Produzir e partilhar energia renovável vai ficar mais simples e barato em Portugal
Governo aprova novas regras para acelerar o autoconsumo coletivo e as comunidades de energia.
O Governo aprovou um novo decreto-lei que promete facilitar a produção e a partilha de energia renovável em Portugal.
As novas regras pretendem reduzir a burocracia, diminuir os custos e tornar mais simples a criação de projetos de autoconsumo coletivo e de comunidades de energia renovável, permitindo que mais cidadãos, empresas, autarquias e outras entidades produzam e utilizem a sua própria eletricidade.
O diploma altera o regime atualmente previsto no Decreto-Lei n.º 15/2022 e faz parte da estratégia nacional para acelerar a transição energética, promovendo uma maior descentralização da produção de eletricidade.
Menos burocracia e mais flexibilidade
Entre as principais alterações está a simplificação dos procedimentos administrativos para criar projetos de autoconsumo coletivo.
O Governo pretende eliminar vários entraves que, até agora, tornavam estes processos mais demorados e complexos.
Outra das novidades passa pelo aumento da distância permitida entre o local onde a energia é produzida e o local onde é consumida. Na prática, esta alteração permitirá criar comunidades energéticas de maior dimensão e envolver um número mais elevado de participantes.
Também será mais simples a entrada e saída de membros destes projetos, facilitando a gestão das comunidades de energia ao longo do tempo.
Incentivos para novos projetos
O novo regime prevê ainda benefícios económicos para incentivar a adesão. Os novos projetos de autoconsumo coletivo e comunidades de energia que entrarem em funcionamento até 2029 ficarão isentos de uma parcela dos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG), reduzindo o valor da fatura elétrica para consumidores, empresas e entidades públicas.
As instalações de menor dimensão também passam a beneficiar de regras mais simples. O limite de potência que dispensa autorização prévia aumenta de 700 para 800 watts, reduzindo formalidades para pequenos sistemas de produção de energia solar.
Maior proteção para os consumidores
O decreto-lei reforça igualmente a transparência das regras aplicáveis às comunidades de energia e aos projetos de autoconsumo partilhado. O objetivo é garantir uma maior proteção dos consumidores e assegurar que a gestão da energia produzida seja mais clara para todos os participantes.
Segundo o Governo, estas alterações deverão contribuir para acelerar o investimento em painéis solares e outras fontes renováveis, promovendo simultaneamente uma maior independência energética e uma redução dos custos da eletricidade.
Governo diz que está a acelerar a transição energética
Para a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, estas medidas demonstram que o Executivo está a passar da intenção à ação.
Não nos limitamos a anunciar: decidimos e executamos.
A governante considera que a simplificação das regras permitirá democratizar o acesso à produção de energia renovável, tornando mais fácil a participação de famílias, empresas e comunidades locais na transição energética.
Com este diploma, o Governo pretende aumentar o número de projetos de produção descentralizada de eletricidade e incentivar a partilha de energia entre consumidores, aproximando Portugal dos objetivos europeus de descarbonização e de reforço da independência energética.





















Continua tudo muito burocrático, e proteção as grandes empresas.
Eu tenho 6.9 kW em painéis solares e recentemente cancelei o contrato de venda com a SIMPLES ENERGIA , por atrasos consecutivos nos pagamentos, erros consecutivos na contabilização da energia e redução para 3 cêntimos o kW.
Fechei a atividade e bloqueei a injeção na rede.
Não compensa as dores de cabeça.
Agora imagino que tem menos potência.
Não vale os poucos euros que se recebe.
“aumenta de 700 para 800 watts” bela piada, vou por 6mil w isso sim é um pequeno sistema, como não é para injetar na rede, metam as autorizações no… “acelerar a transição energética” sim passar de 6% para 23% foi acelerar os cofres do estado.
Este já aquele tema de poder partilhar ou vender energia com outras pessoas ?
Produzir energia própria. Não com outros fins. Obrigada