O último ataque no Irão cruzou uma nova fronteira… prepare o bolso!
O último ataque no Irão cruzou algo mais do que uma “linha vermelha”: confirmou que esta guerra nos vai acompanhar durante muito tempo. O verdadeiro problema não é apenas o que está a acontecer agora, mas aquilo que implica a médio e longo prazo.
Um sistema energético global vulnerável e uma mudança no tipo de ataques
Todos os dias circulam pelo planeta mais de 100 milhões de barris de petróleo e enormes volumes de gás que dependem de alguns pontos estratégicos para chegar ao destino. Basta que um desses pontos falhe para que os mercados reajam em cadeia em poucas horas e o impacto se faça sentir desde as grandes indústrias até ao preço final da energia nas casas.
O último ataque ao Irão não foi apenas mais um episódio da guerra: cruzou uma fronteira que até agora todos evitavam, a de atingir diretamente a produção energética, e não apenas o transporte ou infraestruturas periféricas.
A sequência é clara e extremamente perigosa. Primeiro atacam-se campos de gás, depois surgem represálias imediatas contra infraestruturas equivalentes em países vizinhos e, em poucas horas, o conflito pode entrar numa lógica de “olho por olho” sem retorno. Aquilo que durante anos foi o pior cenário para analistas e estrategas, uma guerra aberta contra o coração energético do Golfo, deixou de ser hipótese e tornou-se realidade.

Mais de 100 milhões de barris de petróleo por dia e cerca de 20% do gás natural liquefeito mundial dependem de poucos pontos críticos como o South Pars, onde qualquer falha pode provocar impacto global em menos de 24 horas.
Infraestruturas críticas como alvo central
Atacar o campo de gás de South Pars não é apenas atingir uma instalação, é tocar numa peça central do sistema energético mundial e do próprio funcionamento interno do Irão. A resposta iraniana sobre Ras Laffan confirma que a mensagem foi compreendida em toda a região.
Já não se trata apenas de destruir capacidades militares ou exercer pressão política. Trata-se de atingir diretamente os pilares que sustentam os Estados: receitas, estabilidade social e capacidade de abastecimento. Quando uma infraestrutura que concentra cerca de um quinto do gás natural liquefeito do planeta pode arder, a guerra deixa de ser regional e passa a ser sistémica.
Um cenário que recorda 1991
A dinâmica atual recorda perigosamente a Guerra do Golfo de 1991, quando os campos petrolíferos em chamas simbolizaram uma guerra total contra infraestruturas energéticas. Se a escalada continuar, o próximo passo poderá incluir refinarias, centrais petroquímicas e campos inteiros como alvos prioritários, com incêndios prolongados e danos que podem demorar anos a reparar.
A diferença é que hoje a interdependência global é muito maior, o que amplifica o impacto. Cada ataque pode tornar-se um golpe direto na economia mundial.
🇺🇸🇮🇱🇮🇷 This is what higher gas prices look like
Israel struck Iran's largest South Pars gas facility, causing an immediate market reaction https://t.co/pRVlTUaU6Z pic.twitter.com/6b4lNGJcv5
— Lord Bebo (@MyLordBebo) March 18, 2026
Uma escalada com implicações mais profundas
A resposta iraniana sugere também uma mudança estratégica: se a sua base energética for atacada, qualquer infraestrutura equivalente na região passa a ser um alvo legítimo, incluindo instalações na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos ou Qatar.
Mais inquietante ainda é o sinal implícito. Se este tabu foi quebrado, outros poderão sê-lo. O Irão mantém capacidade para escalar noutras direções, desde ataques a centros políticos e simbólicos até ações mais diretas contra estruturas de poder. Se o coração económico é atingido, o coração político pode ser o próximo.
Consequências duradouras
O verdadeiro problema não é apenas o presente, mas o futuro. A destruição de infraestruras energéticas não se resolve em semanas. Cada ataque pode deixar marcas durante anos, alterando fluxos comerciais, relações regionais e equilíbrios de poder.
Este momento poderá ser decisivo no conflito, porque confirma a entrada numa fase cujas consequências vão persistir muito depois do fim dos bombardeamentos.
Já não se trata apenas de mais uma guerra no Médio Oriente. Nunca foi. Mas agora tornou-se o início de uma nova dinâmica, onde os limites deixaram de ser claros. E é precisamente isso que a torna mais perigosa do que qualquer outra.



















Então a linha vermelha não foi clusters sobre cidades?
Gaza?
“A resposta iraniana sugere também uma mudança estratégica: se a sua base energética for atacada, qualquer infraestrutura equivalente na região passa a ser um alvo legítimo, incluindo instalações na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos ou Qatar.”
Uau. Então se alguém que não Portugal atacar os portos de Espanha, a Espanha tem legitimidade para atacar os portos de Portugal?
Exato, não é pelo Irão ser um país pacífico (e respeitador dos direitos das mulheres, direitos LGBTQ…….ETC.), que não tem direito a defender-se.
Se Portugal apoiar os ataques ou se usarem Portugal para atacar Espanha é obvio que sim.
Não foi o caso na comparação com o conflito no Irão!
Nada de novo. Um dia normal. O povo aguenta.
Outro a citar o bejamim neto
Não estou a perceber… então não era preciso uma transição energética?
Aqueles que em tempos defendiam uma transição energética agora são os primeiros a condenar essa transição LOL
O Trump defendia a transição energética?
Mas quem é que disse que o Trump defendia a transição energética?
O mundo não gira à volta do Trump… não percebo agora parece que tudo é sobre o Trump! Não se pode dizer nada…”E o Trump?”.
E a GreenPeace? Apoia ou não apoia esta guerra que afeta a indústria do petróleo e compromete a sustentabilidade energética através de combustíveis fosseis e a sua exploração? Onde estão esses hipocritas?
Onde está a climaximo? Não era suposto apoiarem esta guerra! Não aparecem porque? Toda a gente sabe porque… mas ninguem quer dizer!
transição energética == Apoiar e financiar guerras.
Isso significa que o segredo para a paz mundial é incentivar o consumo de petróleo.
Então era o Irão que defendia a transição energética ? talvez Israel ?
Por acaso agora vivem, que outra hipótese têm…
O que a Greenpeace tem a ver com o tema ?
Não sabia que o Greenpeace tinha misseis e aviões de combate, já podia ter destruído tudo aquilo que estão contra.
Tenham calma. Vai ficar tudo bem…
Estás a citar o bibi? 😉
Para os países do golfo há um recurso estratégico mais importante e um tabu, que se não for respeitado é muito mais perigoso – o ataque a centrais dessalinizadoras.
A percentagem de água dessalinizada no abastecimento doméstico:
– Catar, mais de 99%
– Kuwait 90%
– Omã 80%
– Arábia Saudita 70%
– Bashrein 60%.
– Israel 80 a 85% (em Gaza a população sobrevive com menos de 3 litros de água por dia, salobra ou contaminada).
– Irão 2 a 4%.
E já estão acontecer noutrasa guerras e mesmo nesta: em 7/03/2026 foi atingida uma estação de dessalinização iraniana na Ilha de Qeshm. No dia seguinte o governo do Bahrein anunciou que uma das suas centrais foi atingida por um drone iraniano. Foi aí que o mundo suspendeu a respiração, muito mais do que nos ataques a infraestruturas petrolíferas e de gás. É inamaginável o efeito à escala da população dos países do Golfo se o tabu não for respeitado.
Aí têm o Trampa. Quase que aposto que vão ser os americanos a mandarem outra vez a bomba nuclear ainda antes deste verme sair da presidência.
O povo americnao tem de pagar por ter elegido este monte de esterco.
E as 8000 ogivas nucleares, que o Irão queria lançar, contra a Europa, era melhor opção?
É que o governo iraniano, não se importa que morram 90 milhões, de iranianos, desde que morram 90,01 milhões, dos outros, já é considerado vitória “gigantesca”.
Sempre foi assim… Só não apagaram, várias cidades, iraquianas, do mapa, porque, descobriram, que os iraquianos, também tinham armas químicas… algo que, o Irão já tinha usado, várias vezes, na fronteira, e no Kurdistão. Foi aí que a guerra parou. É que se o Iraque atingisse, uma zona petrolífera, 65 milhões, de iranianos, morreriam, de fome, em 3 meses.
o Irão não tem 1 ogiva nuclear quanto mais 8000…
E ainda bem
Se tivessem (o que já está mais provado que não tinham e estavam longe de ter) não chegaríamos ao ponto que chegamos.
Todos sabemos que os xixitas são fundamentalistas e vivem atrasados no tempo e em tudo. O que tu deves pensar é que há 500 anos era sigual. Aliás não é preciso ires muito onge, nos anos 80 quando ias à terra dos teus pais/avos vias mulheres de lenço a tapar o cableo e todas vestidas de preto.
E se foste á escola sabe so que é que os portugueses fiz4eram no litoral do mundo inteiro. Sim porque não passavam ali do litoral LOLOL Ou então ilhinhas pikaninas…
Falas de galo hoje porque alguns te deram esse privilégio, por isso antes de condenares de boca 90M pessoas à morte tem tento nessa cabeça e vê que o problema aqui é o Trampa e o seu medo de ir ser enforcado na xoldra como o amigo dele Epstein…
O Homem que quer ser o prémio nobel da paz…Belo exemplo.
E é bem capaz de referir que acabou com 900 guerras ao promover esta….
o mundo está governado por dementes gananciosos! e nós deixamos…
+1000
Neste caso o “nos” eé os amaricanpos. E têm de pagar isto no futuro. MAI NADA!!
Não devem pagar grande coisa: o acontecimento anterior foi a “escolta” do Nicolás Maduro para solo americano. De seguida, como que a acautelar o fornecimento continuado de petróleo, ordenou às petrolíferas americanas que tomassem posse dos poços da Venezuela. Depois começa esta guerra, para tramar a Europa e os resto do mundo, à sombra de uma arma nuclear que o Irão teria, que já se provou não ter.
Cd vez mais difícil subsidiar o terrível lobby elektro à conta dos combustíveis rodoviários.
Essa mania nem sequer tem graça. O que tem que ver o ataque de Israel/EUA a um campo de extração de gás natural iraniano e a resposta do Irão, atacando uma fábrica de gás natural do Catar – com o terrível lobby elecktro?! Trump também pertence ao lobby elecktro, não é anti-eçlecktro?
Ele está convencido que o facto de apostarmos em produção electrica piora as coisas. Isto é causado pelas renováveis e quanto mais petróleo consumirmos melhor.
Eu diria, casa vez mais difícil ter carro a combustão, não é verdade?
Ter carro a combustão ainda não é impossível, é uma questão de guardar o velho até ter 20, 25, 30 anos, eu sei lá. O que está quase impossível é fazê-lo andar, E enquanto se mantiver assim, e melhorar já não melhora, nem pensar em comprar outro.
+1 Se esta confusão veio provar é que é melhor para cancelar tudo que seja investimento elektro e aumentar o investimento e consumo de combustiveis fósseis.
Mais m**** do mesmo…
Curioso, porque o que estão a subsidiar é o lobby dos combustíveis.
Estão…estão… quando mais de metade do preço dos combustíveis é impostos é porque estão. 😛
Mas isso alterou quando ? quando começou a guerra ?
E a dívida tarifária na eletricidade? Espera: isso já não conta porque não lhe dá jeito…
A divida ? simples, mandam-se uns misseis ao credor.
Esta dos subsídios aos combustíveis qd se paga mais de 50% em imposto não se percebe JL.
Olha que as tuas baterias parecem que também precisam de petróleo para serem fabricadas. Ate os elétricos puderam vir a sofrer com esta guerra.
Então mas um subsidio não era um desconto ? foi o que aprendi por aqui.
As minhas baterias não precisam de petróleo, elas não leva nada depois de construidas.
Claro que todos vão sofrer, mas eu não falei em petróleo em lado nenhum, uns vão sofrer mais que outros.
O que uma foto, pode levar um homem a fazer…
Já toda a gente percebeu que esta guerra não tem qualquer legitimidade, qualquer sentido estratégico e nem qualquer razão para existir. Poupem-me os iluminados muito informados por aqui, porque já não vale a pena, são mesmo as pessoas dos órgãos institucionais dos EUA que garantem que esta guerra nada tem a ver com prevenção, nem com receio do nuclear do irão.
Também escusam de vir com aquela hipocrisia bacoca de que estão muito preocupados com a liberdade das mulheres e tal, porque toda a gente sabe que esta guerra não é sobre isso.
Pelo menos desta vez a Europa teve juízo e não se atirou às costas dos EUA (pelo menos não se atirou de cabeça).
Enquanto a foto não se tornar pública, o bibi faz do lorinho gato sapato.
Sem o estreito a funcionar a China safa-se, a Rússia safa-se, os EUA safam-se, Israel safa-se….
No fim, f@dem-se os mesmos, aqueles em que a maioria dos cidadãos não tem dinheiro, mas em que as suas instituições jorram milhares de milhões para todo o lado, a toda a hora. Sim, a Europa.
Acho que na tua analise só faltou um pormenor, o Irão é um estado terrorista, os EUA até podem não querer saber dos Iranianos, mas o próprio regime iraniano não quer saber deles, eu pessoalmente tenho dito, alguma coisa tinha de ser feita para acabar com os terrorista alucinados do regime Iraniano, se era esta guerra, não sei, mas não fazer nada também é crime.
Sé há alguém critico de Trump eu sou um deles, e infelizmente foi este o maluco que decidiu fazer alguma coisa para acabar com este regime.
Tudo isto parece uma brincadeira do Trump e seus muchachos, só levamos isto a serio por causa do poder bélico dos EUA, como estamos a ver à mais pequena coisa serve de desculpa para invadir um outros país.
Mas se mais fosse necessário para provar que o Irão não é de confiança é ver como estão a atacar países vizinhos aliados, aparentemente os EUA, não sabem mais o que fazer no Irão e com o Irão, vão tentar adaptar uma solução que agrade a todos, por isso vão eleger um Xá-tolas 🙂 🙂 🙂
Procura ajuda médica.
quem faz terrorismo, é britanicos,americanos,alemaes,israel, etc.
O Irão, é vitima, dessa corja que tu defendes.
O Irão não ataca outros Países, são o País mais civilizado do médio Oriente.
E é um povo, que forma mais engenheiros que o Brasil, por exemplo, estão no topo, a nivel de inteligência.
O Irão está a atacar, aqueles que o atacam a ele, e do meu ponto de vista está a ser demasiado brando, e acho que esse facto fez alguns milhafres ficar com a noção de que o Irão, éra uma estação de gas, mascarada de País.
Grande erro.
Esta maluqueira toda tem que acabar, e um passo, seria prender os responsaveis por tanta morte e destruição, e fecha-los em instituições psiquiátricas.
Ninguém tem o direito ou “dever”, de atacar outro País de forma gratuita.
Aquilo que fizeram ao Irão, é covarde, criminoso em ultimo grau, e denota a erosão por completo da Lei Internacional.
Primeiro lutam contra a Russia para a aenfraquecer, e depois com esse pólo de establidade no mundo, mais enfraquecido, atacam tudo e tudos, pilham tudo.
É hospitais psiquiátricos, ajudaria a resolver muita coisa.
@Marco, já ouviste falar do Hezbollah, Hamas, Houthis, Jihad Islâmica Palestina, Msó para falar nos mais conhecidos, achas que isto são agrupamentos de escoteiros?
Pelos vistos deves de viver de baixo de algum calhau, ou gruta, no Afeganistão, só pode, aparentemente quem necessita urgentemente de ajuda médica és tu.
Ok, deves ser só mais um avençado Putinista, nesse caso sempre é melhor andar a delirar e vomitar propaganda na internet que a roubar.
Israel é o maior Estado terrorista, que existe.
Como vivias tu se os teus vizinhos todos os dias gritassem que te queriam matar, pagavam a outras pessoas para fazer o mesmo, vivas feliz e contente?
É claro que Israel não são anjos assim como os EUA, esta história têm mais capítulos que tu e eu desconhecemos, o que sei é que não podemos ter um estado a financiar grupos terroristas e a massacrar a própria população porque há alguém que saiu à rua com a franja à mostra.
Para ti é normal o povo sair à rua em protesto e o regime matar 30 a 40 mil pessoas em dois dias, é assim que gostavas de ver a tua família a viver?
Tens razão que nenhum dos envolvidos são anjinhos e que tudo é uma questão de interesses geopolíticos MAS mandar umas bocas e ter capacidade de fazer o que apregoam vai uma grande distância.
Nos últimos dias, viu-se claramente que o Irão estava muito longe de ser uma ameaça nuclear e ainda assim decidiram atacar quando, supostamente, estavam em negociações.
@Mr. Y, como é que sabes se o Irão estava perto ou longe de ter armamento nuclear?
O problema é esse, não sabemos, e em caso de duvida achas que era melhor esperar para ver ou neutralizar já a ameaça?
Eu tenho plena consciência que o fato de o Irão ser rico em petróleo não é um mero pormenor, mas uma coisa não podemos negar, o Irão é uma ameaça a estabilidade global, assim como a Coreia do Norte, Rússia e China.
Eu olho a minha volta e penso, caramba não desejava que a minha mãe, irmã e filha vivessem num país como o Irão, ou Afeganistão que consegue ainda ser pior.
Eu não sei se a guerra é o melhor remédio para acabar com este regime, e o mais provável é não ser, mas não podemos viver reféns de regimes como estes, na minha forma de ver o mundo, não podemos ficar à espera para ver, temos de ser proativos e não reativos.
PS, espero que compreendas que estamos a conversar, e mesmo não estando de acordo podemos e devemos manter um dialogo sem ofensas e de respeito.
B@rão, sabemos sim!
Há 2-3 dias o director de Contraterrorismo (trumpista) demitiu-se e pôs a boca no trombone. O motivo da guerra tem tudo menos a ver com a capacidade nuclear do Irão. Ele afirmou e, até foi comunicado ao Trump, que não havia esse risco de eles terem ogivas. Digo havia porque agora já nem digo nada. Daqui para a frente eles talvez tenham motivos para ter as suas ogivas nucleares.
Eu também concordo contigo e não gosto nada do regime deles. Mas achas mesmo que esse é o motivo principal? Então porque é que os EUA não começam a bombardear a Coreia do Norte ou o Paquistão? Lá também não parece haver democracias plenas. Muito simples, têm ogivas nucleares. Se o Irão também tivesse e pudesse usá-las, eles não punham lá os pés.
Essa ideia de que os EUA são o polícia bom do Mundo é uma falácia.
E mais, podia ser apenas uma cortina de fumaça mas como é que te sentirias se fosses bombardeado estando a meio de uma negociação?
O Trump e o Bibi são dois doidos que acham que nada se resolve na diplomacia e que tem que ser tudo à bomba!
@Mr. Y, concordamos em muita coisa, nos lunáticos que governam o mundo atualmente, que o Irão não é de confiança, nem exemplo.
Eu acho que atualmente não podemos confiar em ninguém desta administração, parece um grupo de anormais que se juntaram todos e falam coisas diferente entre eles.
A ironia da história é que a forma de te sentires seguro é acabando com a segurança dos outros, por outras palavras, sentimo-nos mais seguros quando somos nos a ameaça.
Resumindo o Irão é uma ameaça e não é um parceiro que possas levar em conta, o Irão está a atacar os países a sua volta que sempre apoiaram os Iranianos, temos o dever de acabar com estes estes tipos de regimes, infelizmente há mais e nos como espécime não aprendemos nada com a história, e estamos a voltar a ter ditaduras um pouco por todo o lado, merecemos mesmo a extinção.
Nos nunca vamos saber o que se passava nas reuniões, vais ter a versão dos EUA, a versão do Irão e no meio está a verdade.
+1
Os EUA são um estado terrorista em relação a todos os que não gostam e não concordam com eles. Não vejo onde está a diferença em relação ao Irão, que pelo menos nunca invadiu ou bombardeou território alheio.
O Irão possuía 600kg de Urânio. Com a ajuda, de 90, a 300, cientistas russos, estariam a montar 200 ogivas nucleares e tinha uma, de 5 toneladas, pronta a detonar, numa zona mineira, próxima do sul do país. Foi aqui que Israel, e o Trump, lançaram os ataques, em Junho, 2025. Não notou que morreram 230 cientistas iranianos e 100 (algumas fontes árabes, falam em 400) russos, assim como 8 chineses. Nunca se perguntou o porquê de tantos cientistas nucleares, estarem no Irão?
É que as 2 centrais nucleares, possuem equipas próprias. O Irão anunciou que queria construir 80 novos reactores nucleares… de plutónio. A Autoridade da energia nuclear, exigiu explicações, para essa ideia, de produzir 6000%, da electricidade usada, pelo Irão, num ano. Ora qual é a outra opção? Produção de 2000 ogivas nucleares, 250 vezes mais poderosas, que Nagasaki.
E, a desculpa, do Irão de “oferecer os 600kg, à Rússia”, todos sabem que é falsa… a Rússia deve 340000 milhões, de dólares, ao Irão, pelos drones, mísseis e rockets. Nunca iria “comprar”, o que pode produzir por si.
As tuas parvoíces deixam-me naquela – mas que maluco é que escreve isto? Mas para que é que te vais meter nas armas nucleares do Irão, que é a própria chefe dos serviços secretos dos EUA na audição do Senado que confirma que o Irão não tinha – nem para lá caminhava?
Não sei que poderes tem Israel sobre o Trump e a América mas estão a criar problemas para todos, não sei como existe pessoal a defender o Trump e o Bibi.
Quando o adversário faz manifestações, com 4 milhões de pessoas, nas ruas, a defender “Usem ogivas nucleares para eliminar Israel, Europa e EUA, da face do planeta!!!!!”, acha mesmo que Portugal não levaria com radiação 5000000000% acima do nível mortal?
É que era isso que o Irão dizia que iria fazer, assim que pudesse testar, a ogiva. E possuía os “lançadores de satélites”, que podiam atingir a maioria do mundo, chegando à órbita baixa, reentrando onde fosse escolhido. Curioso que, os 100000 milhões de pessoas, como você, ignoram isso e acham que nunca seriam afectados… como afirmam 500000 milhões de influencers.
Oh manuel, tu andas a receber informação do fbi de Quintanilha?
É que o fbi dos EUA não dizem nada dessa palha que tu para aí escreveste.
Até são muito precisos a dizer exatamente o contrário.
Devo confiar mais em ti e no fbi de Quintanilha?
Ainda não apareceram os tais 430 kg e tu já vais em 600 kg?
Quanto ao que diz o post:
– Ontem dia 18 – Israel bombardeou pela primeira vez um campo iraniano offshore, próximo de outro do Catar. Israel diz que os EUA tinham conhecimento. O bombardeamento levou a vivos protestos, especialmente do Catar e dos Emiratos Árabes Unidos, pelo risco de escalada que representa. Trump confirmou que sabia, que se tratou de um aviso ao Irão, que não queria mais ataques a infraestruturas petrolíferas iranianas, mas que isso ia depender de como se comportasse no estreito de Ormuz
– A seguir, como disse que faria, o Irão atacou a fábrica de gás natural do Qatar.
Quanto ao título “o Irão cruzou uma nova fronteira” … quem cruzou a fronteira do ataque às instalações petrolíferas iraniana foi Israel e os EUA. Que a resposta do Irão, na sua guerra económica e assimétrica fosse atacar as infraestruturas petrolíferas de uma país do Golfo nada tem de inesperado, face ao que se tem passado.
E esperemos que a situação não se agrave quanto às infraestruturas petrólíferas e de gás … e chegue às dessalinizadoras.
Enquanto Israel e os EUA, não levarem com uma Bomba, que mate a mesma quantidades de pessoas que já mataram, nunca vão entender.
Ps: A contar com as duas bombas nucleares que lançaram no Japão.
Exacto,
Mas se criassem Hospitais Psiquiátricos, e não elegessem os lunaticos, ajudava muito.
Porque o comportamente que temos vindo a ver, de ha 2 décadas para cá, é de que ha muita falta de hospitais psiquiátricos nesses Países, que financiam o terrorismo.
Aquilo que se passa ha 2 décadas, de normal, não tem absolutamente nada.
É criminalidade pura, que só poderá ser justificada, por doença.
Eu vi a noticia e tentei procurar na net a field capacity, que é de 5,1 x 10^13 m3, depois tentei converter em (TNT), num conversor online deu este numero 40 914 380 241, (1m3 = 0,08 t metrica de tnt.Agora estou a ver comparações a ultima que vi foi Karakatoa com 200 Megatons of TNT.
Tens que juntar pelo menos 20% de oxigénio porque só gpl liquido acho que não faz nada…. mas podes fazer as contas por cada ton de gpl com uma densidade 0,58 kg/L.. se for libertado, qual a quantidade de oxigénio transformado?!
A quantidade de oxigénio na terra é de 127 bilhões de toneladas, 21%.
Acha que consegues fazer os 21% baixar…?
Nota:
A quantidade mínima de oxigênio no ar necessária para a respiração humana é de 19,5%
Já pago impostos para tanta gente inutil, 20 euros a mais num depósito é um valor baixo a pagar para livrar o mundo de terroristas
Em impostos sobre os combustíveis vais pagar o mesmo que antes da guerra. Não queres antes dar um contributo a Trump. É que os restantes preferiam que os combustíveis não aumentassem.
Eu ainda sou da opinião que Trump tinha mesmo isso em mente fazer a inflação subir no mercado de combustivel e gás, agora exatamente a razão ainda viremos a descobrir. É triste mas por outro lado o mundo vai ter de descobrir como dar a volta a isto, adaptando outras formas de energia principalmente renováveis e certamente a evolução de veiculos elétricos vai fazer-se sentir.
O ser Humano é tão ridiculo que ainda só vê as soluções através da guerra, só irá acabar quando todos deixarem de contribuir para as armas e apoios militares. Até lá vamos nos aguentando com tanto sofrimento.
O Trump está a vingar-se da Rússia e da China.
Veja que, com a Venezuela, a ter parado, envio de 2500 petroleiros, mensalmente, para destinos desconhecidos, Cuba está sem electricidade, sem combustíveis e há protestos, nas ruas, com a polícia a não avançar, para acabar com eles. E, do nada, eis que Cuba, pediu ajuda, aos EUA. Algo que, vai contra tudo, o que sempre foi passado, pelo governo cubano.
Ora com isso, EUA podem remover, influência, russa, e chinesa, do Atlântico norte. Só lhe falta controlar a Gronelândia, para controlar, as novas rotas, do Árctico, passando a controlar, efectivamente, todo o Atlântico norte e central. Quer seja militarmente, quer seja comercialmente. É daí que se falou tanto da Gronelândia.
No médio oriente, o Irão é o único que agia, a favor da Rússia e, com apoio, da China. Além de gastarem 400000 milhões, de dólares, todos os anos, a armar, treinar e comandar, grupos rebeldes, para andarem a provocar Israel, e outros países, naquela região. Olhe para o Yemen. Chegaram a um acordo, para acabar, com a guerra, eis que surge, um exército, de mercenários, que possuem armas, potentes, que bombardeiam a capital, ao mesmo tempo que 20000 “desconhecidos”, tomaram a cidade, executando milhares de pessoas. E, aparecem 30000 mísseis, lançados, contra Israel e Arábia Saudita. Ora, o país nunca teve mísseis… são iranianos. Quem são os comandantes das milícias Houthi? Militares iranianos. Acha coincidência?
O mesmo para o Hezzbollah, Jihad Islâmica e Hamas… Na Síria perderam, o combate, porque ficaram sem dinheiro, para pagar aos mercenários (maioria do estado islâmico e russos). Assad teve de sacar 30000 milhões, em ouro e moeda estrangeira, fugindo para Moscovo. E, coincidência das coincidências, nunca mais lançaram ataques, contra Israel. Lá aparecem, umas milícias, que lançam rockets e fogem. Ou os do estado islâmico, que usam armas, deixadas para trás, para atacar Israel, sendo bombardeados. Mesmo assim, Israel não confia, nos governantes sírios… eram mercenários, extremistas, sempre serão, mal surja oportunidade.
Espera-se uma condenacao do Ocidente principalmente da EU perante esta agressao do Regime de Epstein (Israel & EUA) e da Operacao furiosa de Epstein no qual os objectivo do ataque sao criancas e civis.
Os ricos não querem democracia muito menos o povo com dinheiro!
Yap
+1
Só aqui agradecer ao Trump por isto
És um oligarca do petróleo russo ou próximo de Putin?
Eu diria para ires lá agradecer, mas só se estiveres disposto a aparecer na RTP com a cara a lamber o alcatrão e com 3 ICEs em cima de ti.
Vais ou ficas-te apenas pelo blá blá blá??
O pplware nem menciona os agressores, que são Israel e os EUA.
Isso é a tua opinião. O artigo não é sobre a tua opinião, nem sobre a nossa.
Mas o artigo menciona os agressores ou não?
Está tudo o que a notícia precisa. Se fosse a minha opinião, eu diria que o agressor seria o Irão. Contudo, afirmar de forma absoluta que o Irão é “o agressor” nesta guerra exige contexto, porque, tal como temos visto, o conflito é complexo, com ações e reações de vários intervenientes. Ainda assim, há argumentos frequentemente usados por analistas e governos ocidentais para sustentar esta leitura. O que não está totalmente errada. E porquê? Vamos a alguns pontos:
Projeção regional de poder: o Irão tem, há décadas, uma estratégia de influência no Médio Oriente baseada no apoio a grupos armados terristas fora das suas fronteiras. Organizações como o Hezbollah, o Hamas ou os Houthis são frequentemente apontados como extensões indiretas da política externa iraniana. Este apoio inclui financiamento, treino e armamento. Na perspetiva de vários países, isto configura uma forma de agressão indireta, permitindo ao Irão atacar interesses adversários sem entrar diretamente em guerra convencional.
Escalada militar e demonstração de força: o Irão tem vindo a investir fortemente em capacidades militares, incluindo mísseis balísticos e drones. Em vários episódios recentes, lançou ataques diretos ou indiretos contra alvos associados a Israel, o que foi interpretado como uma escalada deliberada. Essas ações são vistas como ofensivas, sobretudo quando envolvem território fora das suas fronteiras ou ameaçam rotas estratégicas, como no Golfo Pérsico.
Retórica e posicionamento político: a liderança iraniana, incluindo figuras como Ali Khamenei, tem mantido um discurso fortemente crítico contra Israel e os Estados Unidos. Para muitos analistas, esta retórica contribui para legitimar ações agressivas e alimentar o conflito. Além disso, a liderança dos aiatolas no Irão é frequentemente acusada de reprimir de forma violenta movimentos de contestação interna, sendo responsabilizada por milhares de detenções e mortes ao longo das últimas décadas. Episódios como os protestos de 2009, após eleições contestadas, ou as manifestações desencadeadas em 2022 pela morte de Mahsa Amini, tornaram visível a dureza da resposta estatal.
Relatos dos últimos meses dão conta de que as autoridades, quando sob orientação do sistema liderado por Ali Khamenei, recorreram à forças como a Guarda Revolucionária e a polícia moral para conter protestos. Organizações de direitos humanos denunciam o uso de força letal, detenções arbitrárias e julgamentos sem garantias.
Além disso, a relação entre o Irão e a Rússia intensificou-se significativamente no contexto da guerra na Ucrânia, sendo Teerão acusada de prestar apoio militar direto a Moscovo. Um dos elementos mais visíveis dessa cooperação é o envio de drones iranianos para a Rússia, como os modelos Shahed, utilizados em ataques contra infraestruturas ucranianas. Estes sistemas, relativamente baratos e eficazes, permitiram à Rússia aumentar a pressão sobre cidades e redes energéticas da Ucrânia.
Contudo, importa, no entanto, referir que o próprio Irão rejeita ser o agressor. 🙂
Zé, para ti, quem é o agressor?
Cada um tem suas opiniões, todas legitimas, mas nem todas bem sustentadas! Pergunta, porque raio o Irão tem as atitudes que tem tido ao longo dos anos? Porque raio o Irão não pode ter apoios externos e apoiar outros paises que lhe são proximos? porque raio nao pode ter armas nucleares? ou tinham todos, ou nao tinha ninguem, não? De onde já morreram mais civis… hummm pois é!!!! Caro Vitor, nao existem os bons e os maus, aos iranianos interessa o seu regime, a mais ninguém! Certos paises por serem democracias, nao lhes dá todos direitos sobre outros estados!!!
O teu comentário exige um pouco mais de amplitude histórica e fui fazer isso, ler um pouco. Apesar da tua reflexão ter pontos válidos, mistura princípios com realidades que não são equivalentes.
O Irão tem, de facto, razões históricas e estratégicas para agir como age. Desde a revolução de 1979 até às sanções internacionais, construiu uma política externa muito assente na defesa do regime e na influência regional. Apoiar aliados ou grupos próximos não é exclusivo do Irão. Outras potências fazem o mesmo. A diferença está na forma, nos objetivos e no impacto que essas ações têm na estabilidade regional.
Sobre armas nucleares, a questão não é apenas “ou todos ou ninguém”. Na prática, o mundo já não é simétrico. Existem tratados internacionais que tentam limitar a proliferação exatamente porque quanto mais países tiverem esse tipo de armamento, maior o risco global. O Irão não é visto isoladamente, mas sim dentro de um contexto de tensões no Médio Oriente, o que aumenta a preocupação, (assim como patrocina grupos terroristas que têm desestabilizado o Médio Oriente para cumprir apenas uma agenda do Irão contra Israel).
Relativamente às vítimas civis, tens razão numa coisa importante. Nenhum lado tem as mãos limpas. Há responsabilidade distribuída por vários atores ao longo de décadas, e o sofrimento humano não pode ser relativizado conforme o lado.
Ainda assim, dizer que “não há bons nem maus” simplifica demasiado. Há regimes, decisões e ações concretas que podem e devem ser avaliadas com base em factos, direitos humanos e consequências reais. O Irão nunca quis estar do lado dos acordos, nunca quis ter uma relação pacífica com os seus vizinhos e com a entrada do regime dos Aiatolas, o mundo não está seguro devido ao radicalismo.
E há um ponto essencial: ser uma democracia não dá carta branca para tudo. Mas também não é irrelevante. A forma como os regimes respondem aos seus cidadãos, à imprensa e à comunidade internacional faz diferença, e muita.
Caro Vitor, historicamente tem de ir bem mais atrás que 1979 e verificar como Pahlavi tomou “posse” do Irão, em que circunstancias!!! Israel tem armas nucleares e não cumpre normas da AIEA, nem tao pouco a AIEA pode la entrar, mas no Irão tem de entrar!!! Não é signatário do Tratado de Não‑Proliferação Nuclear, mas Israel pode! E nenhum lado tens as maos limpas, sim é verdade, mas apenas um dos lados tem sanções… acha normal? Apenas existem 2 paises no planeta quem podem bombardear outros estados, podem matar civis de outros estados, podem saquear e controlar recursos de outros estados, podem matar/raptar presidentes de outros estados, sem 1 unica sanção, apenas 2 o podem fazer!!!! e sabe bem de quem estou a falar e nao é falso!
Até percebo o ponto que queres fazer, mas a tua leitura continua a misturar factos corretos com conclusões que não se sustentam assim tão linearmente. É verdade que a história do Irão não começa em 1979. O papel de Golpe de Estado no Irão em 1953, apoiado por potências ocidentais, e a ascensão de Mohammad Reza Pahlavi são fundamentais para perceber a desconfiança atual do regime iraniano face ao exterior. Esse contexto histórico pesa, e muito.
Também é correto que Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear e mantém uma política de ambiguidade nuclear. Já o Irão é signatário, o que implica obrigações diferentes perante a Agência Internacional de Energia Atómica. É precisamente por isso que há inspeções num caso e não no outro. Não é uma questão de “pode ou não pode”, é uma questão de compromissos assumidos.
Quanto às sanções, também não são aplicadas de forma uniforme no mundo. Isso é um facto. Mas dizer que só dois países podem fazer o que descreves sem qualquer consequência não corresponde totalmente à realidade. Há exemplos de sanções a várias potências e intervenções internacionais que tiveram custos políticos, económicos e até militares para diferentes países.
O sistema internacional está longe de ser justo ou equilibrado. Há pesos diferentes, interesses estratégicos e, muitas vezes, hipocrisia. Mas reduzir tudo a uma lógica de “uns podem tudo e outros nada” acaba por ignorar a complexidade real das relações internacionais.
E há um ponto que não pode ser esquecido: criticar desigualdades no sistema global é legítimo. Justificar comportamentos potencialmente desestabilizadores com base nessas desigualdades já é outra discussão e não resolve o problema, apenas o perpetua.
Não misture as coisas. Foquemo-nos no essencial: o regime dos aiatolas é tirânico, oprime o seu próprio povo e representa uma ameaça à segurança global.
Meu caro Vitor tudo certo, o regime do Irão não é exemplar para o seu povo, mas apenas aos iranianos diz respeito, certo? mas acha que outros regimes são melhores? Acha que se o Irão fosse subserviente aos EUA/Israel, alguem se iria ralar com o seu regime tirânico? Sabe quem é o actual presidente da Siria? ontem era mau, hoje ja é bom?? Cada pais deve seguir seu caminho, ninguem tem de se meter!
Meu caro Vitor tudo certo, o regime do Irão não é exemplar para o seu povo, mas apenas aos iranianos diz respeito, certo? Não, isso é uma mentira e cruel!!!
mas acha que outros regimes são melhores? Não se trata de dizer que há regimes “melhores”. Trata-se de olhar para resultados e liberdades. Há exemplos claros de regimes autoritários com problemas graves e recorrentes: Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Eritreia ou Rússia. Cada um com contextos diferentes, mas todos com limitações significativas à liberdade política, económica e social. Vocês é que não querem ver isso. Preferem um povo escravizado. Mas defender o ideal parasita do totalitarismo.
A Síria? Está pior por vossa culpa (quem pensa como o Zé). A situação da Síria nas últimas décadas está profundamente ligada à liderança de Bashar al-Assad, que assumiu o poder em 2000, sucedendo ao seu pai. O país passou de um regime autoritário relativamente estável para um dos conflitos mais devastadores do século XXI.
Mais de 500 mil mortos, milhões de refugiados e deslocados internos. Um país lindíssimo ficou com as suas infraestruturas destruídas (hospitais, escolas, habitação) e colminou num colapso económico profundo. Depois a fuga para o exílio, para a Rússia. Devia até ter vergonha de falar na Síria.
É bom relembrar que o governo de Bashar al-Assad foi acusado por várias organizações internacionais de uso de armas químicas contra civis, bombardeamentos indiscriminados que matou milhares de crianças, tortura sistemática em prisões e uma lista infindável de crimes contra a humanidade. Ainda vem falar da Síria?
Caro Vitor, acho que não quer entender, esta tudo certo que existem regimes que para nós ocidentais sobretudo, nao interessam e que são crueis, tudo certo, mas diga-me paises que são alinhados com os interesses ocidentais também, não me diga nomes de paises que não sejam alinhados, por exemplo nunca se fala na Arabia Saudita porque? esse regime é melhor que o da Russia, por exemplo? A Siria hoje está melhor do que antes? Acredito que a liderança de Bashar al-Assad não tivesse sido boa, mas agora está melhor? Ahmed Hussein al‑Sharaa é melhor Bashar al-Assad??? Aos pontos que isto chega, o presidente da Siria ja foi dos homens mais procurados do mundo sobretudo pelos EUA e ainda ha dias foi bem recebido nos EUA e retirado da lista de mais procurados, o que acha disto? nao comenta?? Hoje a Siria esta mais alinhada, já esta bem assim? Devemos sempre condenar todos os regimes crueis e nao apenas alguns, entende? e mesmo assim aos respectivos povos diz respeito!!!! Por exemplo em muito menos tempo de conflito Israelo-Palestino em comparaçao com o conflito Ucrania-Russia, morreram muitos mais civis Palestinos que na Ucrania, e Israel teve alguma sanção?? diga-me lá… existem coisas que se for Israel/EUA a fazer, esta tudo OK, se for outro país já nao pode ser, ou acha que não funciona assim? Eu não estou a defender a Russia, nem o Irão, mas uns “podem” porque raio? A China é também uma ditadura e alguém vai la atacar? A Arabia Saudita, alguem vai la buscar o seu REI? Temos de ver as coisas como são para todos, volto a frisar, nao existem os bons e os maus, mas sim e apenas interesses!!!
Percebo a tua frustração, mas estás a juntar exemplos válidos com conclusões que acabam por simplificar demasiado a realidade. É verdade que há dupla medida. Países alinhados com o Ocidente, como a Arábia Saudita, raramente enfrentam o mesmo nível de pressão ou sanções que outros. Isso acontece por razões estratégicas, energia, estabilidade regional e alianças militares. Não é uma questão moral, é geopolítica.
Mas isso não significa que “tudo é permitido” a uns e proibido a outros. Significa que o sistema internacional funciona com interesses e equilíbrio de poder, não com justiça absoluta.
No caso da Síria, a situação atual não é melhor de forma clara. A queda de Bashar al-Assad não trouxe automaticamente estabilidade (reforço, culpa de quem sempre lhe passou a mão). É verdade que derrubar um regime não garante nada melhor. O caos também tem custos enormes. Contudo, e diz-nos a história, há mais casos de sucesso do que de insucesso. Esperemos que seja assim na Síria, Venezuela e em Cuba.
Sobre Israel e a questão palestiniana, tens razão num ponto essencial: o número de vítimas civis levanta questões sérias e legítimas. E sim, a ausência de sanções comparáveis a outros conflitos alimenta a perceção de injustiça (estranho é nunca terem levantado essa questão contra o regime no Irão).
Essa crítica existe e é cada vez mais forte, inclusive dentro do próprio Ocidente. Ninguém de bom senso enterra a cabeça na areia. Coisa que muitos da tua opinião fazem constantemente, basta ver o que disseram sobre Gaza e o que não quiseram saber sobre os assassinatos na Nigéria 😉 Nem flotilhas nem nada até lá!
Agora, dizer que “não há bons nem maus, apenas interesses” é uma meia verdade. Há interesses, sem dúvida. Mas também há linhas que importam, como direitos humanos, agressões diretas ou repressão interna. Se tudo for reduzido a interesses, então qualquer ação passa a ser justificável e isso é perigoso.
Quanto à China, ninguém “vai lá atacar” não por aceitação moral, mas porque é uma potência nuclear e económica global. Mais uma vez, equilíbrio de poder.
O ponto central é este: Sim, há incoerências e hipocrisia no sistema internacional. Mas isso não elimina a necessidade de avaliar regimes e ações caso a caso.
Criticar a seletividade é legítimo. Transformá-la numa ideia de que “todos fazem o mesmo e está tudo ao mesmo nível” já não corresponde à realidade.
Caro Vitor, penso que estamos de acordo então! apenas me sustento de factos, hoje tem alguma sanção contra Israel ou EUA, não, não tem, tem carta branca para fazerem o que quiserem. E ninguem no seu perfeito juízo vai apoiar regime como o do Irão ou como da Arabia Saudita, mas no Ocidente são tratados como sendo diferentes!!! Apenas interesses e nada mais, ha que aceitar isso, é a realidade.
Não. Estamos de acordo numa coisa: há interesses e há incoerências. Mas a conclusão de que isso equivale a “carta branca” não se sustenta.
Nem os Estados Unidos nem Israel operam sem custos. Há pressão diplomática, isolamento em fóruns internacionais, condenações formais, processos em tribunais internacionais, impactos económicos indiretos e desgaste interno. Não são sanções clássicas como as impostas ao Irão, mas isso não significa ausência de consequências.
A diferença está no peso geopolítico e nas alianças. Países com maior influência moldam o sistema de forma diferente. Isso é injusto? Muitas vezes, sim. Mas não é o mesmo que dizer que podem “fazer o que quiserem”.
Sobre o tratamento diferenciado, tens razão num ponto: regimes como o do Irão e da Arábia Saudita são vistos de forma distinta no Ocidente, apesar de ambos terem problemas graves. Isso revela interesses estratégicos, não valores consistentes.
Agora, reduzir tudo a “apenas interesses” elimina qualquer critério. E isso é perigoso, porque então deixa de haver base para criticar seja quem for. Se tudo é equivalente, nada é responsabilizado.
A realidade é mais desconfortável do que isso: há interesses, há hipocrisia, mas também há diferenças reais entre regimes, decisões e consequências. Ignorar essa complexidade não torna a análise mais rigorosa, torna-a mais frágil.
Caro Vítor, já agora diga-me por favor algumas consequências factuais das politicas externas sobre outros estados, dos EUA e Israel? pode enumerar algumas?
Já estamos em versão aula. Não era suposto. Mas, ok vamos finalizar:
Bom, se a questão for penalização concreta, então é preciso ser rigoroso: ela existe, mas raramente assume a forma de sanções económicas duras como as aplicadas a outros países.
No caso dos Estados Unidos, há vários tipos de “custos”, ainda que não clássicos:
– Tribunais e direito internacional: os EUA recusam, em grande parte, a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, o que limita sanções formais. Ainda assim, enfrentam processos e investigações noutros fóruns.
– custos económicos indiretos: guerras como a do Iraque tiveram custos de milhar de milhões de dólares e impacto na dívida pública. Isto é uma penalização interna relevante.
– Perda de influência e credibilidade: após intervenções militares controversas, houve desgaste diplomático e menor capacidade de liderar consensos internacionais.
– Pressão política interna: decisões externas geram divisões internas, investigações e impacto eleitoral.
No caso de Israel
– Isolamento diplomático parcial: votações frequentes de condenação em instâncias internacionais, como a Organização das Nações Unidas.
– Processos legais internacionais: casos no Tribunal Internacional de Justiça e pressão crescente no TPI.
– Sanções seletivas e boicotes: alguns países e organizações aplicam restrições, embargos limitados ou promovem movimentos de boicote económico e académico.
– Impacto económico indireto: conflitos recorrentes afetam investimento, turismo e estabilidade económica.
Claro que do ponto essencial, não há, de facto, uma penalização uniforme nem proporcional quando comparada com países como o Irão ou a Rússia. Isso resulta do peso político, militar e das alianças.
E normalmente, com as guerras, há um custo enorme dentro dos próprios países. As mortes dos soldados, os custos para o próprio país que depois não se traduzem em investimento em muitas áreas (por exemplo, os EUA têm um sistema de saúde caríssimo e de muito fraca qualidade para a generalidade das pessoas, têm carências em muitas áreas, mesmo sendo um país com muito dinheiro… para a guerra).
Aliás, países como a Rússia, como sabemos, têm ao longo da história deslocado muito dinheiro para a guerra, e quem paga muito dessa fatura é a população. A Rússia (o povo russo), neste guerra com a Ucrânia, está a pagar (e vai pagar ainda mais no futuro) uma fatura pesada.
Portanto, não é correto dizer que “não há qualquer penalização”. Ela existe, só que é mais difusa, indireta e muitas vezes insuficiente para quem espera um sistema internacional mais equilibrado.
Cara Vítor para finalizar mesmo, os EUA e Israel estão mesmo ralados com essas “penalizações”, são quase igual a zero!!! Continuam a fazer o que bem querem, a quem querem e quando querem!!!
Todos continuam, ou só uns é que o Zé “embarca nessa flotilha”? 😉 O mal são essas posições enviesadas. 🙂
Caro Vítor… mais uma vez acho que voce nao quer entender! Vou-lhe dar um exemplo bem simples, a Russia invadiu a Ucrania, nem tão pouco vou discutir as razões, entre outras coisas, foram banidos de todas as competiçoes de futebol, é facto não? Israel nem a um festival da canção foi banido…. acha mesmo que são coisas iguais?? Uns podem tudo e na pratica nao lhes acontece nada, outros é completamente diferente, mas entendo que não queira entender e coloque tudo na mesma prateleira, mas a realidade é exactamente como lhe falo e não estou a defender nem A nem B. A minha posição/opinião é transparente e factual e aceito que a sua seja diferente! umas vidas humanas valem mais que outras, nao?
Estás a comprar coisas incomparáveis. A invasão da Rússia à Ucrânia em 2022 é, no essencial, uma guerra convencional entre dois Estados soberanos, e, como sabes, com tentativa explícita de controlo territorial alargado e até mudança de regime. É isso que a torna particularmente clara no direito internacional e gerou uma resposta quase unânime.
Já no caso de Israel, as ações em Gaza e na Cisjordânia, trata-se de ocupação e operações militares num conflito prolongado e complexo, não de uma invasão recente de um Estado soberano no mesmo molde da Ucrânia. Apesar disso, hoje Israel não tem um respeito como já teve no mundo, está mais isolada.
O erro é colocarem tudo na mesma prateleira, mas o que interessa. 😉
Volto a referir que no caso da Nigéria, não vi a malta da flotilha interessada em lá ir. 😉 e nem querem que se fale muito disso. Empurram para os outros estas coisas do dois pesos e duas medidas, mas, na verdade, são as escolhas dessa malta que têm vários pesos e várias medidas dissimuladas.