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Poderia Portugal ter uma pequena central nuclear? Poder, podia, mas…

Nota editorial

Importa sublinhar que os valores e cenários apresentados ao longo deste artigo têm um caráter meramente indicativo. Tratam-se de estimativas baseadas em dados públicos e em projeções típicas do setor, podendo variar de forma significativa consoante fatores técnicos, económicos, regulatórios e geográficos específicos de Portugal.

A eventual implementação de centrais nucleares, mesmo de pequena escala, exige uma análise muito mais aprofundada, que envolva estudos de viabilidade detalhados, avaliação de impacto ambiental, enquadramento legal, aceitação social e modelos de financiamento sustentáveis.

Assim, este conteúdo deve ser entendido como um exercício informativo e exploratório, cujo objetivo é lançar o debate e ajudar a compreender a ordem de grandeza, os desafios e as oportunidades associadas ao tema, e não como uma proposta concreta ou um plano de execução.

                                    
                                

Autor: Vítor M.


  1. André says:

    A Central Nuclear de Ferrel ainda pode ser construída.

  2. Mamba says:

    Nuclear em Portugal?..

    Seriam 30 anos SÓ para escolher o local, depois mais 30 para construir, para depois se descobrir que foi feita em ‘Área protegida’ e a obra embargada e no fim descobria-se que alguém meteu €€ ao bolso.. No fim não teríamos nem central nem dinheiro.. um clássico da Tuga

    Lembrem-se, por exemplo, que os planos para um novo aeroporto de Lisboa existem desde os tempo do ESTADO NOVO!… E o projeto da central Nuclear do Ferrel…

    O problema com o nuclear não é com a tecnologia em si.. mas sim com o facto de que teria gestão Portuguesa.

    • Zé da Quinta says:

      Não, não teria gestão portuguesa. Seria dado, certamente, a uma qualquer empresa francesa ou alemã, ficando a seu cargo a gestão. No entanto o custo de construção, esse sim, seria inteiramente nosso.
      O artigo, já agora muito bem escrito e explicado, tem uma visão utópica, pois se um “simples” aeroporto é o que é, uma central destas teria um debate com pelo menos 100 anos. É pena pois se de facto a política estivesse cá para gerar riqueza para o país, podíamos realmente começar a pensar em independência energética.

      • Marco says:

        O que você propoẽm é uma desgraça!!

        Se Portugal contruir, e gastar o dinheiro dos contribuintes em uma central nuclear, não pode ser para ficar dependente da Alemanha, ou da França!!
        Quem põem o dinheiro, e o território, decide quem controla o quê!

        Se o objectivo é independência, energética, pelo menos para serviços minimos, então teremos que ser nós a faze-lo.
        Importa mencionar, que uma central nuclear, requer desse País um compromisso sério, ha metas rigidas, na quantidade de Fisicos em Energia nuclear que se devem formar, por ano.
        Para garantir a continuidade.

        Ultrapassada esta questão, a unica dúvida que fica, será porque é que ainda não foi feito.
        Porque olhando para o tema, claro que devemos ter uma fonte de energia extra.
        A Barragem ajuda muito, mas se houver seca, estamos tramados, no entanto as barragens permitem ter uma agricultura mais vibrante.
        Mas se a energia for barata, com motores bomba, talvez seja possivel fazer algo parecido.

        Era muito importante ver, e estudar, como os espanhois teem uma agricultura de topo, com sistema gota-a-gota.

        Depois sobre Chernobil, e Fukudhima, são casos completamente distintos.
        Chernobyl, foi um caso de corrupção extrema, que colocou os fisicos, sobre tremenda pressão, e os levou a testar, se era possivel a central funcionar, sem os motores de backup.

        Porque não havia os motorees??haaa… para isso teem de perceber como funciona a Ucrânia, O dinheiro foi alocado, mas “desapareceu” num “buraco” chamado Kiev.

        E os fisicos com o menino nas mãos, e sempre a equacionar, ai e se ha um problema, e é preciso os motores para arrefececimento??
        Pois deu no que deu.

        Fukushima, é completamente diferente.
        O Japão, não tem condições Geológicas para albergar centrais nucleares, em terra, e muito menos ao nivel do mar.
        Desde terramotos, a tsunamis, aquilo é uma miséria.

        E o que eles fizeram?ignoraram a segurança de todos no mundo e controem na mesma.
        Correu mal??
        Não ha problema, a gente despeja no Mar, os residuos radioactivos, os outros que se lixem.

        2 exemplos de Países, que não estão qualificados, do ponto de vista de valores, para albergar centrais nucleares.

        Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

        E depois temos que ver que Portugal, já leva com o perigo das centrais Espanholas, prepositadamente encostadas ao nosso territótio.

        Ora a única forma, de garantir equilibrio, será contruir a nossa central encostada ao territótio deles.
        Dessa forma:
        A = B se B = A.

        As centrais nucleares modernas, são extremamente seguras, o problema que a Europa enfrenta, é o de que passou demasiados anos a destruir o nuclear, e agora não ha competências.
        Para teres ideia, a Rosatom, está a ajudar a França, a contruir uma central nova, sabes Porquê? Perderam-se competências,
        A própria burrsula, admitiu isso mesmo.

        E as novas centrais que os Russos estão a criar já são de ciclo fechado.
        No qual a central, consome os residous outra vez, até que chaga ao ponto de a radioactividade é mais baixa do que quando estavam na natureza.

        Já ha desenvolvimentos, para aproveitar tudo ou praticamente tudo, elevando em cerca de 10x, as estimativas do combustivel suficiente.
        Estava nos 100 anos antes, e passará para 1000 anos, mas carece de verificação comprovada, ao longo dos anos, que ainda não existe, porque é tecnologia de ponta que ainda não está presente no mercado, de forma industrial.

  3. Por cá? says:

    O pessoal nunca iria nisso, principalmente com a “tola” feita por fanaticos ecologistas, Climaximos e companhia, sem contar com partidos políticos que ao mínimo sinal de deteção de contestação, enfiam os megafones nas bocarras e vêm para a Rua cavalgar a onda de descontentamento …

  4. Tug@Tek says:

    Portugal não é diferente dos outros países da EU.
    Se queremos ser independentes energeticamente a única solução é o Nuclear.
    Quanto ao risco, esse existirá sempre, mas já hoje esse risco existe para PT, com a central de Almaraz apenas a 1 centena de km da nossa fronteira, e não temos proveito nenhum…
    Se querem VE com fartura tem de investir no Nuclear, não existe outra forma de ter energia estável livre de combustíveis fosseis.

    • Paulo Oliveira says:

      Tendo em conta que para produzires esse mesmos 2,3TWh de electricidade em solar gastarias à volta de 1.6 mil milhões de euros, podendo investir o resto em capacidade de armazenamento para estabilizar a carga de rede, pergunto-me qual seria mesmo a utilidade desta tecnologia…

      • JD says:

        Palavras de burro que não sabe que a Zona de Exclusão é também um destino turístico. Leva-se um dosimetro para evitar zonas quentes e feito. Há quem acampe lá, e como disse, muitas pessoas nem de lá saíram. Os PANeleiros e BEstas da vida é que têm razão. Portugal tem dos custos ao consumidor mais altos da Europa, especialmente considerando o poder de compra.

  5. Filipe says:

    Daqui a 30 anos estaríamos a substituir a fissão por fusão sem saber o que fazer a toneladas de lixo nuclear.

  6. Pedro says:

    Também gostava de ter nuclear aqui para equilibrar os preços de um bem essencial, o problema disso é que apartir do momento que exista uma, é um alvo abater em caso de conflito.

  7. Realista says:

    Poderia ter e era para ontem.
    Portugal está intrinssecamente ligado à rede espanhola e o relatório disponibilizado na semana passada sobre do apagão do ano passado veio revelar o risco que temos de ter um novo apagão sem termos forma de o evitar.
    Isto porque apesar desta ligação de rede, os espanhois não nos dão cavaco sobre nada do que fazem, não tendo nós informação nenhuma que nos permita tomar medidas para o evitar do nosso lado. E soube-se agora que durante a tempestade Kristin foi por um triz que não tivemos outro. Mais uma vez devido a problemas na rede espanhola.

  8. Muito mais que isso. says:

    Portugal só tem um problema, tem mais mas pronto, a população com o QI mais baixo da europa, logo, é impossível termos algo que possa desenvolver ou valorizar o nosso país, tanto a curto como a longo prazo, enfim…

  9. Ruben Castelinho says:

    Nuclear e perigoso não quero radiacao no meu terreno. Vao poluir os outros paises e deixem o meu Portugal

    • Não sei says:

      E pagar 350%, do preço base, na energia eléctrica, a esses países, compensa?
      O apagão deu-se, porque Espanha cortou 96%, do preço, da electricidade, porque tinha capacidade e a energia solar, estava, a mais, na rede. Despejaram tudo, para Portugal (e França), por valores muito baixos.
      Ainda há 3 meses atrás, estivemos a pagar 5650%, desse valor, para importar electricidade… produzida nos reactores nucleares espanhóis e franceses. Pagamos isso tudo, mais os lucros, das distribuidoras.

    • JD says:

      O volume de resíduos é uma ninharia por unidade de energia produzida. E são recicláveis, podendo ser usados para produzir mais energia em outro tipo de reator, que também produz combustível para os “velhinhos” PWR. Tudo visto, fica ainda menos resíduos por unidade de energia, e a maioria dos mesmos pode ser aproveitado para a indústria e outros usos, tal como “radiografias gamma”, usadas para verificar integridade estrutural de betão, aterros, etc, irradiação de produtos alimentares e instrumentos cirúrgicos para conservação e esterilização, e até tratamento de cancro via radioterapia.

      O hidrogênio é mais problemas que soluções. E energia nuclear também dá para produzir hidrogênio ou até hidrocarbonetos sintéticos com facilidade. Sendo a fonte de energia mais poderosa que existe, vir “para baixo” é bem mais fácil que “para cima” na escala.

  10. Grunho says:

    Não compensa. Por muito que se gastasse em baterias para suprir a intermitência do solar e do eólico faltava muito gravete para comprar a nuclear, fora a manutenção daquilo e o risco de acidente, que nas mãos de portugueses era certinho ao fim de meses. E não se esqueçam que aquilo se paga 2 vezes: uma para construir, outra a dobrar para desmantelar. Agora, que dava aí um mar de pasta para alguns políticos, autarcas e capitalistas se governarem, isso dava, sem sombra de dúvida.

    • Não sei says:

      Também fica, muito mais barata, a curto, médio e super mais barata, a longo prazo. Só aí consegue poupar para pagar 50000 reactores nucleares. Foi assim que, os EUA, montaram os novos reactores deles. Usam lucro, das que já estão operacionais.
      E, na Europa, são 65 reactores (sem contar com a Rússia), um teve um incidente grave. Há outros problemas, exigem manutenção que, pode demorar meses, só que compensam, muito largamente, a produção.
      Em 70 anos, desde que existem, aconteceram 4 incidentes, catastróficos, ou perto disso. Tivemos muito piores, com as termoeléctricas…

    • Blackbit says:

      Tiraste-me as palavras da boca.
      O local da central nuclear (SMR ou outra) fica marcado por décadas. Os terrenos usados pelas centrais eólicos ou solar são sempre recuperáveis. Não tem comparação.

  11. vasco says:

    Portugal não é só um País que está 50 anos atrasado na vasta maioria das coisas, mas também um País cheio de gente atrasada mental.
    Basta ver o estado em que Portugal se encontra e em quem votaram nas últimas eleições para governar

    • Rui says:

      O que seria do povo se fossemos muito mais inteligentes e ao invés de partidos da direita, tivéssemos votado nesses paladinos da esquerda nacional como o José Sócrates, o António Costa e a geringonça com os comunistas e bloquistas!!!!

      Aí sim fomos inteligentes ao ponto de proibirmos explorar petróleo do nosso território e agora lítio!!!!!

      Cada idiota!!!!!!

    • Zé da Quinta says:

      Continua a votar em quem votas, se quiseres que isto se torne um qualquer país latino-americano. É só dar uma olhadela no que se passa lá fora!

  12. Ruben Castelinho says:

    Com esse dinheiro do nuclear ajudem a construir casas baratas para nos brasileiros e restantes emigrantes. E preciso mais justica social

  13. guilherme says:

    Eu sou a favor do Nuclear se instalarem ao lado da Assembleia da República ou até por baixo da assembleia, se os senhores deput@dos concordarem com a energia verdinha, não me oponho a localização.

  14. Joao Ptt says:

    Sairá muito mais barato, e será imensamente mais rápido, meter baterias para acumular a energia produzida em excesso seja no fotovoltaico, eólica, hídrico, que meter nuclear.
    Claro que a tecnologia das baterias terá de ser diferente para não ser propícia a começar a arder por si mesma, e se tal acontecer para os vapores/ fumos não serem altamente tóxicos/ mortais como actualmente são nos veículos.

    Continuo a achar que o nuclear é a energia do presente que vai predominar no futuro, talvez até reduzido a uma pequena caixa que alimenta o edifício todo durante décadas, mas só algures depois da invasão da Europa, 3.ª guerra mundial, e do gigantesco abanão que o planeta Terra vai levar com a passagem de um gigantesco Planeta-Cometa que segundo profecias irá aparecer um dia sem ser detectado ou esperado a não ser quando já estiver muito próximo, apesar de toda a tecnologia existente e que será algures durante a 3ª guerra mundial, por tanto algures nas próximas décadas.

    A tecnologia nuclear deverá evoluir para ser completamente segura de se utilizar localmente, junto de cada casa, onde quer que ela esteja, mas implicará uma mudança profunda a nível espiritual e intelectual para que tal possa ser feito em segurança, e não vire mais uma bomba para prejudicar os demais, como agora seria utilizado se estivesse disponível em larga escala em miniatura como espero que seja o caso algures no futuro. Por tanto acabar também com aqueles cabos horríveis espalhados por todo o lado.

  15. Luis Henrique Silva says:

    Como aqui algins já disseram, aqui em Pprtugal prpjetos sejam eles quais forem não andam, enrolam e enrolam, depois é os desvios de dinheiro.
    Pode ssr que entretanto um dia venha de vez a fusão nuclear ou outros tipos de energia que venhamos a descobrir mais eficientes e ecológicas.

  16. Gringo Bandido says:

    Centrais nucleares em Portugal estaríamos a um terramoto dos grandes de completa aniquilação, não brinquem com o futuro das pessoas…

  17. Test User says:

    Discussões como não consumissem entre 5% a 15% de energia nuclear.
    Existem centrais em Espanha , é o mesmo que tê-las:
    Central de Almaraz (Rio Tejo)
    Central de Trillo (Rio Tejo)
    Não têm no território, mas correm os mesmos riscos.

  18. Pedro António says:

    Excelente artigo!

  19. Max says:

    Temos, por uma lado:
    1) Portugal, em 2015, importou 9.291 KWh de eletricidade
    2) As importações, via MIBEL, tiveram um custo médio de 66,21 €/MWh
    Por outro, segundo o post e o estudo que lhe serviu de base:
    3) Um SMR de 300 MW produz 2.400 GW/ano. Se se quisesse cobrir parte das importações seriam 3, ou seja 7.200 GWh (e continuando a importar 2.100 GWH)
    8) O custo da “produção elétrica seria de ~70 a 90 €/MWh” – que é o custo total de construir (“o investimento inicial, andaria entre 2 a 2,5 mil milhões de euros por SMR, para 3 seria entre 6 e 7,5 mil milhões) e operar a a dividir por toda a energia que ela produzirá durante a sua vida útil. Aqui os erros de estimativa podem ser grandes.
    Conclusão – comparando o custo da eletricidade atómica dos SMR (70 a 90 €/MWh) com a importada (66,2 €/MWh), fica mais barato importar. No futuro as coisas mudam de figura e valia a pena investir os 6 a 7 mil milhões de euros em 3 SMR? Um dos problemas para se poder responder é que são contas bastante falíveis.

    • Max says:

      Acima: 1) Portugal, em 2025, importou 9.291 GWh de eletricidade

    • Max says:

      Verdadeiramente importou muito mais, somando os 7.644 GWh gerados em centrais a gás (GNL), que também foi importado.
      Mas a questão das centrais a gás tem que que se pensar também pela sua importância na segurança do sistema elétrico. Basta lembrar que uma das duas centrais que serviu de “black start” no recente apagão foi a central a gás da Tapada do Outeiro.

    • Zé da Quinta says:

      Sim, são contas tão falíveis como a energia tal como a temos agora o é (vai agora fazer um ano do apagão e não estamos imunes a outro acontecimento igual). Porquê? Porque não temos capacidade de gerar eletricidade em quantidade suficiente para as necessidade do país.
      Num cenário hipotético de virmos a ter centrais nucleares, conjugadas com energia renovável, Portugal seria praticamente autosuficiente. Mesmo que produzir energia através do nuclear fosse um pouco mais caro, ficaríamos isentos da volatilidade dos preços. Ou seja, energia e preço mais estáveis.

  20. Não sei says:

    Por cá, será impossível. O governo não irá arriscar, perder votos, mesmo que seja a melhor opção.
    Usando, os desastres (foram 4, só se fala de 2… os mais recentes) como base. Só que, em mais de 320 reactores, em todo o mundo, só 4 tiveram problemas, gravíssimos. Há outros problemas, que assustaram, mas só aqueles 4 foram problemáticos (os 2 mais antigos, foram nos EUA e 99,999% nunca leram nada, sobre eles). Por isso, a probabilidade, é pequena, bem mais pequena, que explosões, em centrais hídricas, termoeléctricas, biomassa ou solares (incêndios).
    Há a situação, do lixo nuclear, nos SMR, são meio kilograma, anual. E já há soluções, para semi-reciclagem, para reutilização. O restante, terá de ser enterrado. Ora até temos, 42 minas, com mais de 500 metros, de profundidade, que permitiam, o armazenamento, seguro, desse lixo, por custos baixos.

  21. arcturo says:

    O artigo está giro. 3 a 6 anos para construir….o problema é que não há nenhum, nenhum, repito nenhum reator destes instalado. Independentemente das virtudes do nuclear e dos smr, não existir nenhum fornecedor, nenhuma experiência anterior, atira um projecto destes para 2050. E como não se sabe nada não fazemos ideia dos custos

  22. TiagoR says:

    Artigo interessante e bem apresentado ! 🙂

  23. João says:

    Se a fizerem adjacente ao parlamento tem o meu total apoio (afinal não queremos que falte energia aos nossos políticos) eheheh XD

  24. Sérgio V. says:

    Se fecharmos a de carvão não vão fazer nenhum nuclear.

    • Vítor M. says:

      Qual de carvão?

      As duas últimas centrais a carvão foram:

      – Central Termoelétrica de Sines: encerrada em 2021, era a maior central a carvão do país.
      – Central do Pego: fechou também em 2021, antecipando o fim do carvão em Portugal.

    • Max says:

      O carvão, todo importado, deixou de ser barato. Teve uma grande subida em 2022.
      – Países que o produzem, como a Polónia e a Alemanha, vão manter as centrais a carvão.
      – Países que são grandes importadores, como o Japão e a Coreia do Sul, continuam a importar grandes quantidades de carvão para não depender tanto do gás.
      – Portugal fechou as centrais a carvão em 2021. Tem 4 centrais a gás de ciclo combinado, ou seja turbina a gás e turbina a vapor (gerado pelo gás superaquecido da turbina a gás). Em 2025, forneceram 17% da energia elétrica produzida no país (excluindo a produzida por bombagem).

  25. V says:

    Portugal já deveria ter há muito, mas a baixa literacia inclusivamente do jornalismo dá nisto – um país dependente.
    Já há reactores a utilizarem os resíduos existentes e a energia solar em Portugal não é mais barata que a nuclear, muito por culpa dos contratos feitos. E não se pode comparar porque é intermitente.
    Continuaremos alegremente sem energia nuclear e com centrais aqui ao lado da fronteira.
    Enfim…

  26. Rui says:

    Os micro-reactores são sem dúvida uma solução que devíamos adoptar. Mas por cá a ignorância e o medo vencem sempre. Preferimos importar a energia produzida nas centrais nucleares espanholas e francesas!!!!!

    • Max says:

      Portugal não importa eletricidade de França, mas sim de Espanha. Como a energia elétrica importada não vem separada por fontes, a única correspondência é com o mix de fontes de de eletricidade de Espanha, em média anual: Eólica 24%, Nuclear 21%, Solar 20%, Gás Natural (ciclo combinado) 15% a 20%, e Hídrica e outras 20%.
      Mas quem te disse que se Portugal construísse centrais nucleares e as operasse a eletricidade nelas gerada era mais barata que a importada?
      Num comentário acima, com contas, o que mostro é o contrário. Há a ignorância, o medo … e a presunção – dos que pensam que sabem, mas não sabem.

      • Rui says:

        Os alemães que fecharam todas as centrais nucleares que tinham e agora estão arrependidos, sabem menos que tu!

        Qual é o custo da Barragem do Carrapatelo rebentar? E do Castelo do Bode? E da Aguieira?

        Qual é o custo da EDP turbinar toda a água de uma albufeira e deixar a população com falta de água em 3 concelhos (vivi eu esse episódio, que inclusive impediu de usar a albufeira para o combate a incêndios, pelos hidroaviões).

        • Max says:

          A Alemanha fiou-se no gás barato russo. Depois de Fukushima (2011) Ângela Merkl acelerou o plano de desativação das centrais nucleares. As últimas foram desligadas em abril de 2023, em plena crise energética causada pela invasão russa da Ucrânia. Agora soma-se a atual.
          Mas escreves -“a Alemanha” como se fossem todos os alemães que agora estão arrependidos. Há polémica, como não podia deixar de ser.
          Mas contra as renováveis já havia um crítico residente – que combate os “moinhos de vento” e os “espelhos”. faltavas tu contra as barragens hidroelétricas.

        • JD says:

          Lembro que aqui ao lado, o colapso da barragem de Vega de Tera em 1959 matou 150 pessoas. Mais que Chernobyl pelo menos diretamente. Aquilo é uma aldeia. As barragens do Tejo e afluentes, ou as do Douro, ou até o complexo do Cávado e Rabagão (imaginem a do Alto Rabagão, a segunda maior do País vir baixo cheia) apanhariam zonas altamente povoadas, nomeadamente Porto, Lisboa, Braga….

          Na China também rebentou uma que matou 250 mil pessoas. No terramoto de Tohoku também foi uma abaixo que matou 50, enquanto Fukushima? Zero.
          Andamos aqui a chorar com os potenciais riscos da energia nuclear, quando é a fonte de energia mais segura que existe e os potenciais riscos são cada vez mais minimizados.

  27. Mário says:

    Podem fazer uma á porta do JL. Ele assim já nem precisava de ter painéis.

  28. sapaxoxa says:

    Poder pode, mas há necessidade?

  29. São Pedro says:

    Concordo com a instalação das centrais nucleares junto das zonas de maior consumo de energia, como Lisboa, Porto e Setúbal. Cidades e vilas do interior já tem as barragens e as aeolicas que com certeza já as torna autosuficientes.

    • Zé da Quinta says:

      Não serão autosuficientes, senão no apagão do ano passado não tinham ficado sem eletricidade.

      • Max says:

        As redes estão interligadas. Num apagão apaga tudo, incluindo as abastecidas por centrais nucleares.
        E por falar em apagão, as centrais nucleares em Espanha não serviram de “black start”, foi precisamente o contrário.

  30. Henrique says:

    Nunca se fala, ou muito pouco, dos resíduos e o que fazer com eles.
    Há o projecto que combina com as ” limpas” (não existe energia “renovável”) com a utilização de hidrogénio. Se se pode armazenar em segurança e utilizar hidrogénio, porque não se segue mais este caminho?

    • Zé da Quinta says:

      Porque, ao que parece, para produzir hidrogénio é necessário gastar energia…que não é tão barata como isso…e é importada do país aqui ao lado.

  31. PorcoDoPunjab says:

    Tugalhada+ central nuclear= fim do mundo.
    Podem fechar.

  32. Jota says:

    Quem tem medo do nuclear tem um profundo atraso, desculpem mas é assim. Estou farto de fingir o contrário

    • Max says:

      O que vale é que por cada atrasado há um adiantado. Se se perguntar a qualquer um, é certo e sabido que se considera adiantado e os outros atrasados.

    • Henrique says:

      Profundo atraso tem quem só comenta isso mesmo. Há aqui um debate mais interessante. Uma opinião educada, academica e diplomática faz a diferença. Numa sociciedade muito educada pelo Youtube, nota-se logo quem está num tema importante como num Quizz inconsequente.

  33. Hélder says:

    Já devíamos ter há muitos anos…

  34. daniel says:

    e geotermica? nao!

  35. Paulo says:

    Parabéns pelo artigo, fiquei a saber muito do que nem pensava estar envolvido numa central nuclear.

  36. Paulo Gomes says:

    Eu quero ver com o boom dos veículos elétricos e dos Data Centers, onde é que vão buscar a energia para aguentar tanta demanda. E mais, as companhias que alocam serviços a esses Data Centers não se podem dar ao luxo de sofrer com apagões e perder milhões por dia.

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