UE obriga a carregadores elétricos a cada 60 km: o que mais muda nas estradas?
O Parlamento Europeu recordou as novas regras que definem onde devem ser instalados pontos de carregamento elétrico e abastecimento de hidrogénio nas principais vias da União Europeia (UE). O que muda nas estradas europeias?
Uma rede pensada para acabar com a range anxiety
A UE defende que quem conduz um veículo elétrico ou a hidrogénio não deve ter de se preocupar em encontrar um posto de carregamento ou abastecimento nas principais estradas europeias.
As novas regras fazem parte do Regulamento (UE) 2023/1804, também conhecido como Alternative Fuels Infrastructure Regulation (AFIR), adotado pelo Parlamento Europeu em 2023 e em vigor desde abril de 2024.
Este regulamento insere-se no pacote "Fit for 55", o plano da UE para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em pelo menos 55% até 2030, e aplica-se à rede TEN-T, a rede transeuropeia de transportes que liga as principais estradas do continente.
O que muda para carros, camiões e hidrogénio
Para quem conduz um automóvel elétrico, a meta é ter pontos de carregamento rápido (com pelo menos 400 kW de potência) espaçados no máximo 60 km ao longo da rede principal, com o objetivo de estarem operacionais já este ano, em 2026, e a potência a subir para 600 kW até 2028.
Já os camiões e autocarros elétricos vão poder contar com pontos de carregamento a cada 120 km, com 15% da rede coberta desde 2025, subindo para 50% até 2027 e cobertura total até 2030.
Estas estações exigem potências mais elevadas, já que os veículos pesados precisam de mais energia para carregar em tempo útil.
Quanto ao hidrogénio, as estações de abastecimento devem estar disponíveis a cada 200 km ao longo da rede principal até 2030, servindo tanto automóveis como veículos pesados, com pelo menos um posto garantido em cada nó urbano.
O texto legal da UE relativamente a esta metas distingue entre a rede TEN-T "core" (principal) e "comprehensive" (alargada), com prazos e distâncias ligeiramente diferentes consoante o tipo de via.
Pagamento simples e sem subscrição
Além das distâncias entre estações, o regulamento também aborda a experiência de quem usa estes pontos de carregamento.
Os pontos de carregamento novos, instalados desde abril de 2024, já são obrigados a permitir o pagamento com cartão ou por contactless, sem necessidade de subscrição e com total transparência de preços: por kWh, por quilograma, por minuto ou por sessão, dependendo do combustível.
Já os pontos mais antigos, com potência igual ou superior a 50 kW, têm até 1 de janeiro de 2027 para cumprir esta obrigação.
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A verdadeira questão é: o que se considera via principal, autoestradas?
É que se é isso, provavelmente já está implementado, já todas as áreas de serviço têm carregadores, pelo menos do que eu me tenho apercebido.
No que diz respeito ao hidrogénio, infelizmente, não me parece que faça sentido, praticamente não há carros.
Ter carros a hidrogenio tem o que nao tem e infraestrutura para os abastecer e quase nula
Porque não existem à venda. Foi o que aconteceu com os eléctricos.
Basta olhar para o japao lider na producao de carros a hidrogénio e com a maior infraestruta de carregamento.
Foi com essa forma de pensar que não se criaram infraestruturas suficientes para os carros elétricos em Portugal. Para quê carregadores, praticamente não há carros. Agora que os há em numero já considerável, faltam.
Quanto à questão dos carregadores a cada 60 km. Pensei o mesmo. Nas autoestradas portuguesas, onde as áreas de serviço se encontram a cada 50 km ou menos, isso já está praticamente “coberto”.
Agora o cenário poderá ser mais macro, a nível europeu.
O que me assusta é quererem um posto de hidrogénio a cada 200km… isso vai ser pago por quem?
pelas empresas que obtêm lucro da venda do combustível … estava a brincar: claro que não, é pelos contribuintes !!!
Para quem quiser ganhar uns milhões de euros da UE, tem aqui uma oportunidade para ter rendimento passivo.
Não há nenhuma empresa do mundo que tenha obtido lucro com o hidrogénio, dai haver cada vez menos.
Há 10 anos tambem quase nenhuma dava lucro com os postos eletricos
Como sabe ? Se não tivessem obtido lucro não tinham expandido, no caso do hidrogénio que tem bem mais de 10 anos, já vai em 20, nunca melhorou. Estou a falar de um exemplo bem conhecido, o da Califórnia.
Podem gastar milhoes, desde que não seja para os Elektros, Ninguem quer saber. Elektro ninguem quer e o Hidrogénio é o futuro.
nao! é o que vai ser quer gostes ou nao deixa eles ganharem mais autonomia e a fusao nuclear estr disponivel ! carro electrico vai ser rei!
O carro a hidrogénio é elétrico na mesma…
Carros a hidrogénio não têm mais autonomia.
Com o dinheiro de um posto de hidrogénio que abastece no máximo 50 carros por dia, metem postos rápidos que carregam até 1300 carros eléctricos num dia, pouca diferença.
Há vários estudos que indicam que o hidrogénio não é viável a nível financeiro! Esta é a razão pelo qual não há postos de abastecimento e a razão pelo qual não apostam na produção/venda ao público geral! A perda de energia desde a produção, armazenamento, transporte, novamente armazenamento no posto de combustível, até entrar no depósito do carro é enorme! Não esquecendo que armazenar hidrogénio no posto de combustível tem custos de manutenção elevados… não é a mesma coisa que armazenar gasolina, gasóleo ou GPL! (Procurem por exemplos no UK). Pensando apenas e só do ponto de vista prático, chegar com o carro, abastecer hidrogénio e seguir, claro… é espetacular, 5min e siga!
Quanto aos carregadores para carros elétricos é tudo muito bonito, mas o problema real é a falta de manutenção dos mesmos, o roubo das mangueiras e não é apenas com 4 ou 5 pontos de carregamento, em uma estação de serviço da autoestrada! Isto para não falar da falta de postos de carregamentos nas cidades, vilas e aldeias deste Portugal… A realidade é que podem chegar ao ponto de carregamento e podem ter de ficar 10, 20 ou 30 min à espera que saia alguém para colocarem o carro a carregar por mais 10, 20 ou 30 min…
Assim não se vai lá…
Nem é preciso haver estudos, basta verificar o que se passa nos países onde eles existem.
Pior que o hidrogénio a nível de eficiência só os combustíveis sintéticos.
“…por quilograma,…”
Tbm concordo. Devia ser ao kg. Até guinchavam.
por quilograma só afecta os abastecimentos de Hidrógenio. também és contra o hidrogénio
Por kg de bateria. Isso é q era de valor.
Alguem nao leu a noticia “preços: por kWh, por quilograma, por minuto ou por sessão, dependendo do combustível.”
Leu pois.
Nesse caso vão considerar também o peso do motor diesel e seus acessórios. Fora os híbridos.
Sim, todos os carros deviam pagar ao kg para circular. É uma questão de justiça pq quanto mais pesam mais estragam. Bem como qt mais pesados mais poluem, sobretudo partículas finas que nos matam aos poucos.
Sobretudo as moto 4 que pesam 2.5x mais que uma moto comum.
Podiam fazer isso com todo o tipo de veículos.
Pesar á entrada, pesar á saída e depois pagar consoante a diferença de peso. Quem abastecer ou carregar mais paga mais
O que quer é que se pague por QI, que é para ele ter de pagar bem menos….
Sim o hidrogénio é cobrado ao kg, é um gás, já guincham e de que maneira, até já meteram a marca dos carros em tribunal.
Obriga? Obriga a quem? Vão ser eles a montar e a pagar? Não? Então estejam calados.
Trabalho na UE deve ser o trabalho mais fácil do mundo. É só mandar bitaites sem estudos ou dados sobre a matéria e depois alguém que se entenda.
Óbvio que vão haver fundos para isso, que até já começaram a ser dados.
Já ninguém liga ao JL, toda a gente o deixa a falar sozinho kkkkkkkkkkkk
Ao que parece tenho mais respostas que o seu comentário.
Mas olhe, eu vou continuar por cá.
uma coisa é haver postos, outra é conseguir carregar!