Quase 100%: Noruega bate novo recorde na venda de carros elétricos
A Noruega está cada vez mais perto de se tornar o primeiro mercado do mundo totalmente elétrico. Em agosto, 98,7% de todos os carros novos registados no país eram 100% elétricos, um novo máximo histórico que confirma a tendência dos últimos anos.
Os números divulgados pelo Norwegian Road Traffic Information Council (em norueguês, OFV) mostram que a eletrificação do mercado automóvel norueguês está praticamente concluída.
Em agosto foram registados 13.451 carros novos, menos 3,4% do que no mesmo mês de 2025. Contudo, a fatia dos elétricos disparou para os 98,7%, acima dos 96,9% registados um ano antes.
Numa tendência de subida, a quota e elétricos já tinha atingido 97,6%, em julho, e, desde o início do ano, os carros 100% elétricos representam 97,8% de todas as vendas no país escandinavo.
Atualmente, quem compra carro novo na Noruega já quase não tem alternativa a não ser optar por um modelo elétrico.

As 30 marcas de automóveis mais vendidas, em agosto, na Noruega. Fonte: Estatísticas OFV/Administração Estadual de Estradas da Noruega
Volkswagen lidera, chineses ganham terreno
Apesar da ligeira quebra do mercado, seis das 10 marcas mais vendidas registaram crescimento face a agosto de 2025.
A Xpeng e a Toyota destacaram-se com o crescimento mais forte, mas a BYD, BMW, Volvo e Audi também aumentaram os seus registos. A Volkswagen foi a marca mais registada no mês, seguida pela Toyota e pela Xpeng. Ao nível de modelos, o pódio foi composto pelo Volkswagen ID.4, Toyota bZ4X e BMW iX3.
Destaque ainda para o avanço das marcas chinesas, com a Xpeng e a BYD, em conjunto, a representarem 11,4% do mercado, mais do dobro dos 4,9% que tinham há um ano. Comparando com agosto de 2025, foram entregues a clientes noruegueses mais do dobro de veículos destas duas marcas.
Tesla em contramão na Noruega
A destoar da tendência positiva está a Tesla. Em agosto, a fabricante de Elon Musk registou menos 2387 unidades do que no mesmo mês do ano passado, numa queda que, sozinha, explica a contração do mercado. Sem a Tesla, o mercado norueguês teria crescido 17% em agosto.
Ainda assim, a Tesla continua a ser a marca mais registada em 2026, considerando o acumulado do ano. Não obstante, a vantagem sobre a Toyota está a esbater-se rapidamente, com a diferença entre as duas marcas a cair de 9173 para apenas 3740 unidades, uma vez que a Toyota cresceu 46,4% desde janeiro, enquanto a Tesla recuou 11%.
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Que bom para a Noruega.
Isto só acontece porque os Noruegueses não precisam de fazer 1000km só para ir almoçar a casa todos os dias, como nós os portugueses. Para além disso o nosso clima é demasiado frio para os carros elétricos.
É pá a sério? Vai mas é apanhar morangos:D
Vives em Trofa, trabalhas no Algarve e vais almoçar a casa?
Ok, força de expressão. Mas, se pode comparar Portugal com Noruega. Os noruegueses não são burros por investir nos eléctricos. As infraestruturas lá são diferentes, o Estado investe realmente no país, os noruegueses são dos povos que mais confiam nos seus governantes.
Em Portugal é diferente: os governantes gastam 7.000€ em almoços, mudam frequentemente a frota automóvel do Estado a cada 4 anos, sempre para carros de luxo, só pensam em aumentar os impostos e a traficar influências (e outras coisas) em vez de investir seriamente no país. Os governantes só têm projectos para zonas já construídas (Lisboa, Porto). As outras zonas são sempre esquecidas, resultado, os empresários investem sempre nos mesmos sítios, os empregos estão sempre nos mesmos sítios e as construtoras tentam fazer milagres sempre nos mesmos sítios. Isto leva a que os grandes centros urbanos, Lisboa e Porto, estejam sempre a rebentar pelas costuras enquanto a zona interior, que é vasta, é sempre esquecida.
Comprar carro eléctrico em Portugal ainda só faz sentido para quem vive nos centros urbanos ou nos arredores. Fora disso ainda é muito difícil. Os híbridos continuam a ser aposta mais equilibrada.
Híbridos são equilibrados porquê?
Eu acabei de dizer que os eletricos em Portugal não fazem sentido porque precisamos de fazer 1000km por dia só para almoçar a casa e estas a dizer que os híbridos são solução?!?! Aliás como é que uma pessoa carrega o híbrido ou para que precisa de um híbrido se os destinos são todos longe e não para isso não chegam sequer a usar o motor elétrico?
Quem é que faz 1000km por dia para almoçar?! Nem o primeiro ministro nem o presidente da república fazem isso. Sejamos realistas.
Comparativamente aos carros a diesel ou gasolina, ter um híbrido plug-in consegue-se estar de forma balanceada nos dois mundos. Obviamente que não é perfeito, é equilibrado. Se se for para zonas onde é difícil ter-se pontos de carregamento eléctrico ou onde as viagens sejam mais exigentes, usa-se combustível. Por isso é que eu disse “equilibrado”.
A esmagadora maioria das pessoas que compram os eléctricos e híbridos, que são cada vez mais, não fazem 1000km para almoçar, sabem dos prós e contras e compram porque serve para as suas necessidades diárias.
Quem não gostar dos eléctricos, compra outra oferta disponível no mercado que sirva as suas necessidades.
Espalhar a ideia de que os eléctricos são inúteis por motivos pessoais, não ajuda ninguém, apenas desinforma.
Bem vindo ao PPLWare…
Vamos lá ver uma coisa. Os elétricos, os 100% elétricos, valem SEMPRE a pena (não vamos falar na aquisição, vamos falar na utilização, a aquisição é uma discussão à parte).
Mesmo que se carregue no exterior, o preço ainda consegue ser mais barato que os combustíveis fósseis. Eu fui de férias de elétrico, fiz cerca de 1400 km (ida e volta) e nunca tive problemas (no pico das viagens dos portugueses em agosto) com o carregador, nem com o preço. Usei sempre carregadores a 120 kW (e uma vez das 4 vezes um de 400 kW da Iberdrola em Évora) e paguei a 0,49€ o kW (podia ter carregado mais barato, mas…). Fazendo as contas, mesmo a esse preço, consegui poupar cerca de metade do valor que ano passado paguei para fazer os mesmos km. É verdade que o primeiro carregamento foi a 0,13€ (foi em casa), mas, mesmo assim, se os fizesse todos fora de portas, continuaria a ser mais barato.
Depois, a velocidade de carregamento é cada vez mais rápida. Claro que na autoestrada, o carro drena a bateria muito mais rápido, mas, fiz as mesmas paragens que fazia quando no passado, ia com carros a gasóleo, com carros a gasolina e nos últimos 2 anos (2025 e 2024) com híbridos. 2 paragens de 25 minutos para wc ou café esticar as pernas e respirar ar fresco. Desta vez acrescentei um carregamento para baixo em Pombar, outro em Évora. Na vinda, um no Algarve, um em Évora (preventivo) e outro na Mealhada. Para cima vim bem mais rápido (houve várias vezes com velocidades fora do limite legal 🙁 ), porque paramos muito tempo em Montemor para almoçar 😉 E que bom que estava o almoço alentejano.
No sotavento algarvio, é uma vergonha a rede de carregamentos. UMA VERGONHA!!!!!! Fora isso, brutal, os elétricos são silenciosos, são tecnologicamente avançados e permitem uma condução muito segura e muito confortável.
Ora, então, vou ter de trocar o meu carro para um EV por mudança na política da empresa e ando a ver carros com autonomia de 700 e 800 km e por exemplo um carro com essa autonomia a 180 km/h apenas faz 200-250 km de autonomia, isso torna praticamente impossível viajar com um carro desses, explica porque se vê a malta a pisar ovos nas auto estradas com EVs em especial quando são SUVs.
Para quem precisa de entrar na autobahn todos os dias não serve.
Resultado vou ter de pedir que me paguem o car allowance como parte do ordenado e fazer um ALD por minha conta, pelo meio lixo-me nos impostos, nas rates de ALD e em ter de andar a fazer expense reports para todas as minhas deslocações.
Ou reduz a velocidade para 140/150 km/h. Já deve aumentar a autonomia…
Não significativamente, num SUV é muito mais difícil teres autonomias decentes num EV
A 150 não pode ser. Só anda 153 kms.
Mentira novamente, incrível como confunde média com velocidade instantânea.
Já agora onde é que ele falou no i4 ?
Nem vou dormir de jeito a pensar nas tuas dificuldades e dilemas 🙁
Em Portugal há autobahn ?
Obviamente.
Já sei….vai dizer que a autobahn é diferente da nossa autoestrada.
É um pouco diferente da deles sim.
Várias.
Vai a uma autobahn em 2026 e diz-me que Portugal não tem várias, todas em melhor estado
Não entendi porque usa esse termo em Portugal, não era melhor dizer autoestrada? Ou é só para o sencionalismo habitual ?
Avecs…
Autoestradas todos têm, o que temos em Portugal são autobahns autênticas, o limite de velocidade é só por questões culturais, temos mais condições que qualquer rede de autoestradas mundial, somos dos países do mundo com melhores autoestradas
Nota-se que só andas de AE em Agosto…
Um carro a combustão a 180km/h gasta 3L/100km e claramente consegue uma autonomia de 1000km.
Nao, mas consegue mais de 600 e nao 200 e em 5 min fica apto para mais 600
Exato, SUV’s a 180km/h com consumos de 8L/100km…
O Model 3 a 180km/h se for o longe range facilmente faz 350km por carga…
Model 3 nao é SUV, vai ver model y ou model x e percebes.
Se não perceberes vai estudar física
Mas se queres eficiencia não vais para SUV, alias em quase nenhuma circunstancia faz sentido SUV, maioria só compra pela moda ou porque cada vez há menos carrinhas, pois uma carrinha é superior em tudo, muita pena de não haver essa opção no model 3…
Quero lá saber da eficiência, quero conforto para 4, seguranca e espaço de bagageira.
Tenho um XC90, queria algo dentro do género mas que não me obrigasse a parar a cada 200 kms porque vou mais carregado ou mais rápido
Mostra-me um SUV que seja mais seguro (isto é, com menor capacidade para capotar numa travagem brusca) e mostra-me um SUV com um consumo de 8L/100km a 180km/h…
Não sei se sabe mas o limite é 120 km/h. A lei é válida para cidadãos e para xicos-espertos. A quebra de autonomia a essa velocidade não chega a 100 km com ar condicionado ligado num dia de Verão.
Eu ando na autobahn, não quebro leis nenhumas
Qual é % de portugueses (residentes em portugal) que andam regularmente na autobahn?
De Bragança a Freiburg são 1600km. É perfeitamente possível ir viver em Portugal e trabalhar na Alemanha… só se anda mais um bocadinho do que ir a casa almoçar todos os dias.
Toni, todos os que apanham uma autoestrada das nossas principais
Uma autoestrada das nossas principais tem o limite de 120 km/h, por isso dizer que andar a 180 km/h não quebra nenhuma lei é mentira. E em Portugal fala-se português, logo a Autobahn não existe.
Quando não se tem mais argumentos válidos… diz-se patetices.
Idênticas ás suas ?
E ás suas. E já agora… Fui a uma feira agrícola há uns tempos e não vi tratores elétricos…. Obviamente ralhei logo com os vendedores. São uns malvadões que não andam a empurrar os tratores elétricos.
E depois ? Viu lá tratores a gasolina ? Devíamos proibir esses não ?
Então porque anda a empurrar para os automóveis a diesel ?
não que feira era essa, eu já vi bastantes inclusivé em quintas e nas estradas
Sonhas muito no Matrix.
Fatos:
A Noruegueses têm incentivos fiscais e operacionais ao comprar um elétrico;
Elétricos perdem 25-40% de autonomia no clima frio na Noruega;
O ordenado média na Noruega é de 4.887€ e em Portugal 1.732€;
Noruega explora petróleo e gás natural.
Será que eles não sabem que vivem no frio ? é melhor lá ir ensina-los.
Por acaso sabe que nesse frio eles deixam os carros ligados durante a noite ? quanto será que perdem ? E os que não são desligados ou ficam em garagens ou têm aquecedor de bloco, quanto isso gasta em eletricidade ?
Então se ganham bem porque não compram a gasolina ?
E depois ? não pode explorar petróleo ? se eles não o explorarem como você o gasta ?
Portanto a venda de carros elektros na NO levou um grande tombo face ao mês homólogo de 2025. (Cerca de -3%,)
Que grande tombo. Loooll
3% de autonomia num elétrico é o suficiente para não chegares a casa e nascerem mais uns cabelos brancos.
Onde ele falou de autonomia tonto ?
Então qual conduziu e não chegou ?
Já agora, é mentira o que diz, em Agosto de 2025 foram registados 13 482 veículos eléctricos, em Agosto de 2026 13 451, portanto 31 veículos a menos, obviamente os números da pplware estão errados:
https ://www.acea.auto/files/Press_release_car_registrations_August_2025.pdf
Só estou a vender o peixe pelo mesmo valor que o comprei.
Não, eles disseram veículos, e você aproveitou logo, como sempre.
Já agora, quem levou um grande tombo foram os diesel, quase 3x menos de vendas.
Os números relatados aqui incluem todos, só de eléctricos foram 13 274, portanto foram menos sim, mas não 3.4 % e sim 1.4% a menos, portanto a grande queda é nas restantes categorias.
Vá aprender matemática.
Se o mercado recua 3,4%, não podem ser os restantes segmentos, que no seu conjunto representam apenas 3,1% do mercado, os responsáveis por essa queda.
Mesmo que esses 3,1% tivessem caído para zero, o mercado nunca poderia recuar 3,4%.
Portanto, a componente elektra caiu forte e feio. Dê vc as voltas que der, a matemática não engana.
Aprender matemática? A sério? Ter mais de 90% das vendas em VE precisa de mais argumentos? Isso quer dizer que está a haver uma queda nas vendas?
Quem não sabe matemática é você, até lhe mostrei os números.
Aqui tem a comparação, e depois venha dizer que foram os elétricos que baixaram as vendas.
Nota: os hibridos plugin e hibridos diesel juntei-os nos PHEV e HEV respetivamente, porque a acea não os separa.
Tipo Agosto de 2025 Agosto de 2026 Variação
BEV 13482 13274 -1.54%
Diesel 138 64 -53.62%
PHEV 216 45 -79.17%
HEV 53 31 -41.51%
Gasolina 32 30 -6.25%
Os seus dados a mim não me interessam. O que me interessa é o que está escrito no artigo.
Não são meus, são do artigo e da acea.
O artigo diz que os eléctricos venderam menos onde ? Não deve saber ler, de certeza.
Assim dá para ver melhor:
https://ibb.co/LzKRj8r2
Qualquer produto que nao tenha 100% de vendas é um fail autentico
elebrar este recorde ignora a contradição central: a transição ecológica norueguesa só existe porque é subsidiada pelo Mar do Norte.
A manchete honesta seria ver o país abdicar das receitas petrolíferas para liderar pelo exemplo, em vez de continuar a bater recordes de exportação de combustíveis fósseis. Reduzir as emissões domésticas nas estatísticas oficiais enquanto se lucra com a pegada carbónica alheia é a definição prática de greenwashing.
O Mar do Norte tem um governo ?
Por acaso sabe que a Noruega é um dos maiores poluidores per capita da Europa ? Sim, devido à sua atividade com a atividade de extração de petróleo.
Se abdicar dessa parte, você depois troca para eléctrico ?
Obviamente. Até lá, deixo-me estar.
LOOOOOL
Portanto critica aquilo que usa, incrível.
Sim. Porque não? Ao menos sou sério. Não faço green washing. E se tivesse que comprar outro carro agora seria um ainda mais poluente.
É sério ? Loooll
Mas o que o tema tem a ver com green washing ?
E qual é o problema mesmo? Desde quando é ilegal vender petróleo?
Essa ideia que os carros eléctricos são fofinhos e a favor do ambiente é ridículo. Os VE vão mais longe. A eletrificação da economia é o caminho para tornar os países mais auto-suficientes em termos de produção de energia. Eles não são burros e estão a usar os recursos que têm para fazer esse caminho.
A utopia do “tudo 100% elétrico” em Portugal esbarra logo em duas realidades simples:
Ninguém quer as infraestruturas: Todos querem a indústria e as casas ligadas à tomada, mas ninguém quer uma linha de 220 kV ou 400 kV a cortar-lhe o horizonte, o quintal ou o telhado. Quer-se a energia limpa, mas rejeita-se a rede necessária para a transportar.
Fragilidade absoluta: Concentrar toda a energia de um país num único vetor significa que, à primeira intempérie severa que deite postes abaixo, para tudo: não há aquecimento, não há carros a circular, não há indústria a laborar.
Falta muito pragmatismo a este entusiasmo elétrico: menos demagogia sobre metas no papel e mais noção do que implica na prática ter uma rede robusta e fiável.
Ninguém quer ou você não quer, que mania de falarem pelos outros.
Mas o que tem a ver infraestruturas com esta transição ? só vão consumir menos energia naquilo que trocarem.
Toda numa ? desde quando é toda numa ?
Falta pragmatismo ? NÃO ERA MAIS FÁCIL DIZER A VERDADE SOBRE AQUILO QUE O INCOMODA ?
Não tem nada a ver… Até podemos ter tudo elétrico com a infraestrutura atual. A subestação que me serve tem um transformador de 20 MVA, sabe qual foi o pico no inverno? 19.6 MVA , e antes que diga que é mentira se quiser mostro lhe os dados públicos.
Então a atualização da infraestrutura não tem nada a ver com a eletrificaçao dos consumos…. Tanto disparate junto jorgito o bot.
Podemos sim, tanto que a eredes já o confirmou, e não só.
Então mostre lá os dados públicos, é que assim aprendo. Consultá-los.
Tem, mas precisa de meter tudo o que se vê em cabos ? Para quê,?
Ninguém quer sim… basta a REN ou a E-Redes dizer que vai colocar uma linha que tem logo protestos.
ai não precisa? realmente…já fui ralhar com os da siderugia nacional que são só os maiores consumidores de energia em Portugal, por insistirem em não querer ter a fundição a correr sobre paineis solares. Diga-me então se grande parte da energia não tem que ser canalizada em cabos.
como vê não minto, aqui tem um dataset com a caracteristica da rnd:
https ://e-redes.opendatasoft.com/pages/caracterizacao_redes_distribuicao/
E aqui os datasets existentes:
https ://e-redes.opendatasoft.com/explore/?exclude.keyword=internal&sort=modified
Sim, sim, devem ser os seus protestos, até porque não podem meter pelo chão. LOOOL
Então mas não eram esses que consumiam gás ? agora já é energia elétrica ? Não querem, eles querem lá saber de onde vem, se os painéis injetam na rede, eles consomem de onde ela vem.
E não é já transportada em cabos ?
Curioso, porque no mapa aparecem muitos subterrâneos. LOOL
Por favor, nem diga a ninguém que percebe de eletricidade ou engenharia. Pela sua ordem de ideias, os cabos atuais têm capacidade infinita, podemos duplicar a potência da rede sem mexer em rigorosamente nada e os milhares de milhões que a REN e a E-Redes investem em novos corredores são apenas capricho das empresas para gastar dinheiro?
Um cabo tem limites físicos e térmicos de transporte muito claros. Se a indústria larga os combustíveis para eletrificar os processos e a frota automóvel vai toda à tomada, a energia tem de passar fisicamente por algum lado. Não se enfiam dez litros de água num cano de um litro só porque «já lá temos um cano».
E comparar cabos subterrâneos de distribuição urbana (Baixa e Média Tensão) com linhas de Transporte de Muito Alta Tensão (220 kV ou 400 kV) mostra bem que não faz ideia do que está a falar. Enterrar linhas de 220/400 kV custa entre 5 a 10 vezes mais, exige obras brutais e tem limitações técnicas severas de dissipação de calor e capacidade parasita.
As leis da termodinâmica e a capacidade das linhas não desaparecem só porque alguém decide rir-se do que desconhece
Mas precisa de duplicar a potência porquê?
Curioso, você manda os links e depois mete-se a inventar ?
Então, pela sua lógica genial:
Se aumentamos a produção e o consumo elétrico, não é preciso reforçar nada? A REN e a E-Redes andam a mentir nos relatórios e investimentos quando dizem que é obrigatório construir novas linhas para escoar renováveis e alimentar novos consumos?
Aqui perto de mim fizeram recentemente o upgrade de um posto de transformação de 400 kVA para 630 kVA. Foi por mero capricho? Ficaram com tédio e decidiram trocar transformadores só para passar o tempo?
Achar que se eletrifica mobilidade, aquecimento e indústria sem mexer na capacidade dos cabos e dos postos de transformação só demonstra uma coisa: de eletricidade percebe zero.
Páre de se enterrar que já chega.
Mas aumentamos o consumo em quanto ? e quanto tempo demora ? não aumentamos já o consumo em décadas anteriores ?
Andam a mentir o quê ? ou não dizem o que você quer ?
A frota automóvel vai passar toda de um dia para o outro ? curioso que está preocupado com algo que eles não estão.
Fizeram essa alteração porque existem ai muitos eléctricos ? é isso ?
Quem disse que não é preciso mexer na capacidade ? você ? Tem a certeza que sabe ler ? não é melhor ler mais devagar ?
Eu li os planos de investimento, você pelos vistos não. Ainda ali atrás dizia que não era preciso meter cabos novos, ou que os atuais serviam. Agora já diz que é preciso.. oriente se homem.
Então não é preciso manutenção nas infraestruturas?
Obviamente que o consumo veio aumentando. Mas com a eletrificaçao forçada, vai crescer a um ritmo maior… Mas você é que nega. Não sou eu
Onde eu disse que não era preciso cabos novos ?
Eu disse que não era preciso manutenção ? Onde ?
Forcada ? Onde ? Na China ?
Curioso, será que também forçaram no início do século passado ?
Os teus argumentos são meio doidos. Por um lado és a favor do reforço da rede eléctrica e por outro és contra a dependência no 100% eléctrico.
Afinal és a favor ou contra os VEs?
Eu sou céptico, mas a favor de uma transição ordenada, justa, e sem extremismos, situação que a UE não quer, andam a demonizar tudo, e depois é o que se vê, a ruína económica do bloco.
Então e onde não existe transição ordenada e planeada?
Um dos poucos extremistas que vejo aqui é você.
Andam ? então qual elétrico comprou ?
Então o teu contraponto é demonizar quem tem VEs?
Eu não acho que as metas sejam extremistas. Os fabricantes europeus já sabiam desta agenda da transição energética há pelo menos 2 décadas.
@Mr. Y Ninguém está a «demonizar quem tem VEs». Cada um compra o que quer e o que a sua carteira permite. O que se critica são as imposições cegas de burocratas por decreto. Dizer que a indústria «sabia há 2 décadas» ignora o essencial: a UE destruiu a sua maior vantagem competitiva histórica (a engenharia de motores de combustão) para se atirar de cabeça para uma tecnologia cuja cadeia de valor, matérias-primas e baterias são dominadas a 80% pela China. Isso não é planeamento, é suicídio geopolítico e industrial.
@JL «Transição ordenada e planeada»? Em que planeta?
A indústria automóvel europeia em crise severa e a ponderar fechar fábricas pela primeira vez na história;
A UE a ter de impor tarifas alfandegárias à pressa à China porque percebeu tarde demais que não consegue competir nos elétricos de massa;
As marcas a rever metas para trás porque a procura real bateu contra a barreira dos preços proibitivos para a classe média.
Querer que uma transição tenha em conta a competitividade da indústria, a robustez das redes e o poder de compra da população não é ser extremista — é ter dois dedos de testa. Extremismo é achar que se redesenha a economia de um continente por imposição ideológica sem pagar uma fatura brutal no emprego e no nível de vida.
Em planeta ? no planeta terra.
Se estão em crise é devido aos a combustão e não aos eléctricos, juntamente com a falta de vendas de carros na china, isso tem a ver com a europa em que aspecto ? Tem a certeza que está ao corrente com a situação ?
E vai meter nos restantes se começarem a vir de outras tecnologias. Mas qual é a coisa que importa da china que não tenha taxas ?
MENTIRA, as marcas reviram as metas porque a transição demora mais tempo que aquilo que eles pensavam, portanto não está a ser feita à pressa.
Diga antes a verdade.
Você é que está a ser extremista, que não quer que ninguém compre o que não lhe convém,. porquê, vamos descobrir.
Para isso era preciso você tê-los.
Por isso mesmo não existe nenhuma imposição ideológica, eu sei que você a queria, mas temos pena, vivemos em comunidade e onde as pessoas escolhem os seus destinos, e não você por eles.
E digo lhe a verdade… Até tenho interesse que se venda elétricos… É bom para o meu negócio. E mais não digo.
Exato, não diz a verdade.
É bom porquê?
A industria do petróleo nunca deixará de existir, por muito eléctricos que façam, desde carros, e muito provavelmente no futuro aviões e mesmo navios. O petróleo tem muita utilização e durante muitos anos assim o será.
País vive de exportar petróleo e gás natural, mas é exemplo de “preservação” ambiental por ter carros elétricos.
Piada.
Continuo sem entender essa parte, sem petróleo como tem carros elétricos ?
Portanto eu produzo bolos, qual é o mal de eu tentar vender o máximo possível de bolos ?
A borracha não vem do petróleo, os tecidos sintéticos não vêm do petróleo, etc. Mais vale dizer o que incomoda. Tenta negar o uso do petróleo onde ele é usado.
O que é que o incomoda? A mim so me farto de rir com os seus disparates
Uma grande parte vem, só que não é queimado.
Eu tentei onde ? Até confirmo o seu uso, não entendo esse negacionismo.
A mim só me incomoda esse negacionismo.
Então mas o facto de não ser queimado não significa que não se tenha que extrair petróleo.
E alguém disse que não se deve extrair ?
Anda você a dizer em cada artigo de elétricos…
Então mostre lá um comentário onde digo isso ?
AI Overview
A borracha sintética derivada do petróleo representa a maioria da borracha utilizada na indústria global de pneus (cerca de 60%), enquanto a borracha natural da seringueira compõe o restante (cerca de 40%).
A Composição do Pneu Moderno:
– Borracha sintética (petróleo): Forma cerca de 60% do total de elastómeros. Oferece grande resistência ao desgaste e estabilidade em carros de passageiros
– Borracha natural (seringueira): Compõe cerca de 40%. É fundamental para dar elasticidade, flexibilidade e resistência a cortes, sendo usada em maior quantidade em pneus de camiões e aviões.
– Outros componentes: Inclui reforços de aço, fibras têxteis e negro de fumo (um aditivo derivado de combustíveis fósseis que protege contra raios ultravioleta)
É só o socialismo a caminho. Ou escolhes elétrico ou escolhes elétrico. As elites escolhem por ti. Queres escolher diferente? Não escolhes.
Então qual eléctrico escolheu ?
Quando acabar este tipo de extremismo eu compro um elétrico:
https ://ibb.co/S7Bd3nSX
Já sei… você adora esta paisagem. Sem árvores, sem sombra… o futuro verde como lhe chamam…
Isso é extremismo ? não estou a entender, alguém obrigou a isso ?
O que tinha antes ? ervas daninhas ? isso é onde? exatamente, é que vamos ver fotos de satélite antes e depois.
Esses paineis solares são para ajudar a abastecer uma mina em Aljustrel.
Com certeza não deveria ter uma grande mata à volta. Se tinha, deverão ter sido obrigados a replantar noutro local. Normalmente, nestes projectos têm estas cláusulas.
Sim, e um sobreiro ou azinheiro nasce de um dia para o outro. Como se este impacto ambiental fosse mitigável
@JL deixe de ser ingénuo e fazer dos outros parvos.
Obviamente que foram “obrigados” para receber o subsidio da UE.
Sim é extremismo… ainda há pouco tempo dizia que punham paineis em terra que não era arável, agora já diz que não, em que é que ficamos?
Oh Mário, tu decide-te.
Reconheces que a REN precisa de reforçar a rede mas, além disso, também é necessário ampliar a produção de electricidade através de energia renovável, de preferência, como pré-requisito.
Sabes e argumentas muito bem que ninguém gosta de ter cabos de alta tensão, paineis solares ou eólicas à porta de casa. Mas como querias fazer a transição? Criar electricidade do ar?
O Estado tem a responsabilidade de analisar os vários projectos e tentar, dentro do possivel, mitigar o impacto ambiental.
Além disso, o aumento da procura da electricidade não precisará de estar totalmente nas costas da REN porque os próprios particulares ou as empresas podem instalar paineis solares e isso ajudará, por pouco que seja, a expandir a produção de energia localmente, fazendo que não seja tão necessário consumir da rede.
Eu não sou parvo, daí ter perguntado onde isso fica exatamente para saber o que lá estava antes, consegue dizer ao menos ?
@Mr.Y
Para que fique absolutamente claro: não sou contra as renováveis, muito menos contra o progresso. Falo disto com conhecimento de causa e na primeira pessoa: vivo ao lado de um PT, tenho linhas de MT no quintal e uma linha de 400 kV a atravessar um terreno meu na diagonal. Sei perfeitamente que a energia não cai do céu e nunca me opus ao que é necessário para o país funcionar.
O problema nunca foi instalar renováveis ou reforçar a rede — isso é obrigatório. O problema é o desfasamento entre a retórica política e a engenharia real:
Prazos irrealistas: Não se pode decretar a eletrificação forçada de tudo e mais alguma coisa sem que os investimentos pesados da REN e da E-Redes estejam prontos e pagos no terreno.
Sustentabilidade económica: A transição tem de ser competitiva. Se para mitigar impactos e eletrificar à pressa afundamos a indústria europeia face a quem polui sem regras lá fora, estamos apenas a exportar fábricas e a importar produtos mais sujos.
Transição com pés e cabeça exige pragmatismo, respeito pelas limitações da rede e menos facilitismo de quem acha que discordar do ritmo é ser inimigo do planeta.
Essa ideia do «cada um põe painéis e o problema da rede fica resolvido» é bonita na teoria, mas bate de frente com a realidade física das redes de distribuição.
Basta dar uma volta pelos grupos de autoconsumo e ver o coro diário de queixas contra a E-Redes: inversores constantemente a desligar e tensões a bater nos 253 V – 255 V.
Quem percebe o mínimo de eletricidade básica sabe por que é que isso acontece:
A rede de Baixa Tensão foi desenhada para transportar energia num único sentido (do posto de transformação para as casas).
Ao meio-dia, com sol a pique e as casas vazias, toda a gente quer injetar excedente ao mesmo tempo. Para a corrente fluir para a rede, o inversor tem de subir a tensão acima da tensão do ramal.
Quando a linha satura, a tensão atinge o limite regulamentar de segurança (os tais ~253 V) e os inversores cortam por proteção para não queimar os eletrodomésticos da vizinhança.
O solar distribuído é excelente, mas sem reforço substancial de cablagem, transformadores adequados e baterias, a rede local bloqueia. Achar que o solar doméstico dispensa obras pesadas na infraestrutura é não fazer a menor ideia de como funciona uma rede elétrica.
Quando a linha satura é porque não consumo para absorver essa energia, a maioria dos inversores não para aos 253v, mas sim aos 256-258, antes disso reduzem a potência para manter os 253v.
Num único sentido ? LOOOOL, com cada disparate.
Portanto está a dizer que os carros eléctricos fazem aqui um grande serviço, podem absorver toda essa energia que não tem para onde ir.
É exatamente por isso que as potências são registadas no site da DGEG, para que tudo esteja dentro dos limites.
Não é preciso obras pesadas, cada produtor não pode fornecer mais energia à rede que aquela que pode puxar, não sabe disto ?
Não chegou a dizer onde fica essa instalação ?
Ele quis dizer que acha de grande hipocrisia exportar produtos “ambientalmente ruins” e se dizer “ambientalmente correto” por conta da frota de elétricos.
E errado, não está.
Não é hipocrisia nenhuma. Eles pagam taxa de carbono por causa dessas exportações. Fizeram essa escolha para financiar esta transição.
No fundo, é tudo uma questão económica. Tu (e muitos outros) é que acham que é somente uma escolha ecológica ou ambiental. É, mas não só.
Dizer que a Noruega «paga taxa de carbono por causa das exportações» é pura desinformação sobre as regras do mercado.
A Noruega não paga rigorosamente nada pelo petróleo e gás que exporta. Pelas regras internacionais da ONU, quem queima o combustível no destino (Alemanha, Reino Unido, etc.) é que fica com as emissões e com a fatura carbónica na mão. A Noruega apenas paga licenças pelo gás que queima nas suas próprias plataformas para o extrair — uma gota de água (menos de 5%) face às emissões do produto que vende.
E ao dizer que «fizeram essa escolha para financiar a transição», acabou de me dar toda a razão: enriquecem a inundar o mundo com petróleo para depois comprarem Teslas com o lucro fóssil. É a admissão explícita de que a «Noruega verde» não é virtude nem ecologia — é uma lavagem de imagem financiada a crude.
Mais uma mentira do Mário:
https ://www.norskpetroleum.no/en/environment-and-technology/emissions-to-air/
Já agora qual era a diferença de comprarem outros carros ? É apenas preconceito seu ?
E eu disse o contrário do que diz no artigo? Não me parece. Aprenda a ler.
Paga sim, porque se não o produzir não exporta nenhum.
Não entendi essa ? O petróleo é ruim ? Onde ?
A diferença de comprarem outros carros, você é contra o socialismo e está a apregoá lo a plenos pulmões a defender apenas o uso de eletricidade?
Estás aí Paulo Raimundo? Nah parece mais o André Ventura.
Eu só sou contra o comunismo, entre outras que aparecem.
Eu não apregoei, nem sequer voto nesses, mas diga lá um exemplo de que levou a achar que apregoou o socialismo ?
Onde defendi apenas a eletricidade ? diga lá ?
Quem é o Paulo Raimundo ? é o seu dono ? André Ventura ? também não, esse é comentador de futebol.
Os carros eléctricos não são para resolver a preservação ambiental. Reduzem a pegada, é certo, mas há muitas outras políticas que precisam ir para a frente.
Tem impactos muito grandes no ambiente local, como avenidas e zonas com muitos carros em baixa velocidade.
Tem mais impacto se houver uma rede maior de transportes públicos (sem falar na redução do trânsito).
Muito giro, mas já está provado que não funciona na maioria dos sitios e os que funciona não é porque o transporte publico ficou melhor mas sim porque ficou impossivel usar carro individual.
Zonas de baixa velocidade são melhores os eléctricos, pelo menos não estão a gastar para estarem quase parados.
Sim, tens razão. Mas, por exemplo, na questão do trânsito automóvel, o carro eléctrico vs combustão é trocar seis por meia dúzia 🙂
Nessas zonas eu troco por mota.
Obsessão. Pura obsessão. A ortorexia dos carros eléctricos. Nem opção têm. Ou então já há algum tipo de pressão comportamental.
Não têm opção ? Então porque se venderam também a combustão ?
Pressão comportamental só se for a dos comentadores por aqui.
A estratégia norueguesa para liderar as vendas de veículos elétricos assentou no princípio do «poluidor-pagador»: em vez de se limitar a dar subsídios à compra, o Estado sobrecarregou os carros a combustão com impostos pesadíssimos e isentou os elétricos da maioria das taxas.
Benefícios fiscais na compra
Isenção progressiva de IVA (25%): Durante anos, os elétricos estiveram 100% isentos de IVA. Na fase de transição seguinte, o imposto passou a incidir apenas sobre a fração do preço que ultrapassasse as 500.000 coroas (cerca de 46.300 €), mantendo o valor base livre de imposto.
Isenção do imposto de registo/matrícula: Os modelos a gasolina e a gasóleo pagam taxas muito elevadas indexadas ao peso e às emissões de CO₂ e NOₓ. Ao isentar os elétricos destas componentes, um veículo a bateria tornou-se frequentemente mais barato à saída do stand do que o seu equivalente a combustão.
Benefícios para frotas empresariais: Redução expressiva na tributação de viaturas elétricas atribuídas como benefício a funcionários.
Vantagens no uso quotidiano
Portagens e ferries com desconto: Isenção inicial total, substituída mais tarde por uma regra legal que impede que os elétricos paguem mais de 50% a 70% da tarifa aplicada aos carros térmicos.
Vias reservadas (faixas BUS): Autorização para circular nos corredores de autocarro para fugir às filas de trânsito urbano.
Estacionamento e imposto de circulação: Tarifas municipais de estacionamento substancialmente mais baratas (ou gratuitas) e imposto anual de circulação fixado em valores mínimos.
Rede e infraestrutura pública
Instalação garantida de postos de carregamento rápido a cada 50 km nas principais autoestradas e eixos rodoviários, através de investimento da agência estatal Enova.
Financiamento a cooperativas habitacionais e condomínios para modernização dos quadros elétricos e instalação de carregadores domésticos partilhados.
Com o mercado estabilizado e perto de atingir a totalidade das vendas de veículos novos, a Noruega começou a reintroduzir algumas taxas (como um imposto mínimo sobre o peso), mas manteve o fosso fiscal que continua a tornar a compra de um carro a combustão financeiramente desvantajosa.
Adoro a narrativa do povo escandinavo profundamente altruísta e iluminado, que acorda todos os dias a pensar em salvar o planeta.
A realidade é muito menos poética: chama-se matemática de bolso.
Dizer que a Noruega «não deu subsídios nem obrigou ninguém» é pura ilusão. Quando o Estado perdoa 25% de IVA e dezenas de milhares de euros em taxas aos elétricos, enquanto sufoca os carros a combustão com impostos punitivos até um vulgar Golf a gasolina custar tanto ou mais do que um Tesla, a escolha já foi feita pelo fisco.
Se te puserem na bancada maçãs a 100 €/kg e maçãs a 1 €/kg, comprar a barata não é consciência moral nem altruísmo ecológico — é apenas não ser parvo. Menos virtude nórdica, mais engenharia fiscal.
Quem disse que não deu incentivos ?
Porque comprou um diesel ? Queria andar de trator ?
Então mas as pessoas compram carros mais caros só porque têm incentivos ?
Já agora, a maioria desses incentivos já não existem, tem aqui a lista, que é a isenção do IVA para carros com custo inferior a 25 mil euros. Assim escusa de andar a divulgar mentiras.
https ://www.acea.auto/files/Electric-cars-%E2%80%93-Tax-benefits-and-incentives-2026.pdf
Já agora, não era melhor dizer a verdade sobre o que incomoda ?
E você também que parar de achar que sabe de tudo e também diz tudo ao lado na questão da eletricidade.
Obviamente que sim. Eu tenho um carro pago, e pela sua ordem de ideias tenho que me ir endividar para trocar para um elétrico.
Eu quando não sei pesquiso, foi o que fiz, você não, como tem de estar aqui a mando de alguém inventa, quanto se recebe para fazer isso ?
E escrever português, não ?
Mas tem de se endividar porquê ? não entendi ? na Noruega não lhe deixam ter um diesel ?
Eu pesquiso também. Mas o seu Google é diferente do meu.
Não estou aqui a mando de ninguém.
Não pesquisou, inventou, tem ali naquele documento todos os incentivos que existem.
Parece estar.
É isso que diz e depois o parvo fica com a impressão que fez tudo para ajudar a salvar o mundo.
Olhem só mais este exemplo do que se passa no mundo dos tvdes. Este sim é pressionado a mudar os carros para eléctricos mais que não seja pela lógica distorcida e realmente uma obsessão por estes carros. No tvde, a cada carro é lhe atribuído uma categoria corresponde ao tipo de carro que é colocado nas plataformas. Se for um carro citadino, recebe a categoria básica para ambas as plataformas. No entanto, logo no princípio acrescentaram a categoria Green a estes carros se forem eléctricos. Ou seja, já não faz somente uma categoria mas duas. Um passageiro pode escolher entre a categoria base ou Green e vem o mesmo carro com o mesmo motorista e com o mesmo tratamento dado a este passageiro. O valor até é o mesmo para ambas as categorias. Com o tempo, começaram a atribuir mais que uma categoria a outros carros, nomeadamente aos de 7 lugares, mas estes têm mais lugares, portanto faz sentido se pagar mais pela viagem. Já não são duas, mas 3 categorias. Com mais tempo, surgiram os Teslas e Mercedes de topo que agora se vêem por todo o lado. Quantas categorias fazem? Todas as disponíveis, talvez sem a XL pois os carros não têm 7 lugares, no entanto, fazem a categoria base, Comfort, Premium, Premium EV, Executive ou Black. O medo carro, o mesmo motorista, o mesmo tratamento dado ao passageiro e no entanto valores diferentes para cada categoria. Ora, se um passageiro pede um carro, tanto pode vir um citadino comum como um destes carros de luxo. No final, paga o mesmo sendo que num carro de luxo vai sentado melhor. Mas no final a questão passa por introduzir carros com todas essas benesses que falou de impostos e tudo o mais, e distorcendo a oferta adequada. Quem tem um carro citadino comum fazendo somente a categoria que é adequada, acaba por ser pressionado a desistir em favor destes carros que fazem múltiplas categorias com maiores probabilidades de obter viagens. Ou seja, mais uma história mal contada acerca destes veículos que vieram para causar mais estragos quando motivados por uma suprema obsessão por estes. A matemática não engana.
Isso faz parte das suas ideias destorcidas ? que novidade.
Errado, só é Green se for eléctrico.
É normal o governo quer vender todo o petróleo para o exterior e esta quase a oferecer carros elétricos, menos carros a combustão maos petróleo para vender para o exterior. Mas tambem falamos do paos onde andam menos de carro e mais de transportes.
Está quase a oferecer ? Como assim ?
Não tiveram apagões. As baterias resistiram ao frio. Não ficaram atolados no meio da neve. Não tiveram que substituir baterias antes de um Stellantis ter que abrir o motor. Os tagarelas foram desmentidos com factos.
Sem falar nos casos de incêndios em veículos…