Peugeot pede perdão pelas falhas no PureTech. Novo motor quer reconquistar a confiança
Durante anos, o motor 1.2 PureTech da Peugeot e de outras marcas do grupo Stellantis esteve no centro de uma das maiores polémicas da indústria automóvel europeia. Agora, a marca francesa reconhece que cometeu erros na gestão da crise e apresenta uma nova geração de motores que pretende deixar definitivamente esse passado para trás.
Peugeot faz mea culpa sobre o caso PureTech
A admissão foi feita por Ana Gema Ortega, diretora da Peugeot para Espanha e Portugal, que reconheceu publicamente que a empresa não reagiu da melhor forma aos problemas reportados pelos clientes.
Segundo a responsável, a marca alterou processos de desenvolvimento, materiais e fornecedores, mas admite que essas mudanças não foram comunicadas de forma suficientemente clara e transparente aos consumidores.

Ana Gema Ortega assumiu a direção da Peugeot para os mercados de Espanha e Portugal no dia 1 de janeiro de 2025. O seu objetivo é manter a marca do grupo Stellantis como uma das referências nestes países, tendo sempre muito presente na sua estratégia o desafio da eletrificação da mobilidade.
Os problemas afetaram sobretudo os motores PureTech 1.0 e 1.2 produzidos entre 2014 e 2022, conhecidos pela utilização de uma correia de distribuição banhada em óleo.
Com o passar dos anos, surgiram milhares de relatos relacionados com degradação prematura da correia, consumo excessivo de óleo e, em alguns casos, avarias graves do motor.
A resposta da Stellantis
Perante a dimensão do problema, a Stellantis foi obrigada a lançar campanhas de apoio aos clientes, alargar garantias e criar plataformas de compensação para proprietários afetados.
Atualmente, alguns motores abrangidos podem beneficiar de cobertura especial até 10 anos ou 180 mil quilómetros, desde que cumpram determinadas condições de manutenção.
A má reputação do PureTech acabou também por afetar o valor de revenda de muitos modelos equipados com esta motorização, algo amplamente discutido entre proprietários e especialistas do setor.
O novo motor quer apagar o passado
A Peugeot acredita que a solução passa pela nova geração de motores EB Gen3, lançada inicialmente em 2023 e atualmente utilizada em diversas versões híbridas do grupo.
Apesar de manter a arquitetura tricilíndrica de 1,2 litros, trata-se de um motor profundamente revisto.
Cerca de 70% dos componentes foram redesenhados, incluindo:
- Substituição da correia banhada em óleo por uma corrente de distribuição;
- Novo sistema de injeção direta a 350 bar;
- Turbocompressor de geometria variável;
- Pistões e bloco revistos;
- Melhorias nos sistemas de lubrificação e refrigeração;
- Funcionamento segundo o ciclo Miller para maior eficiência.
Segundo a Stellantis, os protótipos deste motor acumularam mais de 3 milhões de quilómetros de testes e mais de 30 mil horas em banco de ensaio antes da sua chegada ao mercado.
Será suficiente para recuperar a confiança?
Essa é a grande questão. Embora a Peugeot esteja agora a reconhecer os erros do passado e a investir numa nova geração de motores, a reputação do nome PureTech continua profundamente marcada junto de muitos automobilistas.
Por isso, o grupo Stellantis tem vindo a abandonar gradualmente a designação PureTech em vários mercados, optando por nomes como “Hybrid”, “1.2 Hybrid” ou “T-Gen3”. A estratégia é clara: mostrar que esta nova mecânica é muito diferente daquela que esteve associada aos problemas dos últimos anos.
Resta saber se os novos motores conseguirão provar, ao longo dos próximos anos, que os problemas do passado ficaram definitivamente para trás.





















Perdão? Não resolveram os problemas de raiz durantes anos, mesmo sabendo onde eles estavam. Que tipo de perdam querem, depois dos problemas que os compradores tiveram?
É mesmo melhor mudarem o nome do motor. Porque dá fama já não se livram.
Basicamente andaram a cobrar aos clientes reparações e peças por culpa da marca, já não falando do “depósito de adblue”-gate e o “injetores de diesel defeituosos”-gate sempre a cair no consumidor, salvo nos países que protegem o consumidor, e agora querem perdão? Lolol o meu perdão será “perdão mas não vos compro mais nada”
Não adianta mudar o nome do motor. Acaba sempre por se saber de onde veio.
Peugeot, nunca mais
Depois de acabarem garantias e afins vem fazer mea culpa?
Stellantis tenta lavar a imagem, mas acho que não tem retorno!
Isto não se resolve com o “perdoa-me”. Se eles fizeram MRD e as pessoas tiveram prejuízos e deixaram de confiar, não voltam mais. É tão simples como isso.
Perdão??
Vale de muito se não vier acompanhado com da reparação, e reconhecimento na hora dos problemas causados a quem comprou um Peugeot.
Assim, a palavra perdão não passa de uma palavra de circunstância..eu compro um Peugeot já gastei fora revisões mais de 2 mil euros em avarias e a Peugeot fica com o lucro todo..e vem com com estes pedidos de perdão só para tentar manter o interesse dos possíveis clientes. Por mim já foram e não aconselho a ninguém a compra de um Peugeot.
Só para te dar uma ideia já na minha família já tivemos problemas com quatro injetores no motor e atiraram as desculpas sempre para nós, quando ameaçamos ir para tribunal então disseram que nos faziam as peças o preço do custo e assumiam a mão de obra; nesse mesmo veículo e em outros iguais em um dos lados as luzes diurnas queimavam após apenas alguns meses, mas diziam que era normal e acabamos por desligar as luzes diurnas; noutro veículo foi o sistema de rádio durante a garantia que funcionava mal e fizeram uma reparação dizendo que parte da culpa era nossa por humidades, como se isso fosse possível, e cobraram uma parte; depois os muitos conhecidos problemas nos elétricos e para terem ideia um dos veículos da empresa tem um software antigo e um veículo comprado um par de meses depois já tem uma versão mais atualizada (hardware igual) e após 1 ano nunca chegaram à atualizar o primeiro veículo para o sistema operativo do segundo. Além dos candle do depósito do AdBlue ao qual faltava uma válvula que até em alguns países como a Alemanha foram obrigados a fazer a substituição grátis ou então a reparar possíveis de anos durante toda a vida do veículo. Nunca mais…
Peugeot e não só! Citroen, Opel também são equipados com este motor….
Comprei um usado à meio ano… há milhares de podretech nos sites de classificados e agregadores…evitei-os como a peste. Sim podem carros muito lindos por dentro e por fora, muito equipados inclusive com muitos equipamentos que eu considero supérfluo e os preços de alguns até são tentadores mas só de saber os horrores que já sobre aquele motor…acho que nem dado queria um…fui para um Skoda e até ver estou bem servido
Skoda, melhor carro que ja comprei. Tenho um e o proximo que tiver de comprar será outo
Existe um kit corrente para substituição e que tal fazer a substituição? Pois foram outros que tiverem de achar uma solução! Tantos engenheiros no grupo stellantis e são outros a resolver o problema.
Onde se pode instalar esse kit de corrente?
Vi numa notícia, que se encomendava na página da marca que fez isso e um mecânico de confiança fazia a troca, e acho que ficava tudo em torno de 1000€. Como é recente o mais provável daqui a uns tempos pode ser mais fácil encontrar num distribuidor de peças.
Eu tenho um Citroen C3 aircross 1.2 110cv de 2018 com 46000km e decidi trocar por outro entretanto acontece o problema da corrente de distribuição. No representante oficial quiseram que pagasse a reparação que é assumida como defeito de fabrico concepção. Porque é que tenho de pagar por uma coisa que é defeito oficial e depois ainda tenho que ir para uma plataforma. Está errado. Eles verdadeiramente não assumiram. Eu ainda dava de barata se o carro fosse mal cuidado, mas não é o caso. Tem todos os cuidados. Levei ao meu mecânico e instalou o novo kit. Filinto Mota nunca mais. Aldabrōes.
O chiffre d’affaires das marcas e dos concessionários faz-se com os carros que avariam. Não com os que duram. E como os clientes perdem exactamente aquilo que eles ganham, a solução é passar palavra para fugirem todos.
Tantas pessoas que ficaram sem carro, outras que pagaram manutenção caríssima para terem a suposta garantia, mas no fundo a Stelantis encontrou uma maneira de enganar as pessoas, e transferir o prejuízo para o consumidor uma vez mais. Perdão?! Não! Devolvam o dinheiro às pessoas. Nem Peugeot nem Stelantis, no more!!
+1
Perdoo quando me restituirem o dinheiro que gastei ou me recomprarem o meu carro por um valor muito acima do valor de mercado. Como isso nunca vai acontecer em Portugal…. .|.
Quiseram poupar, a verdade é essa. Há décadas que marcas japonesas como a Honda ou a Toyota usam correntes de distribuição, e aquilo dura imenso. O meu Toyota é desses com corrente, e o próprio mecânico disse que não valia a pena trocar, que estava como nova.
O problema foi os iluminados que puseram a correia banhada em óleo, com a agravante de fazerem a recirculação dos gases para o mesmo local do óleo, cujos resíduos causam a destruição da correia.
A única forma de poderem recuperar confiança era fazerem um recall a todos os veículos com o dito motor puretech e mudarem os motores dos mesmos veículos
Tenho um citroen C3 air cross.
2020 48000 Km
Então vamos lá aos problemas…
Correia de distribuição
Gasta óleo
Caixa de velocidades substituição por uma nova
Problemas na embreagem.
Não comprem carros com este motor pois vão ter grandes chatices.
Citroen
Peugeot
Opel
Partilho da opinião de todos os comentários até agora Stelantis nunca mais, tive um Opel Tigra 1.4 de 1996, nunca teve problemas de motor um ecoteck que fez em 20 anos 300k sem nenhum problema, depois veio um corsa 1.3 ecoflex de 2010, foi vendido em 2021 com problemas de motor, tenho um Mokka-e elétrico que dá problemas de software, problemas com ventilação e AC, sempre que vai á marca para reconfigurar algo de software passa lá um dia e por vezes reparam uma coisa estragam duas, ou seja os designers podem ser muito bons, mas tudo o resto valem zero, ou seja para mim PSA, FCA, Stelantis nunca mais nem dado, e com toda a manutenção e “combustível” pago para o resto da vida do veículo.
Vá lá, ao menos já reconheceram que a culpa não era dos proprietários q não respeitavam as especificações do óleo.
não é só os gasolina, os gasóleo 1.5 também nunca deviam ter sido libertados para o consumidor…
onde é que acharam que aquilo era uma boa ideia!?
Gastei 3200€ em arranjos na Peugeot relacionados com a correia.
Depois vendi um carro que me tinha custado 15000€ por 6000€ porque tinha perdido a confiança no motor.
Não volto a comprar Peugeot nem qualquer marca do grupo Stellantis, visto que já com um 307 2.0 HDi tinha gastei também 900 € para “trocar válvulas”.
Este último um 308 foi para mim o último prego.
Renault é a única marca francesa que presta
Foi Carlos Tavares, o português genial, que para reduzir custos apostou as fichas todas num motor que já se sabia ser defeituoso. Correu mal, muito mal, e demorará anos a ser esquecido. Stellantis existe para remunerar os acionistas, premiar os gestores e esbulhar os tolos dos clientes.
POR-TU-GAL!!! POR-TU-GAL!!! SOMOS OS MAIORES!!! QUE ORGULHO!!!
Devia ser proibido de voltar a meter os pés neste país, ou na UE, ou na terra mesmo, era mandá-lo para Marte num dos foguetes do Bezos.
“…Devia ser proibido de voltar a meter os pés neste … na UE, …”
Indirectamente a culpa disto foi da UE.
A culpa disto é dos fabricantes, se não sabem fazer motores, o problema é deles.
Primeiro que não sei quem foi o burro que teve a ideia de colocar uma correia banhada a óleo em um motor, devia ser obrigatório o uso de corrente de distribuição em todos os motores, correias é para carrinhos de brincar, daqui a uns dias fazem motores em cartão para ser mais fácil de reciclar
PorcoDoPunjab só quer carros com mais de 10 anos.
Estes carros novos não me dão confiança nenhuma.
Avariam por tudo e por nada e caríssimos de reparar.
Ontem fiquei a saber que nos BMW novos se a luz led avariar, é farol novo, porque a lâmpada está soldada ao farol e não é possível remover..
Genial mike.
Um farol destes anda pelos 1000 paus, ou mais.
Eu bem digo que a imbecilidade tomou conta do mundo.
Obrigado a todos pelas vossas partilhas