Sabia que 38% dos portugueses já comprou um recondicionado?
O mercado português de equipamentos recondicionados continua a crescer, mas ainda enfrenta desafios importantes para atingir todo o seu potencial. Sabia que 38% dos portugueses já comprou um recondicionado? E você?
Um estudo da DECO PROteste, divulgado em janeiro de 2026, mostra que apenas 38% dos consumidores em Portugal já adquiriu um equipamento recondicionado, enquanto 12% admite nunca ter ouvido falar desta opção. Ainda assim, entre quem já comprou, a experiência tende a ser positiva, o que sugere que o maior obstáculo está na decisão inicial e não na satisfação pós-compra.
Já o Observador Cetelem, em março de 2026, concluiu que 53% dos consumidores só considera a compra de um equipamento recondicionado se existir um desconto mínimo de 30% face a um produto novo. Além disso, 34% identifica a confiança na qualidade e durabilidade como a principal barreira. O estudo revela também que 60% prefere adquirir estes equipamentos em lojas especializadas, valorizando suporte técnico, proximidade e segurança no pós-venda.
Por outro lado, dados da Fraunhofer Austria revelam um enorme potencial ainda por explorar em Portugal: existem cerca de 16,2 milhões de smartphones guardados sem utilização, dos quais 5,1 milhões poderiam ser recondicionados e reintroduzidos no mercado. Portugal destaca-se, assim, como um dos países europeus com mais equipamentos inativos por habitante.
Neste contexto, empresas especializadas como a iServices têm reforçado a sua aposta no setor. Em 2025, a empresa ultrapassou a marca dos 150 mil equipamentos recondicionados, sustentando o seu crescimento num processo técnico rigoroso, com testes funcionais, validação de componentes e classificação transparente do estado de cada dispositivo.
Um dos principais fatores para aumentar a confiança do consumidor passa pela garantia oferecida. A iServices disponibiliza 3 anos de garantia nos seus equipamentos recondicionados, aproximando a experiência de compra à de um produto novo e reduzindo significativamente o risco percebido.
Além disso, a reputação da marca também tem sido um elemento diferenciador. Com cerca de 90 mil avaliações no Trustpilot e uma média de 4,8 em 5, a empresa posiciona-se como uma das referências no mercado nacional.
Outro ponto importante é o incentivo à economia circular através de programas de retoma, que permitem aos consumidores entregar equipamentos antigos e obter valorização imediata na aquisição de novos dispositivos recondicionados.
Segundo Bruno Borges, CEO da iServices, os equipamentos recondicionados deixaram de ser apenas uma solução de nicho:
Hoje são, sobretudo, uma decisão racional, económica e ambientalmente responsável. Mas só serão uma escolha massificada quando os consumidores confiarem no produto, no processo e em quem o vende.
Num mercado onde o interesse cresce, mas a decisão ainda depende fortemente da perceção de risco, o preço já não é o único fator decisivo. Transparência, garantia e confiança no operador tornam-se elementos fundamentais para transformar os equipamentos recondicionados numa escolha principal para os consumidores portugueses.





















normal o pessoal quer equipamentos que as marcas não dão suporte ou vão deixar de dar como os Iphones 11, XR ou SE 2020
Muito bom para o vendedor e para o ambiente, mas muitos produtos modernos de consumo têm uma vida útil limitada de forma indireta. Mesmo funcionando, acabam por perder utilidade devido à degradação da bateria, à falta de atualizações de software, a incompatibilidades com aplicações novas ou à dificuldade de reparação.
Atualmente, muitos aparelhos são construídos com componentes praticamente inviáveis de reparar: smartphones, TVs, PCs, eletrodomésticos e eletrónica recente em geral. É tudo feito para ser descartado passado algum tempo.
Em contraste, equipamentos caros, industriais e modulares, como máquinas de lavar roupa de lavandaria, chegam a fazer 30.000 ciclos sem grandes problemas; camiões fazem 6 ou 7 milhões de quilómetros; e há micro-ondas de navios que praticamente nunca avariam mesmo passados 15 anos de uso intensivo.
Claro que isso custa dinheiro. Quantas pessoas estão dispostas a pagar 2.500 € por um micro-ondas Convoiterm?
O mercado de usados de consumo é uma boa teoria, mas, na minha opinião, acaba muitas vezes por ser uma roleta entre sorte e azar.
Se é tudo feito para ser descartado a solução é simples: não se compra e acabou. Novo ou usado, o que é preciso é saber antecipadamente dos podres.
O que é um micro-ondas Convoiterm? Pesquisei e não encontro nada…
@ iDroid: Convotherm , enganei-me a escrever.
Deves estar a falar de fornos e não micro ondas, além que isso é uma marca de cozinhas profissionais não de mercado de consumo, estás a comparar o incomparável
Não estou a comparar nada, estou a separar o que é bom negócio comprar em segunda mão mais barato e se poupa, com o que usado de consumo ao público geral, que se corre o risco de deitar o dinheiro fora,diretamente relacionado com o tema do artigo. Não fui claro o suficiente no primeiro post?
Portanto estás a dizer que um micro-ondas de 2.500 € é melhor que um micro-ondas de 50€.
desconhecia desse facto, obrigado por partilhares essa informacao importante
@Toni da adega:…
Claro, a malta nao tem dinheiro para iphones novos mas tem de manter um certo estatuto portanto é comprar em 2º mão
Qual estatuto? Os 51% de baixo nem um android dos mais baratinhos pode comprar
lool.
Diz-me que nunca foste a um bairro social sem dizeres que nunca foste a um bairro social. Para quem fala muito em defesa da “classe proletariada”, notoriamente não te misturas com a mesma.
O que eu vejo diariamente é exactamente o oposto. O pessoal com menos dinheiro é que andam com roupas de marca bons telefones e bons carros.
Quem tem €€€ é quem anda mais modesto
Errado esse 51% sao exatamente os que andam com iphone
Só se os gamarem. Como é que se vive com 830 euros líquidos, pagando casa, comida e transporte e no fim ainda sobra para iphones?
Pois é tambem me questiono o mesmo
Desdenha quem compra em 2º mão e depois os ouros é ligam ao estatuto
Se não houvessem opções em primeira mão que ainda são mais baratas e para mim melhores era uma coisa, agora havendo só compram em 2º mão porque não tem dinheiro para um novo e querem mostrar que tem um iphone
Desdenho de quem compra pelo estatuto e não pelo produto para mim já diz muito da pessoa
Li em algum sítio que os telemóveis com baterias de substituição poderão regressar ou ser obrigatório, na Europa.
Os Nokias de outra geração tinham “BL …” a bateria custava mais do que os telemóveis de “baixo custo”.
Artigos usados poderão ser um bom negócio como nos carros usados.
https://pplware.sapo.pt/smartphones-tablets/uniao-europeia-muda-regras-a-partir-de-2027-podera-reparar-bateria-do-seu-telemovel/
Muito obrigado.
Há muitos anos quando estudava e trabalhava comprei patins de hóquei no gelo usado da marca Bauer por metade do preço.
Telemóveis recentes de Gama Alta condicionado são mais baratos e com nova ROM com mais alguns programas podem ser melhores do que novos.
Pplware talvez poderia aproximar os seus leitores permitindo corrigir erros e colocar imagens.
Boas. Em relação a que assunto?
Vencedor
” recondicionado ” em vez de condicionado no comentário acima.
Recentemente, no seguimento de Pplware descobri ” fat tree “.
https://en.wikipedia.org/wiki/Fat_tree
A oferta de Pplware tem 21 anos, talvez foi criado por amor e paixão do que por dinheiro.
Desconheço como era anterior a 2024 e como era Abrantes antes de 1916.
O tempo é o melhor conselheiro.
Em Frente com o vosso Serviço de Utilidade Pública.
Beleza
Claro, o poder de compra está a cair pique.
Estudassem 😀