Renault não vai lançar mais modelos com design retro, apesar do sucesso do R5 e do Twingo
Apesar da receção entusiasta do público aos novos Twingo, R5 e R4, a Renault decidiu fechar este capítulo e apostar em designs contemporâneos para os próximos modelos.
A Renault foi uma das marcas que mais apostou na estética retro-futurista nos últimos anos, com o relançamento de três dos seus modelos mais icónicos em versão elétrica: o R5, o R4 e, mais recentemente, o Twingo.
Apesar de o resultado junto do público ter sido maioritariamente positivo, a marca decidiu que está na hora de virar a página.
Segundo Arnaud Belloni, diretor global de marketing da Renault, em declarações à publicação italiana Motor1, o Twingo de quarta geração será o último modelo da marca com design inspirado no passado.

O Renault 5 original foi produzido entre 1972 e 1996, tornando-se um dos automóveis mais icónicos e vendidos da história automóvel europeia. Em 2024, a Renault relançou o nome numa versão totalmente elétrica, com um design retro-futurista que presta homenagem ao clássico sem o copiar diretamente, e a receção foi entusiasta por parte do público e da imprensa.
Os próximos automóveis da fabricante francesa irão adotar uma linguagem estética mais contemporânea, libertando-se das referências diretas aos clássicos da marca.
Nem todo o retro é igual
Apesar do sucesso declarado, este não foi uniforme entre os três modelos. Enquanto o R5 foi recebido com grande entusiasmo e o Twingo está já a superar o seu irmão mais caro em vendas nalguns mercados, o R4 ficou aquém das expectativas.
Um exemplo que demonstra que a nostalgia, per si, não garante o sucesso, à semelhança do Volkswagen New Beetle, que conquistou popularidade, mas nunca tanta quanto se esperava.

O Volkswagen New Beetle foi lançado em 1998 como uma reinterpretação moderna do icónico Carocha original. Apesar de ter conquistado um lugar no coração de muitos consumidores graças ao seu design arredondado e apelativo, a sua popularidade nunca atingiu os níveis esperados. Foi descontinuado em 2011, sendo substituído pelo chamado Beetle, que também acabou por ser abandonado em 2019.
Voltando ao caso da Renault, o design retro funcionou, também, como argumento de venda para compensar algumas limitações práticas dos modelos: a habitabilidade dececionante do R5 ou a autonomia relativamente reduzida do R4 foram, em parte, atenuadas pela força emocional do design.
Uma estratégia deliberada, agora encerrada
Conforme esclarecido por Belloni, a decisão de resgatar estes três ícones foi tomada antes da invasão das marcas chinesas no mercado europeu, e teria sido tomada de qualquer forma.
O objetivo é, desde o início, posicionar culturalmente a Renault junto dos consumidores através dos seus modelos mais reconhecidos. Segundo o diretor global de marketing da Renault, essa meta foi cumprida e o capítulo está encerrado.
Aliás, o novo Clio, com uma frente em total rutura com a geração anterior e uma traseira igualmente surpreendente, já antecipava esta mudança de direção.

Dezassete milhões de unidades do Clio depois, a Renault redesenhou o modelo icónico e entregou, recentemente, a sua sexta geração.
Entretanto, o Captur deverá ser o próximo a mostrar até onde vai esta nova linguagem estética da marca.
Paris 2026 vai revelar o futuro
A Renault aproveitará o Salão do Automóvel de Paris de 2026 para mostrar ao mundo para onde caminha o seu design. Conforme avançado por Belloni, serão apresentados vários concept cars, dando as primeiras pistas sobre a nova identidade visual da marca, sem o peso da nostalgia.
Entretanto, o R5 e o R4 deverão receber atualizações com motores mais eficientes, baterias mais capazes e sistemas de carregamento melhorados, consolidando as suas posições na gama.
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Eles vão ter de lançar novas versões para corrigir os defeitos destas primeiras:
– Twingo com janelas normais atrás
– R4 mais bonitinho
– R5 com mais espaço nos bancos traseiros
Desde 1993 existe algum Twingo com janelas normais atrás?
Por acaso são todos bonitos, e o meu carro elétrico sem dúvida seria o Renault 5 tá muito bem conseguido, pena as autonomias que são mesmo para cidade praticamente e infelizmente os carros são para transportar as pessoas para onde for necessário!
Claro que vão onde for preciso mas fazer uma viagem daqui ao Porto e ter de parar a meio para carregar…
Mas que estão todos top tão
Bem, lá se foi o 2CV…
O 2cv não é Renault…
Então não? Renault 2 CV!
Estudasses!
😀
Façam designs mais redondos que esses duram mais e não ficam obsoletos tão cedo.
São baratinhos…not!
Bem mais baratos agora que aquilo que eram os primeiros modelos.