Ferrari partilhou o segredo para o Luce durar para sempre
A Ferrari não quer que o Luce siga o destino habitual dos carros elétricos, condenados a perder valor à medida que a bateria envelhece. O novo SUV elétrico da marca de Maranello chega com uma bateria modular e substituível, numa solução que promete dar-lhe uma vida útil muito superior à de um veículo elétrico comum.
Um dos calcanhares de Aquiles dos veículos elétricos é a degradação da bateria. Tal como acontece com um smartphone ou um portátil, chega um momento em que a autonomia perdida obriga a pensar na substituição do componente ou mesmo do equipamento.
Tratando-se de um carro que custa mais de meio milhão de euros, a Ferrari decidiu que isso não podia ser uma opção para o Luce.
A solução passou por desenhar uma bateria que não está totalmente integrada no chassis, mas sim alojada num módulo que pode ser retirado e substituído sempre que necessário.
Bateria modular pensada para o futuro
O Luce utiliza uma bateria de 122 kWh com uma arquitetura elétrica de 800 V, mas o detalhe mais interessante está na filosofia por detrás do design.
Ao não fixar a tecnologia da bateria à estrutura do carro, a Ferrari abre a porta a duas possibilidades:
- A simples substituição de células degradadas;
- A atualização para tecnologias de baterias mais avançadas que venham a surgir no futuro.
Segundo Elena Ligabue, responsável pelo desenvolvimento de baterias da Ferrari, em declarações à CarExpert, o chassis, o carro e o espaço da bateria foram pensados para durar para sempre, sendo possível substituir apenas a tecnologia interna por algo novo mais tarde, já que não existe uma grelha fixa dentro do compartimento.
Na prática, isto significa que o Luce de hoje poderá, dentro de alguns anos, receber uma bateria com química completamente diferente sem que seja preciso substituir o carro inteiro.
Ferrari pensou nos detalhes
A bateria é composta por 15 módulos, cada um com a sua própria placa de arrefecimento em alumínio. Estas placas não servem apenas para dissipar o calor gerado pelas células, mas desempenham, também, uma função estrutural, contribuindo para a rigidez do chassis do veículo.
Quanto às células, a Ferrari optou por um formato "de saco" de grandes dimensões, otimizado para equilibrar energia e potência.
O resultado é uma densidade energética gravimétrica de cerca de 305 Wh/kg, um valor que coloca a bateria do Luce entre as mais eficientes do setor.
Por fim, toda a montagem é feita internamente, em Maranello, seguindo a mesma lógica de controlo de qualidade artesanal que a Ferrari aplica aos seus motores de combustão.
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Imagem: CarExpert
Neste artigo: bateria, carro eletrico, Ferrari, ferrari luce





















Ou talvez mesmo porque é um flop e ninguem o vai querer comprar/utilizar. A Lambo neste capitulo deu uma valente cartada à Ferrari.
Deve ser por isso que já tem encomendas até ao final de 2027.
certo, não significa que seja bom ou bonito….
neste tipo de mercados o que conta é o nome da marca e o “papel do veiculo”. Neste caso trata-se do 1º Ferrari Electrico e desenhado por americanos, podia ser um cubo com rodas e cor castanha que ia vender da mesma forma.
basta pensar no California que foi um carro bastante “detestado” pela imprensa automóvel e fãs quer fosse pelo nome, pelo design, etc e vendeu muito bem pois agradou às “massas” de malta com dinheiro e ao mercado americano.
eu continuo a achar este “ferrari” um atentado… mas basta ver quem o desenhou que se percebe logo que a intenção é simples, vender um “Ferrari” que para colecionadores seja diferente de todos os os outro sendo distintivamente elétrico (ter linhas de carro a pilhas e mais próximas de um eletrodoméstico ou objecto de secretária) e não ser desenhado por uma casa italiana, mas que também agrade a quem tem dinheiro mas não ama carrosou a marca e quer ter algo distinto de quem anda com qualquer outro EV mais comum.
Bom e bonito é relativo a cada um, como sabe as pessoas têm os seus próprios gostos.
Está a dizer que não sabem o que fazem ? é o que não falta na história são ferraris considerados feios e no fim fizeram sucesso.
Bom e bonito não é assim tão relativo quanto dizes… vai ver o que vários designers apontam a este carro…
não entendo porque questionas se estou a dizer que não sabem o que fazem….. eu disse exatamente o contrário disso, todo o desenho e decisões foram premeditadas – o simples facto de meter o desenho do carro em mãos de americanos que desenham gadgets e telemóveis é um acto para este carro se demarcar de todos os outros Ferraris. O tema é que acaba por ser entendido por puristas, designer e fãs da marca como um não-ferrari e o objectivo é mesmo esse acaba ser comprado por colecionadores e por malta que não quer um verdadeiro ferrari mas dizer que tem um electrico mais distinto.
É de todo relativo, se o carro acumula encomendas então houve pessoas a gostar dele.
Um designer é uma pessoa.
Se não soubessem que era uma boa aposta não o tinham feito, portanto é o contrário. E como disse, no passado já aconteceu o mesmo, em carros que tiveram sucesso.
Que acaba por ser comprado por ser um verdadeiro Ferrari, tanto que tem o logotipo da marca.
Até o que é feio e mau vende… não é por isso que passa a ser bonito e bom….
há muita musica má, que qualquer musico pode decompor e demonstrar que toda a sua estrutura musical e lirica está errada – mas haverá quem goste não é por isso que passa a ser bom ou que deixa de ser arte.
Aqui aplica-se o mesmo, o carro tem falhas fundamentais para aquilo que define um desportivo e um ferrari… tem falhas fundamentais para aquilo que são as proporções de um carro elegante e bonito.
Mas como disse, a pesar de estar a tentar desconversar, tudo aqui teve intenção. E o que acontece é que mexe de forma com quem de facto aprecia carros, mas agrada à malta que pouco quer saber dessa componente…
Se fosse feio não vendia.
Que falhas são essas ?
Eu não desconversei, apenas tenho uma opinião diferente.
Quem de facto aprecia o carro, compra se pode, portanto esse argumento também não se aplica.
Existe um manual que posso consultar para saber o que é apreciar carros ?
Olha, eu também já tenho encomendas no meu “atelier” até 2077… se não fizer mais nada até lá. LOL
Seja verdade ou mentira:
– “CEO da Ferrari, revelou que o novo Ferrari Luce já está a ‘acumular encomendas'”
– “Benedetto Vigna confirmou que o interesse comercial é forte, tanto por parte de clientes habituais da Ferrari como de novos compradores.”
– “No caso da Ferrari, tudo indica que o Luce poderá seguir um caminho semelhante, isto é, muito contestado online, mas comercialmente bem-sucedido.”
Melhor segredo é não comprar um, a Lamborghini até chora a ver este carro.
Bem visto, o melhor é comprar dois.
Eu vou comprar 3!
Vou comprar dois para serem as minhas pantufas!
Transformers!
Pois pois, vamos ver se é um flop…
Para a imprensa, “puristas” e fãs da marca é um flop…. mas para o departamento de finanças da Ferrari dificilmente será…
Eu quando vi o carro achei logo horrível, mas pensei que iria vender bem facilmente pois que compra ferraris é para colecionar e/ou mostrar que tem um ferrari ou um ferrari X ou Y.
Mas lá está eu também não sou o publico alvo, mesmo que fosse a coisa mais bonita de sempre de certeza que não o ia comprar xD
Ainda não enterraram este caixão? já cheira mal!
🙂
Por enquanto, prefiro deixar passar o tempo…
Mais:
Em vez de procurar já um juízo estético sobre o carro, espero pelo dia em que possa ver o Luce ao vivo,
pois é diferente observar um “objecto” ao vivo do que observa-lo nas fotografias.
O “gosto” (essa coisa a que chamamos “gosto”), o “gostar”, o “não gostar” não é estático, é dinâmico, e relaciona-se [também] com a formação estética que a pessoa tem.
🙂
Para corroborar o que digo:
Antes e durante a apresentação pública, a Torre Eiffel, foi considerada “aborto” por parte da elite intelectual e artística de Paris. A expressão exacta em francês foi “un avorton de fer” (um aborto de ferro).
🙂
Eis o que alguns ilustres disseram:
Léon Bloy: Chamou-a de “um candeeiro de rua verdadeiramente trágico”.
Paul Verlaine: Descreveu-a como o “esqueleto de um campanário”.
François Coppée: Apelidou-a de “mastro de ferro de aparelho de ginástica”.
Joris-Karl Huysmans: Além de “aborto”, chamou-lhe “grelha em forma de funil” e “supositório perfurado”.
🙂
Ora:
Quem é que hoje, não deseja ver e visitar o “aborto de ferro” em visita a França?
Quem é que hoje não vê o “aborto de ferro” como um símbolo, um ícone de França?
Quando se olha o “aborto de ferro” pensa-se logo uma palavra: “França”.
Hoje, o “aborto de ferro” é protegido e acarinhado por todos os Governos e Presidentes de França com um orgulho “Gaullista”…
🙂
O “Luce”, está na fase do “aborto”… nomeadamente “aborto de lata” !
Muito curioso em saber quanto tempo irá durar a fase do “aborto” do Luce…
🙂
Pergunta de quem não está muito dentro deste tema.
Mas isto não é já assim com outros carros elétricos?
Se eu precisar de trocar a bateria, não é apenas a bateria que me trocam?
O que é que a Ferrari tem de especial em relação aos restantes? Aliás, até faço a pergunta ao contrário: no caso de os outros fabricantes não o fazerem desta forma, porque é que não fazem como a Ferrari e, quando chega a altura de substituir a bateria, trocam apenas o módulo necessário e está feito?
Se não estou em erro, a Nissan já fazia algo semelhante, e a Toyota também nos primeiros híbridos – não sei bem como é atualmente.
A questão principal não é tanto “trocar só a bateria avariada”, mas sim a forma como o pack foi concebido. Num sistema modular, a bateria é composta por vários módulos independentes que podem ser removidos e substituídos individualmente. É como ter uma bateria “às postas”.
Em muitos elétricos atuais, como os da Tesla, apesar de a bateria também ser composta internamente por módulos, a abordagem habitual da marca ou da oficina autorizada é substituir o pack completo quando surge um problema significativo. Mais tarde, esse pack pode ser aberto num centro especializado, os módulos ou células defeituosos são substituídos, e a bateria é recondicionada (refurbished) – exemplo a Tesla se te trocar a bateria do carro não nunca mete uma nova mete uma refurbished sem o dizer de forma e diz que é “nova” (noutras marcas é possível que façam o mesmo).
O que a Ferrari está a destacar é que a substituição de módulos foi pensada de raiz para ser mais simples, rápida e economicamente viável. Se um conjunto de células apresentar problemas, consegue-se trocar apenas essa secção da bateria com menos trabalho e menor custo.
Por isso, de forma muito resumida, o objetivo é o mesmo que noutras marcas: reparar em vez de deitar fora a bateria inteira. A diferença está no quão fácil, rápido e barato é fazer essa reparação ao nível dos módulos.
Segundo entendi a troca das baterias é mais fácil. Também permitirá trocar por outro tipo de baterias, no futuro, sem necessidade de mudar o chassi ou de adaptadores.
Porque é um Ferrari, What else? 🙂