Mercedes admite: botões físicos são melhores, carros têm ecrãs a mais
Durante a última década, o automóvel foi-se parecendo cada vez mais com um smartphone sobre rodas. Os botões desapareceram, os comandos migraram para menus e submenus, e os ecrãs aumentaram de dimensão até ocuparem praticamente todo o tablier. A Mercedes tem uma ideia que fará mudar o conceito.
A Mercedes-Benz esteve entre as marcas que mais depressa levou esta ideia ao limite. Mas agora reconhece que, para muitas tarefas, o caminho escolhido não foi o mais adequado.
A tecnologia não pode complicar a condução
Magnus Östberg, responsável pelo software da Mercedes-Benz, foi direto ao assunto: os dados da marca mostram que os botões físicos funcionam melhor.
A conclusão surge depois de vários anos em que os automóveis da marca passaram a concentrar no ecrã funções que antes eram acionadas quase sem pensar: ajustar o volume, alterar a climatização ou aceder rapidamente a definições de condução.
Não se trata de rejeitar a digitalização. Os ecrãs continuam a ser úteis para navegação, informação do veículo, multimédia e personalização. O problema aparece quando uma ação simples exige desviar os olhos da estrada, procurar um ícone e navegar por várias páginas.
Num automóvel, a facilidade de utilização não é apenas uma questão de conforto, é também uma questão de segurança.
A Mercedes levou o conceito ao extremo
O exemplo mais evidente é o MBUX Hyperscreen, o sistema que transforma o tablier numa superfície digital contínua. Nos modelos mais recentes, a Mercedes chegou aos 39,1 polegadas no novo GLC elétrico, o maior ecrã alguma vez utilizado pela marca.
É uma solução visualmente impressionante e tecnicamente sofisticada. Reúne instrumentação, sistema multimédia e conteúdos para o passageiro num único painel. Contudo, a empresa parece ter percebido que um habitáculo futurista não deve obrigar o condutor a tocar numa interface digital para realizar tudo.
A própria Mercedes já anunciava, em tempos, que os seus sistemas deveriam ser simples o suficiente para serem usados por “uma criança de cinco anos ou um membro do conselho de administração”.
A frase pretendia transmitir intuitividade, mas hoje ganha uma leitura diferente: uma interface realmente intuitiva é aquela que não obriga o utilizador a aprender onde estão escondidas as funções mais frequentes.
Botões, rodas e seletores vão regressar
A mudança não significa que a Mercedes vá abandonar os grandes ecrãs. Pelo contrário. O Hyperscreen e o sistema MBUX continuarão a ser centrais na proposta tecnológica da marca. O que deverá mudar é a forma como o condutor interage com o automóvel. Os próximos modelos vão recuperar mais controlos físicos, incluindo botões, seletores e rodas no volante.
O objetivo é criar um equilíbrio entre os dois mundos: interfaces digitais para tarefas complexas e comandos táteis para as ações que exigem rapidez.
É uma alteração importante porque devolve algo que as telas não conseguem replicar totalmente: a memória muscular. Depois de algum tempo ao volante, é possível ajustar um botão físico sem olhar para ele.
Num ecrã tátil, cada operação requer atenção visual e precisão do toque.
Uma tendência que atravessa toda a indústria
A Mercedes não está sozinha nesta mudança de rumo. Vários fabricantes têm reconhecido que a substituição indiscriminada de botões por superfícies táteis criou problemas de ergonomia e de utilização.
Também a Euro NCAP vai passar a valorizar, nas suas avaliações de segurança, a disponibilidade de comandos físicos para funções essenciais. A partir de 2026, os construtores que quiserem alcançar a classificação máxima terão de garantir acessos diretos e fáceis a elementos como indicadores de mudança de direção, luzes de emergência, limpa-para-brisas e sistemas de assistência.
Não é um regresso nostálgico ao passado. É uma correção baseada numa premissa simples, num carro, nem tudo deve ser tratado como uma aplicação.
O luxo está na simplicidade — não no número de polegadas
Durante algum tempo, um ecrã maior foi apresentado como sinónimo de modernidade e luxo. A Mercedes parece agora reconhecer que sofisticação também significa tornar o automóvel menos exigente de utilizar.
A tecnologia mais elegante não é necessariamente a que ocupa mais espaço no tablier. É a que faz o que é necessário, no momento certo, sem obrigar o condutor a pensar demasiado nisso.
Os grandes ecrãs vieram para ficar. Mas os botões físicos, que muitos davam como condenados, estão a regressar, e com uma justificação que é difícil de contestar: conduzir continua a exigir atenção à estrada.


























Quiseram ir atrás da Tesla e levaram ao extremo, sempre achei ecrãs grandes no carro uma estupidez, no meu caso chega a te ser um incomodo na condução noturna, então quando via a falta de botões físicos fazia rir, engenheiros da treta.
tesla fanboys a teclarem furiosamente no teclado para contestar em 3…2…1
Não era mais fácil trabalhar mais, escrever menos e assim conseguia ter um para aliviar essa dor que o incomoda ?
Pq é que alguém há-de comprar um carro a um nazi?
Olha outro com o mesmo problema.
https://en.wikipedia.org/wiki/Mercedes-Benz_770
Mercedes-Benz 770K – Hitler’s primary ceremonial convertible and armored limousine.
Isso é um Tesla, Mercedes é apenas marca de cobertura.
Então e a Audi, VW, Mercedes, BMW, Porsche ou Ford (subsidiarias) ou até mesmo as petrolíferas como a Exon Mobil e Shell que participaram ativamente com os Nazi’s nesse caso são o que??
No dia que o teu brinquedo eletrico chegar aos calcanhares do meu mercedes vem falar comigo, ate la contenta te a observar caladinho ao longe.
Outro que não sabe ler, e pensa que tem um monumento. Enfim.
Por momentos pensei que ia ler uma marca de carros que não fosse apenas mais uma generica…
Qual é o mercedes?
Mercedes 190 D
É o do relé que não precisa de recall…
O teu Mercedes tem calcanhares?
Você tem a mania da perseguição. Irra.
Fazer marcha atrás com um swipe no ecrã. Muito swag.
Não uso nada disso, uso uma manete do lado direito, parece que quem tem a mania da perseguição é você.
lol.. acho que o troll fonseca causa mais incomodo do que o verdadeiro 😀
Até que enfim que começaram a abrir os olhos. Os écrans táteis dentro dos automóveis e veículos em geral, vieram acrescentar mais um elemento de distração altamente perigoso para o condutor e para não só. Felizmente que a indústria da aviação soube, até agora, implementar esta funcionalidade de forma muito sábia e controlada dentro dos cockpits. O automóvel é um meio de transporte e não um salão de jogos ou uma sala de cinema para o condutor.
Uma decisão sensata da Mercedes…
Com um botão físico sabes onde está só pelo tacto, enquanto um ecrã táctil tens de desviar o olhar.
Tem piada esta noticia vindo da Mercedes que tem os maiores ecrans no tablier. Pessoalmente acho horrivel e pouco pratico, mas quem deseja olhar para os tablets em vez de conduzir a Mercedes tem tudo de melhor!
Por vezes o mais simples significa mais evolução do que sistemas muito complicado que desvirtuam a experiência segurança. Se algo que é barato, simples e eficaz, qual é a razão para mudar? Sempre defendo sistemas híbridos, pois nem sempre a última novidade é a melhor, hoje mais do que nunca.
curuioso que há 10 anos atrás falava-se sobre isto mesmo, do touch and feel, da atenção à estrada. Os fabricantes Europeus discutiam e defendiam isto. Mas houve um momento que meteram esses estudos na gaveta e foram a correr atrás das Teslas desta vida. Pelo menos aprenderam com os erros recentes e podem usar agora o seu savoir fair para trazer o melhor dos dois mundos.
A Mercedes também andou perdida durante algum tempo nas qualidades dos materiais, mas parece estar a voltar ao seu adn. Ela não deve ter medo das Teslas ou BYD. Os seus clientes não estão aí. (tirando os do classe A, mas esses são outro segmento e a própria Mercedes tem equacionado se quer mesmo esse mercado)
Não tenho nada dessas modernices e nem quero.
Manómetros analógicos e botões físicos funcionam muito bem.
Ah e caixa manual! Sempre
E sem direção assistida.
Sem vidros electricos e fecho central. Tudo que seja posterior aos ano 80 é lixo
E cintos de segurança é para meninos!
Comprei um carro, primeira coisa que fiz foi arrancar airbags e cintos de seguranca. So nao tiro os travoes porque dá-me jeito parar em frente á tasca.
E arranque sem ser de manivela é só componentes para atrapalhar!
O segredo é estacionar nas descidas
9000€ um ecran para um Classe E…dá para comprar um carro!
E precisaram de dez anos para compreender isso?
Fosga-se! A Mercedes-Benz anda mesmo mal…
Na verdade ao nível da multimédia, qq tablet faz melhor. O problema é q dá multa pq não é de “orige”
Já alguma viram aviões com o cockpit com escrãs tactéis? pois…
Seguiram a Tesla. Que má ideia!
O Musk só tem ideias parvas.