Só entram carros elétricos: há um país que já disse adeus aos carros a gasolina e gasóleo
Desde 1 de junho de 2026, o país do Sudeste Asiático com cerca de 7,5 milhões de habitantes suspendeu a importação de novos automóveis de passageiros movidos a gasolina e gasóleo, permitindo, na prática, apenas a entrada de veículos 100% elétricos. Uma tomada de posição surpreendente.
A medida estará em vigor até ao final do ano e pretende reduzir a dependência dos combustíveis fósseis importados, reforçando simultaneamente a segurança energética do país.
Laos: Um país pequeno com uma decisão de grande impacto
Com cerca de 7 milhões de habitantes, o Laos não é um mercado automóvel de grande dimensão, mas tornou-se um dos primeiros países do mundo a adotar uma política desta natureza.
Importa, contudo, esclarecer que a proibição não é absoluta. Estão excluídos da medida os veículos destinados ao transporte público, camiões para projetos industriais e de construção, maquinaria pesada e outros veículos especializados. O objetivo centra-se exclusivamente no segmento dos automóveis ligeiros de passageiros.
A razão não é o ambiente, mas a economia
Ao contrário do que seria de esperar, esta decisão não tem como principal motivação a redução das emissões de carbono.
O Laos produz grande parte da sua eletricidade através de centrais hidroelétricas, exportando energia para vários países vizinhos. Em contrapartida, depende totalmente da importação de gasolina e gasóleo, o que representa uma enorme pressão sobre as reservas de moeda estrangeira.
Ao incentivar a substituição dos veículos de combustão por automóveis elétricos, o governo pretende que a energia consumida pelos transportes passe a ser produzida internamente, reduzindo significativamente a fatura energética nacional.
Carros elétricos: incentivos para acelerar a mudança
A proibição das importações é acompanhada por um conjunto de incentivos destinados a tornar os carros elétricos mais acessíveis.
Entre as principais medidas encontram-se:
- Isenção total do imposto especial sobre veículos elétricos com preço inferior a 50 mil dólares.
- Redução das taxas de matrícula.
- Obrigatoriedade de as empresas de transporte terem pelo menos 10% da sua frota elétrica até ao final de 2026.
- Desenvolvimento de uma rede nacional de carregamento, estações de troca de baterias, uma plataforma digital de gestão e soluções de financiamento.
O objetivo definido pelo governo é que 30% do parque automóvel do país seja elétrico até 2030.
Fabricantes chineses são os grandes beneficiados
Com a saída dos veículos de combustão do mercado de importação, os fabricantes chineses surgem como os principais vencedores.
Marcas chinesas já possuem uma forte presença no Sudeste Asiático e têm vindo a aumentar rapidamente as exportações para países como Laos e Camboja. Também a vietnamita VinFast, através da plataforma de táxis elétricos Xanh SM, tem vindo a consolidar a sua posição na região.
Uma medida que poderá inspirar outros países?
Embora seja improvável que economias de maior dimensão adotem uma decisão tão drástica no curto prazo, o caso do Laos demonstra que a eletrificação dos transportes pode ser impulsionada por razões económicas e estratégicas, e não apenas ambientais.
Para países fortemente dependentes da importação de combustíveis fósseis, mas com produção abundante de eletricidade renovável, os veículos elétricos representam uma forma de reduzir custos, aumentar a independência energética e diminuir a exposição às flutuações do preço do petróleo.
Resta agora perceber se a infraestrutura de carregamento e a oferta de carros elétricos conseguirão acompanhar uma transição que, por decisão governamental, aconteceu praticamente de um dia para o outro.























E agora o pessoal que faz 1000km só para ir almoçar a casa como faz?
Verdade.
Estes não querem salvar o planeta.
na verdade ninguém quer… a chave está na reutilização e não na troca de veiculo de 5 em 5 anos.
É a sua opinião e o que tem mostrado.
Não é dizer que não concordo consigo, porque concordo, se bem que vai já dar a volta ao assunto, mas quem troca de carro pode-o fazer por variadíssimos motivos e não apenas porque sim
De qualquer forma os veículos que outros já não querem vão para o mercado dos usados logo, reutilização
Aliás, a idade média do parque automóvel português, e europeu, é uma demonstração disso mesmo
A unica forma de se atingir essa meta é banir a compra e venda de veiculos usados
E o carro trocado a cada 5 anos deixa de existir, vai logo para a compactadora…
A caminho dos 11 e não sou habitante de Laos…
É cada otário armado em sabichão.
Portugal podia e devia fazer o mesmo…:)
Já fez. Há muito q Lisboa proibiu tuktuk’s a gasolina.
Ena, ainda bem que em Lisboa só circulam tuktuks.
Medida errada, esses deveriam manter-se, deveria-se banir somente os tuktuk’s Elektros
Há mais scooters que carros nessas bandas
É um facto e o q chamam carros deve ser o resto formado por tuktuk’s
O preconceito é tanto que têm logo de intervir e desvalorizar os povos, assim anda o poderoso lobby.
Não sabia que a Toyota e Hyundai que lideram as vendas neste país vendem tuktuks. Loool
Não leu o artigo? Toyota é carro de trabalho. Podem continuar a ser vendidas. Aliás creio que pelo menos um dos modelos é fabricado em Portugal mas não pode ser vendida em Portugal por causa do CO2 que aquece o planeta se for emitido em Portugal looloool
E os outros são de brincar ?
Claro que não é vendido em Portugal nem fazia sentido, há bem melhor, mais barato e consome menos, aquilo é bom para onde têm o combustível barato e subsidiado.
Só falta vir dizer que devem proibir os tuktuks em Lisboa, e deixarem andar esses mamarrachos no mesmo local.
Vá lá ver a explosão que está a ver de compras de carros naqueles países
Yamahia a cegueira é tanta que defendem carros de bombeiros elétricos e tudo. Devia ser giro. Por algum motivo ainda ontem vi uma vmer de 2009. Deve ser porque os elétricos são muito bons para o efeito.
Têm solução para tudo mas nem conhecem o país real.
Ouvi dizer também que os eletrões reciclados iam servir para fazer alcatrão de eletricidade para reduzirmos a dependência do petróleo
Que eu saiba a norma euro actua sobre as emissões poluentes e não sobre o CO2
E a hipocrisia dos moralistas, Aqui pode se fazer mas não usar pq faz mal, noutro lado já faz bem xDD..
E JL Se consume mt então o comprador pode optar por outro, não e preciso proibir! Se há melhor e mais barato o consumidor ira optar por esse..
A sua cegueira é que é de lastimar, quando não tem argumentos vai aos bombeiros, deve andar doente.
Se não fossem bons não andavam a ser comprados pelos bombeiros para transporte de doentes .
Claro que você é o único que conhece até comprou um diesel porque os bombeiros usam. Loool
Nem se faz piso de estradas de outros materiais, depois diz que conhece o mundo real.
Morty, o moralista aqui é você, que me lembre foi o senhor que veio falar de poluição noutro artigo.
Mas ele não está proibido, onde leu esse disparate ? não o vendem cá porque ficava muito caro devido ás normas de emissões, apenas isso, não está proibido.
Não falei de transporte de doentes mas de viaturas que atuam em incêndios e em emergências.
A isto chama-se livre escolha do povo e nunca uma imposição, como a pessoa mais inteligente deste forum diz, ninguém obriga nem impõe nada a alguém…
Parece que finalmente entendeu porque fazem choradeiras como crianças sobre algo que não têm.
Mas olhe, para já isto só dura até ao final do ano, por bons motivos, e assim aprendem outra, é que afinal os governos não são assim tão interesseiros como fazem crer.
O lobby Elektros e os alucinados da UE a fazer outra vez das suas e a impor regras
“o governo pretende que a energia consumida pelos transportes passe a ser produzida internamente, reduzindo significativamente a fatura energética nacional”
Mas quem paga a eletricidade e/ou combustível e o governo?
O que prefere, pagar 3 euros por 100 KMS ou 10 ?
lá está a dita soberania… Compram externo e consomem internamente… o resultado destes testes vai ser desastroso para o ambiente de 5 em 5 anos.
Um ICE duraria muito mais. 😛
O dióxido de carbono que era libertado, ajudaria a crescer e a refrescar mais o planeta.
Afinal o que se tem visto a notar é o incremento de EV’s e o incremento das ditas “alterações climáticas”. 😛
Isso é mentira, um ve dura mais que um ice, aos 5 anos ainda vai a meio da garantia.
lá está a dita soberania… Compram externo e consomem internamente… o resultado destes testes vai ser desastroso para o ambiente de 5 em 5 anos.
Um ICE duraria muito mais. 😛
O dióxido de carbono que era libertado, ajudaria a crescer e a refrescar mais o planeta.
Afinal o que se tem visto a notar é o incremento de EV’s e o incremento das ditas “alterações climáticas”. 😛
Só faltou dizer que os ve é que provocaram as alterações climáticas, mas espere lá, elas só existem quando dá jeito ?