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JCB Hydromax bate recorde de velocidade a hidrogénio e chega aos 653 km/h

11 Comentários

A JCB regressou às salinas de Bonneville, nos Estados Unidos, 20 anos depois de estabelecer um recorde de velocidade com o Dieselmax. Desta vez, a fabricante britânica levou um protótipo alimentado a hidrogénio e conseguiu estabelecer uma nova referência mundial.

O JCB Hydromax atingiu uma velocidade média de 406,320 mph (o equivalente a 653,908 km/h), estabelecendo um novo recorde FIA para um veículo equipado com motor de combustão interna a hidrogénio.

Um novo recorde nas salinas de Bonneville

Ao volante esteve Andy Green, antigo piloto da Royal Air Force e o único homem a ultrapassar oficialmente a barreira do som em terra.

O britânico é também o detentor do recorde absoluto de velocidade em terra, alcançado em 1997 com o Thrust SSC, quando atingiu 1.227,985 km/h.

O Hydromax superou de forma expressiva o anterior máximo da categoria, que rondava os 298,5 km/h.

O recorde surge precisamente duas décadas depois de Green ter conduzido o JCB Dieselmax aos 563,4 km/h, marca que ainda permanece como recorde para veículos a diesel.

JCB Hydromax: características principais

  • Velocidade recorde: 653,908 km/h
  • Motorização: dois motores JCB de combustão interna a hidrogénio
  • Potência combinada: cerca de 1.600 cv
  • Comprimento: 9,75 metros
  • Local: Bonneville Salt Flats, Utah, EUA
  • Piloto: Andy Green
  • Tecnologia: combustão de hidrogénio, não célula de combustível

Hidrogénio queimado em motores de combustão

Ao contrário dos automóveis a hidrogénio mais conhecidos, que recorrem a células de combustível para gerar eletricidade, o Hydromax usa o hidrogénio diretamente nos motores. O combustível comprimido é misturado com ar e queimado para gerar energia.

Estes motores foram adaptados pela própria JCB a partir de unidades pensadas para aplicações industriais. A opção revela a aposta da marca em preservar a arquitetura do motor de combustão, adaptando-a a um combustível com emissões de CO₂ nulas no escape.

Uma demonstração para a maquinaria pesada

A JCB já investiu mais de 100 milhões de libras (cerca de 117 milhões de euros) no desenvolvimento de motores a hidrogénio. A tecnologia está a ser pensada sobretudo para máquinas de construção, escavadoras e outros equipamentos pesados, onde o peso das baterias, a autonomia e os tempos de carregamento podem tornar a eletrificação mais difícil.

Ainda assim, o impacto ambiental do hidrogénio depende da sua origem. Embora o motor não emita CO₂ pelo escape, a produção de hidrogénio a partir de combustíveis fósseis mantém uma pegada carbónica relevante. O ganho ambiental é maior quando se utiliza hidrogénio verde, produzido através de eletricidade renovável.

O Hydromax não ameaça o recorde absoluto de velocidade em terra, mas deixa uma mensagem clara: o hidrogénio poderá ter espaço em setores onde a eletrificação por bateria continua a enfrentar limitações técnicas e operacionais.

Comentários

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  1. Avatar de Zé Fonseca A.
    Zé Fonseca A.

    isto sim é o carro do futuro…porque nao introduzir isto em portugal com subsidios para todos terem direito a um?

    1. Avatar de JL
      JL

      Para quê? Os a combustão tem autonomia a mais tal como os eléctricos e o combustivel barato demais também ?

    2. Avatar de GPT
      GPT

      Fonseca para primeiro ministro! Lol
      Mas olha que ainda eras capaz de ter votos com essa tua forma de ser. Tipo Trump tás a ver? Capturavas aquela ala de ressabiados com meio neurónio

    3. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      Com a caça á multa que há para quê um carro tão rápido. E já viste o tamanho daquilo. Para estacionar deve um pesadelo

      1. Avatar de Zec
        Zec

        Não te lembras do escândalo que foi o outro que ia a 300km/h e não apanhou multa porque o radar não tinha certificado para tal? Se formos todos a 600 não há multa para ninguém.

      2. Avatar de KidsGraça
        KidsGraça

        Estacionar? Com o estado das estradas portuguesas, nem chegas perto do estacionamento,

    4. Avatar de Grunho
      Grunho

      Já existe cá hidrogénio a 20 e tal euros o quilo, produzido a partir do metano do gás natural. A eficiência energética é tão boa que mais vale usar o gás directamente.

  2. Avatar de Yamahia
    Yamahia

    “…Embora o motor não emita CO₂ pelo escape, a produção de hidrogénio a partir de combustíveis fósseis mantém uma pegada carbónica relevante…” É como os elektros. E estes acrescentam a mineração com emissões absurdas para a produção das baterias.

    1. Avatar de JL
      JL

      E estes não, até porque são produzidos em árvores, os tanques de hidrogénio igual, tudo produzido através de árvores.

    2. Avatar de JL
      JL

      https://theicct.org/wp-content/uploads/2025/07/ID-392-%E2%80%93-Life-cycle-GHG_report_final.pdf

      Isto se forem eléctricos, com estes são bem piores, já que consomem bem mais, tem lá a parte da produção dos tanques e do combustível.

    3. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      Se utilizam combustíveis fósseis devias estar contente, temos menos poluicao, maior independencia energetica e ainda alimentamos as plantas, vejo 0 razoes para seres contra