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Toyota comercializa carro de célula de combustível de hidrogénio por cerca de 50 mil


Imagem: NPR

Fonte: NPR

Autor: Vítor M.


  1. jorge antonio says:

    preço do hidrogenio ? consumo por 100km ?

    • Sxac says:

      O hidrogénio é vendido ao kilo. 160km ficam +- a 3.00€, segundo as marcas, claro.

    • José Carlos da Silva says:

      Com base em coisas que já li por essa Internet fora, em teoria, um quilograma de hidrogénio poderá rondar os uns 3,7€ e produzem a mesma energia que 3,8 litros de gasolina. Isto significa que valeria o equivalente a 1 euro em gasolina, sendo que estes motores elétricos são, segundo os especialistas, duas vezes mais eficazes do que os motores a gasóleo e três vezes mais que os motores a gasolina.

      Comparado com muitos dos actuais carros elétricos, com autonomias que não vão muito além dos 100/200 quilómetros, este a hidrogénio deverá conseguir 3 a 4 vezes mais autonomia.

      Sendo que estamos a falar de uma fonte de energia limpa e ilimitada, que potencia melhor desempenho e melhores consumos, até poderia custar o mesmo que custa o gasóleo/gasolina que seria sempre compensador.

      Atenção que não tenho certezas de nada do que disse, apenas suponho que assim seja, ou possa ser, com base em artigos e informação que fui recolhendo.

      • Ruy Acquaviva says:

        O hidrogênio (e estamos a falar do gás hidrogênio cuja fórmula química é H2, não do elemento Hidrogênio, cujo símbolo químico é H) não é uma fonte de energia.
        Isso porque não existe uma fonte natural de gás hidrogênio. O elemento químico hidrogênio é bastante abundante, mas fazendo parte de outras substâncias, como a água e os próprio hidrocarbonetos do petróleo. então é necessário obter o gás hidrogênio a partir desses compostos através de reações químicas, normalmente endotérmicas, ou seja, que consomem energia. É assim com a produção de hidrogênio a partir da água, que necessita de muita energia.
        De fato, na maioria das aplicações comerciais do gás hidrogênio, este é produzido a partir do petróleo ou seus derivados, muitas vezes usando a energia química desses compostos.
        No entanto espera-se, para as aplicações propostas no artigo, que o gás seja produzido a partir da água, usando para isso uma fonte de energia limpa (eólica, solar, geotérmica, etc). O hidrogênio é portanto uma forma de armazenamento e transporte de energia, cuja grande vantagem e a de não produzir substâncias poluentes ao liberar a energia para o equipamento que o utiliza.

        • Paulo Santos says:

          tudo muito bonito o que dizes, mas é Hidrogénio que se diz, de facto!
          falta muita coisa aí, mas estás a vender o teu produto.
          mas no fundo é isso, é uma forma limpa de libertar energia e provavelmente mais barata que a eléctrica.
          mas como o Tesla é americano, iremos de ter de ser “convertidos”…

          • Ruy Acquaviva says:

            Estás enganado amigo, não sou defensor da tecnologia do hidrogênio (e infelizmente não tenho porduto algum para vender, gostaria de ter).
            Acho que a alternativa de carros elétricos a bateria é mais viável que os de célula de hidrogênio pelo simples fato de que a eletricidade é muito mais versátil para a distribuição da energia que o gás hidrogênio.
            Tenho sim preferência pelas soluções de veículos sem emissão de poluente porque acho que isso fará uma grande diferença na saúde dos moradores dos centros urbanos, mas isso é apenas uma opinião, não se trata propriamente de uma defesa, nem tentativa de evangelização e muito menos venda de um produto. E nesse aspecto tanto as baterias quanto as células de hidrogênio são soluções sem emissão de poluentes.
            Se eu fosse falar de tendências a médio prazo, acho que supercapacitores vão acabar sendo a grande solução para o armazenamento de energia elétrica tanto em veículos quanto em dispositivos móveis. Mas isso é só um chute, hoje a densidade energética armazenada por esses dispositivos está ainda bem abaixo da obtida com as baterias.
            Bom, como vês eu gosto do assunto e tenho uma tendência a escrever muito quando abordo essas questões. No fundo mina resposta foi só para dizer que não tinha intenção em defender a solução apresentada, mas apenas comentar alguns aspectos dessa tecnologia. Grande abraço.

  2. Samuel says:

    Quem é que vai dar 50 mil para andar numa bomba nuclear?

  3. Alexandre Rodrigues says:

    O maior problema o Hidrogenio é que a sua produção é mais dispendiosa e polui mais que os combustíveis tradicionais

    • Tiago Conde says:

      Como é que o hidrogénio é mais poluente?????
      A formula mais simples de produção do hidrogénio é pela electrolise da água.

      • carlitos says:

        Para fazer a electrólise é necessário energia.

      • Alfie says:

        E quanta energia consomes para o obter? É maior ou menor do que aquela que obténs consumindo o hidrogénio produzido?

        • Ruy Acquaviva says:

          O caso é que espera-se utilizar energia limpa para a produção do gás hidrogênio a ser utilizado nos veículos citados no artigo. Isso não é possível de ser feito com os combustíveis convencionais a exceção dos biocombistíveis. O gás hidrogênio (e e estou insistindo que é do gás hidrogênio que estamos falando, não do elemento químico, porque alguas pessoas estão confundindo uma coisa com a outra) tem a vantagem em relação aos biocombustíveis de não liberar poluentes no ambiente no momento de sua utilização para a propulsão do veículo.

          • Samuel says:

            O elemento em si é um gás caso não saibas.

          • IonFan says:

            E que tal usar essa energia toda para carregar baterias directamente?

          • Ruy Acquaviva says:

            Não Samuel, não. O elemento químico hidrogênio (símbolo químico H) é um átomo com número atômico 1 e o gás hidrogênio (fórmula química H2) é uma substância formada por dois átomos de hidrogênio.
            Talvez você esteja se confundindo porque alguns elementos químicos podem apresentar-se na forma pura, sem formar uma molécula específica. Esse é o caso do ferro, mercúrio, Hélio, etc. Sem estender muito, Ferro e mercúrio são metais, você pode obter um pedaço de metal puro, formado por ligações químicas entre átomos simples daquele elemento. Nesse caso um pedaço de ferro contém apenas átomos de ferro sem formação de um composto e encontra-se no estado sólido em condições normais de temperatura e pressão (CNTP), uma certa porção de mercúrio puro segue a mesma lógica mas encontra-se no estado líquido em CNTP. Já o Hélio é um gás nobre (um dos grupos de elementos químicos na tabela periódica) e é encontrado na forma pura, com átomos isolados sem formar moléculas, em CNTP encontra-se no estado gasoso.
            No entanto o elemento hidrogênio não é encontrado em estado puro, ele forma uma molécula (H2), então não se pode dizer que o elemento em si é um gás, como se pode dizer do Hélio, pois o elemento puro forma moléculas de uma substância que tem o mesmo nome do elemento, mas é diferente da ocorrência do elemento puro, como se observa nos casos do Fe, Hg e He.
            Mas o meu objetivo em diferenciar o gás do elemento químico não foi entrar nesses detalhes de química e sim esclarecer algumas pessoas que pensam que o uso do gás hidrogênio em células de hidrogênio ou mesmo em motores de combustão interna, guarda alguma relação com a fusão nuclear que ocorre no Sol ou em bombas termonucleares. É um erro grosseiro, mas infelizmente mais comum do que se pensa, daí minha atitude de destacar bastante essa diferença conceitual.

          • Ruy Acquaviva says:

            IonFan, concordo com você. Também me parece mais prático usar a eletricidade para carregar baterias em vez de produzir hidrogênio, distribuir o gás para postos de abastecimento e reconverter em eletricidade em células de hidrogênio.
            Os defensores dessa tecnologia associam a produção do gás àquilo que se convencionou chamar de “fotossíntese artificial”, na verdade é o oposto da fotossíntese, trata-se de fotólise da água, feita em dispositivos semelhantes a painéis fotovoltaicos (chegam a chamar esses dispositivos de folhas artificiais), que em vez de produzir energia elétrica, produziriam H2 usando a energia do Sol. A proposição é que o H2 já seria uma forma de armazenamento da energia, enquanto a energia elétrica teria que ser armazenada em baterias. Pessoalmente não me convenço muito disso porque o H2 pode até ser mais fácil de se armazenar que a energia elétrica, mas tem também muitos problemas para fazê-lo.
            Outro argumento dos defensores dode veículos a hidrogênio é que os veículos teriam mais autonimia e o abastecimento seria mais rápido do que nos carros a bateria. Minha dúvida é se esses fators compensam a dificuldade de armazenamento e distribuição inerentes ao H2.

      • Alexandre Rodrigues says:

        Não sou nenhum entendido da coisa, mas baseei-me neste video para dar a minha opinão.
        tirem as vossas conclusões.

        https://www.youtube.com/watch?v=f7MzFfuNOtY&t=783s

    • Fulano says:

      Essa química tá um bocado (muito grande) baralhada. O hidrogênio não produz qualquer tipo de poluição e a sua produção tem um impacto quase zero. É melhor informares-te antes de escreveres…

    • António Castro says:

      Demonstras muita falta de conhecimento, quando não se sabe não se opina.
      O Tiago Conde já te explicou.

  4. Mark says:

    Dificilmente conseguiam fazer um carro mais feio!

  5. Tiago Conde says:

    Já teve oportunidades de testa o Toyota Mirai quando esteve teste drive em Portugal. E é como tive-se a testar um carro eléctrico.
    Pois um carro eléctrico mas o Toyota Mirai é um carro eléctrico, mas com um escape para libertar H2O na forma gasosa e liquide .

  6. Tiago Barbosa says:

    Na Noruega fica por aprox. 50€ abastecer um depósito que em teoria permite fazer 500km.

    • Tiago Barbosa says:

      Neste caso hidrogénio obtido por electrólise, bastante mais caro do que o obtido a partir do gás natural, o mai comum, só que no caso do gás natural estamos a separar o H do CO2… que é libertado para a atmosfera…..

  7. IonFan says:

    Neste momento, o km a hidrogénio fica cerca de duas vezes mais do que a gasolina. Isto nos EUA onde a gasolina é mais barata. Por cá deve ficar ela por ela.
    O que “mata” o argumento do hidrogénio é a sua eficiência no “well to wheel”. O hidrogénio é abundante mas, infelizmente, não na sua forma molecular. Para o obter, são necessários processos energicamente pouco eficientes. Depois para o armazenar (comprimir) e transportar é novamente necessária energia. Por fim, a própria célula de combustível também não é muito eficiente. Toda esta energia pode ser simplesmente usada para carregar uma bateria e alimentar o mesmo motor eléctrico. O carro eléctrico a bateria é mais eficiente, mais simples e, mais importante, não nos deixa reféns de uma rede de distribuição.

    • Ricardo Machado says:

      Concordo com quase tudo, menos com o argumento de que o carro eléctrico a baterias não te deixa refém de uma rede de distribuição. Afinal de contas, tens que o carregar em algum lado… Logo ficas refém da rede de distribuição eléctrica.
      Ahh, e sim, é pouco eficiente produzir H2, mas pode e deve ser um processo limpo. As células são pouco eficientes, mas são duas a três vezes mais eficientes que os motores de combustão interna, e esses ainda vendem aos milhões…
      Na minha opinião, o futuro passa pelos dois cenários. Eléctricos a célula de combustível e eléctricos de bateria, porque em cidades como Tokyo, Hong Kong, NY, etc, simplesmente não é viável ter postos de carregamento para todos os veículos.

  8. Bruno says:

    Se formos a ter em conta todos os processos de produção devido aos meios ambientais, muito provavelmente a melhor forma. Parabéns à Toyota pela iniciativa.

  9. Paulo Santos says:

    arranjem lá maneira de converter toda a indústria que depende do petróleo noutra coisa qualquer e vão qual o real custo das outras.
    há mais gente a viver de tudo que deriva do petróleo do que se pode imaginar ao de leve.
    só depois de excluído esse elemento, é que se pode mudar a equação.
    até lá…..

    • Blue Beast says:

      Muio bem,o melhor comentário aqui feito.Estou completamente de acordo consigo.

    • Ruy Acquaviva says:

      Muito mais coisas dependem do petróleo do que apenas os combustíveis.
      Milhares de produtos, plásticos, tintas, borracha sintética, solventes, lubrificantes, cosméticos e até fertilizantes são produzidos a partir do petróleo. Então não vai ser a substituição dos combustíveis que vai derrubar toda a indústria petroquímica.

  10. Umpapa says:

    Acredito que daqui a dez anos o hidrogénio com fuel cell será a opção preferida. Atualmente esta solução tem dois entraves relevantes à massificação; a saber: armazenamento e distribuição do hidrogénio (solução atual da distribuição, passa pela utilização de reformadores que utilizam combustíveis fosseis dos próprios postos de abastecimento), contaminação das fuel cell (componente mais cara do veiculo com membrana à base de platina muito suscetível de deterioração acelerada por utilização de hidrogénio menos puro <98%).
    Na minha opinião a infraestrutura de distribuição e "armazenamento" do hidrogénio é o maior desafio.

  11. Einstein says:

    Eu acredito que seja o Futuro.
    Já a Noruega está a investir forte nesta área.

    Agora claro, cada um puxa a sardinha para a sua brasa… Pior é o povo ir a correr atrás dos eléctricos…

  12. manito says:

    A Islândia já se adiantou… desde os anos setenta que iniciou o seu projecto energético baseado no hidrogênio….. é só copiar senhores políticos da treta!

  13. iFernando says:

    Triste titulo enganador.
    A Toyota comercializa por 70.000€
    O governo japonês financia a compra em 20.000€
    Se um português comprar, tem de pagar 70.000€

  14. manito says:

    A tendenćia é para estes carros baixarem os preços…. lá fora, aqui já se sabe como a coisa toda… por enquanto!

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