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Tem quase 119 metros e um depósito a -253 ºC: o superiate que navega com tecnologia de ponta

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. Pedro António says:

    Muito bom! Alguma coisa tem de ser feita para podermos salvar o planeta azul e único!

  2. Max says:

    O uso do hidrogénio nos barcos é igual ao dos carros:
    – se for a célula de combustível é um motor é elétrico (no caso dos carros, um FCEV)
    – se for um motor de combustão a gás em que o hidrogénio está já num depósito de gás sob alta pressão – é como os vários carros com motor de combustão a hidrogénio.
    – se, como no barco do post, o hidrogénio está num depósito na forma líquida (e é transformado em gás e a partir daí é igual ao de cima) – é como este carro do post: “A Toyota reinventou um motor que funciona a -253 ºC [a temperatura do depósito de hidrogénio líquido] e não emite CO”.
    https://pplware.sapo.pt/motores/eletricos-ou-hibridos-a-toyota-reinventou-um-motor-que-funciona-a-253-oc-e-nao-emite-co₂/

    • Toni da Adega says:

      O tipo de motorização utilizado é o mais simples e praticamente irrelevante

      • Max says:

        Mas que grande disparate. FCEV, elétrico, pouco tem a ver com motor de combustão a gás (hidrogénio). Já o depósito ser a hidrogénio liquefeito ou a hidrogénio na forma de gás pressurizado nem tanto – porque o hidrogénio líquido tem que ser convertido em gás e a partir daí é igual. Mas ainda assim, há as suas diferenças. Lê o post (e comentários) do link acima.

        • Toni da Adega says:

          O problema é a producao, transporte e armazemanto do hidrogénio. Depois de ter isso resolvido, o tipo de motorização utilizado é o mais simples.

          • Max says:

            Há problemas de produção … de hidrogénio verde, de hidrogénio cinzento nem por isso.
            O problema do transporte/armazenamento é na forma de gás canalizado – em depósitos (gás ou líquido) nem por isso.
            Quanto à distribuição de postos de abastecimento, pois, isso é muito variável (e se existirem ). Em Paris, por exemplo, abastecer um carro a hidrogénio não ficava significativamente mais caro que a gasolina (claro que era do cinzento e os postos de abastecimento escassos).
            A parte técnica – motor elétrico a célula de combustível (FCEV), ou motor a de combustão a hidrogénio – com as diferenças no depósito a hidrogénio gaseificado ou líquido, nada tem de simples. E por isso os carros são muito mais caros, como os FCEV face aos BEV..

          • JL says:

            Em Paris custa cerca de 16 euros o quilo, a diferença é que cada 16 euros mal fazem 100 kms.

          • JL says:

            Em liquido não estou a par quanto custa, mas presumo que seja bem mais, com o problema que o tem de gastar em alguns dias, ou então evapora-se.

          • Max says:

            Em Paris o preço do abastecimento do hidrogénio aumentou recentemente.”Operadores de táxis a hidrogénio reduziram drasticamente as suas frotas”, por causa da subida de preço.

      • Grunho says:

        O hidrogénio à venda em Paris é feito a partir do metano, por ser o processo mais barato, e emitir CO2 na produção. E tem de ser transportado em botijas especiais em camiões, o que o torna um desastre em termos de rendimento energético. O único aspecto menos mau é o facto de o CO2 ser aproveitado pela indústria alimentar para gaseificação de bebidas.

  3. Afonso F says:

    Se realmente estivesse preocupado com o meio ambiente, não teria construído iates…. será que tiveram o mesmo pensamento durante toda a construção e manufatura?

  4. Joao Ptt says:

    Quem é que não gostaria de passear em cima de uma autêntica bomba? No sentido literal.
    Se for um super rico, é certamente emocionante.

  5. Alejandro says:

    Que não seja o Hindenburg dos mares.

    • Max says:

      Diz quem sabe que o Hindenburg foi feito para usar hélio (totalmente incombustível, não arde de maneira nenhuma), mas os EUA tinham o monopólio mundial quase total e proibiram a sua exportação para a Alemanha para fins militares, em 1927.
      Sem hélio, os engenheiros alemães redesenharam o dirigível para usar hidrogénio, em 16 células a gás, para flutuar (os motores eram a diesel). Uma fuga de gás numa das células e uma faísca e ardeu, apesar de toda a tecnologia, avançada que tinha sido usada..
      No barco, não se vê como é possa haver fuga do hidrogénio líquido (que não está sob pressão), nos depósitos, em fibra de carbono. O link que coloquei acima é para um carro da Toyota com depósito de carbono líquido, respetiva tubagem e gaseificação – que, em caso de acidente, há de ter um risco bem maior de haver fuga. Carros com depósitos de hidrogénio na forma de gás comprimido, a Toyota e a Hyundai têm vendido vários carros.

      • Alejandro says:

        Lembro-me de ter visto um documentário sobre o Hindenburg no saudoso Canal História, quando ainda tinha locução portuguesa e documentários de jeito. A propulsão era com os motores diesel, mas o hidrogénio era problemático precisamente no armazenamento, o que veio a se provar depois. E ainda nos tempos modernos, gasta-se muito mais energia para gerar e comprimir o hidrogénio, do que a que ele devolve. Ou muito me engano, ou à exceção da exploração espacial, veículos propulsionados a hidrogénio, vão ficar na história como os carros com motor a vapor. Como engenheiro de obras feitas, arrisco-me a dizer que uma configuração de velas tipo Clipper, podia ter mais proveito, pois a navegação nas áreas protegidas podia manter-se silenciosa e serviria como propulsão auxiliar na navegação em alto mar.

  6. Jaime says:

    Deviam obrigar todos os pescadores a usarem motores electricos ou a hidrogenio.

    • Max says:

      Nos elétricos, iam recarregar as baterias aonde? Nos motores a hidrogénio, só pescando douradas de 24K é que o dinheiro chegava para comprar um barco (e também não tinha onde abastecer).

    • Yamahia says:

      Se fossem elektros já não tinhas peixe à mesa.

      • JL says:

        Muitos dos navios já usam motores elétricos, e sim, tinha e tem peixe à mesa.

        • Max says:

          Quais navios é que têm motores elétricos, ó xalavar? Houve umas notícias sobre navios chineses a bateria (até se podia trocar a bateria) mas era em rios e zonas costeiras.

          • Toni da Adega says:

            Muitos dos grandes navios, cruzeiros e submarinos têm motores elétricos, mas utliizam um gerador, não utlizam baterias

          • JL says:

            Se quiser começar pelos nucleares, esses é mais fácil, de pesca existem os que usam geradores e motores elétricos na propulsão.

            Tem aqui um dos maiores fabricantes de motores para navios, e que também tem esses sistemas:

            https ://www.wartsila.com/marine/products/ship-electrification-solutions/electric-propulsion-systems

          • Max says:

            Isso são os navios, submarinos e locomotivas com propulsão diesel-elétrica.
            É o mesmo que dizer que na recente Tempestade Kristin havia quem tivesse eletricidade em casa … a gerador 😉

          • JL says:

            E afinal navios são o quê?

            Eu tive sempre e não tenho gerador.

      • Max says:

        Nunca viste vídeos de “electrofishing”? Dá-se um choque elétrico e os peixes ficam atordoados, vêm aos de cima e apanham-se com um camaroeiro.
        Na pesca apeada anda-se com uma bateria às costas. Mas com um gerador, nos rios também se pode apanha peixe.

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