Cabo ou carregador? O que ligar primeiro para não estragar a bateria do smartphone
Liga o telemóvel ao carregador primeiro? Este é um passo normal e que todos fazemos. A verdade é que isso pode estar a reduzir a vida útil do smartphone. Mas existe uma forma correta de realizar este passo? Descubra a ordem de carregamento correta para evitar picos de tensão e proteger a bateria.
Cabo ou carregador? O que ligar primeiro
Carregar o telemóvel aos poucos, ou fazer cargas completas, é algo que se faz diariamente. A ideia é chegar aos 100% sem problemas e continuar a usar o WhatsApp ou a jogar Fortnite. Na realidade está a consumir-se aos poucos a bateria. As células deste componente deterioram-se com o tempo, e este processo é mais rápido se o carregador for utilizado incorretamente, ligando-o à tomada de parede ou à porta USB-C.
Existe um erro muito comum nos passos usados ao carregar o dispositivo. É aí que, a longo prazo, se nota a diferença na durabilidade da bateria. Para ir direto ao assunto, ao ligar primeiro o cabo ao telefone e depois o adaptador de corrente à tomada, está a ser cometido um erro. Isto pode causar perda de dados, redução da duração da bateria, bloqueios, reinicializações, ruído no ecrã, danos no circuito e muito mais.
O problema que surge ao fazer isto de forma incorreta é a sobretensão, porque quando o adaptador é ligado à tomada, ocorrem breves picos de tensão em poucos milissegundos. Exercem constantemente uma pressão desnecessária sobre a bateria. Ligar o cabo primeiro à porta USB-C e depois à tomada pode danificá-lo. Por isso, deve ligar-se o carregador primeiro à alimentação e, em seguida, a porta USB-C do smartphone.
Tudo para não estragar a bateria do smartphone
O processo de desligar o telefone é também fundamental para a sua conservação a longo prazo. Quando estiver carregado, deve desligar-se primeiro o cabo do carregador e depois o carregador da tomada. Não realizar este procedimento pode gerar uma corrente inversa capaz de estragar o telefone. Ignorar esta simples medida pode ter consequências negativas para o hardware e para a sua capacidade de retenção de energia.
Esta sobrecarga de energia não só sobrecarrega os componentes eletrónicos, como também reduz progressivamente a sua vida útil. Além disso, importa lembrar que a extensão deste dano depende da frequência com que carrega o smartphone incorretamente. Também há que ter em conta que se surgir um ligeiro zumbido ao ligar ou desligar o carregador, isso indica claramente uma sobrecarga de energia.
É importante seguir o procedimento correto sempre que se necesitar de recarregar o smartphone. Como se pode ver, este é um processo muito simples que ajuda a preservar a saúde da bateria. Isto não apenas no smartphone, mas de qualquer dispositivo que se tenha em casa e que necessite de ser carregado numa tomada elétrica.





















Nos carros elétricos é igual. Podem dar cabo da bateria de 20.000€.
Esta questão não é tão simples como aqui apresentada. Tecnicamente sim, existe um fundamento, mas na prática, com carregadores e smartphones modernos e de qualidade, o risco é nulo.
Quando se liga um transformador à tomada, ocorre um fenómeno chamado corrente de irrupção (ou inrush current). Um pico momentâneo de energia que o circuito do carregador consome para começar a funcionar e estabilizar a voltagem de saída e há esse cenário temido que se o telemóvel já estiver ligado ao cabo, esse pico de corrente passaria diretamente para o circuito de carga do telemóvel.
MAS os carregadores certificados e os smartphones de hoje em dia são projetados com circuitos de proteção internos (ambos com reguladores de voltagem e limitadores de corrente) precisamente para gerir estas variações.
Reforço hoje em dia, quer o carregador quer o smartphone têm circuitos que previnem essa situação.
Ou seja actualmente de forma geral, a ordem de ligação não vai degradar a bateria nem danificar o telemóvel se se estiver a usar equipamento original/de qualidade.
E mesmo com um carregador dos “chineses” a proteção de qualquer smartphone moderno lidaria bem com qualquer pico de corrente!
No artigo é dito “, este é um processo muito simples que ajuda a preservar a saúde da bateria.”
Como expliquei, na prática, hoje em dia, isto não vai alterar muito a preservação da bateria, o fator que realmente estraga a bateria é o calor excessivo, o uso de cabos danificados ou deixar o telemóvel descarregar completamente até aos 0% com frequência ou muito tempo a 100%.
Inrush current é corrente de magnetização.
Quase que duvidei. Mas fui ao google e ele esclarece:
“Inrush current is a sudden surge of current that occurs when an electrical device is first powered on. This transient current can be several times higher than the steady-state operating current and may cause issues such as circuit breaker tripping, voltage dips, and premature component failure”
as SMPS, que hoje em dia são usadas praticamente em todo o equipamento comercial, a corrente inrush vem sobretudo da carga inicial dos condensadores. Indutores e transformadores normalmente têm um papel menor, embora isso dependa bastante da topologia da fonte. Quando a fonte é minimamente bem desenhada, existe algum tipo de soft start ou limitação de arranque para evitar esses picos de corrente — coisa que muitas fontes baratas acabam por não ter. (isto e somente a minha opiniao enquanto HW design eng.)
Estás correto, mas ainda assim diria que é boa prática o que é sugerido no artigo. Os sistemas de proteção está lá, mas se podes evitar…
Pessoalmente também coloco sempre o transformador na tomada primeiro.
Ponho o cabo, tiro o cabo à hora que eu quiser. Que bateria carregadinha, pronta a derreter..
Lol
Bravo 😀
Carregador => Cabo => smartphone/telemóvel
No meu caso o cabo está sempre ligado ao carregador.
@ Sail
Igual por aqui.
Carregadores 5 Volts, 2-3 Amperes, bateria de Telmóveis 5 000 mAh.
No telemóvel tenho limitado o carregamento até aos 80 % . Depois disso, não carrega mais até baixar dos 80 % . Espero não estar a fazer asneira , mas é o que fabricante recomenda.
É um bom hábito, mas junto a esse, não deve deixar baixar dos 20%. Tirando obviamente as necessidades ocasionais. E evitar que o telefone aqueça especialmente a carregar
Este post parece a história do ovo e da galinha
E no caso dos caregadores wireless?
Tb se mantem a mesma logica?
E ja agora carregar por cabo ou wireless?
Acho que já foi tudo dito. Mas só para complementar este artigo aponta o problema errado: não é a ordem de ligação, mas a qualidade dos carregadores, cabos e equipamentos que são usados. Se um bom carregador for usado, por exemplo, com “ramp startup”, nem inrush current existe no início da ligação. Logo, tudo o que é dito no artigo é muito relativo.
Podem dizer isto e aquilo nos comentários e etc.
Mas sempre aprendi isso primeiroligar na tomada só a seguir ligar a um equipamento, que seja de qualidade ou não, ninca se fiar nisso.
Façam sempre essa regra, não custa nada e evitam vhatices, pois mesmo equipamentos bons e de qualidade, podem ter azares…..
Apesar do que escrevi em cima, concordo que é algo recomendável a fazer. Ligar sempre qualquer carregador á corrente e só depois ao smartphone ou outros dispositivo electrónico.
Voces desligam os carregadores da tomada?!
Romanos 10:9