Quantcast

Mercado de smartphones afunda na Europa! Vendas caem para valores mínimos

21 Comentários

O mercado europeu de smartphones registou o seu pior segundo trimestre dos últimos três anos. Entre abril e junho, as entregas de equipamentos caíram 10% em termos homólogos, fixando-se em apenas 35 milhões de unidades enviadas para as lojas.

Europa smartphones vendas

Este abrandamento acentuado reflete um cenário económico desafiante no continente. A subida persistente da inflação, as tensões geopolíticas internacionais e o aumento dos custos dos componentes eletrónicos forçaram as fabricantes a subir os preços finais e a reduzir as habituais campanhas promocionais. Perante este aperto financeiro, a procura por novos dispositivos arrefeceu de forma evidente.

Apple e Samsung continuam no topo do mercado

Apesar da quebra geral nas vendas, duas marcas destacaram-se e conseguiram segurar o topo da tabela na Europa. A Apple e a Samsung dividem agora o primeiro lugar, com cada uma a assegurar uma quota expressiva de 34% de todas as remessas do trimestre. O desempenho da marca da maçã foi particularmente expressivo neste período, subindo a sua quota de mercado de 25% para os atuais 34%.

A Samsung também registou ganhos ligeiros, consolidando o seu domínio no segmento premium. Em sentido contrário, a concorrência asiática perdeu terreno considerável. A Xiaomi manteve o terceiro posto com 15% das remessas, sofrendo uma quebra face aos 19% registados no ano anterior. O grupo OPPO fechou com 4% e a Honor com 3%, num cenário em que quase todas as marcas viram os seus volumes encolher.

Europa smartphones vendas

Crise aperta vendas dos smartphones mais baratos

O impacto negativo fez-se sentir de forma bastante desigual no território europeu. A Europa Ocidental apresentou uma maior resistência, sustentada pela forte procura de modelos topo de gama da Apple e da Samsung.

Já a Europa de Leste sofreu o maior impacto do recuo nas vendas. A dependência de equipamentos mais acessíveis deixou este mercado vulnerável, uma vez que o segmento de gama de entrada foi o mais castigado pelo aumento dos preços e pela perda do poder de compra.

O panorama a curto prazo continua a exigir cautela para todo o setor. A quebra nos inventários e o abrandamento contínuo nas gamas baixas sugerem que as vendas de smartphones na Europa devem permanecer sob forte pressão nos próximos trimestres.

Comentários

21

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de cK
    cK

    Pudera. Sendo um mercado extremamente inflacionado e o rendimento das pessoas cada vez mais desajustado da inflação…

    1. Avatar de PM
      PM

      Não dizia melhor. Concordo plenamente.

  2. Avatar de Max
    Max

    No segundo trimestre, “Mercado de smartphones afunda na Europa!” A Apple subiu “a sua quota de mercado de 25% para os atuais 34%” e empatou com a Samsung.
    P: Pq?
    R (Gemini): Estabilidade dos preços perante a crise dos semicondutores (enquanto aa maior parte dos fabricantes Android subiu os preços de venda, a Apple conseguiu absorver a subida dos custos operacionais), resiliência da procura pelo iPhone 17 e resistência no segmento premium (a retração do mercado global afetou sobretudo os segmentos de gama baixa e média que são mais sensíveis à inflação).
    Como se vem dizendo há quase 20 anos, desde que foi lançado o Android, mais dia menos a Apple acaba 🙂

    1. Avatar de Lucas Silva
      Lucas Silva

      Se em vez se pensares tu, pensa a AI, saem respostas dessas…: uma coisa são as vendas (que diminuíram), a Apple ter aumentado a fatia (a percentagem aumentou do que se vendeu, apesar dessas vendas totais diminuírem)

      1. Avatar de Max
        Max

        Hoje em dia só é ignorante quem quer.
        P: Quais foram as vendas de iPhones da Apple nos últimos três Q3 (2º semestre do ano civil) na Europa?
        R (Gemini) A Apple deixou de divulgar o número de unidades vendidas de iPhones a partir do início de 2019. Desde então, a métrica oficial reportada nos relatórios financeiros é a receita gerada com o iPhone. A Apple não detalha a receita de cada produto por continente ou país, só é possível conhecer as vendas mundiais de iPhones.
        O terceiro trimestre fiscal da Apple (Q3 FY) encerra-se no final de junho.
        Receita, mundial, de iPhones no Q3 Fiscal da Apple, em biliões de (Bi) de dólares dos EUA:
        – 2024 – $ 39,30 Bi
        – 2025 – $ 44,50 Bi (+13,2%)
        – 2026 – 54,30 Bi (+22,0%)”
        Achas que se, no segundo trimestre de 2026, a receita de vendas de iPhones, aumentou 22,0% (em cima de 13,2% do trimestre homólogo) – o volume de vendas diminuiu?
        Usa a AI, ajuda a evitar muito disparate, como o que saiu da tua cabeça 😉

  3. Avatar de Fidalgo
    Fidalgo

    E bom que as pessoas percebam que um smartphone dura 4-5 anos e que as empresas tem de acabar com a ideia de que todos os anos precisamos de algo novo. O meu iphone 13 pro faz tudo o que preciso e fluido , galaxy s21 igual

    1. Avatar de lambisco
      lambisco

      Eu troquei faz mais ou menos um ano para o iphone 17 pro, mas até lá continuei com um velhinho iphone 8 e nao tive qualquer necessidade de trocar até esse momento. Acabei por fazer a troca porque necessitava de mais espaco face ao uso que dava com fotografia porque o meu trabalho assim o requer, e em boa verdade tinha que andar com powerbank sempre atrás. De resto, o telemovel funcionava perfeitamente. Foi um investimento mais uma vez a pensar na longevidade do equipamento. Existem alternativas Android bastante boas, que podem levar ao mesmo. Em boa verdade nao precisava de gastar o que gastei, poderia ter ido para uma solucao mais barata e que servem perfeitamente. Tenho também um xiaomi note 8 pro, que ainda anda aí para as curvas com uma bateria bastante aceitavel e na altura custou 300euros (mais coisas menos coisa).

  4. Avatar de s4Kana
    s4Kana

    Quando foi a pandemia, o mercado sofreu… mas agora com esta louca da corrida da AI está pior. Começou-se por depois desktops/laptops e também no ramo automóvel a ter dificuldade em arranjar componente… e tinha de chegar também aos telemóveis, as empresas que produzem os semi-condutores e outros componentes necessários tão só focadas na AI… por isso o preço sobe em tudo e a inflação não anima as pessoas a comprarem.
    Qual será a próxima febre depois desta AI que irá inflacionar ainda mais os preços? É que esta fase ainda vai durar por muito tempo…

  5. Avatar de David Guerreiro
    David Guerreiro

    A aposta da Samsung em 7 anos de atualizações para muitos modelos, e uma cadência mensal para as gamas premium, acho que está a resultar bem. A Xiaomi pode ter bom hardware, preços competitivos, mas deixa muito a desejar nas atualizações. Quem diz a Xiaomi diz muitas outras. A Apple não tem um calendário definido, mas sempre que há falhas de segurança conhecidas rapidamente lançam atualização e em vários casos até para equipamentos já obsoletos.

    1. Avatar de Max
      Max

      Dizes que:
      – Samsung: 7 anos de atualizações a uma cadência mensal
      – A Apple não tem um calendário definido, mas sempre que há falhas de segurança conhecidas rapidamente lançam atualização
      Está a falar de atualizações de segurança, mas há que distinguir as atualizações de funcionalidades das atualizações de segurança. A Apple raramente lança atualizações de segurança isoladas, o habitual é atrasar alguma para juntar à versão com atualizações de funcionalidades. A única regra que é fixa, é lançar uma atualização principal (iO2 14, iOS 15, todos os anos).
      Mas, no geral, a política de atualizações pode-se ver no iPhone 5S:
      – iPhone 5S, lançado em 2013
      – Última versão principal do iOS lançada para o 5S: iOS 12, em 2018 (5 anos)
      – Última atualização de segurança para correção de vulnerabilidades: iOS 12.5.7, em janeiro de 2023 (9 anos; 4 anos após a última atualização principal
      – Última atualização de manutenção e suporte de serviços (sobretudo renovação de certificados de segurança para as apps do sistema poderem continuar a funcionar: iOS 12.5.8, em janeiro 2026 (12 anos; 7 anos após a última atualização principal).

      1. Avatar de Lucas Silva
        Lucas Silva

        Que testamento…

        1. Avatar de Max
          Max

          Para se poder ter opiniões fundamentadas é preciso conhecer os factos 🙂

  6. Avatar de JF
    JF

    Ainda vai quebra mais, as pessoas neste momento estão aguentar mais tempo os smartphones e outros dispositivos onde a memoria ram e ssd encareceram, estão a reciclar os velhos que já se encontravam a um canto, que ainda funcionam bem, a loucura dos preços esta a levar a isso e será ainda pior nos próximos 2 anos algumas empresas podem falir

  7. Avatar de Victor
    Victor

    Alguem tem experiencia com o FariPhone?

  8. Avatar de Victor
    Victor

    Queria dizer FairPhone

    1. Avatar de A
      A

      as specs do novo modelo FP 6, estão interessantes, e a tal questão de manutenção fácil, subcontratam a produção mas isso tb marcas “maiores” como os google, o faz…

      tb estou a “namorar” sem experiência, mas as review são positivas

  9. Avatar de Alejandro
    Alejandro

    O mercado de recondicionados talvez tenha mais procura e terá preços de dispositivos novos de hoje em dia, as marcas hãode reinventar-se, passando a cobrar por serviços em vez de máquinas novas todos os anos, mas isso nem é a principal preocupação. O que me preocupa mesmo, é a questão da eletrónica para aviação, para carros etc. Tipo uma ambulância avaria-se e o que vai acontecer com tempos de espera para a peça a ser reparada, ou uma nova viatura?

  10. Avatar de PM
    PM

    Nokia 1101. Uma semana de bateria e sem ter stress de andar a fazer scrling a toda a hora.

    1. Avatar de sapochicão
      sapochicão

      scrolling nesse? Só se for a metê-lo no bolso. LOL

  11. Avatar de Simão
    Simão

    Lumia 930 com WM10 e Huawei P30 PRO a trabalharem bem para o que é preciso.
    As marcas de telemóveis estão como as marcas de Bicicletas há anos: Todos os anos saía uma bicicleta que era sempre a ultima coca cola do deserto.
    Agora no caso das bicicletas andam a passar mesmo no deserto que as marcas estão todas a passar um mau bocado.

    Nos telemóveis está a ficar a mesma coisa.

    1. Avatar de PLM
      PLM

      Sem dúvida. Tanto uns como os outros andaram a esticar demasiado a corda, e depois deu nisto.