App portuguesa para adoção de animais é um “museu digital de patudos” à moda do Tinder
Em Portugal, a adoção de um animal pode ser mais complicada do que parece. Perante essa dificuldade, um casal do Porto criou uma solução digital para ligar associações e futuros donos, numa espécie de Tinder, mas de nome Pawseum.
Conforme contado ao jornal Público, tudo começou com Jéssica Padrão, de 25 anos, que passou quase dois meses à procura de um cão para adotar através de websites, do Facebook e do OLX, sem grande sucesso.
Muitas vezes não obtinha resposta ou, quando a tinha, o animal já não estava disponível. A adoção só se concretizou quando decidiu ir pessoalmente a uma associação, de onde trouxe o cão Nico.
Com base nessa experiência, nasceu, no ano passado, a ideia de facilitar o processo de adoção online.
Criado por Jéssica e pelo namorado, Guilherme Pinto, de 23 anos, estudante de Mestrado em Ciência de Computadores na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, o Pawseum é descrito como um "museu digital de patudos".
Como funciona a plataforma para facilitar a adoção de animais de estimação
O Pawseum combina website e aplicação, permitindo navegar por animais disponibilizados por associações e canis parceiros, com filtro por região do país.
Cada animal tem um perfil com fotografia, nome, idade, tamanho, sexo, informações de saúde (vacinação, esterilização, necessidades especiais) e traços de personalidade.
Uma das particularidades é o uso de Inteligência Artificial para gerar descrições dos animais escritas na primeira pessoa, num tom mais alegre.
A plataforma não substitui o contacto direto com as associações, que continuam a tratar da adoção segundo os seus próprios protocolos. Por sua vez, o Pawseum funciona como ponte, reunindo num único local informação que normalmente está dispersa.
À semelhança do conceito de swipe popularizado por apps de encontros, como o Tinder, a funcionalidade PawMatch permite que o utilizador deslize para marcar animais como favoritos ou rejeitá-los.
Números e ambição de crescer
Desde o lançamento, em outubro de 2025, já foram adotados 81 animais através da plataforma, havendo atualmente 519 à espera de um lar.
Para já, o projeto conta com 20 associações parceiras, ainda concentradas na zona Norte do país. Contudo, o objetivo do casal é chegar a Portugal inteiro.
Todo o serviço é gratuito, tanto para associações como para utilizadores que procurem adotar um patudo, e tem sido financiado com recursos próprios do casal, uma opção que, segundo eles, pretendem manter.
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Há apps pa-tudo
Não gastem tanto dinheiro nos animais de estimação e usem esses recursos para ajudar pessoas que precisam e vão ver que terão uma sociedade mais saudável e em paz social.
Gosto de animais… mas estamos atualmento no exagero , não estou a dizer que esta aplicação é isso , mas realmente precisamos primeiro de ajudar a sociedade, pessoas , os idosos no final de vida terem um lar, um acolhimento.. um bebé quando nasce não ter que passar fome…etc..etc… Como dizes se houver uma paz social também haverá paz para os animais..
Uma das perversões que o sistema actual cria é a solidão depois agarram-se aos animais e gastam recursos valiosos, a Humanidade precisa de crescer mentalmente e exigir mais dignidade.
“um bebé quando nasce não ter que passar fome” – Quem não tem dinheiro não tem filhos. Muita gente caga os bebes cá para fora e só depois é que pensa como os vai manter.
O mesmo acontece para quem tem animais, querem animais para depois os abandonar, quem não pode não tem. A sociedade em si é que esta um lixo.
Porque razão deveria dar do meu dinheiro a uma familia que não teve dois dedos de testa para pensar antes de ter?
Que mentalidade de m*rda… Uma coisa não invalida a outra. Ainda estou para perceber a mania que o ser humano tem de justificar um problema com outro problema que não tem nada a ver o rabo com as calças.
A rapariga passou dois meses na net em vez de ir logo presencialmente a uma associação – diz tudo sobre a sua geração!
«A plataforma não substitui o contacto direto com as associações, que continuam a tratar da adoção segundo os seus próprios protocolos. Por sua vez, o Pawseum funciona como ponte, reunindo num único local informação que normalmente está dispersa.»
Eu não diria melhor. Aliás basta ler os comentários dos leitores deste site. Parece que aterraram aqui vindos do planeta Palermix.
Cães e gatos só dão despesa, parasitas da sociedade, não alimento vadios, meus pais agricultores tinham cães e gatos, os cães para vigiarem e protegerem os rebanhos e os gatos para controlar os roedores nos palheiros e silos. Agora os gatos tem medo aos ratos e os cães tornaram-se preguiçosos, desfiz-me dos trastes, quem não contribui não merece comida.
Parasitas da sociedade são o ser humano, principalmente os apalermados, alienados… Se bem que eu às vezes desconfie que não são bem assim… Fazem-se é de parvos para fazer os outros de idiotas.
Viper, tens cães ou gatos?
Atualmente só tenho 1 cão (já tive 3). E alimento os gatos que me aprecem por lá, nem sei ao certo quantos são, talvez 7 ou 8. E faço donativos conforme posso a instituições que recolhem animais abandonados. Todos os meses faço uma doação de 50 euros que vou alternando pelas instituições. Além da despesa que já tenho em casa., Quer o contacto de algumas?
Não dou dinheiro por dar, faço voluntariado, conheço as instituições e as pessoas e só depois contribuo, não ando a dar dinheiro nem bens a união zoofila e essas porcarias que pegam no que lhes dão que seja de qualidade e levam para casa para os animais deles.. vergonha na cara dessa gente, por isso aprendi há muitos anos a não dar dinheiro a menos que esteja por dentro
Zé Fonseca, é preciso saber separar o trigo do joio. Os animais não têm culpa. Existem assocações que lutam com imensas dificuldades, e nem sempre conseguem alimentar os animais convenientemente por falta de recursos. No mês de Agosto vi no facebook um pedido de ajuda da Associação Chão de Bichos no Montijo, que alberga 500 animais, e não exitei apesar de não conhecer a associação. Sou de demasiado longe para fazer voluntariado, mas ajudei como pude. O que não falta por esse país são associações com os mesmo problemas, e se essas associações não existissem, os animais andavam (como andam muitos) abandonados pelas ruas.