UE começa hoje a aplicar novas regras: carros novos terão de ter 25% de plástico reciclado
A União Europeia começou esta quinta-feira a aplicar um novo conjunto de regras sobre o design, produção e tratamento dos veículos em fim de vida, que vai obrigar os fabricantes europeus a incorporar pelo menos 25% de plástico reciclado na composição dos carros novos colocados no mercado a partir de 2036.
Antes disso, em 2032, os construtores terão já de cumprir uma meta intermédia de 15%.
Trata-se da primeira vez que Bruxelas fixa objetivos vinculativos para o uso deste material no sector automóvel.
UE não vai ficar apenas pelo plástico
O novo regulamento substitui a legislação em vigor desde o início dos anos 2000 sobre o tratamento de automóveis em fim de vida, e prevê ainda que a Comissão Europeia venha a definir metas semelhantes para o aço e o alumínio, aplicáveis a partir de 2033, com o propósito de reduzir a dependência europeia de matérias-primas virgens importadas.
Segundo o executivo comunitário, todos os anos chegam ao fim de vida entre 10 e 12 milhões de veículos na Europa, tornando-se resíduos que constituem, ao mesmo tempo, uma fonte relevante de materiais como aço, alumínio, cobre e plástico, recursos que Bruxelas quer agora recuperar em maior escala para reintegrar na economia europeia.
Para além das metas de incorporação de plástico reciclado, as novas regras introduzem requisitos que obrigam os fabricantes a facilitar a desmontagem, a reutilização e a reciclagem dos componentes dos veículos.
Os construtores terão de fornecer instruções "claras e detalhadas" sobre a remoção e substituição de peças, tanto durante a vida útil dos carros como no momento da sua desmontagem final, para que os componentes possam ser recuperados com mais facilidade.
Mais peças reutilizadas e maior responsabilidade dos fabricantes
O novo quadro regulamentar inclui também medidas para incentivar a reutilização, a remanufactura e a recondição de peças, de forma a aumentar a oferta de componentes em segunda mão antes de os materiais seguirem para reciclagem. A regulação reforça igualmente os requisitos de rastreabilidade dos materiais.
A comissária europeia responsável pelo Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, sublinhou que o objetivo "vai além da reciclagem", tratando-se de "garantir o acesso a materiais críticos e tornar o sector automóvel verdadeiramente circular".
Neste sentido, a nova legislação prevê medidas específicas para aumentar a recuperação de materiais como alumínio, cobre e terras raras a partir de veículos em fim de vida.
Só carros aptos para circular poderão ser exportados a partir de 2031
Uma das alterações mais significativas chega em meados de 2031: a partir dessa data, só poderão ser exportados para fora da UE veículos considerados "aptos para circular", ou seja, que cumpram os requisitos das inspeções técnicas exigidos pela regulamentação europeia, uma medida destinada a travar o envio para países terceiros de carros em fim de vida disfarçados de veículos usados.
O novo quadro legal vai ainda alargando progressivamente estas obrigações a outras categorias de veículos, nomeadamente camiões, autocarros e motociclos.























Interessante e importante. Mas mais importante, em termos económicos e ecológicos, seria a possibilidade de reparar e reutilizar boards e circuitos eletrónicos, em vez de trocar componentes por inteiro, seria a possibilidade de trocar componentes individuais ao invés de insistirmos em trocar módulos em que 3 ou 4 componentes são integrados em conjunto, seria a possibilidade de intermodularidade compulsória de componentes, que permitisse adquirir componentes equivalentes de concorrentes para realizar o mesmo efeito, permitindo concorrência aberta entre fabricantes e entre fabricantes e terceiros, o que reduziria o preço para o consumidor, seria ainda privilegiar software open source nos sistemas de infotainment, geolocalização e até no carregamento que permitisse ao consumidor algum controle sobre seus dados e funcionalidade avançada (por exemplo, algumas viaturas elétricas em que as APIs foram integradas no Home Assistant podem carregar apenas com excedente de produção dos painéis solares, o que equivale a circular de borla!) – mas o copyright dos fabricantes é mais importante que o ambiente, o consumidor e a privacidade juntos para os tecnocratas de Bruxelas!
Onde dizem que não pode reparar em vez de trocar ?
O que não falta são marcas com API para isso.
Mesmo com API podem manter o copyright, aliás, serve para o utilizador aceder a funções do equipamento sem interferir com o código do fabricante.
JL, em que marca lhe permitem trocar um capacitador ou um regulador de voltagem numa board?
JL, em que marca lhe permitem trocar um LED avariado numa ótica vulcanizada de uma viatura, ao invés de ter de trocar a ótica toda e ainda a ter de “calibrar”?
Diga-me que marca e troco já o meu carro de 2005, que só não troquei por privacidade e reparabilidade.
Se o acesso de terceiros à API da viatura e sua integração no Home Assistant ou outra app de terceiros não viola o copyright, porque raio Mazda, Volkswagen e outras ameaçaram com processos – cartas cease and desist sem apresentarem matéria de facto – programadores por alegadas violações de copyright, depois de os mesmos terem feito integrações noutras plataformas, e ainda alteraram formas de acesso a API’s em atualizações de firmware?
Aguardo exemplos factuais.
Praticamente todas, à exceção de algumas unidades que vêm com uma massa epóxi que não permite ser retirada,.que já são poucas, já foram mais.
LED’s praticamente em todas, eu mudei alguns num leaf que tive.
Calibrar ótica ? Isso qualquer um faz em frente a uma parede.
Privacidade ? Não entendi essa.
Não é de terceiros, é de si mesmo, as marcas dão lhe o que é preciso para você aceder ao carro.
Elas só processam se fizer algo que não está devidamente autorizado na API, óbvio se tentam hackear os dados dos outros podem levar com processos.
Exato, acabou de confirmar o que eu disse, não podem alterar a forma de acesso à API, a API é a forma de acesso que disponibilizam, se tentam alterar ou aldrabar, é óbvio que levam com o copyright.
Pela sua resposta, creio que estamos a falar de coisas diferentes. Fica por aqui.
A Europa a estrangular os produtores de carros europeus ainda mais….de regulamentação em regulamentação até à falência…
Estas regras servem para todos os que quiserem vender carros dentro da UE, sejam europeus ou não.
Ui! Mais interiores cheios de plástico! Yuck!
A partir de 2010 os automóveis começaram a ficar cada vez piores.
São diferentes dos anteriores em que aspecto ? tenho ali um de 1998 e os interiores são plástico na mesma.
Quando é extinguem estas porcarias da UE ? Raios partam com a porcaria de chavões de economia circular para tornar tudo mais caro.