Governo do México apresentou um carro elétrico que custa cerca de 7500 euros
O Governo do México apresentou o seu primeiro protótipo de carro elétrico nacional, num evento orientado pela Presidente Claudia Sheinbaum. O carro é simples, barato e chega uma mensagem política clara.
O México acaba de dar um passo importante no universo dos veículos elétricos. A startup governamental Olinia revelou o seu primeiro protótipo, o Olinia Uno, numa cerimónia realizada num hangar da Força Aérea Mexicana, a norte da Cidade do México.
A Presidente Claudia Sheinbaum entrou no palco ao volante do veículo, num gesto carregado de simbolismo industrial.
🇲🇽Mexico Unveils Olinia 1: First Mexican-Designed Electric Vehicle to Launch in 2027.
Full story: https://t.co/2ZSg0HJoMk pic.twitter.com/45B1sM1MYQ
— Voice of Mexico (@VOMexico) June 8, 2026
O carro tem lugar para seis pessoas, foi concebido para uso urbano e custa cerca de 150.000 pesos mexicanos (o equivalente a cerca de 7500 euros). As entregas estão previstas para o verão de 2027.
Em julho será apresentado o protótipo do Olinia Cargo, uma versão pickup para uso comercial.
Entretanto, o Governo mexicano planeia instalar entre 2000 e 3000 postos de carregamento na Cidade do México e nos estados vizinhos do México e Puebla até ao final do próximo ano.
Feito para as cidades do México
O Olinia Uno não ambiciona competir com a Tesla nem com a BYD. Aliás, a velocidade máxima é de 50 km/h, colocando este elétrico na categoria dos veículos de baixa velocidade, pensados para percursos curtos em zonas urbanas densas.
Com estas características, pode substituir frotas de táxi e ser alternativa ao automóvel a combustão em cidades com problemas crónicos de qualidade do ar.
A bateria é de 14,7 kWh e oferece uma autonomia superior a 125 quilómetros por carga. Um detalhe relevante para o mercado a que se destina é que pode ser carregado numa tomada doméstica comum, sem necessidade de infraestrutura dedicada.
A Olinia apresentou os custos operacionais como um dos principais argumentos de venda. Segundo os dados divulgados no evento, o custo por quilómetro é de aproximadamente 0,49 pesos (o equivalente a cerca de 0,024 euros), face aos 2,40 pesos (o equivalente a cerca de 0,12 euros) de um veículo a gasolina equivalente.
Para um condutor urbano diário, isso pode representar uma poupança anual superior a 50.000 pesos (o equivalente a cerca de 2500 euros), um argumento difícil de ignorar em mercados onde o rendimento disponível é limitado.
Engenharia nacional com colaboração internacional
O projeto nasceu de 18 meses de trabalho conjunto entre o Instituto Politécnico Nacional, o Instituto Tecnológico Nacional do México e especialistas da China, dos Estados Unidos, da Índia e da Alemanha.
Atualmente, 50% dos componentes são de origem nacional, com um objetivo de atingir 75% de integração doméstica até 2030.
Durante muito tempo, falou-se do México como um país destinado apenas a produzir o que outros imaginaram. A Olinia é a prova de que o México pode ir muito mais longe.
Afirmou Sheinbaum, perante dezenas de engenheiros e designers envolvidos no projeto.
Carro elétrico vai chegar às ruas do México?
A questão central procura perceber se a Olinia conseguirá escalar o seu carro elétrico. Afinal, o projeto tem apoio governamental, mas não tem infraestrutura de produção consolidada e o prazo de 2027 deixa margem para atrasos.
A indústria automóvel mexicana está historicamente estruturada em torno de fábricas de montagem de marcas estrangeiras, não de marcas nacionais. De facto, a última tentativa séria de um automóvel de design mexicano foi o desportivo Mastretta MXT, que chegou a produção limitada em 2011 antes de desaparecer.
Contudo, a ambição da Olinia é mais modesta, uma vez que não pretende construir uma marca global, mas colocar um veículo elétrico barato e funcional nas ruas mexicanas, desenvolvido com engenharia local, a um preço que nenhum carro elétrico a bateria importado consegue igualar.
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Até já o México tem um carro.
É impressionante.
E é bem mais carro do que os tuktuks feitos por aqui.
O México tem 13x população portuguesa. E é um projecto do Estado Mexicano. Ou seja não sabemos sequer se os 7500 euros são reais. Com aquelas rodas minúsculas e uma suspensão sem grande margem de movimento é mais um projecto para cidades sem buracos nas ruas. E provavelmente pouco futuro.
Não fazer nada é mais fácil e mais barato
Não era apenas UE da Europa que queria salvar o mundo ?
Eles querem salvar, o mundo, man dos Europeus.
Ou por exterminio, ou por guerras, ou porque tornam a vida das pessoas tão dificil que teem que emigrar.
Com isto tudo, sim, estão a salvar a EU da Europa.
O problema é o que a Europa vai fazer para se salvar da EU…
Ui, lá vêm eles com as conspirações.
Quem conduz elétricos certamente não quer salvar o mundo. Desperdiçam energia em acelerações.
Se não houver aceleração, como se move ?