante este cenário, exista uma expectativa generalizada pelo surgimento de um novo fabricante que possa mitigar os efeitos mais severos da “bolha da IA”. Contudo, uma história amplamente divulgada levou a agência noticiosa estatal taiwanesa, a Central News Agency (CNA), a procurar esclarecimentos diretamente junto do alegado interveniente: a Asus.

O rumor sugeria que a diversificada empresa de tecnologia entraria no mercado de fabrico de memória em resposta à contínua escassez. Embora à primeira vista tal possa fazer sentido – a Asus necessita de uma vasta quantidade de memória DRAM para os seus produtos e produzi-la internamente poderia gerar poupanças significativas a longo prazo -, esta lógica ignora a natureza cíclica das escassezes.

Além disso, a implementação de linhas de produção de memória pela Asus exigiria um período mínimo absoluto de dois anos, e isso apenas se a empresa já possuísse propriedade intelectual na área da memória e décadas de experiência no fabrico de DRAM, o que não é o caso.

A distinção entre fabrico de componentes e de microchips

Mais importante, a Asus não opera no fabrico de componentes desta natureza. A empresa comercializa os seus produtos principalmente para utilizadores finais, recorrendo a chips adquiridos de outras fabricantes.

Embora a Asus produza uma vasta gama de componentes – como placas-mãe, placas gráficas, teclados (para portáteis), entre outros -, estas operações são fundamentalmente distintas do fabrico de novos microchips, que seria o que realmente faria diferença no mercado de memória. A produção de módulos de memória é uma coisa, mas isso não resolveria a escassez de chips de memória em si.

Em declarações à CNA, a Asus negou veementemente o relatório, afirmando especificamente que não tem “planos para investir numa fábrica de wafers de memória”. O relatório da CNA é conciso, mas a resposta da Asus prossegue, indicando que irá “aprofundar a sua relação de cooperação com os fornecedores de memória e responder às condições de oferta e procura do mercado ajustando as especificações dos produtos e otimizando os ciclos de vida dos mesmos”.

Por outras palavras, a empresa adotará a mesma estratégia sensata que todos os outros fornecedores estão a seguir.

 

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