Radares dinâmicos custam 68.000 euros cada e têm algo que os tradicionais não têm
Com um investimento de mais de um milhão de euros, os novos radares dinâmicos chegam às estradas espanholas antes do verão e representam uma mudança real na forma como é feito o controlo de velocidade.
O que são e como funcionam os novos radares?
A Direção Geral de Tráfico (DGT) de Espanha adjudicou à empresa Tradesegur o fornecimento de 15 novos radares dinâmicos para a Guardia Civil de Trânsito, num contrato que ultrapassa 1,02 milhões de euros, o que equivale a cerca de 68.000 euros por unidade.
Fabricados pela alemã Jenoptik, os equipamentos deverão ser entregues antes do verão de 2026.
Ao contrário dos radares fixos tradicionais que funcionam por ondas de rádio, estes novos dispositivos recorrem a tecnologia laser LiDAR, o que os torna invisíveis aos detetores ilegais de radar, que os condutores ainda utilizam.
Além disso, há outra implicação ainda mais relevante para a maioria dos condutores: como mudam de localização diariamente, as aplicações legais de navegação, como o Waze, deixarão de conseguir alertar corretamente para a sua presença.

Velocímetro laser portátil num tripé, utilizado pela Divisão de Trânsito da Guardia Civil. Crédito: Motor.es
Capacidades técnicas rigorosas em prol da segurança rodoviária
Do ponto de vista técnico, estes radares representam um salto considerável face às gerações anteriores. Entre as suas características mais relevantes destacam-se:
- Controlo simultâneo de até seis faixas de rodagem nos dois sentidos;
- Captação de imagens a distâncias de até 1,2 km;
- Capacidade de disparar o flash duas vezes por segundo;
- Funcionamento noturno mesmo em condições de pouca luminosidade;
- Autonomia de bateria entre 12 e 16 horas, sem necessidade de ligação à rede elétrica;
- Peso de 1,5 kg, permitindo instalação em tripé ou no interior de viaturas camufladas;
- Diferenciação automática entre tipos de veículos, aplicando limites de velocidade distintos perante ligeiros ou pesados.
Esta combinação de mobilidade, alcance e autonomia torna estes dispositivos particularmente versáteis e difíceis de antecipar.
Novos radares surgem devido a recorde de multas
Segundo o espanhol Motor.es, a aquisição surge num momento em que a DGT registou, em 2025, um recorde histórico de receita por sanções de trânsito: 540 milhões de euros, correspondentes a mais de 6,3 milhões de autos, o equivalente a uma multa a cada cinco segundos ao longo de todo o ano.
Desse total, 60% dizem respeito a infrações por excesso de velocidade.
Neste cenário, os 15 radares dinâmicos juntam-se a um plano de expansão mais amplo: a DGT anunciou em 2025 a instalação de 122 novos radares fixos ou de troço em vias convencionais e de grande ocupação, dos quais 106 já estavam operacionais em finais de fevereiro de 2026.
Paralelamente, a DGT tem estado a implementar câmaras com Inteligência Artificial capazes de detetar o uso do telemóvel ao volante e a ausência de cinto de segurança.
O que muda para os condutores?
A partir deste verão, qualquer viatura da Guardia Civil aparentemente normal poderá ter um destes radares a operar a partir do seu interior.
Contudo, não importa apenas a mobilidade, pois essa já existia. Em vez disso, destaca-se o facto de a tecnologia laser ser completamente invisível para os detetores de radar convencionais, e de o alcance de medição passar dos habituais 100 metros para mais de um quilómetro.
Para quem já conduz com prudência e dentro dos limites, nada muda. No entanto, para quem tem por hábito abrandar apenas quando reconhece um radar e retomar o ritmo a seguir, a margem de manobra ficará substancialmente reduzida.
No fundo, o objetivo da DGT é apenas que a velocidade legal se mantenha ao longo de todo o percurso, e não apenas nos troços onde os radares são visíveis.
O verão de 2026 será um primeiro teste real à eficácia destes novos equipamentos, cujo sucesso poderá significar uma adoção alargada, até por autoridades de outros países.
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Eu ouvi dizer que têm 5kg de cobre no interior
E eu ouvi dizer que têm 5kg de eletricidade em pó no interior.
e correm linux logo quem percebe de wireshark nao paga multas e nunca e apanhado. E mais nao digo
Dizer que o Wireshark (um software de análise de dados) ajuda a fugir de radares é o equivalente tecnológico a dizer que se passares óleo de cozinha nos pneus o carro fica invisível aos satélites — soa a “ciência”, mas não faz sentido nenhum na prática.
É com cada cromo. Aprendeu a analisar uns pacotes e já acha que é hacker LOOOOL
Alguma coisa temos que mudar em Portugal e se passar por mais radares como estes, por mim tudo bem. O que aconteceu nesta páscoa, com um número elevado de mortos nas estradas e as centenas de feridos graves, tem que acabar.
tem-se visto que com mais radares tem havido menos mortes… só que não. dahhhh
Mas enche-se os cofres do estado às custas dos chico-espertos duuuuuuh
Mas o objetivo principal não é acabar com os acidentes e mortes? Nada contra as multas, quem cumpre não paga, mas encher os cofres do estado com dinheiros de multas deveria ser a ultima prioridade.
Sim. E se tivemos a páscoa que tivemos, imagina se tivessem anunciado que os radares ficavam todos offline nessa altura. Há mais carros na estrada, há mais turistas, logo é natural que os acidentes aumentem até. E na verdade basta um ou dois acidentes com consequências piores para fazer saltar os números. A estatística não se faz num evento, numa quadra ou até num ano. Faz-se ao longo de muito tempo.
Acha que existem muitos radares em Portugal?
Existem 100 de Velocidade Instantânea e 23 de Velocidade Média
Os radares não apanham a malta a conduzir a olhar para o telemóvel ou a retocar a maquilhagem…infelizmente o justo irá pagar pelo pecador.
Aqui o justo não paga pelo pecador, a não ser que vá em excesso de velocidade.
Bem, ainda não. Mas já se fala que poderão existir em breve radares que detetem isso. Mas chamar ao tipo que vai em excesso de velocidade justo, é piada de 1 de abril atrasada?
O que eu quero dizer com isto é que eu quando verdadeiramente tenho condições para também posso apertar com o acelerador. E quando falo em condições falo em ausência de peões nas bermas, estradas em bom estado e tráfico diminuto. E penso que tal como eu milhares de condutores. E esses serão apanhados por uma malha de radares por irmos a 60 numa zona de 50, onde podermos ir a 60 em tranquilidade. Aí pagará o justo pelo pecador por que os outros pisam o pedal do “Ibiza” tunado que têm nas mãos porque sim, porque gostam de rasgar e fazer espalhafato seja onde for.
Se em vez de apenas radares em cima de radares tivéssemos também patrulhas efetivas e repetidas em zonas problemáticas, isso é que era de valor, mais é mais fácil caçar os incautos sem levantar o traseiro da secretária enquanto ao lado traficam estupefacientes, fazem barulho às altas horas da madrugada, assaltam, esfaqueiam e por aí fora.
Tendo em conta que os acidentes na estrada são uma das maiores causas de morte nas idades em “teoricamente” as pessoas não deviam morrer, até custa a acreditar que a maior parte dos condutores que todos os dias andam na estradas e correr riscos elevados estejam contra a implementação de novos e mais eficientes radares.
Ao contrario do que se possa pensar Portugal deverá ter neste momento menos de 150 radares fixos!!
Deviam ser 1500 e também deveria haver uma “caça” às manobras perigosas que muitas vezes são feitas cumprindo os limites de velocidade e também provocam muitos acidentes.
“…Diferenciação automática entre tipos de veículos, aplicando limites de velocidade distintos perante ligeiros ou pesados….”
Em PT não é preciso andarem com calibrações. Os limites qdo baixam, baixam igual para todos. Camiões e carros tudo ao monte e fé é q é seguro.
Logo podemos comprar mais barato.
Quando começar a doer na carteira, só cai na segunda vez se for muito burro… O pessoal só tem é que ser martelado e mais nada!
O doer é relativo…
Como dizia um certo senhor: Estaciono onde quero e depois SE cair a multa logo a pago! Andar às voltas para encontrar lugar? Estacionar longe, ter de pagar o estacionamento e ainda andar sei lá quanto tempo?!? Nem pensar. . Sai-me mais caro e demoro muito mais tempo a procurar um lugar do que parar à porta do sitio onde vou… Mesmo que seja multado.
E sim, fazia isso regularmente.
E não, não estou de acordo mas é a realidade: 30€ a 300€ de multa (que na realidade e por norma são 30€ ou 60€) não é dissuasor para muita gente (e para alguns é, aparentemente, até um convite a estacionar mal)
E o mesmo para as restantes multas, incluindo as de excesso de velocidade. Para muitos, o valor é irrelevante.
E para outros tantos, p.e. malta com carros da empresa, é igualmente irrelevante pois raramente são eles os penalizados…
Com a emel a multa está sempre garantida, podes é ter o carro bloqueado ou rebocado que custa mais umas mocas
O problema é também esse, mas é acima de tudo cultural. Aqui na minha terrinha o estacionamento é onde calha. Existe bastantes parques e faz-se quase tudo a pé a partir do parque sem qualquer problema. Vou à escola levar os putos e é carros por todo o lado, no passeio, na ciclovia e nas passadeiras (a bloquear os putos), em segunda e terceira fila, nas rotundas, no meio da estrada. O degredo total. Vou ao centro e é carros por todo o lado, nos passeios, na beira de estrada a bloquear o trânsito. Até numa outra escola onde existe um parque com 200 ou 300 lugares mesmo em frente é literalmente atravessar a rua e que nunca enche, os papás e mamãs preguiçosos param o carro nos passeios de forma a que ninguém passe, nem cadeiras de rodas, nem carrinhos de bebé. É falta de cultura, falta de civismo. E também falta de “mão”. Um carro em cima do passeio não devia ser 30 euros de multa. Devia ser bem mais. Não dói o suficiente.
Acho piada em certos locais os lojistas são os primeiros. Preferem deixar o carro em cima do passeio o dia todo a deixar o mesmo no parque a 150 metros (se tanto). E depois andam sempre à coca a ver se a moina passa. Mas algum dia eu ficava descansado assim? Engraçado é quando a polícia se lembra de fazer um “arrastão” ao estacionamento. Parecem baratas a sair debaixo das pedras a correr para os carros. A polícia devia fazer arrastão o dia todo.
83000€