Novo estudo revela que a Europa recebe mais 4,8% de luz solar do que há 30 anos
A Europa está a receber cada vez mais luz solar. Não significa que existam mais dias de sol, mas sim que está a chegar mais energia solar ao solo do que acontecia no passado. Mas há uma boa razão para isso!
Europa com mais luz solar
Um estudo de longo prazo confirma que a radiação solar superficial aumentou de forma significativa nas últimas três décadas, impulsionada sobretudo por alterações nos padrões de nebulosidade e pela redução sustentada da poluição atmosférica.
Entre 1994 e 2023, a radiação solar no continente europeu cresceu cerca de 4,8%. Em regiões da Europa Central e Ocidental, o aumento foi ainda mais expressivo, aproximando-se dos 11% em áreas do nordeste de França, Benelux e oeste da Alemanha.
Para o setor fotovoltaico, esta evolução obriga a rever em alta as estimativas de produção e rentabilidade de projetos concebidos para operar durante décadas.
Radiação solar superficial: variável-chave na transição energética
A chamada Surface Solar Radiation (SSR) mede a energia solar que efetivamente chega à superfície terrestre. Em termos energéticos, corresponde à irradiância global horizontal (GHI), o principal parâmetro utilizado para dimensionar, financiar e prever o desempenho de centrais fotovoltaicas.
Segundo o estudo, o aumento médio foi de aproximadamente 3,1 watts por metro quadrado por década. À primeira vista pode parecer um valor reduzido. Contudo, acumulado ao longo de 30 anos, altera balanços energéticos, modelos climáticos e projeções económicas.
Não é apenas um detalhe estatístico. Modifica a base de planeamento de investimentos energéticos com ciclos de vida de 20 ou 30 anos.

Mapas comparativos da tendência da radiação solar superficial (SSR) na Europa, expressa em watts por metro quadrado e década (W/m²/década).
Uma Europa mais luminosa sem necessariamente mais céu limpo
Um dos aspetos mais relevantes é que o aumento da radiação não significa obrigatoriamente mais dias sem nuvens. A explicação encontra-se na qualidade e estrutura da nebulosidade. Nuvens mais finas ou com menor capacidade de refletir a luz permitem que uma maior quantidade de energia atravesse a atmosfera.
Este fenómeno está ligado a alterações térmicas na atmosfera. A dinâmica das nuvens depende da temperatura, da humidade e da estabilidade do ar. Pequenas mudanças nestes fatores podem alterar significativamente a quantidade de radiação que chega ao solo. Não se trata apenas de uma variação meteorológica, mas de uma reconfiguração progressiva do equilíbrio radiativo europeu.
Menos poluição significa mais luz solar
A redução dos aerossóis atmosféricos explica cerca de um quinto do aumento observado. Nas últimas décadas, a legislação ambiental europeia, desde diretivas sobre qualidade do ar até limites mais exigentes para emissões industriais e do transporte, reduziu significativamente a presença de partículas em suspensão.
Menos aerossóis traduzem-se em menor dispersão e absorção da luz solar. Paradoxalmente, uma melhoria ambiental contribui também para o aumento da radiação incidente. Trata-se de um efeito colateral positivo para a energia solar, embora inserido num sistema climático complexo, onde as interações não são lineares.
Diferenças regionais que mudam o planeamento energético
O crescimento da radiação solar não ocorreu de forma homogénea. A Europa Central e Ocidental registaram os maiores aumentos, enquanto outras regiões apresentaram tendências mais moderadas. Esta variabilidade territorial tem consequências práticas.
Em países com forte penetração solar, como Portugal, Espanha, Alemanha ou Países Baixos, atualizar bases de dados históricas e projeções torna-se essencial para bancos, seguradoras e promotores energéticos.
Uma variação de poucos pontos percentuais na radiação média pode alterar a taxa interna de retorno de uma central fotovoltaica. Num mercado elétrico cada vez mais volátil, cada detalhe pesa nas decisões de investimento.
Ao mesmo tempo, o planeamento das redes elétricas e das soluções de armazenamento terá de considerar cenários em que a produção solar poderá superar ligeiramente as previsões feitas há décadas.
Projeções futuras apontam para crescimento moderado
Os modelos climáticos indicam que a radiação solar poderá manter níveis elevados nas próximas décadas, embora com um crescimento mais moderado do que o observado desde os anos 90. Persistem, contudo, incertezas importantes, sobretudo na modelização das nuvens e na interação entre aerossóis e sistemas nebulosos.
A radiação solar reage mais rapidamente às alterações atmosféricas do que a temperatura média global, o que explica uma maior variabilidade nas previsões. Ainda assim, o consenso científico aponta para que a Europa dificilmente regresse aos níveis de “escurecimento” registados em décadas anteriores.
Impacto direto na energia solar e no sistema energético
Mais radiação solar significa, em princípio, maior produção fotovoltaica. No entanto, a equação não é linear. As temperaturas elevadas associadas ao aquecimento global reduzem a eficiência dos módulos solares, e episódios de calor extremo podem diminuir o rendimento instantâneo mesmo quando a radiação é elevada.
Além disso, fenómenos meteorológicos extremos, como granizo, tempestades intensas ou secas prolongadas, introduzem novos fatores de risco para infraestruturas solares. A relação não é simplesmente “mais sol igual a mais energia útil”. Exige integrar estratégias de adaptação climática no desenho das instalações.
Paralelamente, o aumento da radiação reforça o papel da energia solar como um dos pilares centrais do Pacto Ecológico Europeu e das metas de descarbonização para 2030 e 2050. Uma melhoria da base física do recurso pode tornar a transição energética ainda mais competitiva.
























Não fosse a causa do aumento da radiação que chega ao solo ser a diminuição de poluentes atmosféricos e ainda o aproveitamento dessa radiação extra para produzir energia através de… painéis solares… e estariam a gritar histericamente que o fim do mundo estaria próximo devido ao aquecimento global agora conhecido por alterações climáticas.
Assim, como essa radiação extra já convém para uma das energias da moda, até os fenómenos meteorológicos recorrentes são apenas mencionados de passagem sem o habitual sensacionalismo de urgência catastrófica, vulgo… alterações climáticas!
Isto tudo podem ser consideradas alterações climáticas ahah
E isso não aumenta a temperatura pois não? É o CO2 só =)
Estão explicadas teorias para maléfico aquecimento global.
Isso definitivamente comprova o que descobri e afirmei há bastante tempo, que o chamado de AQUECIMENTO GOLBAL e ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS, provinham de maiores atividades no DEAT = DISTRIBUIDOR ENERGÉTICO ATÓMICO TERMONUCLEAR, que como os antigos faraós, ainda chamam primitivamente de SOL.
Enquanto muitos ditos renomados das ciências-ainda-a-avançar e não Avançadas… Faziam afirmações improcedentes…
Eu já aconselhava governantes de muitos países e também do querido Portugal, a implementarem junto ao ministério de agricultura, medidas no sentido de tornarem oliveiras e videiras, mais resistentes a altas temperaturas.
Preocupado justamente com a baixa oferta dos deliciosos vinhos e azeites portugueses, e altas nos preços.
A coisa é muito séria, e essa medida que fizeram agora dentre 30 anos, ultrapassa em muito, os períodos normais de mínimas e altas dos ciclos, chamados erradamente de Ciclos Solares.
Gostaria eu de estar errado, mais conhecimentos que obtive de dimensões superiores a essa nossa inferior 3° dimensão… São muito mais precisos.
Tinham que vir os gurus das alterações climáticas tirado no Facebook como se este fenómeno de radiação solar fosse totalmente desconhecido e inesperado.
No final do texto, onde consta mais: gentileza considerar mas.