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O fim dos combustíveis fósseis? Energia solar e eólica batem recorde e ultrapassam o gás

30 Comentários

O setor energético mundial acaba de registar uma viragem histórica que está a mudar por completo as regras da produção de eletricidade. Pela primeira vez num mês completo, a combinação da energia solar e da energia eólica gerou mais eletricidade do que a totalidade das centrais térmicas a gás fóssil a nível planetário.

energia solar eólica gás eletricidade

Segundo dados da Ember, em abril de 2026 a produção conjunta de eletricidade solar e eólica atingiu um recorde de 531 TWh à escala global. No mesmo mês, as centrais a gás produziram 477 TWh. Solar e eólica representaram assim 22% da produção mundial de eletricidade, contra 20% do gás.

Produção de energia solar e eólica duplica em cinco anos

A velocidade com que este marco histórico foi alcançado impressiona os especialistas do setor. Em período homólogo de 2021, o gás fóssil gerava praticamente o mesmo nível de eletricidade, fixando-se nos 476 TWh, enquanto a geração através de solar e eólica somava apenas 245 TWh, o que significa que duplicou a sua capacidade instalada em tempo recorde.

Este salto substancial acontece numa altura de forte pressão sobre as redes elétricas internacionais. A procura mundial de eletricidade deverá crescer, em média, 3,6% ao ano entre 2026 e 2030, impulsionada pela indústria, veículos elétricos, sistemas de climatização e centros de dados..

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O futuro da rede elétrica e a transição para fontes limpas

Para conseguir acompanhar este disparo contínuo no consumo energético, as estimativas apontam para uma subida de cerca de 1.000 TWh por ano na produção limpa até ao final da década. A tecnologia solar fotovoltaica lidera de forma isolada esta grande expansão verde, sendo responsável por mais de 600 TWh adicionais em cada ciclo anual.

Se o ritmo atual se mantiver nos próximos anos, as fontes renováveis em conjunto com a energia nuclear vão assegurar perto de metade de toda a eletricidade do planeta já dentro de quatro anos. Este avanço permitiu também que a produção sustentável igualasse a queima de carvão, retirando quota de mercado às soluções mais poluentes.

Apesar deste recorde sem precedentes, o gás natural não vai desaparecer do ecossistema de distribuição de um dia para o outro. Esta tecnologia ainda cresce a um ritmo anual de 2,6% para garantir a estabilidade e a segurança do abastecimento da rede, mas o sol e o vento avançam muito mais depressa e absorvem agora a maior fatia do crescimento energético global.

Comentários

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  1. Avatar de Mário
    Mário

    Afinal não é o futuro?

    https ://expresso.pt/economia/economia_energia/2026-08-24-dona-da-maior-central-solar-em-portugal-entrou-em-insolvencia-791d3658

    1. Avatar de Max
      Max

      Um bom artigo. Destaco dois aspetos que levaram à falência:
      – As centrais solares a fazer concorrência umas às outras: “o mercado ibérico de energia teve um crescimento significativo da capacidade de produção solar. Este aumento da oferta reduziu os preços grossistas, que por vezes caem para zero ou para valores negativos. Em resultado disso, as receitas têm sido inferiores às esperadas”.
      – A necessidade de produção híbrida (solar, de dia e eólica à noite): “À semelhança de outros promotores, a Welink constatou que para viabilizar um empreendimento como o de Alcoutim iria precisar de fontes complementares de receitas, nomeadamente apostando em energia eólica e baterias. “Uma central solar isolada não seria economicamente sustentável por si só”. Contudo, as eólicas foram chumbadas por causa da “proximidade de zonas de reprodução da águia-de-bonelli, entre outras espécies”.

      1. Avatar de Mário
        Mário

        Então pela ordem de ideias, também têm falido farmácias, logo as farmácias não são o futuro.

        1. Avatar de Max
          Max

          – As farmácias que são só farmácias tendem a falir. As farmácias com futuro são um negócio híbrido – de medicamentos e produtos de beleza.
          – As centrais solares com futuro precisam de ser um centro híbrido, com as centrais eólicas (mas estas podem ter problemas com a passarada e não ser aprovadas).
          Não sei mais o que te possa dizer quando pedes para estabelecer comparações entre centrais solares e farmácias 🙂

        2. Avatar de Rui
          Rui

          Quem falou de futuro foste tu ahah? Tu dizes que não é o futuro porque um empresa foi a falencia ahahah

        3. Avatar de JL
          JL

          Errado, as farmácias não concorrem entre si, trabalham com preços recomendados, e no caso dos comparticipados até são definidos os preços.

          1. Avatar de Mário
            Mário

            Especulação para não variar:
            https ://www.publico.pt/2026/08/23/azul/noticia/mercado-voluntario-carbono-ja-emitiu-creditos-futuros-2185613

          2. Avatar de JL
            JL

            Especulação não, oferta.

          3. Avatar de JL
            JL

            Então mas afinal sempre plantam árvores.

    2. Avatar de JL
      JL

      Olha afinal os combustíveis também não são futuro, há 11 anos já faliam postos de abastecimento:

      https://www.nunooliveiradasilva.pt/insolvencia/921

    3. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      É obvio que qualquer area em que uma empresa entre em insolvencia é uma area sem futuro.

  2. Avatar de Mário
    Mário

    JL, está aí um bom negócio para comprar.

    1. Avatar de JL
      JL

      Então porquê ? também quer ter inveja disso ?

      1. Avatar de Mário
        Mário

        É o seu sonho molhado, não o meu… Nem sei como não fez uma proposta. Isto se vier um apoiozito do estado, a empresa sobrevive.

        1. Avatar de JL
          JL

          Sonho molhado daquilo que já tenho ? não entendi. LOOOL

  3. Avatar de Rui
    Rui

    O gas mesmo assim é muito melhor que o carvao portanto não há problema nenhum em o gas continuar a aumentar ligeiramente para estabilizar a rede

  4. Avatar de -O_O-
    -O_O-

    isso ou pode estar relacionado com as reservas muito baixas de gás (que, obviamente, será necessário para o aquecimento dentro de algumas semanas)

  5. Avatar de Liliana Silva
    Liliana Silva

    Não sei porque o meu comentário anterios foi eliminado, no entanto, aqui vai de novo.

    Se olharmos aos preços da electricidade no mercado ibérico, o facto de aumentar a produção electrica (solar, aeolica e outras renováveis) é penalizador no preço da energia. Quando chove mais é quando o preço desce mais, já quando está muito sol, é quando o preço está mais caro!

    1. Avatar de Vítor M.

      Não foi eliminado. Nem no SPAM está. Mas ainda bem que voltou a submeter.

    2. Avatar de Max
      Max

      A energia solar fotovoltaica gera mais eletricidade permo do meio dia, mas não de noite. A energia elétrica de fonte eólica é gerada sobretudo de noite. Em Portugal têm um peso aproximado.
      Mas o que dizes parece ter que ver só com o sol “quando está muito sol é quando o preço está mais caro!” Qual é a fonte disso?
      No primeiro comentário há um link para um artigo sobre uma central solar, em Portugal, que faliu, de que extrai:
      “o mercado ibérico de energia teve um crescimento significativo da capacidade de produção solar. Este aumento da oferta reduziu os preços grossistas, que por vezes caem para zero ou para valores negativos.”
      Todas as notícias vão nesse sentido, incluindo as que se referem à importação de eletricidade de Espanha, em período de maior intensidade solar.

      1. Avatar de Liliana Silva
        Liliana Silva

        A fonte são os preços do mercado ibérico. Em janeiro, muita chuva, o preço médio do KW foi menos de 0.02 (2 cêntimos), no mês de Junho, muito sol e calor, o preço médio foi de cerca de 0.13€ (treze cêntimos). Estes dados são públicos. e como tenho a enegia indexada ao mercado ibérico sei disso tudo.

        Ou seja, é mais caro produzir com paineis solares, aeolicas e outras renovaveis.

        Convemse-me do contrário.

        1. Avatar de Max
          Max

          Gemini:
          A diferença acentuada de preço do kWh entre janeiro (0,02 €) e junho (0,13 €) no mercado grossista (OMIE/MIBEL) deve-se à sazonalidade e à alteração no mix de geração de energia na Península Ibérica.
          Factores Principais
          Produção Hídrica e Eólica Elevada em Janeiro:
          Inverno chuvoso e ventoso: Janeiro e os meses de inverno tendem a registar forte pluviosidade e ventos intensos.
          Custo marginal zero: A produção hídrica e eólica tem custo marginal quase nulo. Quando há abundância destas fontes, elas preenchem quase toda a procura no leilão diário de eletricidade, atirando o preço grossista para valores residuais (próximos de 0 €/MWh ou 0,00 € a 0,02 €/kWh).
          Aumento da Procura e Entrada de Fontes Térmicas em Junho:
          Menos água e vento: No início do verão, o caudal dos rios e a produção eólica diminuem significativamente.
          Uso de Centrais a Gás Natural: Com menor cobertura renovável contínua (especialmente ao fim do dia e durante a noite, quando não há produção solar), o sistema recorre a centrais de ciclo combinado a gás natural. Sendo o gás uma fonte fóssil sujeita a custos de combustível e licenças de CO₂, fixa o preço de fecho do mercado em patamares muito mais elevados.
          Picos de consumo de Verão: O aumento de temperaturas em junho eleva a procura de eletricidade devido ao uso intensivo de ar condicionado e refrigeração”

          1. Avatar de Liliana Silva
            Liliana Silva

            Ou seja, foste à IA para justificar e dar razão ao que eu disse. Lindo!

          2. Avatar de Max
            Max

            ??? Nem percebes o básico, que qualquer IA te explicava:
            – ao contrário do que dizes: “aumentar a produção electrica (solar, aeolica e outras renováveis) é penalizador no preço da energia”
            – o que é penalizador é o recurso à produção de eletricidade em centrais a gás/cogeração.
            E, ao menos, perceber também que o consumo de eletricidade em junho é muito superior ao de janeiro, com o consequente efeito no preço.

          3. Avatar de Liliana Silva
            Liliana Silva

            Companheiro, vai ao site da omni e vê lá o gráfico da “negociação mensal por tecnologia. Vais te surpreender…

          4. Avatar de Max
            Max

            OMIE omie.es). Qual é a surpresa que esperas que lá encontre? A eletricidade em agosto, fica mais cara nas horas de maior radiação solar? 😉
            Mbel, preço spot, em 25/08/2026:
            – 08:00 – 193,6 €/MH
            – 12:00 – 8,70 €/MW
            – 16:00 – 4,10 €/MW
            – 21:00 – 226,0 €/MW
            O que por certo não sabes é que o preço da eletricidade a cada hora não é uma média dos preços de cada uma das tecnologias – é o preço da última tecnologia que é necessária para satisfazer a procura a 100% nessa hora. Quando se recorre ao gás o preço dispara – sobe muito mais do que subiria se se tratasse de uma média.
            Um exemplo, para uma dada hora:
            – Os produtores de energia solar licitam eletricidade a 0€/MWh – o que satisfaz parte da procura
            – A seguir os produtores de energia hidroelétrica oferecem eletricidade a 30 €/MWh – o que ainda não cobre totalmente a procura
            – E por último a tecnologia de ciclo combinado (gás) oferece eletricidade a 70 €/MWh, ficando a procura totalmente satisfeita.
            Neste caso, todas as tecnologias recebem a 70 €/MW, mesmo a solar que licitou a 0€/MWh.
            Pergunta às IA que elas explicam. Hoje em dia só é ignorante quem quer.

  6. Avatar de utherzzao1
    utherzzao1

    Nunca irão acabar!
    As energias renováveis falham muitas vezes.

    1. Avatar de Rui
      Rui

      1º Sim um dia vão acabar até porque vai aparecer uma tecnologia ainda melhor que as renováveis
      2º O objetivo não é acabarem por completo mas sim reduzi-las ao maximo e apenas usar em casos esporádicos

  7. Avatar de Max
    Max

    Nos dados sobre a energia, a nível global, ou se usam os dados da Agência Internacional da Energia (IEA), ou de cientistas climáticos – como o do gráfico do post (Zeke Hausfather). As diferenças não são muito grandes.
    A principal é que a IEA privilegia os dados oficiais de cada país, da energia fornecida à rede, enquanto Hausfather soma uma estimativa da energia elétrica para autoconsumo (que não entrou na rede).
    Segundo a IEA (link, supply, gráfico Breakdown of global electricity generation by source, 2019-2030) tem-se as previsões para 2026:
    – Carvão: 10.625 TWh (39,1%)
    – Gás: 6,853 TWh (21,4%)
    – Outras não renováveis (petróleo): 794 TWh (2,5%)
    – Nuclear: 2.934 TWh (9,2%)
    – Hídrica: 4.547 TWh (14,3%)
    – Eólica: 3.116 TWh (9,7%)
    – Solar: 3.342 TWh (10,4%)
    – Outras renováveis: 931 TWh (10,4%)
    Somando os valores da IEA “eólica+solar+outras renováveis” tem-se 23,1%. Como se vê pelo gráfico, Hausfather prevê 21,8% (provavelmente a diferenças está na eletricidade de origem solar fotovoltaica para autoconsumo e excluir biocombustíveis que não sejam de baixas emissões).
    Mas é claro pelo gráfico que a solar fotovoltaica tem um peso cada vez maior, enquanto cai a produzida em centrais a carvão e também nas a gás/ciclo combinado.
    https://www.iea.org/reports/electricity-2026/supply

    1. Avatar de Max
      Max

      -Outras renováveis (Biomassa, geotérmica, etc): 931 TWh (2,%)