Marcha lenta de camiões vai afetar várias estradas na sexta-feira. Saiba quais!
Um protesto contra o preço dos combustíveis vai condicionar a circulação em três autoestradas do país já esta sexta-feira, dia 25 de setembro, com uma marcha lenta que pode reunir várias centenas de veículos pesados.

A iniciativa é promovida por empresários ligados aos setores da extração de materiais, da terraplanagem, da escavação e do transporte de terras, que decidiram fazer-se ouvir através de uma marcha lenta nas autoestradas A42, A41 e A1.
Segundo avançado pela SIC Notícias, citando o Jornal de Notícias, estão já confirmados cerca de 300 camiões para participar no protesto, embora a organização admita que esse número possa crescer significativamente até à data marcada.
Segundo Miguel Machado Mendes, advogado que representa o movimento, a expectativa aponta para uma adesão que chegue ou ultrapasse os 500 camiões. Esta dimensão potencial tornaria o protesto num dos mais expressivos dos últimos tempos no setor do transporte rodoviário de mercadorias.

Horário e possível extensão do protesto
De acordo com a informação disponível, a marcha lenta tem início marcado para as 08h de sexta-feira, devendo prolongar-se até por volta das 13h. Ao longo destas cinco horas, é expectável que a circulação nas três autoestradas envolvidas sofra atrasos consideráveis, especialmente nos troços mais próximos dos pontos de concentração dos camiões.
A organização não descarta a possibilidade de o protesto ganhar uma segunda frente. Caso empresários da região Sul do país decidam juntar-se à iniciativa, poderá partir uma segunda marcha lenta com origem no Carregado, em Alenquer, com destino a Coimbra, alargando o impacto do protesto a um trajeto adicional.
Qual o motivo do protesto?
O protesto surge no contexto da subida dos preços dos combustíveis, uma questão que tem vindo a pesar sobre os custos operacionais das empresas destes setores.
A marcha lenta é a forma escolhida para pressionar por respostas, seguindo um modelo já utilizado noutras ocasiões por transportadores em Portugal quando o tema dos combustíveis ganha destaque.
Já no início de setembro, aquando de uma das maiores subidas de sempre no preço dos combustíveis em Portugal, a Ponte 25 de Abril foi palco do descontentamento dos condutores, que se fez ouvir logo pela manhã.
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