Os comboios da Suíça já andam por cima de painéis solares, e a ideia está a resultar!
A Suíça está a aproveitar os milhares de quilómetros de linha ferroviária para produzir energia solar. Mais de um ano depois de a startup Sun-Ways ter instalado painéis solares amovíveis entre os carris, numa estreia mundial, os primeiros resultados confirmam que o conceito funciona.
Em 2025, a Sun-Ways instalou painéis fotovoltaicos numa secção de 100 metros de via férrea em Buttes, no cantão de Neuchâtel, conforme informámos, na altura.
Curiosamente, os painéis assentam diretamente sobre as travessas, entre os carris, e podem ser removidos em poucos minutos sempre que é preciso fazer manutenção à infraestrutura.
Segundo Joseph Scuderi, fundador da Sun-Ways, mais de 11 mil comboios já circularam sobre os painéis sem qualquer problema.
Com os testes em curso, a instalação revelou-se estável e segura durante a passagem dos veículos, cumprindo os dois principais objetivos do projeto: segurança ferroviária e produção de eletricidade.
Os números da produção solar
Desde maio de 2025, e apesar de cerca de um mês de paragem devido à neve e a obras técnicas, a central já gerou mais de 16 mil quilowatt-hora (kWh) de eletricidade, o equivalente ao consumo anual de três a quatro casas. A energia produzida é diretamente injetada na rede elétrica local.
A equipa também resolveu, sem querer, um problema que esperava ter de enfrentar: a limpeza dos painéis.
A ideia inicial passava por usar uma escova montada na traseira de um comboio. No entanto, descobriu-se que a simples passagem dos veículos, a velocidades até 90 km/h, já cria uma corrente de ar que limpa o pó da superfície dos painéis.
Quanto à remoção, um módulo de três painéis com seis metros de comprimento pode ser desligado da rede e retirado dos carris em cerca de dez minutos, facilitando trabalhos de manutenção nas travessas ou nos carris.
Impacto na operação ferroviária
A TransN, empresa que gere a linha de Buttes, confirma que o sistema não interferiu na operação diária dos comboios, sem registo de qualquer conflito com a manutenção ou o tráfego ferroviário.
Também o receio de encandeamento dos maquinistas, um dos riscos mais apontados a este tipo de tecnologia, não se confirmou, não havendo qualquer relato de incidentes.
Já os Caminhos de Ferro Federais Suíços (em francês, CFF), que gerem a maior parte da rede do país, preferem apostar em painéis solares instalados em edifícios e estruturas próprias, como estações e barreiras acústicas. Para já, mantêm-se apenas como observadores do projeto da Sun-Ways.
Ainda assim, se aplicada aos cerca de 5320 km da rede ferroviária suíça, excluindo túneis e zonas pouco expostas ao sol, esta tecnologia poderia gerar até mil milhões de kWh por ano, o suficiente para abastecer 300 mil casas, ou cerca de 2% do consumo elétrico do país.
Há desafios, mas também há países interessados
Apesar do otimismo, transportar a eletricidade produzida a longas distâncias representa um obstáculo significativo.
Segundo declarações de Julien Pouget, professor associado na HES-SO, na Suíça, a tecnologia atual não é adequada para troços superiores a 500 metros, sendo necessário elevar a tensão elétrica para permitir o transporte em alta tensão.
Uma possível solução está a ser estudada e dará origem a um artigo científico que será apresentado em agosto, em Paris, durante o International Council on Large Electric Systems, segundo a Swissinfo.
Ainda assim, a operadora ferroviária francesa SNCF assinou um acordo de cooperação técnica com a Sun-Ways para estudar o impacto desta solução na manutenção das linhas, no âmbito da meta de cobrir 20% do seu consumo energético com solar até 2030.
Em Itália, a Sun-Ways está em conversações com a Rede Ferroviária Italiana (RFI) para lançar um projeto-piloto ainda este ano, uma alternativa que evitaria os processos caros e demorados de expropriação de terrenos junto às linhas.
Há ainda projetos em curso na Coreia do Sul, com aprovação governamental desde setembro de 2025, e interesse manifestado por empresas na Indonésia, também de acordo com a informação avançada pela Swissinfo.





















Suica essa potencial cheia de sol not..
Foi o espírito de prevenção desse povo que lhe permitiu sobreviver em situações de grande caos na Europa, incluindo pestes. A mim o que me irrita mais é ver os outros a procurar, testar e aplicar soluções enquanto os portugueses estão mais preocupados se amanhã apenas está bom tempo para ir para a praia! Temos tanto talento desperdiçado. É como nos separadores nas auto-estradas que permitiram em terrenos não utilizados para colocar enormes esteiras de painéis sem prejudicar ninguém, e muito menos destruir a paisagem contribuindo para o aumento do calor como se verifica em algumas montanhas e colinas, deixando-as estéreis.
Os painéis fotovoltaicos dependem da luz do dia e não dá luz directa do sol, ou calor. A Suiça tem mais de 4000 horas de luz do dia por ano. Acho boa ideia os painéis fotovoltaicos nas linhas de comboio.
Não é esse o único critério, mas também. Apesar de parte da energia (simplificando) passar por entre as nuvens, a diferença pode ser grande (até menos 90%), dependendo do tipo e densidade das nuvens. Agora sim, em números de horas de sol, a Suíça até tem mais horas de luz solar que Portugal no inverno, p.e. Mas Portugal tem, em média, mais horas de sol “descoberto” que a Suíça. Mesmo assim, é melhor que andar a pedinchar petróleo a preço de ouro.
As grandes diferenças são a cobertura de nuvens, a latitude, pois quanto maior a latitude mais atmosfera há entre o sol e o painel (OK, não é assim tão simples também, mas em média dá nisso), o que faz a energia dissipar-se mais e também o ângulo com que o sol atinge o solo, se bem que este pormenor é facilmente “corrigido” com a inclinação dos painéis, se possível (no caso destes nos carris não há grande coisa a fazer.
Mais vale ter quase nenhum sol e inteligência para o aproveitar, que ter fartura dele e não tirar proveito, como os calhaus dos portugueses, que preferem engordar o lobby dos fósseis.
Acho melhor informar-se melhor antes de dar informações erradas
Mas és cego? Não vês as os telhados, terrenos, quintas cheias de painéis? E as serras cheias de torres eólicas? Sim, há muito caminho a percorrer mas Portugal até é dos países que mais energia renovável produz.
Coisas a melhorar: Aproveitar a energia geotérmica em alguns locais dos Açores onde a eletricidade é produzida em grande parte usando diesel. Reduzir a dependência da energia vinda de França (apesar do preço), alavancar o uso de carros elétricos com mais e melhores soluções de carregamento. Melhorar as redes de transportes públicos e redes de partilha de veículos. Melhorar a qualidade da construção de edifícios (em Portugal usa-se demasiada energia a aquecer e arrefecer edifícios comparando com países bem mais quentes/frios)… and so on…
E aproveitar parques de estacionamento? E linhas de comboio, como esta? E coberturas de pavilhões industriais, estádios, escolas, ginásios? Não vejo nada. O que eu vejo é burgessos a cortar sobreiros para plantar painéis solares.
Nem sempre é tão simples como parece. Os painéis são pesados e por vezes as estruturas não têm capacidade para os suportar. Mas aqui na minha o que não faltam são armazéns, estacionamentos, lares de idosos, infantários, casas particulares. Até o hospital tem. Só na zona industrial é quase empresa sim, empresa não com painéis nas coberturas e/ou nos parques de estacionamento (tipo telheiro por cima dos estacionamentos). Na empresa onde trabalho temos 4 edifícios e 3 deles têm painéis, tanto térmicos como fotovoltaicos. O outro não tem nem deve ter tão cedo. É um edifício com mais de 100 anos e telhado de madeira. Mas estamos a ver soluções para colocar mais. A energia está estupidamente cara, tando o gás como a eletricidade.
Há sempre alguém aqui do contra, só por ser do contra, sem saber sequer por quê…, todos são b… menos esse inteligente!
Cá roubavam tudo, até os painéis de iluminação pública roubam
Dinamarca tem paineis solares nas margens das linhas ferroviárias
Notícia irrelevante eu ligo o meu carro á tomada e por 11€ faço 400 km.
Comentário irrelevante, eu ligo o meu Galp Frota ao terminal e por 0€ abasteço 3000€ por ano..
Mas alguém paga por isso…
Portanto a confirmação que não faz os KMS que afirmava.
Irrelevante. Logo o carro á tomada e por no máximo 11€ faço 400 km.
Só estou a citar o seu amigo fumarento ali da razão automóvel.
Não sei quem é esse seu amigo, no meu caso até faço 450 KMS com 0 euros.
Você sabe quem é, tanto que tbm lhe vai lá responder.
Eu nem sequer uso o facebook, enfim.
Há quem gaste dinheiro a comer em casa quando se pode ir ao restaurante e pagar 0€
Á conta do patrão tbm eu. Depois quando há cortes é sempre para os mesmos.
O carro funciona a orvalho e da seiva do universo ou precisa de eletricidade que tem de ser produzida algures?
Dizem que existem uma cenas que se podem colocar no telhado das casa e produzir electricidade
Aquela cena em forma de galo que vira com o vento?
Também existem dessas
Fixe
Este tipo de instalações será impossivel em Portugal, devido à roubalheira da nossa gente.
Um claro exemplo de subdesenvolvimento e poluição.
Isso em Portugal seria impraticável. Com a quantidade de grunhos e bandidos que existem em Portugal, isso era logo tudo roubado no primeiro dia.
já acontece..
Nos sinais de trânsito iluminados, que têm painéis e baterias., por exemplo. Ao fim de duas semanas, desaparecem.
Sei porque trabalho com isso.