G7 liberta 100 milhões de barris das reservas para travar preços dos combustíveis
Os países do G7 chegaram a acordo para libertar 100 milhões de barris de gasóleo e petróleo bruto das reservas de emergência, numa operação coordenada através da Agência Internacional de Energia (em inglês, AIE). O processo começa imediatamente e deverá decorrer durante quatro meses, numa altura em que os preços dos combustíveis continuam pressionados pela guerra com o Irão.

A perturbação do mercado energético provocada pelo conflito com o Irão continua a obrigar as principais economias mundiais a recorrer às reservas estratégicas. Depois da operação coordenada, em março, pela AIE, o G7 acordou a implementação de compromissos que envolvem 100 milhões de barris de gasóleo e petróleo bruto.
O objetivo passa por aumentar a disponibilidade de combustíveis no mercado e ajudar a conter a forte subida dos preços, com especial atenção ao gasóleo.
G7 quer colocar mais gasóleo no mercado
Segundo o comunicado conjunto do G7, a libertação coordenada através da AIE começa imediatamente e decorrerá durante quatro meses. A operação será antecipada no caso do gasóleo, estando prevista uma libertação substancial deste combustível nos primeiros 20 dias por parte dos membros do G7 e dos seus parceiros.
O acordo não especifica quanto dos 100 milhões de barris corresponderá a petróleo bruto, gasóleo ou outros produtos, nem indica a contribuição individual de cada país.
O G7 deixou ainda aberta a possibilidade de novas libertações de gasóleo, caso sejam necessárias, e os seus membros comprometeram-se a não impor restrições às exportações de produtos energéticos entre si.
Além disso, o G7 refere que os 100 milhões de barris têm em consideração compromissos que já foram cumpridos, pelo que este volume não deverá corresponder a 100 milhões de barris adicionais aos 400 milhões mobilizados em março pelos 32 membros da AIE. Aliás, segundo o diretor executivo da agência, Fatih Birol, cerca de dois terços desses 400 milhões de barris já foram libertados.

Mercados reagiram em baixa
A perspetiva de uma maior disponibilidade de combustível teve reflexos imediatos nos mercados. De acordo com a Reuters, os futuros norte-americanos do gasóleo caíram mais de 4%, para 4,4491 dólares por galão, enquanto os futuros europeus de referência recuaram mais de 90 dólares por tonelada.
Antes do acordo final, os governos da União Europeia (UE) tinham discutido uma proposta francesa que previa a libertação de 50 milhões de barris de gasóleo pelos países europeus e de 50 milhões de barris de petróleo bruto pelos membros da AIE.
Mais reservas podem ajudar, mas não garantem preços baixos
A libertação das reservas pretende aliviar um mercado energético pressionado pelas perturbações provocadas pela guerra com o Irão. A prioridade dada ao gasóleo poderá ser relevante para a Europa, que aumentou as importações deste combustível provenientes dos Estados Unidos devido às perturbações no fornecimento dos produtores do Golfo.
Não obstante, o efeito final nas bombas dependerá da evolução das cotações internacionais e da situação no Médio Oriente. Se a queda observada nos mercados se mantiver, haverá maior margem para que o alívio seja transmitido aos consumidores.
Leia também:


















