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Gráfico: Portugal entre os países com a eletricidade mais cara do mundo

                                    
                                

Autor: Ana Sofia Neto


  1. Supersonic says:

    Na verdade em Cuba eles não pagam pela eletricidade, mas também não têm.

  2. OraBolas says:

    Os portugueses são ricos. Os preços em PT são peanuts para nós!!

    • Libertem o Cifrão says:

      O problema é pior que isso,
      Com 920€ de salario minimo, a casa 3 x mais cara, a comida 6x, combustiveis, e tudo o resto a condizer.

      Se fores a esta listagem, é fizeres a análise, de novo, vais ver que estamos nos 10 mais caros do mundo.

      [Pais ] [Ordenado Minimo (€)] [Custo da Eléctricidade (€/KWh)] [Taxa de Esforço(1KWh/Ordenado em%)] [Racio de Esforço (Extra%/KWh, Base Portugal)]
      Luxembourg : 2704.0 0.258 0.009541 -62.9616
      Ireland : 2391.0 0.447 0.018695 -27.4283
      Germany : 2343.0 0.406 0.017328 -32.7344
      Netherlands : 2295.0 0.284 0.012375 -51.9631
      Belgium : 2112.0 0.404 0.019129 -25.7448
      France : 1823.0 0.276 0.015140 -41.2292
      Spain : 1381.0 0.253 0.018320 -28.8842
      Portugal : 920.0 0.237 0.025761 BASE de Comparação
      Slovenia : 1278.0 0.227 0.017762 -31.0500
      Poland : 1139.0 0.234 0.020544 -20.2498
      Lithuania : 1153.0 0.281 0.024371 -5.3945
      Bulgaria : 620.0 0.154 0.024839 -3.5797
      Romania : 795.0 0.212 0.026667 3.5162
      Hungary : 850.7 0.108 0.012695 -50.7193
      Czechia : 924.0 0.352 0.038095 47.8802
      Turkey : 654.0 0.067 0.010245 -60.2317
      UK : 2150.5 0.404 0.018786 -27.0742

      Código em Linguagem Lua:

      Header = { “Pais”, “Ordenado Minimo (€)”, “Custo da Eléctricidade (€/KWh)”, “Taxa de Esforço(1KWh/Ordenado em%)”, “Racio de Esforço (Extra%/KWh, Base Portugal)” }
      Custo = {
      { “Luxembourg”, “2704”, “0.258”},
      { “Ireland”, “2391”, “0.447”},
      { “Germany”, “2343”, “0.406”},
      { “Netherlands”, “2295”, “0.284”},
      { “Belgium”, “2112”, “0.404”},
      { “France”, “1823”, “0.276”},
      { “Spain”, “1381”, “0.253”},
      { “Portugal”, “920”, “0.237”},
      { “Slovenia”, “1278”, “0.227”},
      { “Poland”, “1139”, “0.234”},
      { “Lithuania”, “1153”, “0.281”},
      { “Bulgaria”, “620”, “0.154”},
      { “Romania”, “795”, “0.212”},
      { “Hungary”, “850.72”, “0.108”},
      { “Czechia”, “924”, “0.352”},
      { “Turkey”, “654”, “0.067”},
      { “UK”, “2150.5”, “0.404”}
      }

      print( string.format( “[%-12s] [%19s] [%24s] [%25s] [%33s]”, Header[1], Header[2], Header[3], Header[4], Header[5] ) )

      for k,v in ipairs( Custo )
      do
      –print(string.format(“%10s %10d %10.2f”, name, age, height))
      print( string.format( “%-12s : %16.1f %21.3f %33.6f %38.4f”, v[1], v[2], v[3], ( ( v[ 3 ] * 100 ) / v[ 2 ] ) , ( ((v[3]/v[2]) / (Custo[8][3]/Custo[8][2])) – 1 ) * 100 ))
      end

      Executem como:
      lua <<< 'código'

      Se quiserem adicionem mais Países..

      Portugal é o segundo maís mais caro dessa lista.
      A melhor qualidade de vida estão na Hungria,França,Holanda,Luxemburgo.
      Estou a excluir a Turkia, porque lá nunca sabes se daqui a 10 minutos continuas vivo ou não.

      Portugal paga perto de 63% mais do que o Luxemburguês, e cerce da 51% mais do que o Hungaro.
      Isto é antes de impostos, quando puderes os impostos em cima, e baralhares tudo, é colossal a diferença!!

    • Libertem o Cifrão says:

      Adicionei a Eslovakia,
      [Pais ] [Ordenado Minimo (€)] [Custo da Eléctricidade (€/KWh)] [Taxa de Esforço(1KWh/Ordenado em%)] [Racio de Esforço (Extra%/KWh, Base Portugal)]
      Luxembourg : 2704.0 0.258 0.009541 -62.9616
      Ireland : 2391.0 0.447 0.018695 -27.4283
      Germany : 2343.0 0.406 0.017328 -32.7344
      Netherlands : 2295.0 0.284 0.012375 -51.9631
      Belgium : 2112.0 0.404 0.019129 -25.7448
      France : 1823.0 0.276 0.015140 -41.2292
      Spain : 1381.0 0.253 0.018320 -28.8842
      Portugal : 920.0 0.237 0.025761 0.0000
      Slovenia : 1278.0 0.227 0.017762 -31.0500
      Poland : 1139.0 0.234 0.020544 -20.2498
      Lithuania : 1153.0 0.281 0.024371 -5.3945
      Bulgaria : 620.0 0.154 0.024839 -3.5797
      Romania : 795.0 0.212 0.026667 3.5162
      Hungary : 850.7 0.108 0.012695 -50.7193
      Czechia : 924.0 0.352 0.038095 47.8802
      Turkey : 654.0 0.067 0.010245 -60.2317
      UK : 2150.5 0.404 0.018786 -27.0742
      Slovakia : 915.0 0.103 0.011301 -56.1329

      -56% , é ele também um País próspero para viver, tal como a Hungria, Bielorrussia,etc.

      • Max says:

        Anda o Eurostat a fazer estatísticas e mapas comparativos do preço da eletricidade doméstica em PPS e vens fazer contas com o ordenado mínimo …
        do link: Map 1 – “Electricity prices in purchasing power standard)” – 2º semestre de 2025
        (Tem que se perceber que que PPS não são euros – é uma moeda artificial para as comparações do Eurostat, não ao valor nominal mas em poder de compra.. Observa-se que 100 kWh em Portugal custam 29,52 PPS, em Espanha 29,75 PPS e em França 23,52 PPS. É o preço real da eletricidade – está ajustado pelo rendimento em cada país.
        https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php?title=Electricity_price_statistics

        • Cifrão says:

          Eu agradeço o seu comentário, mas não me parece que tenha feito nada errado.
          O que o senhor refere como PPS, no meu caso é uma taxa de esforço( Kwh/salario ), em percentagem, dados reais, sangue suor e lágrimas.

          No meu cao os dados parecem-se correctos.
          Já no seu caso, em que você baralha e dá de novo com essa história dos PPS(Quando estamos todos a usar a mesma moeda e sujeitos e muita condição identica), e você depois conclui que:
          Portugal custam 29,52 PPS,
          Espanha custam 29,75 PPS,
          França custam 23,52 PPS

          Ou seja pelas suas contas, o Espanhol, tem o mesmo custo da Eléctricidade que o Português.
          Ou seja pelas suas contas, o Português “apenas paga” 0.77913279133% a mais que a Espanha.

          MAs se for ver os meus cálculos acima baseados em dados reais, e sem engenharia de números, mostram uma realidade bem diferente.
          O Português paga mais 28.8842% que o Espanhol!!!!!
          Estes 28.8842% são reais!!!!!

          Agora explique-me você como raio é que segundo essa “engenharia de números”, Portugal apenas paga mais 0.77913279133% que o Espanhol????

          Consegue perceber onde quero chegar??
          Para isto ser verdade, o Espanhol teria que ganhar 28.8842% a MENOS que o Portugês, e depois disso, ainda MENOS 0.77913279133%???? desses tais PPS.

          Ora isso é claramente mentira!!
          É uma mentira absoluta!!

          Conclusão, engenharia de números, serve para mascarar factos, e enganar os tolos.

          Repare eu sou a favor do Purchase Power Parity, mas não dessa propaganda do PPS, desculpe.

          Se quiser debater os factos que apresentei acima com valores reais, e em Países onde a moeda é a mesma,e os salários são públicos, tudo bem, mas a propaganda dos PPS, isso é ramo para os artesãos da engenharia de contas e números, o meu interesse é outro.

          • Max says:

            Pois sim Jaquim, candidata-te ao Eurostat 😉
            Nos dois links que coloquei acima tens o preço em euros da eletricidade – e o de Portugal é menor que o de Espanha, e em PPS continua a ser menor que Espanha para consumo doméstico, embora a diferença tenha diminuído.
            O salário mínimo é um valor administrativo, em que Portugal até não está mal. Mas qualquer um sabe que o “salário mediano” e o “salário médio” são mais representativos. A última vez que fiz comparações foi com a Polónia. O Eurostat foge a essas armadilhas e exprime os valores em PPS, nada de especial para quem está habituado. Tens mais explicações e os dados originais em Excel no link do comentário acima, aprende que te pode sere útil.
            https://pplware.sapo.pt/informacao/restaurantes-podem-cobrar-precos-diferentes-a-turistas-e-portugueses/#comment-3972205

        • Mauro C says:

          O rendimento médio de cada país não reflete a realidade do que o cidadão sente na carteira. Pelo menos no caso Português, onde os ricos estão cada ves mais ricos e a classe média já quase desapareceu.

          • Marsápio says:

            Exactamente.
            Os valores para taxa de esforço devem se basear no ordenado minimo de cada País.
            Claro os Ricos, esses não sentem, a maioria deles nem paga, pois somo nós que lhes pagamos os salários dourados.

            Valores de 2024:
            Portugal, Gross National Income: $26,620
            Spain , Gross National Income: $33,410

            A Espanha tem um Gross National Income per Capita, 25,507% mais alto que Portugal.
            A melhor Comparação será o GNI/GNP,
            GNP = C + I + G + X + Z, which breaks down as follows:

            C = Consumption: Value of all goods and services purchased by nationals and domestic businesses
            I = Investments: Funds invested by nationals and domestic businesses both internationally and domestically
            G = Government: Federal, state, and local government spending
            X = Exports: The value of goods manufactured in the U.S. by domestic firms and exported for sale in another county—minus imports brought from another country for sale in the United States
            Z = Foreign production: The value of products produced and sold internationally by a domestic company—minus the value of goods produced and sold domestically by foreign companies. (Also applies to other profit sources, such as international investments.)

            A espanha com um GNI 25,507% mais alto que Portugal, o Português ainda paga valor bruto, 28.8842% a mais que o Espanhol na Electricidade.
            Ora bolas…

  3. Acelaa says:

    Bait de título…. Portugal entre os mais caros, e depois nem está no gráfico…

  4. JS says:

    Só agora é que viram isso?
    Daqui a pouco aparece um intendido desmentir este estudo,se fosse só a eletricidade,o salário mínimo quase igual ao médio enfim é o que temos

  5. Max says:

    Para comparação dos preços da eletricidade na UE (e outros países europeus) no mercado doméstico e não doméstico, não encontram melhor que o:
    BOLETIM COMPARAÇÃO PREÇOS ELETRICIDADE EUROSTAT 2.º Semestre 2025
    “No 2.º semestre de 2025, os preços médios de eletricidade em Portugal apresentam valores inferiores aos da média da União Europeia e aos da média da Área do Euro, para os segmentos doméstico e não doméstico, e também inferiores aos de Espanha, para o segmento doméstico.”
    https ://www.erse.pt/media/khebg1gt/boletim-eletricidade-eurostat_2025s2.pdf

  6. comment says:

    Os números não estou ajustados ao poder de compra de cada país. 3 cêntimos no Irão já pode ser muito dinheiro…

  7. Manu says:

    O framing deste texto é enganador. Portugal até tem o preço bastante em conta comparado com outros países da europa inluindo os do sul da europa como Espanha, Itália e Grécia como se pode ver no gráfico. Portugal nem aparece no top 30. E a energia só não é mais barata por causa das taxas e taxinhas. Além disso, se formos ver a tabela dos países onde é mais barata, prefiro estar em Portugal. Não me parece que algum desses países ofereca melhor qualidade de vida.

    • Vítor M. says:

      Não, estás a misturar tudo. Não podes misturar conceitos diferentes. O gráfico não analisa o preço nominal da eletricidade, mas sim o seu peso face ao rendimento disponível da população. É precisamente por isso que Portugal surge tão mal classificado.

      Dizer que “Portugal nem aparece no top 30 dos preços mais altos” não invalida a conclusão. O problema é que os salários portugueses continuam muito abaixo dos de grande parte da Europa Ocidental. Uma fatura semelhante pesa muito mais no orçamento de uma família portuguesa do que no de uma família alemã, holandesa ou luxemburguesa.

      Quanto às “taxas e taxinhas”, elas também fazem parte do preço final pago pelos consumidores. Para quem recebe a conta, pouco importa se o custo vem da energia, dos impostos ou das tarifas de acesso à rede.

      Já a comparação com países onde a eletricidade é mais barata também não é relevante para a análise. O facto de Portugal oferecer melhor qualidade de vida do que alguns desses países não altera o poder de compra dos portugueses nem o esforço financeiro necessário para pagar a eletricidade.

      Portanto, a questão do gráfico é simples: quanto custa a eletricidade em relação ao rendimento das pessoas. E nessa métrica Portugal continua entre os países onde a eletricidade pesa mais no orçamento familiar. Acho que está fácil de perceber e muito bem suportado, quer graficamente, quer pelas fontes inclusas.

      • Mac says:

        Perfeito V.M.
        E isto por agora, que ainda não chegamos aos patamares exponenciais de consumo que serão exigiveis daqui a 5 anos, com tanto novo VE na estrada.
        Mais necessidade, maior escassez, mais flutuaçoes, logo, os preços: Upa, upa.
        Paga tuga, as taxas, taxinhas e taxonas, e acima de tudo, não bufes!
        A arte de empobrecer alegremente um povo!

        • Vítor M. says:

          Bom… entendo que a tua análise não se baseia em factos. Aliás, se formos analisar os “comentários” de há 5 anos, diziam que hoje, com esta percentagem de BEVs na estrada, era impossível haver energia para os manter. E, como vemos, está tudo a evoluir conforme se pode, mas dentro do que é necessário. Daqui a 5 anos vai escalar o consumo, assim como a oferta, como está a aumentar a produção de energia solar, como estamos a olhar para outras formas de produção de energia. Em termos de taxas e taxinhas, ainda temos um longo caminho até isso acontecer. Basta ver que o consumo de petróleo ainda é abissal e gera muitas receitas para a fazenda pública.

          Além disso, em termos de pagar, quem tiver um elétrico já poupa muito. Acredito que no futuro também assim será. Isto de podermos ser o produtor da nossa própria energia e controlar esse fluxo, sem depender de mercados, como o do petróleo, permite uma maior estabilidade. E é isso que se deveria apoiar, mais produção de energia limpa para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis (que não temos e estamos dependentes de loucos à frente deste mundo).

          Não mudem o foco, isto não é a arte de empobrecer, as pessoas têm hoje mais e melhores condições de vida que há 5 anos. Não atirem areia para os olhos dos que estão distraídos. Sejam corretos, analisem factos e não mitos e patranhas partidárias.

          • Mac says:

            melhores condições de vida?
            Comparado com 2001 (25 anos): Em termos de infraestruturas, tecnologia, educação e acesso a bens de consumo globais, ok. No entanto, o “sonho da casa própria” e a tranquilidade financeira estão hoje muito mais distantes para a classe trabalhadora.
            Comparado com 2011 (15 anos):Porque saímos de uma crise económica devastadora, o desemprego é baixo e os salários nominais subiram. Contudo, a crise habitacional anula grande parte desta vitória. Para uma pessoa que auferisse o salário mínimo em 2011, era mais fácil sobreviver e pagar uma renda do que para a pessoa que aufere hoje, pois os custos fixos com habitação, transporte e alimentação básica cresceram a um ritmo que os salários não conseguiram acompanhar na totalidade. Logo estamos pior!

          • Vítor M. says:

            Isso não é de todo verdade. É uma visão muito “comunista”. Aliás, esta tua análise esquece um detalhe essencial, a qualidade de vida não se mede apenas pelo preço das casas.

            Com o reinado de Sócrates e do socialismo, em 2011 Portugal tinha uma taxa de desemprego que viria a ultrapassar os 16%, milhares de empresas fechavam portas, centenas de milhares de portugueses emigravam por falta de oportunidades e muitas famílias viviam com o receio permanente de perder o emprego. Hoje o desemprego está em mínimos históricos, os salários são significativamente mais elevados e existe uma oferta de bens, serviços, tecnologia, cuidados de saúde e mobilidade incomparavelmente superior.

            É verdade que a habitação se tornou um problema complicado. Mas transformar um problema sério na conclusão de que “estamos pior” ignora quase todos os outros indicadores. Não é uma observação séria!

            E é simples de perceber. Se uma pessoa ficar desempregada, dificilmente conseguirá pagar uma casa barata. O emprego continua a ser a base de tudo. Em 2011 o principal problema era não haver trabalho. Em 2026 o principal problema é o custo da habitação. São desafios diferentes, mas não equivalentes.

            Além disso, comparar apenas rendas é uma visão parcial. Hoje existe maior esperança média de vida, menor mortalidade infantil, melhor acesso à educação, Internet de alta velocidade, serviços digitais, veículos mais seguros, melhores infraestruturas, maior proteção laboral e um poder tecnológico que seria impensável há 15 ou 25 anos.

            Dizer que “estamos pior” porque comprar casa é mais difícil equivale a ignorar dezenas de indicadores económicos e sociais que mostram precisamente o contrário. Uma visão do contra 😉

            O correto é afirmar que estamos melhor na maioria dos aspetos, mas enfrentamos um cenário complexo noq ue toca à habitação, mas porque apostamos também muito no turismo, que espoletou ou ajudou a espoletar esta situação habitacional.

          • Nuno V says:

            “reinado de Sócrates e do socialismo”
            Claramente não sabes o que é socialismo. O PS, pode ter socialista no nome, no entanto não defende o socialismo. Tal como o PSD nunca defendeu a social democracia. O Sócrates, no seu reinado aplicou políticas liberais. Desde as privatizações da EDP, GALP, REN,… a preparação das privatizações dos CTT e TAP. A expansão das parcerias público privadas, nomeadamente na saúde. As alterações ao código de trabalho que não foram nada abonatórias aos trabalhadores, como a flexibilização do contratos a termo e do trabalho temporário, flexibilização do horário de trabalho, facilitação de despedimentos e diminuição da indemnização recebida… Tudo políticas liberais.

          • Vítor M. says:

            Não concordo com a tua visão. E explico o meu ponto de vista. Não se deve querer instituir que “não sendo socialismo puro” significa automaticamente “era liberal”. A realidade é muito mais complexa, como sabes, não tenho dúvidas que sabes 😉

            Primeiro, privatizações não são exclusivas dos governos liberais. Foram realizadas por governos de esquerda e de direita em praticamente toda a Europa. Aliás, muitos dos setores privatizados continuaram fortemente regulados pelo Estado.

            Segundo, o facto de um governo recorrer a mecanismos de mercado não o transforma automaticamente num governo liberal. Durante os governos de José Sócrates, a despesa pública manteve-se muito elevada, a carga fiscal aumentou, o peso do Estado na economia era enorme e os serviços fundamentais continuaram sob controlo estatal. Nenhum liberal clássico defenderia esse modelo.

            Terceiro, as alterações ao Código do Trabalho que se referem foram, em grande medida, adaptações a uma economia globalizada e não uma conversão ideológica ao liberalismo. Se essas medidas fossem verdadeiramente liberais, dificilmente Portugal continuaria a apresentar um dos mercados laborais mais regulados da Europa durante grande parte desse período.

            Além disso, é curioso apontares apenas as medidas que se aproximam do mercado e ignorares todas as restantes. Um governo deve ser avaliado pelo conjunto das suas políticas, não por algumas decisões isoladas.

            A verdade é que o PS governou sempre dentro de uma lógica social-democrata europeia, isto é, economia de mercado, forte intervenção estatal, redistribuição de rendimento, serviços públicos universais e regulação significativa da atividade económica. Isso pode agradar ou não, mas está muito longe do liberalismo clássico.

            No fundo, o teu comentário acaba por cometer o mesmo erro que critica, reduz conceitos políticos complexos a uma lista de medidas avulsas (na minha opinião, escolhidas a dedo e truncadas da verdade). Se bastassem algumas privatizações para transformar um governo em liberal, então grande parte da esquerda europeia das últimas décadas teria de ser considerada liberal, o que dificilmente corresponde à realidade. 😉

          • Mário says:

            Não digam que o Socrates introduziu politicas liberais, que os IL lovers fofinhos aqui do fórum não gostam que se diga isso!

          • Vítor M. says:

            Ficaste tocado. Não foram eles, foste tu 😉 esse impeto comunista até esfolou agora 😉

          • Nuno V says:

            “não sendo socialismo puro” significa automaticamente “era liberal”
            Mas eu por acaso fiz esse argumento? Eu fiz o argumento que o Sócrates durante os seus mandatos, de inicio ao fim, praticou políticas liberais, e nem uma única que possa ser considerada socialista. O partido a que ele pertence pode-se auto intitular socialista, isto não significa que o seja. Da mesma maneira como o partido Nazi se intitulava de socialista, mas isto não significasse que o fosse.

            “Primeiro, privatizações não são exclusivas dos governos liberais. Foram realizadas por governos de esquerda e de direita em praticamente toda a Europa. Aliás, muitos dos setores privatizados continuaram fortemente regulados pelo Estado.”
            São exclusivas sim de ideologias de direita e centro direita, principalmente quando se trata de privatizações de sectores estratégicos.

            “Durante os governos de José Sócrates, a despesa pública manteve-se muito elevada, a carga fiscal aumentou”
            Engraçado, tal como se manteve no governo de Passos, bem como o do atual executivo. Na realidade, a dívida pública é mais alta neste momento do quem em alguma altura nos governos de Sócrates (87,5% vs 87%), e o mesmo se diz da carga fiscal (32,2% vs 35,4%). Se calhar o Passos e o Montenegro também são socialistas. Afinal de contas o PSD também já “defendeu” o socialismo e o marxismo.

            “serviços fundamentais continuaram sob controlo estatal.”
            Eu pensaria que CTT, EDP, GALP, TAP e a REN fossem serviços fundamentais. Mas afinal parece que não.

            “Terceiro, as alterações ao Código do Trabalho que se referem foram, em grande medida, adaptações a uma economia globalizada e não uma conversão ideológica ao liberalismo. Se essas medidas fossem verdadeiramente liberais, dificilmente Portugal continuaria a apresentar um dos mercados laborais mais regulados da Europa durante grande parte desse período.”
            Sim, pois claro que não têm nada a ver com ideologia. Se o Vítor diz, é porque não. No entanto, existem países com os mercados laborais ainda mais regulados, como por exemplo, a Alemanha. Entre estes dois países apenas existe um único ponto onde a nossa lei é mais restrita, que é nos despedimentos. Se calhar a Alemanha também é socialista.

            “A verdade é que o PS governou sempre dentro de uma lógica social-democrata europeia, isto é, economia de mercado, forte intervenção estatal, redistribuição de rendimento, serviços públicos universais e regulação significativa da atividade económica. Isso pode agradar ou não, mas está muito longe do liberalismo clássico.”
            Mas afinal o Sócrates era socialista ou social-democrata? Decide-te, não pode ser os dois ao mesmo tempo.
            O problema é que no governo de Sócrates, não ouve forte intervenção estatal. Na realidade a intervenção estatal diminui com a multitude de privatizações. Este fez um ataque aos serviços universais, sendo um bom exemplo, o da saúde, em que desinvestia no aparelho público e desviava fundos para o aparelho privado, mesmo quando nos seus governos estes aumentaram os gastos em percentagem do pib com a saúde.
            Falas em regulamentação significativa da atividade económica, mas foi o Sócrates que liberalizou o mercado de energia e o comércio de emissões, isto para não falar do mercado de trabalho.
            Mas que liberalismo clássico? Estamos a falar de neoliberalismo, a corrente dominante em todos os países pertencentes ao núcleo imperial.

            “No fundo, o teu comentário acaba por cometer o mesmo erro que critica, reduz conceitos políticos complexos a uma lista de medidas avulsas (na minha opinião, escolhidas a dedo e truncadas da verdade). Se bastassem algumas privatizações para transformar um governo em liberal, então grande parte da esquerda europeia das últimas décadas teria de ser considerada liberal, o que dificilmente corresponde à realidade. ”
            Sabes o que eu acho estranho? É tu não colocares uma única medida do governo de Sócrates para defender a tua posição.

          • Vítor M. says:

            O problema do teu argumento é que assumes que qualquer medida de privatização ou liberalização transforma automaticamente um governo em liberal. Totalmente errado.

            Se fosse assim, praticamente toda a social-democracia europeia das últimas décadas teria de ser classificada como liberal, incluindo governos do PS francês, do SPD alemão ou do Labour britânico.

            Depois, confundes instrumentos com ideologia. Um governo pode privatizar uma empresa, reformar leis laborais ou abrir mercados à concorrência sem abandonar um modelo social-democrata. O que define a orientação política é o conjunto das políticas e o papel que o Estado continua a desempenhar na economia e na redistribuição.

            Quanto à questão de Sócrates ser socialista ou social-democrata, não existe qualquer contradição. Aliás, tu sabes disto, o PS integra a família da social-democracia europeia, que historicamente evoluiu do socialismo democrático. Aliás, a esmagadora maioria dos partidos socialistas europeus governa há décadas dentro de economias de mercado e não de modelos socialistas clássicos. Ainda assim, socialistas!

            Dizes que não houve forte intervenção estatal, mas os números mostram precisamente o contrário. E basta vermos com olhos sérios: despesa pública elevada, aumento da carga fiscal, expansão da dívida, manutenção do Estado Social, investimento público maciço e controlo estatal sobre áreas essenciais como saúde, educação, justiça, segurança social e administração pública. Isso está longe de uma visão liberal de redução do peso do Estado.

            Sobre os exemplos que apresentas, convém recordar que CTT, EDP, GALP ou REN são empresas importantes, mas não definem por si só a natureza ideológica de um governo. Caso contrário, teríamos de concluir que praticamente todos os governos europeus das últimas décadas, incluindo muitos de esquerda, se converteram ao liberalismo apenas porque realizaram privatizações.

            Por fim, perguntas que medidas de Sócrates sustentam a minha posição. Algumas são evidentes, é um exercício de pura atenção: aumento da despesa pública, reforço do papel regulador do Estado, expansão de prestações sociais, forte investimento em infraestruturas públicas, manutenção dos pilares do Estado Social e uma das maiores cargas fiscais da história recente. Nenhum destes elementos é característico de um governo liberal clássico.

            Portanto, nem precisava de comentar, tu próprio tocas nos pontos, mas de forma reversa à verdade. E para isso, o que fizeste foi selecionar algumas medidas liberalizantes… mas isso não basta para caracterizar um governo como liberal, da mesma forma que a existência de impostos elevados ou despesa pública elevada não transforma automaticamente um governo em socialista. 😉 Simples.

        • Mario says:

          Oh Vítor e esse liberalismo frustrado também não engana ninguém. O que é que o frustrou no passado para ser assim? O liberalismo quer menos Estado nos lucros e mais Estado nos prejuízos sempre assim foi. Não vale a pena negar

          • Vítor M. says:

            Mas não sou liberal, eu já lhe disse 🙂 Ao contrário do Mario, que é um comunista frustrado, e que não se assume, mas zigzagueia e serpenteia na opinião, que desvaloriza o mérito… eu já lhe disse que sou Social Democrata. Sou a favor do meritocracismo, do premiar o profissionalismo, do apoiar a evolução tecnológica, do enfrentar o desafio de melhorar o bem comum. 😀 Portanto, o que o Mário diz não é factual (o Mário tem uma Mortágua dentro de si). 🙂 Fale do que sabe, não inventem, seja educado. 🙂

            Sobre a sua observação, é curioso ouvir isso de quem defende ideologias onde o Estado não fica apenas com os prejuízos, fica também com os lucros, as empresas, os salários e as decisões dos cidadãos. Os maiores desastres económicos do século XX ocorreram precisamente em economias planificadas, onde os prejuízos eram sempre pagos pela população.

            Além disso, os resgates estatais que referes são frequentemente criticados pelos próprios liberais, porque distorcem o mercado e protegem empresas que deveriam assumir as consequências das suas decisões. Confundir intervencionismo estatal com liberalismo é um erro bastante comum. Na sua idade é apenas falta de cultura.

            A história mostra que os países mais prósperos são os que combinam mercados livres, propriedade privada e instituições fortes, não os que entregam toda a economia ao Estado.

          • Mario says:

            Em que ficamos. Há umas semanas assumia se como liberal. Agora já não? Eu não sou comunista nem nunca fui. Mas não eu não quero que se entregue toda a economia ao Estado. Quero é que as pessoas paguem pelos seus erros. Como os banqueiros, e os empresários deste país que andam sempre de mão estendida ás esmolas.

    • Nuno José Almeida says:

      As taxas e taxinhas são na realidade custos de rede que sem eles não tinhas eletricidade em casa.

  8. Jaime says:

    A electricidade renovavel pode ser barata. Mas na realidade os produtores de energia renovável recebem pelo preço marginal mais caro da energia que entra no mix.

    Se produzirem 90% da energia do país a 5 euros MWH não é esse o preço pago . O preço pago a TODOS os produtores e por toda a electricidade será por exemplo 150 euros MWH referentes a 2% da energia de uma central a gás por exemplo.

    Acrescente-se ainda as tarifas de acesso ao sistema que incorporam largamente os preços garantidos às eólicas e solares no passado e outros mamões como a RTP e temos um preço muito mais alto que deveriamos.

    • JL says:

      Era assim, isso já acabou.

      • AntonioS says:

        O que é que acabou ? Sim já não fazem novos contratos a preços garantidos mas ainda estamos a pagar antigos e de qualquer maneira o processo de obtenção de preço que eu saiba não mudou. O preço é definido pela energia mais cara do mix.

        • JL says:

          Novos já não se atribuem, e os que haviam já devem estar nos preços normais, já que a bonificação ia reduzindo de valor.

          Neste momento é definido pelo MIBEL.

          • Mário says:

            Exato. Recebem pelo preço mais caro que marca cada hora. é essa a filosofia de funcionamento do Mibel. Correção: recebem pelo preço mais alto que marca cada quarto de hora de consumo.
            Mas os produtores ainda estão a chorar que querem dinheiro do Estado para fazer o repower das suas eólicas… como se não tivessem tido cashflow qb nos ultimos 20 anos.

          • JL says:

            Não, recebem pelo que foi acordado no contrato.

            E fazem eles muito bem, afinal não são diferentes do lobby do petróleo que até inventam guerras para mudar a demanda.

          • Mario says:

            Se o contrato das FiT acabou, entram em regime de mercado e funciona pelo que eu disse.
            Mas depois o pai Estado dá mais uns milhões para eles deixarem de chorar.

          • JL says:

            Então diga lá quanto recebem neste momento ? é que tem estado a zero…

            Duvido que dê tantos milhões como dá para combustiveis.

          • Mario says:

            Depende da hora do dia. Da oferta e da procura. Por acaso durante a noite e madrugada têm estado a receber bem, na casa dos 80-120€ MWh
            Mas já sei que o seu mibel é diferente do meu, com preços diferentes e tudo.

          • JL says:

            Quer dizer que conseguem compensar quando estão a receber zero.

  9. Grunho says:

    Mesmo com esses preços altíssimos 100 kms de bicicleta eléctrica saem a menos de 20 cêntimos em energia . Os crápulas dos políticos e autarcas do capitalismo neoliberal é que querem proibir o pessoal de as usar para ir para o trabalho.

  10. Mapril says:

    Não se faz referência à taxa de potência, vulgo aluguer do contador, que chega a custar mais do que a energia consumida.

  11. Mac says:

    Em noso país é Balata, muito balata…

  12. Toni da Adega says:

    Também se pode dizer que nos países mais ricos é tudo mais caro.

  13. Zec says:

    Fixe vamos comparar com países em que com 100€ és o gajo mais rico de lá. Faz todo o sentido.

  14. utherzzao says:

    Portugal só é barato no ordenado mínimo. Fica barato ao estado/empresas!
    O lema em Portugal é: “o zé povinho que se amanhe!”

    • Grunho says:

      O salário que interessa ao capitalista (que eles dizem “as empresas”, para parecer mais promocional) é sempre o mais baixo de todos os salários possíveis. E vai ser sempre esse o que ele vai pagar, até o obrigarem a mudar de ideias.

    • JL says:

      Oh secalharya, não é melhor ler o artigo primeiro antes de soltar os seus preconceitos ? é que tem ali países com ordenados mínimos bem menores a terem energia mais cara, e até mais barata, tem muitos fatores que entram na equação, e não apenas alguns.

  15. Hugo says:

    É cara porque a base do diagrama de cargas é a gás, daí os preços não descerem.

  16. Joao Ptt says:

    O preço não aumentou imenso durante a altura da promoção da instalação das eólicas? Alguém tinha de pagar o regabofe.

    Melhor que pagar o regabofe foi que nem tiveram uma visão mais integracionista de colocar junto à produção locais de armazenamento gigantesco de energia (em locais discretos, tanto quanto possível, em instalações discretas) para que na ausência de produção imediata a anteriormente produzida pudesse ser utilizada.

  17. CAImarada says:

    É cara, mas ao menos tem componente “verde” e social.
    Não há almoços grátis!

  18. JL says:

    O que nos falta é ter petróleo:

    “Subsidies Keep Prices Low in Energy-Rich Countries
    At the opposite end of the ranking, many countries with abundant fossil fuel resources maintain exceptionally low electricity prices.

    Iran records the lowest average residential electricity price globally at just $0.003 per kWh. Other countries with very low prices include Ethiopia, Kyrgyzstan, Iraq, Angola, and Egypt.

    In many cases, government subsidies help keep electricity affordable for households. Energy-producing nations such as Qatar, Kuwait, Saudi Arabia, and Algeria also benefit from access to low-cost domestic fuel supplies, allowing them to offer electricity at a fraction of the prices seen in Europe.”

    • Mário says:

      Por isso é que a produção de energia a carvão, se tirarmos a taxa especulativa do CO2, ficava-nos ainda mais barato produzir a carvão do que ter renováveis…

    • Mário says:

      Antes que diga que eu sou mentiroso. Uma análise feita com base no custo do dutch TTF para importação de gás natural e com base no custo de importação do carvão:

      O custo real de produção de eletricidade a partir de fontes fósseis é diretamente ditado pelo impacto da fiscalidade verde. Uma análise direta entre a tecnologia do carvão (tendo como referência a central de Sines) e as centrais a gás natural de ciclo combinado revela como os impostos alteram as regras do mercado:

      Cenário Sem ISP e Sem CO2 (Combustível + Margem): O carvão apresenta-se teoricamente mais competitivo, com um custo estimado de 55 €/MWh, face aos 68 €/MWh do gás natural, devido ao menor preço de importação da matéria-prima térmica.

      Cenário Com ISP e Com CO2 (Preço Final): A dinâmica inverte-se. Devido à elevada intensidade carbónica do carvão (~0,90 tCO2/MWh), o preço final dispara para os 132 €/MWh. O gás natural, por ser mais eficiente e emitir menos de metade (~0,37 tCO2/MWh), fixa-se nos 100 €/MWh.

      Os números demonstram de forma objetiva que a integração dos custos das licenças de emissão (CELE) e do ISP retira a viabilidade económica ao carvão, posicionando o gás natural como uma opção financeiramente mais eficiente no segmento térmico.

      E antes que diga outra coisa… sim a taxa de CO2 foi algo que alguém se lembrou como… vamos taxar a x preço.

      • JL says:

        A taxa de CO2 veio para financiar projectos que tenham menos emissões de CO2, não foi porque alguém se lembrou, o mundo não funciona com o comunismo que você tanto defende.

        • Mario says:

          Mas você defende o socialismo que è para onde estamos a caminhar, onde um grupo de elites lhe diz o que pode comprar, sem livre arbítrio. E é preciso financiar porquê? As pessoas não sabem arriscar? Defendem tanto o liberalismo e o pai Estado é que tem que pagar?
          Errado. Alguém se lembrou que era fixe. Tão fixe como a reciclagem das pás das eólicas ser tão ou mais inimiga do ambiente.

          • JL says:

            Não, não defendo socialismo, esteja descansado.

            Mas isso não é socialismo, é comunismo, já que é isso que faz por aqui, tenta mandar nos outros de acordo com a sua vontade.

            Mas onde eu digo que tem de pagar ?

            Se viu o artigo, então sabe que estão a criar soluções para isso, lembra-se que não vivemos no comunismo e ninguém se lembra de algo para se fazer e se faz ?

          • Mario says:

            Eu não mando em ninguém. Já você deve ter aí uma condição no seu código de bot que diz… Se falar em carros a combustão, então diabolizar. Só voce é que não vê isso. Você até diz que as pessoas não têm elétrico porque não querem, não é querer submeter os outros á sua vontade? Afinal… Deixe essa pele de político de vão de escada e seja um adulto normal.

          • JL says:

            Errou, fale ou não bem não interessa, o que interessa é se falam a verdade ou não e o que vêem inventar e com que interesse, desde ha muitos anos a combater lobbies.

            Exato, as pessoas não têm porque não querem, você é a prova disso.

            Você tem aquilo que quer, só acho estranho vir dizer que é obrigado a comprar eléctrico e não tem nenhum, isso faz de si um alvo para eu atacar.

            Eu nunca fui político, nem quer ser, no máximo ser presidente da república, mas para isso não preciso de ser politico.

            Eu sou adulto, tanto que não digo que sou obrigado a comprar algo que não comprei, e em vez disso comprei alho que afirma não se poder comprar, quer que eu seja mais adulto que isto ?

  19. Carlos Fernandes says:

    Esta é uma das razões para a falta de produtividade em Portugal.

  20. JPM says:

    O engraçado disto é que Portugal depois congratula-se com médias de 80% de uso de energia renovavel – onde é que depois isto se verifica na factura final da conta da eletricidade? Não vemos.
    Apesar dos custos de infraestrutura (instalação, manutenção), a vantagem de ser independentes de combustiveis fosseis (que temos necessáriamente de importar porque “valha-nos o senhor” se explorar-mos gas ou petroleo no nosso pais.. Usar energia “do sol, do vento e da água” não são fontes gratuitas que deveriam baixar os custos? Pelos vistos não.. só os vemos a aumentar, por mais que semeiem paineis solares pelos campos deste país fora.
    Aposto que no dia que tivermos energia de fusão aplicada em massa (ainda longe, eu sei) em vez de vermos o custo da eletricidade a baixar vamos ver o custo a subir – porque no final do dia o que interessa é pagar rendas e manter os lobbies bem alimentados.

    (por isso é que mesmo que Portugal explore reservas de litio, petroleo ou gas, dificilmente vamos ver beneficios para a população em geral – isto porque não somos uma Noruega, onde a classe politica tem outro tipo de rigor que paises como Portugal não têm)

  21. Max says:

    Entre post e comentários tenho dificuldade em escolher o que é pior.
    No post noto a frase: “Os portugueses pagam mais de 79 vezes o preço praticado no país onde a eletricidade é a mais barata do mundo. O Irão ocupa o último lugar com apenas $0,003 por kWh, ” Do Irão não fui ver mas fui ver da Etiópia que é $0,006 por kWh. Só que há um aspeto a considerar – a larga maioria da população vive no campo e apenas 10% tem acesso a eletricidade. Anda-se a comparar alhos com bugalhos.
    O que tem que se comparar é com países semelhantes, designadamente UE (e Europa). Os dados mais recentes, do Eurostat, são referentes ao 2º semestre de 2025:
    – No segundo comentário que escrevi acima coloquei o link para o relatório, feito pela ERSE com esses dados, que conclui: “os preços médios de eletricidade em Portugal apresentam valores inferiores aos da média da União Europeia e aos da média da Área do Euro, para os segmentos doméstico e não doméstico, e também inferiores aos de Espanha, para o segmento doméstico.” Também se pode ver por país.
    – No primeiro comentário coloquei um link para um resumo do próprio Eurostat, com o custo da eletricidade para o consumidor doméstico em PPS, tendo em conta o poder de compra de cada país. E aí sim, a eletricidade em Portugal é das mais caras – não é pelo preço em si da eletricidade, que até está abaixo da média europeia, é porque os portugueses têm um rendimento mais baixo que a média da UE.
    A informação sobre os preços da energia está amplamente disponível. Mas o pessoal prefer arrotar/cuspir para o ar: “a culpa é das renováveis e das eólicas” … “a culpa é da classe política, os da Noruega é que são bons” – só ignorância e populismo.

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