Radares de velocidade: quase 1000 condutores apanhados por dia
Os radares de controlo de velocidade em Portugal registaram mais de 3,6 milhões de infrações por excesso de velocidade ao longo dos últimos dez anos.
Os dados, divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), mostram que, apesar de o número de multas ter atingido um máximo histórico em 2023, a tendência tem sido de redução nos anos seguintes.
O Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) entrou em funcionamento em 2016 e, desde então, contabilizou 3.611.645 infrações por excesso de velocidade. Em média, foram detetados cerca de 989 condutores por dia a circular acima dos limites legais.
Radares de velocidade: 2023 foi o pior ano
O ano de 2023 registou o maior número de infrações desde a criação do sistema, com 671.709 multas. No entanto, os números começaram a diminuir nos anos seguintes:
- 2023: 671.709 infrações
- 2024: 477.297 infrações
- 2025: 418.783 infrações
- 2026 (até 1 de julho): 163.951 infrações
Antes de 2023, o ano com mais infrações tinha sido 2018, quando foram registadas 515.838 multas.
Mais radares e menos acidentes
O SINCRO conta atualmente com 123 locais de fiscalização, dos quais:
- 100 radares de velocidade instantânea;
- 23 radares de velocidade média.
Segundo a ANSR, todos os equipamentos estão devidamente sinalizados e está prevista a instalação de 12 novos locais de controlo de velocidade média nos próximos tempos.
Os dados da autoridade indicam ainda que, nas zonas onde os radares foram instalados desde 2016, verificou-se:
- redução de 23% dos acidentes com vítimas;
- diminuição de 71% das vítimas mortais;
- menos 38% de feridos graves;
- redução de 22% de feridos ligeiros.
Apesar da redução das infrações por excesso de velocidade, os dados provisórios da ANSR mostram um agravamento da sinistralidade rodoviária em 2026.
Desde o início do ano foram registados 89.763 acidentes, cerca de seis mil a mais do que no mesmo período do ano anterior. Estes acidentes provocaram 285 vítimas mortais (mais 23), 1.728 feridos graves (mais 87) e 25.846 feridos ligeiros (menos 475).






















Deviam por os sinais com uma iluminação de uma casa de alterne, talvez o pessoal visse o sinal de radar.
Afinal e ao contrário do que por aqui se lê, os radares são mesmo eficazes para reduzir o número de acidentes e consequentes vítimas.
Há 2 efeitos positivos: menos sinistros e mais receitas para o estado. Sempre vale a pena a “caça à multa”.
A maioria dos condutores portugueses não gosta de regras e não quer regras. Se os números das tragédias ao volante são o que são, imaginem se não houvesse regras!! Isto é uma república das bananas, no que diz respeito à condução automóvel. E os sucessivos governos nada fazem para que as coisas mudem. É preciso ter mão ainda mais pesada, e eficaz, para que as mentalidades dos tugas percebam que conduzir é uma coisa muito séria.
Completamente de acordo, para além de não gostarem de regras, gostam de as contornar. Mão mais pesada e mais fiscalização. Quantas infrações cada um de nós faz por dia? E quantas são sancionadas?
Na minha zona bem que eram precisos uns quantos mas quando a câmara municipal tem “parceria” com as empresas de transportes, temos camiões a circular a 100km/h em zonas residenciais. Nem a porcaria duma lomba metem.
Máquina de fazer dinheiro em nada evita os acidentes , mas sim engorda os mesmos,o Luís
O Montenegro e seus associados!
Obviamente que não reduz a sinistralidade. Se reduzisse, os índices de acidentes, feridos graves e mortes nas estradas portuguesas não estariam a aumentar à medida que são instalados mais radares.
O problema é outro, mas estes tacanhos parecem ter olhos apenas para a montagem de armadilhas visando apenas para o lucro fácil.
Não reduziu nada, foram só aumentos:
“Os dados da autoridade indicam ainda que, nas zonas onde os radares foram instalados desde 2016, verificou-se:
redução de 23% dos acidentes com vítimas;
diminuição de 71% das vítimas mortais;
menos 38% de feridos graves;
redução de 22% de feridos ligeiros”
O Motinhas não sabe a diferença entre dados locais e dados nacionais.
Entendam-se na informação que divulgam:
https ://www.publico.pt/2026/08/07/sociedade/noticia/portugal-estagnou-combate-sinistralidade-mortes-estrada-2025-tantas-ha-dez-anos-2184281
Muito mal,muito mal, estão a impedir a burguesia exploradora de gozar na plenitude os seus magníficos brinquedos. Têm de fazer já uma lei para isentar dos radares os “carrros de empresa “.
Maioria , acidentes mortais acontece estradas IP, via rápida, IC, com auto estrada ao lado , a pagar obviamente, as pessoas não têm orçamento para andar a pagar isso todos os dias, estás estradas IP, VR, IC, são más estradas, sem espaço , sem 2 vias , Fundamental, leva a ultrapassagems mal calculadas e acidentes mortais,
Raramente existe acidentes mortais em autoestrada, nas secundárias a maioria.
Temos os políticos corruptos que temos , que se vendem a quem beneficia com estas decisões de construção de vias
Na A41 tem lá um, só o vi esta semana e não aparece no site da ASNR!!
Onde fica?
É mais lucrativo do que arranjar as estradas.