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É o adeus ao Microsoft Office! LibreOffice bate recorde histórico sem ter IA

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O mercado das suites de produtividade acaba de registar um feito surpreendente com o LibreOffice 26.8. Disponibilizada oficialmente a 26 de agosto, a nova versão superou a barreira do milhão de downloads na sua primeira semana de existência. Este volume representa o arranque mais bem-sucedido de sempre na história desta ferramenta de códio aberto.

LibreOffice recorde IA

O marco histórico do novo LibreOffice

Os números apurados no portal oficial contabilizam exatamente 1.031.162 transferências nos primeiros sete dias, cobrindo instalações no Windows, macOS e Linux. No entanto, o alcance real desta versão ultrapassa amplamente estes registos diretos. Uma fatia substancial da comunidade Linux opta por atualizar as suas aplicações através de repositórios externos, o que torna o impacto ainda mais expressivo.

Melhorias práticas e a ausência da IA

Este crescimento na adesão reflete a introdução de melhorias estruturais focadas na produtividade. A atualização trouxe um novo compositor de parágrafos que melhora a justificação de texto, otimizações na gestão de caracteres complexos e scripts orientais, além de um modo rascunho desenhado para minimizar distrações. A The Document Foundation apostou em refinamentos funcionais para o trabalho diário.

A par dos avanços técnicos, o grande catalisador deste interesse parece residir numa ausência deliberada da IA. O ecossistema concorrente tem acelerado a integração forçada destas ferramentas. A Microsoft intensificou a presença de botões automáticos e avisos promocionais no Word ou Excel, a Apple colocou opções criativas sob subscrições pagas no ecossistema iWork e outras alternativas livres integraram agentes virtuais.

Privacidade como fator único de adesão

Perante este cenário, a equipa responsável pelo LibreOffice tomou a decisão consciente de não incluir funções de IA nesta versão. Não existem botões invasivos na interface gráfica, janelas com sugestões persistentes nem envio não solicitado de documentos para processamento em servidores de terceiros ou modelos de linguagem remotos. O utilizador mantém controlo absoluto e direto sobre o que produz.

A proposta de valor passa por entregar um pacote robusto e confiável que respeita o espaço de trabalho tradicional. Numa altura em que a saturação por recursos automatizados gera contestação, a simplicidade de uma suite focada no essencial torna-se um elemento diferenciador. O LibreOffice demonstra que a estabilidade funcional e o respeito pelos utiilzadores continuam a atrair milhões.

Este recorde de transferências confirma que existe uma forte procura por software transparente e sem dependências na cloud. A The Document Foundation provou que a inovação pode focar-se na resolução de problemas reais de formatação e edição, oferecendo uma alternativa sólida para quem procura escapar a assinaturas dispendiosas e a interfaces sobrecarregadas com assistentes virtuais e IA.

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  1. Avatar de Eduardo S.
    Eduardo S.

    Muito. Aqui em casa só uso LibreOffice. Na empresa tenho direito ao MS Office nalguns PCs, mas noutros só temos acesso às versões online da Microsoft. Como tal, instalei enquanto deu o LibreOffice numa série de máquinas e o LibreOffice Draw supera muitas aplicações pagas e é superior ao Publisher.

    1. Avatar de jorge santos
      jorge santos

      Mas tens sempre o LibreOffice Portable (em Windows): https://portableapps.com/apps/office/libreoffice_portable

      1. Avatar de Eduardo S.
        Eduardo S.

        Certo, e era o que usava. Mas depois apareceu na loja do Windows e instalei por aí. Paguei 10€, mas podia instalar no número de máquinas que quisesse. A instalação de executáveis está bloqueada pelos administradores e agora a Microsoft Store também. Temos uma loja própria, com muitas ferramentas open source, incluindo o libre project, mas o LibreOffice não é uma delas.

  2. Avatar de Renato S.
    Renato S.

    Agora é melhorar a UI, e certamente teriam muito mais adesão.

    1. Avatar de AlexS
      AlexS

      E fazer uma versão Android. Como está praticamente não posso usar.

  3. Avatar de Matheus
    Matheus

    Eu gosto demais do LibreOffice, mas o meu problema é o Excel, único aplicativo que não consigo largar.

  4. Avatar de André R.
    André R.

    Uso o OnlyOffice, pois abre nativamente os documentos da MS, para além de ser muito leve (para o meu Mac arm). Este é baseado no motor Chromium.

  5. Avatar de Zé Fonseca A.
    Zé Fonseca A.

    Ainda usam suites de office?
    Lol.. mesmo que tivesse de usar isso pedia ao astra para usar o Excel. Já não lhe toco há tanto tempo que já nem um vlookup devo saber fazer.
    A vida sem uma app para cada função é mais feliz

  6. Avatar de Teófilo
    Teófilo

    As meninas aqui do escritório só usam LibreOffice há vários anos. Se lhes colocarmos uma versão recente do Microsoft Office não sabem fazer nada com aquilo.

  7. Avatar de Eduardo S.
    Eduardo S.

    Alternativas gratuitas ao Microsoft 365
    Embora o Microsoft 365 seja uma ferramenta poderosa, o autor demonstra que é possível substituir o pacote por alternativas gratuitas sem perder produtividade. O LibreOffice, composto pelo Writer, Calc e Impress, oferece recursos equivalentes ao Word, Excel e PowerPoint, mantendo alta compatibilidade com formatos proprietários. Embora falte o refinamento de ferramentas avançadas de análise de dados ou colaboração em tempo real, o pacote destaca-se pela privacidade e funcionamento local.

    https ://www.makeuseof.com/free-microsoft-365-alternatives-word-excel-powerpoint-outlook/