Uma multa a cada 5,2 segundos: o radar também é o melhor amigo do Governo espanhol
Em Portugal, toda a gente tem uma opinião sobre radares, e raramente é positiva. Para muitos condutores, nada mais são do que uma forma disfarçada de o Governo português "meter a mão ao bolso". No entanto, se acha que por cá a coisa é exagerada, basta olhar para o que se passa do outro lado da fronteira.
Segundo os dados oficiais do Anuario Estadístico General 2025, o número de coimas aplicadas atingiu as 6.106.354 sanções.
Para contextualizar o número, trata-se da mais elevada desde que existem registos. Citando uma publicação online espanhola, "há uma tendência crescente que vivemos há anos, em grande parte graças a uma maior dependência de tecnologias de vigilância nas nossas estradas".
Pela primeira vez desde que a recolha de dados se iniciou, em 1961, o volume de multas ultrapassou a barreira dos seis milhões: em apenas três anos passou-se de superar os cinco milhões em 2022 ao novo máximo em 2025.
A mesma publicação fez as contas e percebeu que isto equivale a uma média de 16.730 multas diárias, 12 sanções por minuto e uma multa a cada 5,2 segundos.

Campanha de velocidade da DGT. Crédito: Manuel Bruque/EFE, via El Confidencial
Radares de velocidade mais modernos e drones
A principal razão para estes números continua a ser o excesso de velocidade, responsável por duas em cada três infracções.
Segundo a cadeia de rádio espanhola COPE, o radar de velocidade da M-40 de Madrid, que é um dos radares mais ativos de todo o país, acumulou mais de 150.000 multas, só no ano passado.
Afinal, a Direção Geral de Tráfego de Espanha (DGT) investiu mais de um milhão de euros em radares móveis de última geração e dispositivos "semimóveis" do tipo reboque que operam de forma automatizada, de modo a modernizar os equipamentos de vigilância.
Além disso, a infraestrutura de controlo apoia-se ainda na Unidade de Meios Aéreos, cujos helicópteros e drones processam, anualmente, cerca de 25.000 infrações, conforme explicado pela La Razón.
A DGT defende que esta implementação foi fundamental para reduzir a mortalidade nas estradas em comparação com décadas passadas.

Em 2025, estava prevista a instalação de 122 novos pontos de controlo de velocidade. Crédito: Europa Press, via La Razón
Segundo reforçado pelo espanhol Xataka, este incremento nas multas é o resultado de uma aposta decidida pela automatização.
A corroborá-lo está o escritório de advogados Pyramid Consulting, que indica que a ligação direta dos dispositivos ao Centro de Tratamento de Participações Automatizadas de León disparou a capacidade de processar essas multas.
A imprensa espanhola acredita que a estratégia para o futuro próximo não vai mudar. Aliás, com uma receita que superou os 540 milhões de euros em 2025, a DGT continua a instalar novos radares de velocidade.



















O quê? Caça à multa em Espanha ? Impossível.
Já começo a entender porque podem baixar o IVA dos combustíveis.
he he he he
– Total arrecadado em multas rodoviárias em 2025:
Portugal: 87 milhões de euros em coimas relativas ao código da Estrada
Espanha: 540 milhões de euros de multas cobradas pela DGT (6,2x mais)
– Número de veículos em circulação
Portugal 7 milhões (ligeiros, pesados e motociclos),
Espanha 35 milhões (5x mais)
Conclusão: em Portugal cada veículo contribui em média com 12,4 €/ano para os cofres do Estado em coimas. Em Espanha são mais 3€ por ano – 15,4 €/ano. A diferença não é por aí além, mas multam mais.
Mas temos de concordar que em Espanha os radares estão todos devidamente assinalados. Não se escondem.
Por acaso não é verdade, escondem-nos mais. E nem é preciso falar em helicópteros e drones ou em pequenos radares móveis montados em tripés que nem se veem.
O que não faltam são vias com um sinal no início de “velocidade controlada”, sem qualquer outra indicação de onde está o radar.
É igual a cá.
No ano passado por esta mesma altura, fui brindado com 100€ de multa mas se pagasse nos primeiros 15 dias tinha desconto de 50€, fui apanhado a 90 Kmh numa zona de 80Kmh, só pode ter sido naquelas zonas deles em que a velocidade vai descendo e logo a seguir volta a aumentar.
A larga maioria paga com o desconto dos 50%, senão o valor das multas era bem maior.
E a multa mínima também é menor – 40 € em Espanha, 60 € em Portugal.
Em Portugal ganha-se bem. Portanto podemos pagar.
Como se ganha bem mais uma razão para levantar o pé…
90 km/h? Isso é uma velocidade desconcertante.
Vão precisar de muito dinheiro para sustentar os 500k ilegais que adoptaram de uma só vez, fora os outros que já lá estavam e os que virão a seguir.
Os outros fazem, por isso podemos fazer também, é isso?