Volkswagen confirma corte de 100 mil postos de trabalho. E a Autoeuropa?
A Volkswagen está a preparar aquela que classifica como a maior reestruturação da sua história. O diretor-executivo do grupo alemão, Oliver Blume, confirmou aos trabalhadores um plano que pode eliminar 50 mil postos de trabalho adicionais. Em Portugal, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa mostra-se tranquila quanto ao impacto na unidade de Palmela.
O anúncio de segunda-feira não surge isolado, sendo a segunda fase de um processo que já estava em curso. Em março de 2026, a Volkswagen tinha revelado um plano para cortar 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030, dos quais 35 mil na marca Volkswagen e o restante distribuído pela Audi, Porsche e pela subsidiária de software Cariad.
Desse total, cerca de 37 mil postos já tinham sido eliminados através de rescisões voluntárias e reformas antecipadas.
Agora, Blume comunicou aos trabalhadores que pode ser necessário um segundo corte, desta vez a nível mundial, também na ordem dos 50 mil postos.
A soma das duas fases perfaz os 100 mil postos de trabalho que a empresa planeia cortar.
Volkswagen toma "decisões decididamente controversas"
Numa comunicação interna descrita como a explicação mais detalhada até agora sobre o futuro do grupo, Blume falou em "12 iniciativas, cerca de 150 páginas e 45 resoluções individuais" de mudança.
O gestor admitiu que o pacote inclui "decisões decididamente controversas", mas garantiu ter sentido "amplo apoio" por parte do conselho de supervisão relativamente à necessidade de agir.
Este segundo corte está associado à redução de custos indiretos, que a Volkswagen estima estarem 20% acima da concorrência comparável.
Como metade desses custos correspondem a despesas com pessoal, uma "estimativa teórica", sem alterações nos custos laborais, aponta para um ajuste de cerca de 50 mil postos adicionais em todo o mundo.

Já em dezembro de 2024, dezenas de milhares de trabalhadores da Volkswagen faziam greve em fábricas como Wolfsburg, Zwickau e Hannover, contra o plano de cortes salariais, despedimentos em massa e encerramento de fábricas na Alemanha. Na altura, o acordo a que conseguiram chegar foi saudado como um "milagre de Natal" pelo líderes dos sindicatos.
Fábricas alemãs sob pressão
Entretanto, continuam por resolver as dúvidas sobre quatro unidades fabris na Alemanha, as fábricas da Volkswagen em Emden, Hannover e Zwickau, e a fábrica da Audi em Neckarsulm, onde a produção poderá terminar entre 2031 e 2034.
Blume insiste que "soluções inteligentes são sempre melhores do que fechar uma fábrica", mas admite que a Alemanha "não pode ignorar" o excesso de oferta no mercado automóvel, alimentado tanto pela concorrência chinesa como europeia.
O grupo pretende reduzir a produção global de cerca de 12 milhões de veículos por ano (nível pré-pandemia) para nove milhões, cortando também metade das variantes do seu portfólio de modelos.
Uma das alternativas em cima da mesa passa pela reconversão da fábrica de Osnabrück, de produção automóvel para produção na área da defesa, um plano que, segundo notícias recentes, terá sido travado pelo fundo soberano do Qatar, acionista da Volkswagen.
O sindicato IG Metall já reagiu de forma crítica, considerando "inaceitável" que a administração avance com novos planos de redução depois dos esforços já feitos pelos trabalhadores.
Autoeuropa sem sinais de alarme
Apesar da dimensão dos cortes anunciados na Alemanha, a fábrica da Autoeuropa, em Palmela, não deverá ser afetada.
Em declarações à Renascença, Rogério Nunes, da Comissão de Trabalhadores, explicou que, segundo a informação disponível até ao momento, a reestruturação está a ser pensada apenas para a Alemanha.
O representante dos trabalhadores manifestou solidariedade com os colegas alemães, que serão os mais afetados por este processo.
Contudo, sublinhou que, relativamente à unidade portuguesa, onde trabalham mais de quatro mil pessoas, "não estamos neste momento a vislumbrar num futuro próximo que essa redução de postos de trabalho também possa ter aqui alguma influência na nossa fábrica".






















A auto Europa que faça greves.. Mas depois não chorem.
Já em Detroit foi tudo culpa dos sindicatos
não é só culpa dos sindicatos, mas quando as coisas estão mal eles ainda fazem pior a reivindicar direitos e condenar todos os empregos que eles deviam defender.
é preciso saber ler a posição das empresas e quando elas podem dar ou quando têm de ser os colaboradores a dar
mais curioso e que ninguém falta, cada emprego directo dos fabricantes automoveis representa uma dependencia de 3 empregos indirectos.. façam as contas.. e isto é só o inicio e só num fabricante
Podem agradecer a Ideia de mudanca radical para os electricos por parte da EU
O que isto tem a ver com eléctricos ?
tudo, isto acontece devido à ideia de abandonar a venda de combustao que foi o que empurrou as pessoas para os EVs
Então mas as empresas ficam mal por terem uma ideia que não concretizaram ?
E eles não têm EVs ? vai dizer que as pessoas foram para evs porque alguém teve uma ideia ? LOOOOL
Arranje outra porque essa sabe a peixe.
não têm matéria prima, os custos de produção são 5 vezes superiores, recriar uma linha de montagem numa empresa destas é 100x mais dificil e moroso que criar uma de raiz na china.
sabes muito bem tudo isso..
Quem lhe disse que não tem ? inventou agora ?
Mais uma sem sentido, se eles querem é fechar para reduzir produção.
As vendas da VW na EU aumentaram não sei onde está o problema de vender mais
Quanto à Autoeuropa é caso para dizer “Fia-te na virgem e não corras.”
Autoeuropa apesar das críticas é uma das fábricas mais eficientes do grupo VW. Vai passar ao lado tal como já aconteceu no passado.
a eficiência não vale de nada se todo o grupo for por água abaixo, acho que não estás ciente do que se passa, dos resultados da vw e do que está a ser planeado para tentar estancar o problema
Andam literalmente a dormir e não se aperceberam que a indústria automóvel europeia está a ter o início, talvez, da maior crise que já enfrentou e sem perspectivas de retrocesso.
Muitas pessoas torcem o nariz aos carros de marcas chinesas, mas não fazem ideia da qualidade que têm (e o preço). Não nos podemos esquecer que seriam cerca de 30% mais baratos se não fossem as tarifas europeias.
Foi a Europa que criou esse negocio para a china, ao forcar/impulsionar/incentivar (chame-lhe o que quiserem) os carros elétricos com baterias, que para ser fabricadas e preciso materiais que basicamente só a china tem/explora.
Foi literalmente dar o ouro ao bandido, não se preocupem que daqui a 10 anos, carros vai ser como os telemóveis, algumas marcas vão desaparecer, garantias/pecas/reparacoes vai ser bonito vai, outras vão crescer ao ponto de arrumarem de vez com as marcas “tradicionais”.
Exacto. Da forma como foi feito, até parece propositado. Certamente haverá outros interesses obscuros por detrás disto.
Merecia uma investigação para levar à prisão perpetua todos esses alucinados.
Foi propositado deixarem de comprar diesel ?
A investigação já foi feita, até deram pelo nome de dieselgate.
+1 é preciso saber o porque as vendas terem crescido na europa. Lobby certamente.
Estão á rascas mas a vendas subiram e são a marca com mais vendas no mercado Europeu.
+1 Deviam continuar a incentivar veiculos a combustao e assim energeticamente estavamos completamente independentes e nao precisamos de outros paises para combustiveis ou petroleo.
Os veículos elétricos não nasceram agora, as marcas europeias é que andaram literalmente a dormir…
Mas o que eles estão a vender menos é carros a combustão, e é como diz, foram para lá produzir peças e carros para o mercado deles onde estão agora a ser comidos.
Se isto tem a ver com veiculos eléctricos, porque querem diminuir o numero de modelos, na sua grande maioria a combustão ?
E qual o motivo para serem 30% mais baratos, sabes explicar?
163 trabalhadores Chineses que trabalhavam na construção da fábrica da BYD no Brasil estavam a trabalhar como escravos, talvez isto ajude a explicar o sucesso das marcas Chinesas.
isso é só a ponta do véu, acho que ninguém percebeu a orquestração do PCC de toda a industria nacional chinesa e como funcionam as subsidiações
Zé, não são subsidiações, são incentivos.
Ou cá são incentivos e lá são subsídios?
Depende da latitude, não é?
Ai o meu cabeço…
At its core, the difference between how the European Union (EU) and China support private companies is a clash of two entirely different economic philosophies: **the EU’s “State Aid” rules are designed to prevent market distortion, whereas China’s industrial policy is designed to actively drive market outcomes.**
While the EU uses strict, transparent guardrails to keep the playing field level, China employs a massive, state-integrated apparatus to build global champions.
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## 1. Philosophical & Structural Differences
In the EU, subsidies are treated as a **necessary evil** to correct market failures, whereas in China, they are a **core tool of state capitalism**.
* **The EU Approach (The “Referee”):** Under EU State Aid rules, member governments are generally prohibited from giving financial advantages to specific companies, because it distorts competition in the Single Market. Exceptions are tightly regulated and restricted to specific goals, such as green energy transition, regional development, or cutting-edge R&D.
* **The Chinese Approach (The “Co-Pilot”):** In China, the boundary between “state-owned” and “private” is highly porous. The Chinese Communist Party (CCP) uses Five-Year Plans to select “strategic industries” (like electric vehicles, solar, or batteries) and floods them with capital to rapidly build scale, slash costs, and dominate global supply chains.
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## 2. Comparison of Support Systems
| Feature | European Union | China |
| — | — | — |
| **Total Spending** | Generally **0.4% to 0.5% of GDP** (e.g., Germany, France). | Estimated at **1.7% to over 2% of GDP**—often 3 to 9 times higher relative to revenues than Western peers. |
| **Primary Tools** | Direct grants, tax credits, and R&D matching funds. | Direct grants, **below-market bank loans**, cheap land, and equity injections via Government Guidance Funds (GGFs). |
| **Transparency** | **High.** All approved State Aid must be publicly logged, audited, and justified under EU law. | **Low.** State-directed financial flows (like state bank loans) are highly opaque and difficult to trace. |
| **Domestic Competition** | Strictly protected. Member states cannot out-bid each other to lure companies. | Intentionally fierce. Beijing often funds dozens of domestic rivals, allowing them to battle it out until a few hyper-efficient global giants remain. |
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## 3. The Chinese Subsidy Toolkit is “Deep”
While Western subsidies are almost exclusively fiscal (like a check or a tax break), China’s state support acts as an ecosystem:
### Cheap Capital from State Banks
The largest chunk of Chinese industrial support doesn’t come from the state budget; it comes from **state-owned commercial banks**. Private Chinese firms in favored sectors receive credit at rates far below market averages, meaning they can borrow millions with virtually zero financial risk.
### Government Guidance Funds (GGFs)
These are state-backed venture capital funds. Instead of just giving a company a grant, local or central governments buy equity in private startups. This signals to private investors that the company has the “blessing” of the state, unlocking massive private capital.
### Ubiquitous Local Subsidies
In China, local municipal governments compete fiercely with each other. To win a new factory, a city will provide free or heavily subsidized land, build dedicated electricity lines, or even buy the initial batch of products to guarantee demand. According to research, **over 99% of listed companies in China** receive some form of direct government subsidy.
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## 4. Why This is Causing Friction
Historically, the EU relied on strict antitrust laws to keep its market competitive. However, because Chinese firms scale up under heavy state protection before expanding abroad, European firms feel they cannot compete.
> **The EV Example:** The Chinese EV maker BYD received an estimated €2.1 billion in direct subsidies in 2022, on top of benefiting from subsidized battery supplies and consumer purchasing incentives. Because of this head start, they can export high-tech cars at prices European manufacturers struggle to match.
This has forced the EU into a major policy shift: Brussels has recently loosened its own State Aid rules (allowing more national subsidies for green tech) and initiated anti-subsidy probes on imports from China to protect its domestic industries.
Enjoy
Qual é a diferença para as europeias ?
É diferente de cá em que aspeto ?
O desenho para ti está em cima
Aqui em PT deve haver, seguramente, muito mais que 163 pessoas a serem escravizadas.
Sensações, percepções…
Sim claro, já sabemos que o Martim Moniz é perigoso e que na “Xina” Rússia e restante pandilha de aliados é tudo fabelasticamente fantástico, mas não desamparam de cá a loja, o patriotismo é lixado.
Acha paciência dasss.
Barão, os videos?
Já ganhou courage, como dizem em AL Paris?
O tempo de vendas recorde já passou.O mercado chinês já não dá o lucros de antigamente com muito menos vendas. Logo as marcas europeias vão ter de adaptar a produção. Menos fabricas mas mais modernas e adaptadas ao mercado europeu.
As marcas no mercado chinês não consegue competir com carros chineses baratos e descartáveis ao fim de poucos anos. Cada vez mais o automóvel é mais um smartphone com rodas. Um produto descartável ao fim de poucos anos é para trocar por outro atualizado com nova tecnologia. O futuro vai ser as pessoas não serem o dono e sim alugar um por algum tempo.
Por isso mesmo estão a abandonar modelos a combustão, já que duram pouco, dão muitos problemas e portanto são ainda mais descartáveis.
Duram pouco, o que é para ti durar muito tempo?
O meu pai ainda tem um Galaxi com 27 anos, e facilmente se vê na rua montes e montes de carros com 20 ou mais anos, e olha que eu moro num conselho se não o mais rico seguramente dos mais ricos deste país.
Durou porque andaram pouco, também tenho um elétrico com 27 anos.
Exato, mais razão me dá, têm esses carros por valor sentimental e pouco mais.
O problema da VW não é suposto atraso na eletrificação. É a exposição ao mercado automóvel da China, Todas as marcas europeias que vendiam muito na China agora tem muitos problemas em competir com marcas chinesas que tem automóveis bastante bons mas altamente subsidiados para terem preços baixos.
Outras marcas europeias como a Renault que tem uma menor exposição ao mercado chinês e tem uma muito maior percentagem de vendas na estão muito melhores que marcas como a VW.
Quando as marcas Europeias tiverem uma produção mais focada na Europa, vão voltar aos lucros.
correção: “Outras marcas europeias como a Renault que tem uma menor exposição ao mercado chinês e tem uma muito maior percentagem de vendas na e Europa estão muito melhores que marcas como a VW que vendiam muito na China. “
Não sei quanto tempo vai demorar, mas um dia vai passar o mesmo com a Airbus.
Aqui a “culpa” não foi dos chineses, Nokia Siemens e Alcatel (telemóveis), Philips Grundig Thomson (tv’s).
Perder mercado para grandes países como a china parece normal, agora perder para pequenos países como a Corea do Sul, Japão ou Taiwain, ai sim a pergunta que se impõe é que interesses estiveram envolvidos.
A pergunta tem de ser feita de outra maneira, porque que a Europa preferi-o antes apostar no mercado de serviços, e não na fabricação, deslocou para lá as fábricas e ficamos com os Bancos, Seguradoras, Contabilidades, Escritórios de Advogados, achamos que isto era o futuro e que valeu muitos milhões ao inicio mas agora que “encimamos” os outros a trabalhar e a produzir eles ultrapassáramos e agora voltar a traz é muito complicado, mas também não podemos esquecer os benefícios que deu esta estratégia, temos tidos níveis de vida muito acima do que os nossos antepassados alguma vez conseguiram ter.
Os trabalhadores da autoeuropa que continuem a fazer greves por tudo e por nada.
Mas depois não chorem…