Robotáxis da Waymo param se alguém passar à frente. É bom, até o problema ser do passageiro
Para um automóvel autónomo, parar quando deteta a presença de um ser humano é o pilar básico da sua segurança rodoviária. No entanto, o cenário complica-se drasticamente quando essa pessoa não é um peão distraído, mas sim um agressor que tenta invadir o veículo. Foi precisamente este o impasse vivido por três passageiros de um carro da Waymo, em São Francisco, no passado mês de janeiro.
Impasse tecnológico de seis minutos num carro da Waymo
De acordo com o relato avançado pelo The New York Times, os passageiros regressavam a casa num robotáxi da Waymo quando foram intercetados por um indivíduo. O homem posicionou-se à frente do carro, impedindo o avanço, e começou a esmurrar os vidros enquanto gritava contra a substituição de humanos por robôs.
Num veículo convencional, o condutor teria a opção de fazer marcha-atrás ou desviar-se para garantir a integridade dos ocupantes, mas o software da Waymo bloqueou o carro no local, mantendo as vítimas presas enquanto as ameaças continuavam por cerca de seis minutos.
Em pânico, os utilizadores contactaram as autoridades e a linha de apoio da própria empresa, solicitando que o veículo fosse conduzido remotamente para fora da zona de perigo. A resposta da Waymo, contudo, foi desanimadora: o operador informou que não era possível movimentar o carro manualmente devido à proximidade de uma pessoa, uma vez que o software não permitia tal manobra por razões de segurança.
Embora a empresa tenha assegurado que os passageiros estariam seguros por as portas estarem trancadas, um dos ocupantes confessou que, se o agressor se tivesse focado num único vidro, este acabaria por ceder.
A crescente hostilidade contra os veículos autónomos
Este episódio não é um caso isolado, mas sim o reflexo de uma tensão crescente nas cidades onde a Waymo opera, como São Francisco e Los Angeles. Apesar da normalização do serviço, existe uma resistência ativa por parte de setores da população que veem nestes veículos uma ameaça ou uma ferramenta de vigilância.
No verão passado, durante protestos, vários automóveis foram vandalizados e até incendiados, sob a acusação de serem "carros espiões" - uma crítica alimentada pelo facto de a Waymo já ter partilhado gravações das suas câmaras com as forças policiais.
A Waymo defende os seus sistemas apresentando estatísticas impressionantes: uma redução de 90% em acidentes com ferimentos graves e 92% menos incidentes com peões em comparação com condutores humanos.
No entanto, estes dados focam-se na prevenção de colisões e não na segurança pessoal dos ocupantes perante agressões externas. O caso levanta uma questão ética e técnica fundamental: de que serve um carro que evita atropelamentos se, ao fazê-lo, entrega os seus passageiros à mercê de quem os pretende atacar?
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É montar no Waymo, uma metralhadora ligeira (ou mesmo uma pesada), um lançador de granadas e desenvolver um modo de atropelamento 🙂
Quanto a ataques a Waymos e ao “reflexo de uma tensão crescente nas cidades onde a Waymo opera, como São Francisco e Los Angeles” e que “existe uma resistência ativa por parte de setores da população que veem nestes veículos uma ameaça ou uma ferramenta de vigilância”, não encontrei nada.
Encontrei o Waymo incendiado em Chinatown, em fevereiro de 2024, os Waymos vandalizados e incendiados nos protestos de Los Angeles contra as políticas de emigração, em junho de 2025, e uma notícia de uma pessoa acusada, em março de 2026 de uma série de vandalismos em veículos da Waymo (danos em pneus, espelhos e para-brisas”.
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