Portugal: 121 mil veículos a circular sem seguro obrigatório
Apesar do seguro de responsabilidade civil automóvel ser obrigatório em Portugal, estima-se que cerca de 121 mil veículos circulem atualmente sem qualquer seguro válido. O que acontece se for apanhado sem seguro?
O número foi avançado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), que alerta para os riscos desta situação, tanto para os condutores como para as vítimas de acidentes.
Conduzir um veículo sem seguro não só constitui uma infração grave, como pode ter consequências financeiras muito pesadas caso ocorra um acidente.
Cerca de 2% da frota nacional não tem seguro
Embora o Fundo de Garantia Automóvel (FGA) assegure a indemnização das vítimas quando o responsável pelo acidente não possui seguro válido, o condutor infrator continua responsável pelos prejuízos causados.
Na prática, depois de indemnizar as vítimas, o FGA exige ao responsável o reembolso das quantias pagas, que podem atingir valores muito elevados em acidentes com danos corporais graves.
Acidentes com veículos sem seguro continuam a aumentar
Os números mais recentes mostram que os acidentes envolvendo veículos sem seguro continuam a crescer. Em 2025, o Fundo de Garantia Automóvel registou:
- 4.873 novos processos, mais 9% do que em 2024;
- 23 acidentes mortais, um aumento face ao ano anterior;
- Cerca de 12 milhões de euros pagos em indemnizações às vítimas.
O que acontece se for apanhado sem seguro?
Circular sem seguro obrigatório pode resultar em:
- Coimas elevadas;
- Apreensão do veículo pelas autoridades;
- Responsabilidade pessoal pelo pagamento de todos os danos causados num acidente;
- Reembolso obrigatório ao Fundo de Garantia Automóvel caso este indemnize terceiros.
Recorde-se ainda que, desde este ano, entraram em vigor novas regras que definem quais os veículos sujeitos ao seguro obrigatório, abrangendo também alguns veículos elétricos de mobilidade pessoal que ultrapassem determinados limites de peso e velocidade.
Perante os elevados custos que um acidente pode representar, manter o seguro automóvel válido continua a ser não apenas uma obrigação legal, mas também uma proteção essencial para qualquer condutor.
Leia também:






















Seguros?
Vejo para aí a conduzir scooters eléctricas sem matrícula.
Não sabia que as scooter eléctricas não precisavam de matrícula, estou sempre a aprender.
Não é bem scooters eléctricas, são bicicletas eléctricas, porque têm pedais.
As que me refiro não têm pedais nenhuns, são mesmo scooters, mas em vez de se meter combustível, são eléctricas, enfim, funcionam a pilhas.
Então está ilegais, porque se não têm pedais tem de ter matrícula, e com matrícula tem de pagar seguro.
A pilhas não funcionam, já que não existem em Portugal e até na Europa.
Nem capacete. É um regabofe.
O capacete, uns utilizam outros não… parece ser ao gosto do freguês.
Não precisam se tiverem até 250 watts de potência e não ultrapassarem 25 kms/h.
E as outras também não porque a regulamentação da lei está há uns 5 anos pendurada no éter
A velocidade máxima é que não sei dizer, que só as vejo passar, até têm o espaço para meter a matrícula, mas em vez da matrícula têm a placa publicitária do stand ou empresa que as vende.
Se eu nao ultrapassar os 25km/h no meu carro ja jao preciso de seguro?
Velocidade máxima, não a que anda, mas sim a que o veículo da.
Num qq acampamento perto de si
Olhe que não. Esses costumam ter seguro. Sei de uma pessoa que vendia seguros e tinha sempre muitos clientes dos acampamentos…
Os lelos não têm…
Sim , os ciganos , metade não têm seguro, Muitos dos carros que tem são roubados, e “fazem “as inspecções pela porta do cavalo , em Portugal é assim, só tem benefícios, a Justiça está comprada para eles pelos Tráficos , não queremos dar razão ao Chega, Mas…
Muitos veículos do Estado português não têm seguro, a começar pelas entidades policiais, que acresce a esses 2%, dando o mau exemplo.
O que importa é que com os radares evitamos os acidentes!